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2 de maio de 2024

17 de julho de 2016

WHITESNAKE - LOVEHUNTER (1979)


Lovehunter é o segundo álbum de estúdio da banda inglesa Whitesnake. Seu lançamento oficial aconteceu em outubro de 1979, através do selo United Artists Records. As gravações ocorreram em maio daquele mesmo ano, no Clearwell Castle, em Gloucestershire, no Reino Unido, com o auxílio dos estúdios móveis do Rolling Stones (Mobile Studio). A produção ficou por conta de Martin Birch.


Após (quase) 5 anos, o Whitesnake volta ao Blog. Vai-se fazer um breve histórico do grupo antes de se focar no álbum propriamente dito, como sempre.

Em março de 1976, o Deep Purple terminava a turnê que divulgava o álbum Come Taste the Band (1975).

Pouco antes do último show da turnê, os dois membros remanescentes do Purple, o baterista Ian Paice e o tecladista Jon Lord, haviam decidido que o melhor a se fazer era encerrar as atividades do grupo.

O fim do conjunto foi finalmente tornado público em julho de 1976. Disse Coverdale em uma entrevista: “Eu estava com medo de deixar a banda. O Purple era a minha vida, Purple me deu a minha carreira, mas, ao mesmo tempo, eu queria sair”.

Após o desaparecimento do Deep Purple, Coverdale embarcou em uma curta carreira solo. Ele lançou seu primeiro álbum em fevereiro de 1977, intitulado White Snake.

Todas as músicas do disco foram escritas por Coverdale e o guitarrista Micky Moody.

Como seu primeiro trabalho solo, Coverdale mais tarde admitiu: "É muito difícil pensar para trás e falar sensatamente sobre o primeiro álbum. White Snake foi um esforço muito introspectivo, reflexivo e discreto, em muitos aspectos, e escrito e gravado no rescaldo do colapso do Deep Purple”.

Mesmo que o álbum não tenha sido bem-sucedido comercialmente, o seu título inspirou o nome da futura banda de Coverdale.

David Coverdale

Em 1978 Coverdale lançou seu segundo álbum solo, Northwinds, que foi recebido muito melhor que o seu anterior. Mas, antes do lançamento do disco, David já havia formado uma nova banda.

David Coverdale fundou o Whitesnake em 1978, em Middlesbrough, Cleveland, no nordeste da Inglaterra.

O núcleo da primeira formação do conjunto estava trabalhando como a banda de apoio de Coverdale, nomeada The White Snake Band, desde a turnê para promoção do primeiro álbum solo do vocalista e manteve o nome antes mesmo de ser oficialmente conhecida como Whitesnake.

Conforme dito, eles excursionaram com Coverdale como sua banda de apoio para os dois álbuns solo por ele lançados, White Snake (1977) e Northwinds (1978), entre sua saída do Deep Purple e a fundação do Whitesnake.

Naquele momento, a banda era composta por David Coverdale, pelos guitarristas Bernie Marsden e Micky Moody, pelo baixista Neil Murray, pelo baterista David "Duck" Dowle e ainda com o tecladista Brian Johnston.

Johnston logo seria substituído pelo responsável pelo órgão e teclados do Procol Harum, Pete Solley. Mas, por causa de seus inúmeros compromissos, Solley foi substituído pelo ex-tecladista do Deep Purple, Jon Lord, durante as sessões para o primeiro álbum do grupo.

O Whitesnake lançou um EP, chamado Snakebite, em junho de 1978. O EP continha 4 faixas, sendo 3 autorais e um cover, “Ain't No Love in the Heart of the City”, originalmente apresentada pelo bluesman norte-americano Bobby Bland.

Este EP, com apenas 4 canções, jamais foi lançado nos Estados Unidos. Uma versão dupla do mesmo EP, contendo mais 4 outras canções retiradas do álbum Northwinds (da carreira solo de Coverdale), totalizando 8 faixas, foi lançado em setembro de 1978.

Aproveitando o sucesso do EP, e, especialmente da faixa “Ain't No Love in the Heart of the City”, a banda resolveu gravar e lançar o seu primeiro álbum de estúdio.

Gravado e mixado em 10 dias, Trouble foi lançado em outubro de 1978.

Jon Lord

O trabalho possui boas canções como “Take Me with You”, “Lie Down (A Modern Love Song)” e a própria faixa-título, todas com uma pegada bastante Blues Rock.

O álbum acabou atingindo a 50ª posição da principal parada britânica deste tipo lançamento.

O segundo álbum viria aproximadamente um ano depois, Lovehunter.

A capa causaria uma certa controvérsia, pois contava com uma ilustração de uma mulher nua montando em uma serpente enrolada. Obra do artista Chris Achilleos.

Os trabalhos artísticos originais de Lovehunter foram roubados na década de 1980.

