19 de julho de 2017

DOKKEN - TOOTH AND NAIL (1984)


Tooth and Nail é o segundo álbum de estúdio da banda norte-americana chamada Dokken. Seu lançamento oficial aconteceu em 14 de setembro de 1984, através do selo Elektra Records. As gravações ocorreram entre abril e agosto daquele mesmo ano, nos estúdios Cherokee Studios, em Hollywood, nos Estados Unidos. A produção é assinada por Tom Werman e por Roy Thomas Baker.

14 de julho de 2017

JORN - THE DUKE (2006)


The Duke é o quarto álbum de estúdio da banda norueguesa chamada Jorn. Seu lançamento oficial ocorreu em 4 de abril de 2006 através do selo AFM/Candlelight. As gravações aconteceram no Mediamaker Studios, em Skien, na Noruega. A produção ficou por conta do vocalista Jorn Lande.

8 de julho de 2017

TED NUGENT - TED NUGENT (1975)


Ted Nugent é o álbum de estreia da carreira-solo do músico norte-americano de mesmo nome, obviamente, Ted Nugent. Seu lançamento oficial aconteceu em setembro de 1975, com as gravações ocorrendo naquele mesmo ano, no estúdio The Sound Pit, em Atlanta, nos Estados Unidos. O selo responsável foi a Epic Records e a produção ficou por conta de Tom Werman e Lew Futterman.

23 de junho de 2017

DREAM THEATER - AWAKE (1994)


Awake é o terceiro álbum de estúdio da banda norte-americana Dream Theater. Seu lançamento oficial aconteceu em 4 de outubro de 1994, através do selo East West Records. As gravações ocorreram entre maio e julho daquele mesmo ano, nos estúdios One on One Studios e Devonshire Studios, em North Hollywood, em Los Angeles, nos Estados Unidos. A produção ficou sob a responsabilidade de John Purdell e Duane Baron.

Quase 6 anos depois, o Dream Theater retorna às nossas páginas. O primeiro post sobre o grupo pode ser lido aqui. O RAC vai focar nos acontecimentos que antecederam o lançamento do disco para depois se ater às faixas, conforme nossa tradição.


Images and Words

Como se apontou, você encontra nosso post sobre este álbum aqui.

O primeiro álbum a ser gravado sob seu novo contrato de gravação (com a ATCO Records; hoje, East West, subsidiária da Elektra Records) foi Images and Words, de 1992. Para sua promoção, o selo lançou um CD Single e um videoclipe para a música “Another Day”, mas também não causou um significativo impacto comercial.

A música “Pull Me Under”, no entanto, conseguiu obter um alto nível de veiculação nas rádios, sem qualquer promoção organizada pela banda ou pela gravadora.

Mas, devido ao inesperado sucesso, a ATCO Records produziu um videoclipe para “Pull Me Under” e este viu uma grande rotação na MTV norte-americana. Um terceiro videoclipe foi produzido para “Take the Time”, mas não foi tão bem-sucedido quanto “Pull Me Under”.

O sucesso de “Pull Me Under”, combinado a uma turnê implacável em todo os EUA e Japão, fez com que Images and Words obtivesse sucesso comercial nos Estados Unidos e no Japão. Uma turnê pela Europa seguiu em 1993, que incluiu um show no famoso Marquee Club, em Londres.

O show foi gravado e lançado como Live at the Marquee, o primeiro álbum Ao Vivo oficial do Dream Theater. Além disso, foi lançada uma compilação de vídeos de seus shows japoneses (em conjunto com um livreto com imagens) como Images and Words: Live in Tokyo.

John Petrucci

Próximo álbum

Após uma pausa de um mês, o Dream Theater começou a trabalhar em seu terceiro álbum de estúdio, em fevereiro de 1994. As sessões de composição, que durariam dois meses, deram-se no Prince Studios, em Nova York, nos Estados Unidos.

A falta de um líder dentro da banda aumentou as tensões naquilo que já seriam tensas sessões. A luta nunca chegou às vias de fato, mas houve muita disputa por cada segundo das músicas, como os finos detalhes de cada uma das composições.

O sucesso do álbum anterior do Dream Theater, Images and Words, e, particularmente, do single “Pull Me Under”, pressionou a banda para produzir um sucessor que fosse, pelo menos, similarmente bem-sucedido.

Naquela época, a popularidade do metal alternativo e do groove metal significaram que a gravadora da banda, a East West, desejou que o conjunto criasse um álbum mais pesado e sombrio.