Vamos às faixas:

LONG WAY FROM HOME

Com um ritmo cadenciado e com um peso comedido, o álbum se inicia de forma rítmica e bastante melódica. A interpretação de Coverdale é muito sóbria e a sonoridade é envolvente. O solo é simples e com feeling. Ótimo início.

A letra é em tom de flerte:

I would do anything to be near you,
You're everything any man could claim
I see your face in the night,
I hear you calling my name


Lançada como single, atingiu a 55ª posição na principal parada britânica desta natureza, tendo até boa divulgação nas rádios do Reino Unido.



WALKING IN THE SHADOW OF THE BLUES

Um riff muito bom, pesado e intenso dita o ritmo em "Walking in the Shadow of the Blues". Evidente, como o próprio nome denuncia, trata-se de um Hard Rock setentista extremamente carregado da influência do Blues. Os teclados estão evidentes com a categoria de sempre por parte de Jon Lord. Ótimos vocais, incrível intensidade e excelente presença das guitarras formam uma das melhores composições de toda a carreira do Whitesnake. Clássico!

A letra pode ser entendida como uma ode ao estilo musical a que se refere:

I love the blues
They tell my story
If you don't feel it I will tell you once again
All of my life I've been caught up in a crossfire
'Cos I've been branded with the devil mark of Cain



HELP ME THRO' THE DAY

Nesta faixa, a pegada bluesy continua intensa, mas há um forte toque de melancolia e suavidade. As guitarras estão bastante presentes, abusando do feeling, acabando por se tornarem os grandes destaques da canção.

A letra fala sobre uma mulher:

Help me through the day,
Help me through the night
Baby your sweet loving
Will make everything all right

Trata-se de um cover para uma canção originalmente composta pelo músico norte-americano Leon Russell.



MEDICINE MAN

"Medicine Man" possui um riff forte e criativo, remetendo diretamente ao que Coverdale (e Lord) faziam no Deep Purple. Hard Rock setentista de primeira, com peso e melodia, destacando os teclados do mestre Jon Lord!

A letra é uma brincadeira romântica:

I'm the medicine man,
Your doctor of love
Medicine man,
Doctor of love



YOU 'N' ME

Em "You 'n' Me", o Whitesnake continua com o ritmo forte, repleto de melodia e malícia. Tanto as guitarras quanto o teclado contribuem decisivamente para este efeito malemolente da canção. Os vocais de Coverdale são muito bons. Boa faixa!

A letra é romântica:

I know those page three girls
In the playboy books,
Ain't got nothing on you
In the way that you look
But, an eye for an eye
A tooth for a tooth
When you get home
You better give me some truth



MEAN BUSINESS

Já "Mean Business" possui um sentimento de urgência. O ritmo é mais acelerado, rápido mesmo, com as guitarras ditando o andamento. Impossível não sentir um quê de Deep Purple, especialmente nos momentos em que Jon Lord é o protagonista.

A letra fala de uma garota:

I've got my love gun loaded
I've got you in my sight
I never take no for an answer
So you'd better say yes tonight
I told you the score
Right from the start
You'll never get to heaven
If you break my heart



LOVE HUNTER

O ritmo cadenciado e cheio de melodia, mas dotado de boa dose de peso, é a marca registrada deste clássico setentista. O grupo apresenta um Hard Rock que possui boas doses de Blues, com destaque para o baixo onipresente de Neil Murray. A atuação impecável de David Coverdale é fator decisivo para o sucesso da música.

A letra é em teor sexy:

But, I've given all I can.
I don't want no woman
To weep or moan,
I'm looking for a sweet
Heartbreaker



OUTLAW

"Outlaw" apresenta um ritmo cadenciado e direto, com as guitarras atuando em conjunto para ditar a intensidade da canção. O solo de teclado de Jon Lord é ótimo. Os vocais nesta canção são feitos pelo guitarrista Bernie Marsden.

A letra é em teor de rebeldia:

I never find it easy trying to keep the feeling alive,
I've always been a dreamer,
Dreamers find it hard to survive
When they're living in the bright lights of the big city,
A red hot town where the girls are pretty



ROCK 'N' ROLL WOMEN

"Rock 'n' Roll Women" é uma música bastante divertida, não apenas pelo teor de suas letras, mas pela criativa mistura do Rockabilly dos anos 50 com o Hard Bluesy típico do Whitesnake. A canção só não é melhor pela inexplicável passagem em que quase se torna uma balada.

A letra é divertida:

You can see in my face just what i'm hoping to find,
I want a twelve bar beauty
With a one track mind.
I don't drive babe, but, I can steer,
We got the green light
Let's get out of here



WE WISH YOU WELL

A décima - e última - faixa de Lovehunter é "We Wish You Well". A canção é bem curta, com pouco mais de 1 minuto e serviu como encerramento dos shows do Whitesnake por muito tempo. É apenas a bela voz de Coverdale e um ritmo suave e nostálgico.

A letra é em tom de despedida:

I'm sad to say
It's time to go
But until we meet again along the road
Remember this, on your journey home
When you hear the thunder roar, your not alone



Considerações Finais

Baseado em “Long Way from Home”, Lovehunter foi mais bem-sucedido que seu antecessor.

Conquistou a 29ª posição da principal parada britânica de álbuns, embora não tenha repercutido na sua correspondente norte-americana.

O álbum ganhou mais repercussão com o passar dos anos quando a banda conquistou o mundo e os, então, novos fãs começaram a procurar o material antigo do Whitesnake.

Tanto que “Walking in the Shadow of the Blues” acabou tornando-se um clássico e aparece com certa regularidade nos shows do grupo.

Eduardo Rivadavia, do AllMusic, dá ao álbum 3 de um máximo de 5 estrelas. E afirma: “Ainda assim, considerando todas as coisas, o registro é bastante consistente; a banda está igualmente em casa balançando através de “Long Way From Home”, e deslizando através da bluesy balada “Help Me Thru 'the Day””.

Pouco depois, o baterista Ian Paice substituiu David Dowle, dando ao Whitesnake três ex-membros do Deep Purple.

A nova formação entraria em ação para gravar o terceiro álbum de estúdio do grupo, o inesquecível Ready an' Willing, de 1980.



Formação:
David Coverdale - Vocais e Backing Vocals
Micky Moody - Guitarras, Slide Guitar, Backing Vocals
Bernie Marsden - Guitarras, Backing Vocals e Vocal principal em 8
Jon Lord - Teclados
Neil Murray - Baixo
Dave Dowle - Bateria

Faixas:
01. Long Way from Home (Coverdale) – 4:58
02. Walking in the Shadow of the Blues (Coverdale/Marsden) – 4:26
03. Help Me Thro' the Day (Russell) – 4:40
04. Medicine Man (Coverdale) – 4:00
05. You 'n' Me (Coverdale/Marsden) – 3:25
06. Mean Business (Coverdale/Moody/Marsden/Murray/Lord/Dowle) – 3:49
07. Love Hunter (Coverdale/Moody/Marsden) – 5:38
08. Outlaw (Coverdale/Marsden/Lord) – 4:04
09. Rock 'n' Roll Women (Coverdale/Moody) – 4:44
10. We Wish You Well (Coverdale) – 1:39

Letras:
Para o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a: https://www.letras.mus.br/whitesnake/

Opinião do Blog:
O Whitesnake caracteriza-se por duas fases bem distintas em sua carreira: a primeira, na qual a banda baseava sua sonoridade no Hard Rock setentista com uma inconfundível influência do Blues norte-americano. A segunda fase, o grupo abraçou o Hard Rock dos anos 80, flertando deliberadamente com o Glam Metal. Em ambas o Blog consegue ver qualidades e trabalhos memoráveis.

Lovehunter está localizado na primeira fase e conta com uma coleção de canções que satisfazem gloriosamente os fãs do Hard Rock setentista.

Naquele ponto, logo após sair do Deep Purple, arriscar-se em uma pouco repercutida carreira-solo, Coverdale resolveu criar uma nova banda e o sucesso comercial chegaria novamente em sua profissão. Nem tanto nesta fase, mas, ao mesmo tempo, alguns de seus trabalhos mais marcantes aconteceram neste momento.

Com um time de peso o acompanhando, o resultado não poderia ser outro.

A seção rítmica é onipresente e eficiente, composta pelo baixista Neil Murray e o baterista Dave Dowle. As guitarras também funcionam de maneira ótima, tanto nos solos quanto nos riffs. Bernie Marsden ainda se arrisca nos vocais em "Outlaw", com um resultado bem mediano.

Mas os destaques são os vocais sempre eficientes de David Coverdale, portador de uma inconfundível e bela voz. E o mestre dos teclados Jon Lord que, se não possui o mesmo protagonismo que havia no Deep Purple, quando é chamado a trabalhar, mostra a categoria que lhe é peculiar.

As letras são na média geral.

Lovehunter é um álbum bem coeso. A maior parte de seu conteúdo é muito acima da média normal, trazendo brilho aos ouvintes fãs de seu estilo.

A melodiosa "Long Way from Home" e a direta "Mean Business" são ótimas amostras da versatilidade do grupo. Neste patamar também entra a ótima versão para "Help Me Thro' the Day".

A bluesy "Medicine Man" é uma grande composição. Assim como a maliciosa faixa-título, uma das melhores músicas desta fase inicial do Whitesnake. E ainda temos "Walking in the Shadow of the Blues", fortíssima candidata a melhor música da carreira da banda.

Enfim, é dispensável realçar ainda mais como o Whitesnake é uma das grandes bandas do Hard Rock em todos os tempos. Lovehunter é uma amostra do potencial de fogo que o conjunto possuía nos seus primórdios e como a fusão de peso e melodia podia ser bem costurada. Álbum mais que recomendado!