Awake foi a primeira vez em que o guitarrista do conjunto, John Petrucci, gravou com uma guitarra de sete cordas, estabelecendo um estilo de composição baseado em riffs.

“Este estilo consolidaria, ainda mais, a fusão entre o metal e a música progressiva, sendo aquilo pelo que o Dream Theater é conhecido”, disse Petrucci. O vocalista, James LaBrie, descreveu seus vocais em Awake como “mais variados e muito mais agressivos” que em Images and Words, na medida em que pessoas chegaram a pensar que a banda tinha um novo vocalista para o trabalho.

As sessões de gravação para o álbum começaram em maio de 1994, no One On One Studios, em North Hollywood, Los Angeles, com o trabalho de overdub realizado em Devonshire Studios, em Los Angeles.

John Purdell e Duane Baron foram contratados para produzirem o disco. A banda, que teve um relacionamento difícil com David Prater, que produziu Images and Words, porém, gostava de trabalhar com Purdell e Baron.

Awake foi mixado no Unique Studios, em Nova York. Durante o processo, Purdell e Baron foram, inicialmente, acompanhados pelos membros do grupo. Com cada músico querendo a ênfase da mixagem em seu respectivo instrumento, a banda foi banida das sessões de mixagem, permitindo que Purdell e Baron produzissem o álbum com um padrão suficientemente alto. Entretanto, o Dream Theater acabou gostando do resultado final, bem diferente do que acontecera no disco anterior.

Mike Portnoy

Kevin Moore deixa o Dream Theater

No final das sessões de gravação de Awake, o tecladista Kevin Moore anunciou aos seus companheiros de banda que ele estava deixando o grupo. Petrucci, que era amigo de infância do tecladista, achou a notícia, particularmente, difícil de se assimilar. Já o baixista John Myung observou que o anúncio “não partiu do nada”.

O vocalista James LaBrie notou mudanças no comportamento de Moore já ao final da tour de Images and Words. “Ele parecia mais distante e fechado em si mesmo... Não que ele fosse rude ou desagradável com qualquer um”, disse James. E continuou: “Mas quando Mike (Portnoy, o baterista), John Petrucci e John Myung estavam no estúdio de ensaio compondo para Awake, ele não estava lá como havia estado no passado. E quando estava, os caras me disseram que ele ficava sentado lendo uma revista enquanto eles estavam tentando desenvolver riffs”.

Moore afirmou que decidiu sair do conjunto porque sua abordagem para compor música mudou. Ele se tornou mais interessado em escrever e gravar seu próprio material.

O gerente de negócios da banda, Rob Shore, sugeriu que a ideia de uma turnê prolongada foi um contribuinte primordial na decisão de Moore. Depois de deixar o Dream Theater, Moore continuou a fazer música, embora, conceitualmente, bem distante de seu trabalho com a banda.

Larry Freemantle, que havia desenhado a capa de Images and Words, também concebeu a obra para Awake. Tal como acontece com Images and Words, a banda instruiu Freemantle a incluir várias referências líricas na capa, como um relógio que mostra o tempo 6:00, um espelho e uma aranha no meio de uma teia.

A Access Images, a empresa que Freemantle usara para construir a capa de Images and Words, havia quebrado, o que significu que ele teve que montar a capa usando suas próprias imagens de arquivo: “Foi feito de forma muito rápida e sempre me senti frustrado com essa capa, já que perdi muito tempo”, disse Freemantle.

Vamos às faixas:

6:00

O álbum começa com uma faixa mais densa, com a seção rítmica não ditando apenas o ritmo, mas imprimindo um peso considerável na sonoridade. A atmosfera é mais tensa e isto está representado pelo trabalho de Moore nos teclados, somente sendo cortado pela guitarra de Petrucci. Boa canção.

A letra é em tom de amargura:

So many ways to drown a man
So many ways to drag him down
Some are fast and some take years and years
Can't hear what he's saying when he's talking in his sleep
He finally found the sound but he's in too deep

As letras foram escritas pelo tecladista Kevin Moore e, de certa forma, revelam seu afastamento do restante do conjunto.



CAUGHT IN A WEB

Bastante groove e peso no início de "Caught in a Web". LaBrie continua apostando em vocais mais "agressivos" e rasgados, tentando os casarem com a sonoridade mais densa optada pela banda. O refrão é mais ameno, lembrando a proposta do grupo em Images and Words. Ótima composição.

A letra pode ser inferida como o desejo de liberdade:

Caught in a web
Removed from the world
Hanging on by a thread
Spinning the lies devised in my head


Lançada como single, não repercutiu nas principais paradas desta natureza.



INNOCENCE FADED

O baixo de John Myung, magistral como de costume, continua ditando os passos do álbum e assim o é na linda "Innocence Faded". Outro ponto altíssimo da composição é como o guitarrista John Petrucci constrói ótimos riffs e belíssimas linhas melódicas com seu instrumento. Para ser perfeita a faixa só precisava de vocais melhores.

A letra mostra um contraste entre a imagem aparente e os sentimentos internos de alguém:

Callow and vain fixed like a fossil, shrouding pain
Passionless stage
Distant like brothers
Wearing apathetic displays
Sharing flesh like envy in cages
Condescending
Not intending to end

A letra foi escrita pelo guitarrista John Petrucci e teria sido inspirada no fim da amizade entre ele e o tecladista Kevin Moore.



A MIND BESIDE ITSELF: I. EROTOMANIA

"Erotomania" é uma típica passagem instrumental do Dream Theater: complexa, intrincada, técnica e pesada; ou seja, brilhante. Brilho intenso especialmente da guitarra de John Petrucci.




A MIND BESIDE ITSELF: II. VOICES

"Voices" é um ótimo exemplo daquilo que de melhor o Dream Theater pode produzir: passagens com a beleza e a complexidade do Rock Progressivo, e, outras, com a fúria e o poder do Heavy Metal, mas se complementando de maneira harmoniosa e orgânica. Momento magnífico do álbum!

A letra é uma reflexão em meio a devaneios:

Thought disorder
Dream control
Now they read my mind on the radio
But where was the Garden of Eden?

John Petrucci escreveu a letra de “Voices”, baseado em suas leituras sobre esquizofrenia e outros distúrbios mentais, associando-os à temática religiosa.



A MIND BESIDE ITSELF: III. THE SILENT MAN

"The Silent Man" aparece como uma balada acústica e quebra o clima mais pesado e denso do trabalho até este instante. Embora simples, sua sutileza conta com uma melodia muito bonita.

A letra possui certa inspiração religiosa:

When there is reason
Tonight I'm Awake
When there's no answer
Arrive the Silent Man
If there is balance
Tonight he's Awake
But if they have to suffer
There lies the Silent Man

Escrita por John Petrucci, a letra segue parte da temática que envolve religião já exposta em “Voices”.

Também lançada como single, não repercutiu nas principais paradas de sucesso.



THE MIRROR

O riff inicial de "The Mirror" está entre as coisas mais pesadas que o Dream Theater já fez, flertando com o Thrash Metal. A sonoridade muito pesada e com considerável groove se casa perfeitamente com a letra sombria. Faixa bem interessante.

A letra fala de autoconhecimento e medo:

It's time for me to deal
Becoming all too real living in fear-
Why did you lie and pretend?
This has come to an end
I'll never trust you again
It's time you made your amends
Look in the mirror my friend

“The Mirror” possui letras do baterista Mike Portnoy, relatando sua luta contra o alcoolismo e que seria novamente abordada nos, então, futuros álbuns do Dream Theater.



LIE

"Lie" mantém o peso, mas com um toque de modernidade (para a época), com LaBrie praticamente recitando os primeiros versos. Portnoy está preciso na bateria e Myung destroça no baixo. Mas o grande destaque é mesmo a guitarra de Petrucci.

A letra contrapõe justiça e merecimento:

Mother Mary quite contrary
Kiss the boys and make them wary
Things are getting just a little bit scary
It's a wonder I can still breathe



“Lie” foi o principal single para a promoção de Awake. Atingiu a mais que modesta 175ª posição da principal parada britânica desta natureza.

Segundo James LaBrie, “Lie”, originalmente, foi concebida como parte da canção “The Mirror”. Mas o vocalista, ao ouvir as primeiras versões da faixa, achou que ela era forte demais e poderia ser desenvolvida em uma nova e diferente música. Assim surgiu “Lie”.

“Lie” também se tornou um clássico dos shows do Dream Theater, sendo costumeiramente presente nos set lists da banda.



LIFTING SHADOWS OFF A DREAM

Nesta música, o grupo opta por deixar o peso um pouco de lado, apostando em passagens mais suaves e na beleza das melodias. O resultado final é uma composição interessante e bonita, contando com a melhor atuação de LaBrie no disco.