9 de setembro de 2011

WHITESNAKE - WHITESNAKE (1987)



Whitesnake é o sétimo álbum de estúdio da banda inglesa de Hard Rock homônima, ou seja, o Whitesnake. O seu lançamento oficial ocorreu no dia 7 de abril de 1987 e teve a produção sob responsabilidade de Mike Stone, em um primeiro momento, e posteriormente com Keith Olsen. O álbum foi gravado entre setembro de 1985 e novembro de 1986.

Em janeiro de 1984, o Whitesnake havia acabado de lançar o álbum Slide It In apenas na Europa. Neste momento, a formação da banda contava com seu líder David Coverdale nos vocais, Mel Galley e Micky Moody como guitarristas, Colin Hodgkinson no baixo, Jon Lord nos teclados e Cozy Powell na bateria. Uma grande formação.

Simultaneamente, o Whitesnake havia conseguido um contrato com o selo Geffen, uma grande gravadora norte-americana. Seria ela a responsável por lançar e distribuir os álbuns do grupo apenas nos Estados Unidos.

Slide It In recebeu críticas bem variadas. A maioria dos comentários negativos ficariam por conta da qualidade da produção do álbum, especialmente a sua mixagem, tida como seca, sem brilho. Assim, o produtor David Geffen insistiu com Coverdale que para o lançamento de Slide It In nos Estados Unidos, o disco deveria sofrer uma nova mixagem.

Ao mesmo tempo, a banda estava fazendo uma turnê e sofria com as mudanças em sua formação, uma característica imutável do grupo. O guitarrista Moody e o baixista Hodgkinson deixam a banda, sendo substituídos pelo guitarrista John Sykes (Thin Lizzy) e pelo retorno do baixista Neil Murray ao Whitesnake.

Formação com Powell, Coverdale, Sykes e Murray



Coverdale finalmente aceita fazer a nova mixagem de Slide It In e Sykes e Murray regravam as partes da guitarra solo e do baixo, respectivamente.

Mesmo com a desconfiança de Coverdale quanto ao resultado da nova mixagem, Slide It In é lançado em abril de 1984 nos Estados Unidos. O álbum atinge a 40ª posição da parada norte-americana de discos, a Billboard.

Canções como “Slide It In”, “Slow An’ Easy” e “Love Ain’t No Stranger” tornam-se sucesso e alavancam as vendas do álbum nos Estados Unidos, ultrapassando a casa de 1 milhão de cópias vendidas. Assim, Geffen sugere a Coverdale começar a levar seu trabalho nos Estados Unidos mais a sério.

Durante a turnê em 1984, o guitarrista Mel Galley quebra seu braço, deixando o Whitesnake com uma formação contando com apenas uma guitarra, de John Sykes. Poucas semanas depois, mais uma baixa, com Jon Lord avisando que deixaria o Whitesnake para retornar ao Deep Purple que reativaria a formação MK II.

O tecladista Richard Bailey entra para o grupo para a continuação da turnê. Com o objetivo de reforçar o nome da banda nos Estados Unidos, várias datas são marcadas no país, com o grupo fazendo shows de abertura para a banda DIO e para o Quiet Riot. A turnê terminaria com a apresentação histórica da banda frente a um público de 100 mil pessoas em janeiro de 1985, no Rock In Rio original, no Brasil.

Mel Galley, embora inativo, continuava como membro da banda até declarar em entrevista que planejava reformar sua banda anterior, o Trapeze, e assim acabou demitido do Whitesnake.

Slide It In ainda apresentava o Whitesnake com uma sonoridade com influências de Blues, mas para o próximo álbum o grupo apresentaria um direcionamento mais voltado para o Hard Rock produzido nos anos oitenta.

No início das gravações do novo álbum, ainda em 1985, fica decidido que John Sykes gravaria tanto a guitarra base quanto os solos. O baterista Cozy Powell que vinha já se desentendendo com Coverdale desde a turnê, também deixa o grupo. Para seu lugar, é contratado Aynsley Dunbar, que tocou no Journey. Também foi contratado para a gravação do disco o tecladista Don Airey, que havia tocado com Ozzy Osbourne e no Rainbow.

Ainda em 1985, Coverdale e Sykes rumaram para o sul da França, na cidade de Le Rayol, em busca de comporem novo material para o álbum. Nestas sessões surgiriam dois grandes clássicos do álbum e da carreira do Whitesnake: “Still Of The Night” e “Is This Love”.

Coverdale, Sykes e Murray foram para Los Angeles para buscarem então o novo baterista, que, como foi dito, acabou sendo Aynsley Dunbar. Há uma lenda que cerca de 60 bateristas foram testados antes de Dunbar ser o escolhido.