A letra é, na realidade, um belo poema:

He pours his soul into the water
Reflecting the mystery
She carries him away
And the winds die slowly



SCARRED

Durante os quase 11 minutos de "Scarred", o Dream Theater aposta em uma sonoridade mais intricada, variando em passagens mais ou menos velozes, abusando da habitual técnica, mas alternando o peso conforme a guitarra de Petrucci ou o teclado de Moore seja o fator preponderante. Muito interessante!

A letra menciona medo e desânimo:

I never bared my emotion
My passion always strong
I never lost my devotion
But somewhere fate went wrong

Preliminarmente, John Petrucci fez as letras de “Scarred” baseado na canção “Rock the Casbah”, da banda The Clash. Mas a versão final presente no disco já não contém mais esta inspiração.



SPACE-DYE VEST

A décima-primeira - e última - faixa de Awake é "Space-Dye Vest". A composição traz um inegável sentimento de tristeza em sua melodia e, até certo ponto, mesmo uma áurea de melancólica despedida. Mas isto não a impede de possuir uma melodia belíssima. A atuação do tecladista Kevin Moore é incrível.

A letra é muito introspectiva, uma espécie de procura de si:

Love is an act of blood and I'm bleeding
a pool in the shape of a heart
Beauty projection in the reflection
Always the worst way to start

A canção foi totalmente composta pelo tecladista Kevin Moore, especialmente a partir da turnê do álbum anterior, Images and Words.



Considerações Finais

Awake continuou a ascensão de sucesso do Dream Theater.

O álbum atingiu a boa 32ª posição da principal parada norte-americana de discos, conquistando a 65ª colocação em sua correspondente britânica. Ainda ficou com os 5º, 7º e 15º lugares nas paradas de Suécia, Japão e Alemanha; respectivamente.

Awake recebeu a aclamação de críticos de música. A revista britânica Q escreveu que “os fãs do Marillion podem adorar isso e mesmo o ouvinte cético pode aproveitar as radiofônicas “Scarred” e “Caught in a Web””. A revista norte-americana Guitar World classificou o disco como um dos dez melhores lançamentos do ano. A revista britânica Metal Hammer descartou Awake classificando-o como “masturbação musical”.

As avaliações mais recentes são mais favoráveis. Os avaliadores louvam a produção do álbum, observando que é o trabalho mais sombrio e pesado do Dream Theater até então. A musicalidade da banda foi louvada. Phil Carter, do AllMusic, destacou as performances de Petrucci e Portnoy; a Metal Storm elogiou LaBrie e Portnoy.

Em 1995, para uma entrevista na Guitar World, Chuck Schuldiner, líder da banda Death, elogiou tanto Awake quanto o Dream Theater, em geral, afirmando que “sua música é muito complexa, mas eles definitivamente têm ganchos, o que é crucial para tornar a música escutável”, citando-os como uma influência na natureza mais progressiva do material tardio de sua banda, em oposição à cena Death Metal estagnada dos primórdios do Death.

Em 2005, Awake foi classificado no 390º lugar, no livro da revista Rock Hard, The 500 Greatest Rock & Metal Albums of All Time. Em julho de 2014, o disco foi 1º colocado na lista, da revista Guitar World, Superunknown: 50 Iconic Albums That Defined 1994.

Com Kevin Moore fora do Dream Theater, a banda precisava encontrar um tecladista substituto para a próxima turnê mundial, em apoio a Awake. Antes do início da turnê, o grupo fez um show, como atração principal, em 9 de setembro de 1994, no Foundations Forum, em Burbank, Califórnia.

Jordan Rudess foi o tecladista nesta apresentação, impressionando o conjunto, mas declinando do convite de permanecer com o Dream Theater para o restante da turnê. Ao mesmo tempo, o tecladista havia recebido uma oferta para tocar com o Dixie Dregs em shows mais curtos. Além disso, Rudess tinha uma família jovem e estava inseguro se o Dream Theater seria apenas uma passagem fugaz.

Jordan Rudess finalmente se juntou ao Dream Theater, como membro da banda, em 1999.

A banda realizou outra rodada de audições e ficou impressionada com Derek Sherinian. Sherinian, que estudou no Berklee College of Music, um ano antes de Petrucci, Portnoy e Myung, já havia tocado com Alice Cooper e Kiss e possuía afinidade musical semelhante aos outros membros do Dream Theater. O tecladista foi oficialmente convidado a se juntar ao grupo, como membro de pleno direito, em fevereiro 1995.

O grande terremoto de Hanshin atingiu o Japão enquanto o Dream Theater estava tocando por lá. Embora nenhuma das bandas tenha ficado ferida, eles consideraram seriamente pelo cancelamento da turnê, mas acabaram por cancelar apenas um show. A banda também manteve um minuto de silêncio em cada show no Japão, em memória das vítimas.

Durante as checagens de som para os shows japoneses, o grupo ensaiava uma série de covers. Estas canções foram tocadas em um show exclusivo de covers, no Ronnie Scott's Jazz Club, em Londres. O show, realizado para um público-alvo exclusivo de trezentas pessoas, apresentou músicos convidados como Barney Greenway, Steve Hogarth, Steve Rothery e Steve Howe.

Awake supera a casa das 500 mil cópias vendidas no mundo.



Formação:
James LaBrie - Vocal
John Petrucci - Guitarra, Backing Vocals
Kevin Moore - Teclados, Vocais em “Space-Dye Vest”
John Myung - Baixo
Mike Portnoy - Bateria, Percussão, Backing Vocals em “The Mirror”

Faixas:
01. 6:00 (LaBrie/Moore/Myung/Petrucci/Portnoy) - 5:31
02. Caught in a Web (LaBrie/Moore/Myung/Petrucci/Portnoy) - 5:28
03. Innocence Faded (LaBrie/Moore/Myung/Petrucci/Portnoy) - 5:42
04. A Mind Beside Itself: I. Erotomania (LaBrie/Moore/Myung/Petrucci/Portnoy) - 6:44
05. A Mind Beside Itself: II. Voices (LaBrie/Moore/Myung/Petrucci/Portnoy) - 9:53
06. A Mind Beside Itself: III. The Silent Man (Petrucci) - 3:47
07. The Mirror (LaBrie/Moore/Myung/Petrucci/Portnoy) - 6:45
08. Lie (LaBrie/Moore/Myung/Petrucci/Portnoy) - 6:33
09. Lifting Shadows Off a Dream (LaBrie/Moore/Myung/Petrucci/Portnoy) - 6:05
10. Scarred (LaBrie/Moore/Myung/Petrucci/Portnoy) - 10:59
11. Space-Dye Vest (Moore) - 7:29

Letras:
Para o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a: https://www.letras.mus.br/dream-theater/

Opinião do Blog:
Muito 'metal' para fãs de Rock Progressivo ou muito 'progressiva' para fãs de Heavy Metal: essa foi uma das definições que vi, há muito tempo, sobre o Dream Theater. A realidade é que o grupo norte-americano possui uma fiel e devotada massa de fãs, os quais conseguem percorrer estes dois estilos com tranquilidade.

O Dream Theater possui uma longa carreira, bastante sólida, lançando álbuns com regularidade e de boa qualidade. Mas, durante a década de 90, o conjunto estava 'voando'!

Fazer um sucessor para o clássico Images and Words não seria uma tarefa tranquila, ainda mais, como se demonstrou no post, com a banda passando por certa turbulência com seu tecladista e a gravadora tentando influenciar na composição e sonoridade do álbum.

Awake não apenas conseguiu ser um sucessor à altura de Images and Words, como se tornou um dos principais discos da história do Dream Theater. Passeie pelas faixas que o formam e o ouvinte saberá que aqui não há nenhuma faixa mediana ou de enchimento.

Dispensável qualquer explicação sobre a qualidade de músicos do calibre de John Myung, Mike Portnoy, Kevin Moore e John Petrucci. São todos de capacidade inquestionável.

Mas o calcanhar de aquiles do conjunto, para o RAC, é o vocalista. Embora o Blog não consiga ver, depois de tanto tempo, o Dream Theater com outro vocalista, o fato é que James LaBrie está em um patamar inferior ao de seus companheiros. Embora não comprometa o resultado final do álbum, um vocalista de primeira linha conseguiria expandir as possibilidades das composições a outros níveis.

A pesada "The Mirror" é um dos grandes destaques do álbum, com um riff magnífico a embalando. "Lie" é também sensacional, bem como a lindíssima e tocante "Space-Dye Vest".

Mas o Blog se rende ao brilhantismo da peça principal do disco "A Mind Beside Itself", em seus 3 atos incríveis, absolutamente diferentes entre si e incrivelmente complementares.

Enfim, Awake é um dos melhores álbuns não apenas do Dream Theater, mas um dos principais discos da década de 90. Pesado, complexo e genial, o trabalho não possui faixas de enchimento e é uma aula em como aliar peso e técnica com maestria. Demonstra uma banda próxima de seu ápice criativo. Obrigatório e indispensável!