Com Coverdale, Sykes, Murray e Dunbar, a banda foi para Vancouver no Canadá para começarem a gravar o álbum Whitesnake. Lá surgiu o primeiro dos problemas para sua gravação: Sykes não conseguia ficar satisfeito com os sons de sua guitarra de maneira alguma! O problema só ficou solucionado, algum tempo depois, quando Coverdale conseguiu a ajuda de seu amigo Bob Rock, que ficara famoso por ajudar no álbum do Bon Jovi, Slippery When Wet, de 1986.

O próximo problema seria ainda mais sério: Coverdale contraiu uma sinusite séria, que se tornou uma infecção e começou a atrasar toda a gravação do álbum. Ainda ficaria pior, pois o vocalista e líder da banda seria obrigado a sofrer uma cirurgia, tendo um longo prazo de seis meses para sua reabilitação. A doença foi tão séria que na época, acreditava-se que David não poderia mais cantar.

Depois da longa recuperação, Coverdale voltaria para continuarem o processo de gravação do álbum. Já em sua volta, a relação com o guitarrista John Sykes e com o produtor Mike Stone se deteriorou rapidamente e ambos deixam o processo de gravação.

Coverdale inicia a gravação dos vocais com Ron Nevison, mas logo depois começa a trabalhar com Keith Olsen, que foi quem acabou fazendo o processo final de produção e mixagem do álbum. Como dito anteriormente, foi nesta altura que Don Airey foi chamado para gravar os teclados do trabalho, assim como o tecladista Bill Cuomo auxiliou tocando em algumas passagens do disco.

O líder da banda convida o jovem guitarrista holandês Adrian Vandenberg para gravar o solo de guitarra em “Here I Go Again”, uma regravação da própria banda que acabou incluída no álbum. Neste período, Coverdale convida o jovem para entrar no Whitesnake.

A arte da capa é bem simples e foi desenvolvida por Hugh Syme, apresentando um brasão como símbolo da banda.

O álbum é aberto com um clássico da banda, “Crying In The Rain”.

Na realidade, a música é uma canção do Whitesnake que foi lançada no quinto álbum de estúdio da banda, Saints & Sinners, de 1982. Coverdale decidiu dar uma nova roupagem à canção, mostrando a nova sonoridade da banda.

Em comparação com a versão anterior, a canção já começa forte e mostrando um novo direcionamento musical, baseado no Hard Rock dos anos oitenta, principalmente feito nos Estados Unidos. A faixa tem um ritmo mais lento, mas com certo peso, calcada em um ótimo riff.

Segundo Coverdale, Sykes não gostava nenhum pouco da influência de blues na sonoridade da banda e fez a regravação abandonando totalmente o estilo bluesy que a versão original de “Crying In The Rain” possui.

Embora tenha sido lançada como single para promover o álbum Whitesnake, não obteve sucesso nas paradas de singles. Mesmo assim, permanece como uma das faixas preferidas dos fãs e está no set list da banda quase como presença permanente desde 1982, mas é tocada durante os shows, desde 1987, em sua versão presente no álbum de 1987.

Continuando com a nova sonoridade desenvolvida no trabalho, “Bad Boys” é a segunda faixa do álbum. Possui um riff bem rápido, simples e direto, ao mesmo tempo, muito bom. Coverdale casa sua voz perfeitamente com a canção, tornando a faixa bastante empolgante. Uma ótima canção do disco.

A terceira faixa do trabalho trouxe um novo clássico para o Whitesnake. Está se falando de “Still Of The Night”. A música apresenta outro grande e belo riff de guitarra e ótimo trabalho da bateria de Dunbar. Uma das grandes canções da discografia da banda.

A inspiração para a canção veio com o falecimento da mãe de Coverdale. Segundo ele, estava revirando seus pertences e encontrou uma fita cassete antiga e a ouviu. Era de seus tempos de Deep Purple e se tratava de uma canção em que ele e Ritchie Blackmore estavam trabalhando, mas que depois fora descartada.

Coverdale disse que o resultado final da canção é bastante diferente do que estava na fita cassete original, principalmente pelo fato de Sykes detestar blues e ter trazido a canção para uma sonoridade bem próxima do Hard Rock oitentista. Ela foi desenvolvida enquanto a dupla estava no sul da França.

“Still Of The Night” se tornou um grande sucesso e chegou a ser comparada com o clássico absoluto do Led Zeppelin, “Black Dog”, sendo sugerida como uma possível fonte de inspiração para Coverdale e Sykes comporem o clássico.

A canção foi lançada como single e atingiu a 16ª posição na parada britânica de singles. Nas paradas norte-americanas de singles, alcançou a 18ª posição e a 79ª posição, respectivamente, na Mainstream Rock e na Billboard Hot 100.

Também foi gravado um videoclipe para a canção, o qual foi muito repetido durante o ano de seu lançamento. Conta com a participação da então futura esposa de Coverdale, a bela Tawny Kitaen. A cantora finlandesa Tarja Turunen gravou uma versão para a canção.

Tawny Kitaen e Coverdale:



A quarta faixa do disco é outra regravação de uma canção antiga do Whitesnake, “Here I Go Again”, mas com uma nova roupagem.