15 de junho de 2017

HURRICANE - OVER THE EDGE (1988)


Over the Edge é o segundo álbum de estúdio da banda norte-americana chamada Hurricane. Seu lançamento oficial aconteceu em outubro de 1988, através do selo Enigma, ligado à Capitol Records. A produção ficou a cargo do famoso Bob Ezrin.


A cena musical norte-americana que ficou conhecida como Glam Metal produziu uma grande quantidade de bandas, com algumas alcançando o estrelato, mas muitas outras relegadas ao ostracismo. Neste post, o Blog apresenta um breve resumo do grupo Hurricane.

As origens da banda

A história do Hurricane está diretamente ligada à do guitarrista Robert Sarzo, um dos fundadores do conjunto. E é com ele que se vai começar a contar sobre os primórdios da banda.

Robert é cubano, mas desde bem jovem foi para os Estados Unidos com a família.

Robert trabalhou com Jimmy Iovine, da Interscope/Universal Records e com os lendários produtores Bob Ezrin e Mike Clink.

Ainda nos anos 70, Sarzo trabalhou com o produtor Robert Stigwood, responsável por trilhas sonoras de filmes como Saturday Night Fever e Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. Entre as inúmeras trilhas sonoras de que particpou, está em filmes como Times Square, de 1980, dirigido por Allan Moyle.

Robert Sarzo

Sarzo também esteve com DL Byron, o compositor do sucesso “Shadows of the Night”, de Pat Benatar.

Curiosamente, Robert Sarzo foi contratado por Ozzy e Sharon Osbourne, como o substituto original para Randy Rhoads, morto em um acidente em 1982.

Nesta época, o baixista da banda de Ozzy Osbourne era Rudy Sarzo, irmão mais velho de Robert, e que havia sido indicado para o grupo de Osbourne por Rhoads, pois ambos haviam tocado juntos no Quiet Riot.

Robert nunca chegou a sair em turnê com Ozzy, porque Don Arden, da Jet Records, e também pai de Sharon, contratou um guitarrista diferente, Bernie Torme, sem contar a ninguém.

Após a morte de Rhoads, Rudy Sarzo deixou a banda de Ozzy e se juntou ao vocalista Kevin DuBrow para gravar uma música, mas que acabou resultando na reforma do Quiet Riot.

Nesta nova versão do Quiet Riot, o guitarrista era o mexicano Carlos Cavazo, o qual possuía um irmão baixista chamado Tony Cavazo.

Foi Kevin DuBrow quem apresentou Robert Sarzo a Tony Cavazo. E, assim como seus irmãos mais velhos, os dois decidiram formar um novo grupo.

Em 1984, Robert e Tony encontrariam o vocalista para a banda: o nome dele era Kelly Hansen.

Hansen já possuía experiência musical, pois atuava como cantor independente para gravações em estúdios. Além da posição de vocalista, Hansen também seria o guitarrista-base do novo conjunto que se formava.

O posto de baterista do novo grupo foi ocupado por Jay Schellen.

Em 1979, ainda como um adolescente, Jay foi apresentado aos palcos atuando com a lenda do R&B norte-americano, Al Wilson, apoiando a banda Ohio Players. (Nota do Blog: o Ohio Players foi uma banda norte-americana de Funk, Soul e R&B, de muito sucesso especialmente nos anos 70, mais conhecida pelos seus sucessos “Fire” e “Lover Rollercoaster”).

Depois de se mudar para Los Angeles, em 1981, Jay entrou na cena da musical da cidade e tocou localmente com a banda do ex-guitarrista do Yes, Peter Banks.

Kelly Hansen

Ao mesmo tempo, Schellen adentrava as arenas nacionais com o grupo Danny Johnson and The Bandits, o qual estava em turnê como banda de abertura na turnê do ZZ Top.

Em 1982, Schellen foi convidado para se juntar à banda inglesa Badfinger, tocando com nomes como Tommy Evans, Joey Molland, Glen Sherba e o tecladista Tony Kaye.

Em 1984, Schellen fez parte do Stone Fury, trabalhando com o cantor Lenny Wolf e o guitarrista Bruce Gowdy.

Em 1985, Jay Schellen se uniu ao Hurricane, a tempo de gravar seu primeiro álbum.

O grupo chegou a ter um segundo guitarrista, Michael Guy, mas ele não participou das gravações do disco de estreia.

Take What You Want

Lançado em 1986, Take What You Want é o álbum de estreia do Hurricane.

A banda procurou várias gravadoras anteriormente ao lançamento do trabalho, mas despertou pouco, ou mesmo nenhum interesse, por parte dos selos importantes.