Se a versão original contida no álbum Saints & Sinners, de 1982, já havia feito sucesso, esta nova virou um verdadeiro ‘hit’ na época. O solo foi gravado pelo jovem guitarrista Adrian Vandenberg, com John Sykes fazendo a guitarra base.

A música é outro clássico do Whitesnake, presente quase sempre nos shows da banda. Lançada como single, atingiu a 9ª posição da parada britânica deste tipo de lançamento. Nos Estados Unidos foi ainda melhor, 1ª posição da Billboard!

Eleição realizada pelo canal VH1 colocou “Here I Go Again” na 17ª posição das melhores músicas dos anos oitenta. O videoclipe também se tornou um clássico, pois tinha a atriz Tawny Kitaen aparecendo somente em uma lingerie branca.

Mais um sucesso é a quinta faixa do álbum, “Give Me All Your Love”. É mais uma faixa com a sonoridade bem mais pesada que os álbuns anteriores do Whitesnake, apostando no Hard Rock. É uma das melhores faixas do álbum. Ótimo solo.

Lançada como single, também foi muito bem. Alcançou a 18ª posição no Reino Unido, assim como ficou com a 22ª e a 48ª Mainstream Rock e da Billboard Hot 100, respectivamente, nos Estados Unidos.

O videoclipe, no entanto, não obteve o mesmo êxito dos outros que foram gravados para promover o álbum. Talvez por ser o único do álbum “Whitesnake” a não contar com a fundamental presença da atriz Tawny Kitaen.

A sexta faixa do álbum é outro clássico da banda, uma das músicas mais conhecidas de toda a discografia do grupo. Trata-se de “Is This Love”, uma balada romântica em que o Whitesnake esbanja feeling e sentimento.

A canção surgiu quando Coverdale e Sykes estavam no sul da França compondo para o álbum. Coverdale disse que a ideia para “Is This Love” surgiu quando um diretor da gravadora EMI o ligou para perguntar se ele tinha alguma contribuição para um próximo álbum da cantora pop Tina Turner.

“Is This Love” foi parte de duas eleições do canal VH1: 87ª posição na lista de melhores “Love Songs” e a 10ª na de “Power Ballads”.

Como single, mais sucesso: 9ª posição na parada britânica e 2ª posição na parada norte-americana. A canção ficou tão conhecida que chegou a fazer parte de trilha sonora de novela global no fim da década de oitenta.

Capa do single "Is This Love"



O videoclipe também foi exibido inúmeras vezes durante os anos que se seguiram ao lançamento do álbum e é mais um que contava com a bela Kitaen. As rádios foram outras que se cansaram de tocar “Is This Love”.

Com um ótimo riff, “Children Of The Night” é a sétima faixa de Whitesnake. Trata-se de uma canção que conta com ótima performance vocal de Coverdale, o ponto alto da canção. É uma música mais direta, o solo de Sykes também é bem inspirado.

“Straight for the Heart” é a oitava canção do trabalho. Segue a mesma linha da canção anterior, contando com outro riff muito bom e ótimos vocais de Coverdale. O refrão é contagiante.

Fecha o álbum “Don’t Turn Away”. É uma canção consideravelmente mais cadenciada, quase uma balada, mas com guitarras bem fortes e presentes. O solo é mais uma vez muito inspirado e Coverdale faz ótimos vocais. Boa faixa.

O álbum Whitesnake saiu na Europa com o nome de 1987 (contendo duas faixas extras, "Looking for Love" e "You're Gonna Break My Heart Again") e no Japão foi chamado “Serpens Albus”.

O disco foi um tremendo sucesso comercial, sendo, inclusive, o principal responsável por alavancar as vendas do álbum anterior do Whitesnake, Slide It In.

Uma curiosidade sobre o álbum Whitesnake é que nos videoclipes promocionais, nenhum dos músicos que gravaram o trabalho aparecem. Com exceção do vocalista Coverdale e o guitarrista convidado Adrian Vandenberg, que gravou apenas o solo de “Here I Go Again”, quem aparece nos clipes são o baixista Rudy Sarzo, o baterista Tommy Aldridge e o outro guitarrista Vivian Campbell, que formariam a banda para a turnê.

Embora seja um clássico, muito fãs mais antigos do Whitesnake acusaram a banda de realizar uma mudança na sonoridade em busca exclusivamente de sucesso comercial, traindo suas raízes mais ligadas ao Blues.

Coverdale respondeu às estas críticas dizendo que as principais referências que Sykes e ele buscaram para compor o álbum foi os álbuns do Led Zeppelin e o EP Jailhouse Rock, do Elvis Presley. Este, segundo Coverdale, foi a principal influência para a composição de “Still Of The Night”.