Desta forma, o grupo resolveu gravar e lançar o disco de forma independente.

Take What You Want possui 7 faixas e algumas muito boas como “Hurricane” e “Take Me in Your Arms”.

Entre 1986 e 1987, o Hurricane foi banda de abertura para a turnê do Stryper, o qual promovia seu clássico disco To Hell with the Devil, de 1986.

A boa repercussão da turnê, aliada com a qualidade musical de Take What You Want, permitiram ao Hurricane assinar com uma gravadora grande, a Enigma Records, a mesma do Stryper.

Tony Cavazo

Ainda em 1987, o Hurricane também foi banda de abertura para a turnê norte-americana do grande Gary Moore, que promovia o ótimo Wild Frontier.

Já em 1988, a banda começou a trabalhar em seu segundo disco, o qual se tornaria Over the Edge.

Na produção, o experiente Bob Ezrin, o qual havia trabalhado com bandas do calibre de KISS, Pink Floyd e Alice Cooper, por exemplo.

A capa, idealizada pelo próprio grupo, explora a sensualidade, como já havia feito no álbum anterior.

Vamos às faixas:

OVER THE EDGE

Após uma longa introdução, a canção se desenvolve em um Hard Rock típico dos anos 80, com um bom balanceamento entre peso e melodia. Ótimos vocais de Kelly Hansen e um solo de guitarra muito legal de Robert Sarzo. Destaque para o refrão, o qual funciona muito bem.

A letra é sobre viver intensamente:

I'll think about tomorrow
When yesterday's begun
My life is spinning faster
Like a rollercoaster on the run

“Over the Edge” é um dos maiores clássicos do Hurricane. Foi lançada como single para promover o álbum homônimo, mas não obteve maior repercussão em termos das principais paradas de sucesso desta natureza.



I'M EIGHTEEN

Seguindo a proposta da faixa anterior, o Hard Rock pesado e cadenciado continua conduzindo o álbum em uma versão eficiente para o clássico "I'm Eighteen". O destaque é a guitarra de Robert Sarzo que aparece de maneira contagiante.

Obviamente, a letra fala sobre ter 18 anos de idade:

I'm eighteen
And I don't know what I want
Eighteen
I just don't know what I want
Eighteen
Got to get away
I've got to get out of this place
I'll go running in outer space again

“I'm Eighteen” é uma canção originalmente composta e criada pela banda de Alice Cooper, primeiramente lançada como single em novembro de 1970 e, depois, presente no álbum Love It to Death, de 1971.



I'M ON TO YOU

O peso, moderado, é verdade, continua dando às cartas. Em "I'm on to You", a seção rítmica dita o andamento da canção de maneira ainda mais evidente, com a bateria de Jay Schellen mais evidente e o baixo eficiente de Tony Cavazo. Faixa divertida.

A letra possui teor romântico:

You can play with your money
But you can't play with love
The company you keep
You put yourself above
What I wanna know is
What you want with me
You've got my attention
But not my sympathy


“I'm on to You” é, bem possivelmente, a canção mais conhecida do Hurricane. Também foi lançada como single para promover Over the Edge.

A música, na realidade, foi composta pelo músico Jeff Jones, mais reconhecido pelo seu trabalho nas bandas Ocean e Red Rider.



MESSIN' WITH A HURRICANE

Na quarta música do disco, o Hurricane aposta em um Hard Rock muito semelhante à sonoridade de bandas como o Ratt. O ritmo é mais cadenciado, o peso mediano, mas o refrão funciona de maneira bem convincente. Os vocais de Kelly Hansen são bem eficientes e o baixo de Tony Cavazo está bem presente. Boa canção!

A letra é em tom de ameaça:

So come on I tell you
Just step across that line
I'll show you what I mean
One on one
I'll drag you through the dirt
Banging on your knees
Cause when you mess with me
You're messin' with a hurricane



INSANE

Em "Insane", a banda aposta em um som ainda mais pesado, mas muito mais lento, flertando mais deliberadamente com o Blues. O resultado é uma faixa divertida, eficiente e muito contagiante! A guitarra de Robert Sarzo aparece com brilho. O Mötley Crüe assinaria a faixa facilmente.

A letra é divertida:

All in all
I've been wonderin'
If you're insane
When you play that game
If you're insane
You're messin' with my brain
Oh if I didn't know the truth
It is gonna drive me insane



WE ARE STRONG

Um Glam Metal típico é o resultado final de "We Are Strong". A música permanece naquela tênue e praticamente intangível linha que separa o Hard Rock do Heavy Metal. Um refrão muito eficiente se casa perfeitamente com um riff bastante pesado e a seção rítmica muito marcante. Ótima faixa!