Formação:
David Coverdale – Vocal
John Sykes – Guitarra, Backing Vocals
Neil Murray – Baixo
Aynsley Dunbar – Bateria, Percussão

Faixas:
01. Crying in the Rain (Coverdale) - 5:37
02. Bad Boys (Coverdale/Sykes) - 4:09
03. Still of the Night (Coverdale/Sykes) - 6:38
04. Here I Go Again (Coverdale/B. Marsden) - 4:33
05. Give Me All Your Love (Coverdale/Sykes) - 3:30
06. Is This Love (Coverdale/Sykes) - 4:43
07. Children of the Night (Coverdale/Sykes) - 4:24
08. Straight for the Heart (Coverdale/Sykes) - 3:40
09. Don't Turn Away (Coverdale/Sykes) - 5:11

Letras:
Para o conteúdo das letras, recomendamos o acesso a: http://letras.terra.com.br/whitesnake/

Opinião do Blog:
Tanto na época quanto nos dias atuais, muita gente torce o nariz para a mudança de sonoridade que o Whitesnake realizou a partir dos meados dos anos oitenta, mais precisamente no álbum analisado neste post, o homônimo Whitesnake.

Sem dúvidas, a fase em que o grupo tinha um som Hard Rock, mas com fortes influências de Blues, é sensacional. Álbuns como Trouble, Lovehunter e Come An' Get It, só como exemplos, são excelentes, repletos de ótimas canções.

Mas a verdade é que a banda estourou comercialmente no mundo e, mais particularmente, nos Estados Unidos, com a fase mais baseada na sonoridade oitentista. Para este blog, as duas fases são ótimas e contam com excelentes trabalhos. Whitesnake, Slip Of The Tongue e até mesmo o recente Forevermore são álbuns que contam com verdadeiros clássicos da banda.

O álbum Whitesnake possui algumas músicas essenciais para qualquer fã do melhor Hard Rock: “Still Of The Night”, “Bad Boys” e “Give Me All Your Love” são das melhores faixas do estilo na década de oitenta. Isso sem mencionar o ‘super hit’ “Is This Love”.

Álbum mais que recomendado pelo blog.

Vídeos Recomendados:

Still Of The Night


Here I Go Again, ao vivo


Give Me All Your Love


Is This Love


Contato: rockalbunsclassicos@hotmail.com

15 de julho de 2011

WHITESNAKE - COME AN' GET IT (1981)



Come An’ Get It é o quarto álbum de estúdio da banda inglesa de Hard Rock Whitesnake. O lançamento do álbum se deu em 11 de abril de 1981. A produção ficou sob responsabilidade do produtor Martin Birch (Deep Purple, Iron maiden, Black Sabbath, Rainbow, etc.) e foi gravado no Startling Studios, Tittenhurst Park, Ascot, na Inglaterra, nos meses de julho e setembro de 1980 e janeiro de 1981.

A arte da capa, uma cobra presa dentro de uma maçã foi desenhada pelo artista Malcolm Horton.

O Whitesnake foi a banda fundada pelo ex-vocalista do Deep Purple, David Coverdale. Após sua saída do Purple, Coverdale gravou dois álbuns solo antes de formar o Whitesnake em 1978, White Snake (1977) e Northwinds (1978). A banda teve incontáveis formações desde seu início.

À época do lançamento e gravação de Come An' Get It, o Whitesnake era formado por três ex-integrantes do Deep Purple. Além do ex-vocalista do Purple e fundador do Whitesnake, David Coverdale, o tecladista Jon Lord e o baterista Ian Paice estavam na banda. Completavam a banda os guitarristas Micky Moody e Bernie Marsden, além do baixista Neil Murray.

Esta mesma formação gravou o álbum de estúdio anterior, Ready An' Willing (1980), responsável por dar ao Whitesnake bastante notoriedade no cenário europeu, em especial no Reino Unido. Durante a turnê em 1980, a banda chegou a ser headline em um sábado no festival de Reading.

Para ampliar o sucesso, a banda lançou em 1980 o ao vivo Live... In The Heart Of The City, que continha gravações de shows da banda de 1978 e de 1980.

Com este impulso, o Whitesnake entra em estúdio e grava Come An' Get It. Coverdale participou da composição de todas as faixas do álbum e o sucesso alcançado pelo trabalho anterior seria ainda maior.

A banda continuou apostando em um Hard Rock bem ‘bluesy’, característica marcante dos primórdios do grupo. As contribuições do genial Jon Lord nos teclados e do ótimo baterista Ian Paice são essenciais para a qualidade do álbum.

Coverdale também está em seus melhores momentos neste álbum. Suas linhas vocais variam entre estilos bem hard rock, como fazia no Deep Purple, e momentos com forte inspiração no Blues.

A faixa “Come An' Get It” abre o album em um típico momento de Coverdale, com vocais bem característicos de sua carreira. A faixa possui um ótimo riff e prepara o ouvinte para o que está por vir.

Em “Hot Stuff” o destaque é quase total para a aula de teclado de Jon Lord, bem ao estilo que adotava no Deep Purple, sendo o solo do tecladista formidável. Uma faixa que teve menos repercussão na carreira da banda que merecia.

“Don’t Break My Heart Again” é uma das melhores músicas que se encontra na discografia do Whitesnake, presença mais que obrigatória em seus shows. A faixa foi responsável direta pelo sucesso do álbum.

A música possui um ritmo praticamente constante, com uma levada simples, mas contagiante. O riff funciona perfeitamente, embora suas linhas sejam bem simples. O vocal é muito bom, com clara influência blues e é ajudado por um dos refrãos mais cativantes do Hard Rock.

“Don’t Break My Heart Again” foi um dos dois singles lançados provenientes do álbum. Ele alcançou uma posição top 20 na parada britânica.

“Child Of Babylon” é uma das melhores faixas do álbum e conta com um belíssimo solo executado pelo guitarrista Bernie Marsden.  “Girl” é uma faixa bem ao estilo do Deep Purple da era Coverdale, enquanto “Hit An' Run” é uma faixa com a clássica sonoridade dos primeiros anos do Whitesnake.

“Would I Lie To You” foi o outro single lançado para promover o álbum. Alcançou uma posição top 40 na parada britânica. Um rock simples, com a letra de conteúdo mais sexual e bem inteligente de Coverdale. É um dos pontos altos do álbum.

Também merece destaque a faixa que encerra o álbum, “Till The Day I Die”. A faixa começa com um violão tocado de maneira envolvente, ao melhor estilo de “Soldier Of Fortune”, do Deep Purple. Mas a música se transforma em sua metade para um grande rock com direito a um solo muito inspirado do tecladista Jon Lord.

Come An' Get It alcançou a segunda posição na parada britânica e consolidou o sucesso do Whitesnake na Europa, especialmente no Reino Unido. Mesmo com este sólido brilho, o álbum passou totalmente despercebido nos Estados Unidos.

Em 1982, o Whitesnake teve uma parada devido a David Coverdale ter sua atenção voltada para sua filha que estava doente. Quando resolve voltar à ativa, Coverdale reformula a banda novamente.

Portanto, Come An' Get It é o ultimo registro do Whitesnake com a formação que contava com três ex-integrantes do Deep Purple cujas contribuições foram decisivas para o sucesso e solidificação da banda.

Formação:
David Coverdale – Vocal
Micky Moody – Guitarra, Backing Vocals
Bernie Marsden – Guitarra, Backing Vocals
Jon Lord – Teclado
Neil Murray – Baixo
Ian Paice – Bateria

Faixas:
01. Come an' Get It (D. Coverdale) - 3:59
02. Hot Stuff   (D. Coverdale/M. Moody) - 3:22
03. Don't Break My Heart Again (D. Coverdale) - 4:03
04. Lonely Days, Lonely Nights (D. Coverdale) - 4:16
05. Wine, Women An' Song (D. Coverdale/M. Moody/B. Marsden/N. Murray/J. Lord/I. Paice) -  3:45
06. Child of Babylon (D. Coverdale/B.  Marsden) - 4:48
07. Would I Lie to You (D. Coverdale/M. Moody/B. Marsden) - 4:29
08. Girl (D. Coverdale/B. Marsden/N. Murray) - 3:55
09. Hit an' Run (D. Coverdale/M. Moody/B. Marsden) - 3:23
10. Till the Day I Die (D. Coverdale) - 4:23

Letras:
Para o conteúdo das letras, recomendamos o acesso a: http://letras.terra.com.br/whitesnake/

Opinião do Blog:
Come An' Get It possivelmente não é considerado o melhor álbum do Whitesnake pela grande maioria de seus fãs, mas tem muitos elementos para que seja considerado um álbum clássico.

O primeiro deles é a formação da banda. Além de seu líder, o competentíssimo David Coverdale, os demais músicos são de grande gabarito. Os membros da banda M3 (Moody, Marsden e Murray) são de elevado nível e tanto o trabalho das guitarras quanto do baixo são de ótima qualidade. Isso sem mencionar os dois ex-integrantes do Deep Purple. Jon Lord dispensa maiores comentários e Ian Paice é um ótimo baterista.

Outro ponto é a importância do álbum para a banda. Ele não só solidificou os bons resultados obtidos com os lançamentos de Ready An' Willing e Live... In The Heart Of The City, como fez a banda subir mais degraus rumo ao reconhecimento mundial, principalmente dentro de seu país.

O álbum ainda apresenta a ótima faixa ‘Don’t break My Heart Again’, um grande clássico da banda e é o último trabalho com a sonoridade Hard Rock Bluesy, característica dos primórdios do Whitesnake, por vezes não reconhecida, mas que tanto agrada a muitos fãs do Rock And Roll.

Por isso tudo é que Come An' Get It é um álbum clássico.

Vídeos Recomendados:

Don't Break My Heart Again, ao vivo em 2005


Would I Lie To You


Come An' Get It