A letra possui sentido romântico:

Facing hard times
Hold on
Time's still on our side
You can surrender
But you will remember
It was the best love
The best love of all



SPARK IN MY HEART

Em "Spark in My Heart", a banda continua apostando em um riff pesado e um andamento um pouco mais acelerado, flertando ainda mais com o Heavy Metal. O refrão, com um trabalho bem elaborado de backing vocals, é bem legal.

A letra é sobre amadurecimento pessoal:

Now there's nowhere to run to
Nowhere to hide
I'm gonna pack up my things
And leave them all behind
And go away



GIVE ME AN INCH

"Give Me an Inch" flerta com a música pop dos anos 80, com teclados bem evidentes e se abdicando quase completamente do peso. O baixo de Tony Cavazo está bem presente e o refrão acaba funcionando.

A letra é em sentido de conquista amorosa:

Give me an inch
Give me a chance
To find, to find, to find our love
It all relies on you
Give me an inch
Give me a chance
To find, to find, to find
What is it girl that I can do



SHOUT

"Shout" recupera a sonoridade Glam Metal, com muita influência do Heavy Metal, tanto no peso do riff quanto na poderosa bateria de Jay Schellen. Os vocais de Kelly Hansen são dos mais eficientes de todo o disco. Faixa bem legal!

A letra é em tom de rebeldia:

If you stand strong together
Back them up to the wall
We can show them mercy
Or you can try and fight all



BABY SNAKES

A décima - e última - faixa de Over The Edge é "Baby Snakes". A sonoridade é pesada e intensa, com um andamento rápido e a seção rítmica muito presente, em um estilo bem próximo do Van Halen. Mas a vinheta com a conversa telefônica arruína qualquer possibilidade da canção funcionar.



Considerações Finais

Over the Edge é o álbum mais bem-sucedido do Hurricane.

O disco alcançou a 92ª posição na principal parada norte-americana desta natureza, a Billboard. Um feito considerável para uma banda muito pouco conhecida.

Em uma revisão retrospectiva, Joe Viglione, do site AllMusic, dá ao trabalho uma nota 3 de um máximo possível de 5. E atesta: “Over the Edge é uma excelente coleção de dez canções de Rock na extremidade final dos anos 1980, AOR metal com ganchos e viradas inteligentes que o trazem a um patamar acima do esperado daquilo que a infinidade das bandas de Hair Metal deram à audiência naquela era”.

Por fim, Viglione conclui: “As falhas são mínimas, encontradas apenas em algumas das letras e na faixa final, “Baby Snakes”, que é arruinada por uma conversa telefônica brega e é uma anomalia em um trabalho muito bom. Cada uma das outras canções contêm pontos fortes que tornam toda a oferta algo especial e acessível para além do seu período de tempo”.

Obviamente, ao lançamento do disco se sucedeu uma vitoriosa turnê para promoção do trabalho.

Em 1989, Robert Sarzo deixou o grupo e foi substituído pelo ex-guitarrista do Lion, Doug Aldrich. Esta formação gravou o terceiro álbum de estúdio do Hurricane, Slave to the Thrill, o qual foi lançado em 1990.



Formação:
Kelly Hansen - Vocal, Guitarra
Jay Schellen - Bateria, Percussão e Backing Vocal
Robert Sarzo - Guitarras e Backing Vocal
Tony Cavazo - Baixo e Backing Vocal

Faixas:
01 - Over the Edge (Cavazo/Hansen/Sarzo/Schellen) – 5:35
02 - I'm Eighteen (Cooper/Bruce/Buxton/Dunaway/Smith) – 4:15
03 - I'm on to You (Jones) – 3:56
04 - Messin' with a Hurricane (Cavazo/Hansen/Sarzo/Schellen) – 5:02
05 - Insane (Cavazo/Hansen/Sarzo/Schellen) – 3:48
06 - We Are Strong (Cavazo/Hansen/Sarzo/Schellen) – 4:41
07- Spark in My Heart (Cavazo/Hansen/Sarzo/Schellen) – 4:56
08 - Give Me an Inch (Cavazo/Hansen/Sarzo/Schellen) – 4:17
09 - Shout (Cavazo/Hansen/Sarzo/Schellen) – 4:46
10 - Baby Snakes (Cavazo/Hansen/Sarzo/Schellen) – 4:30

Letras:
Para conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a: http://www.elyrics.net/song/h/hurricane-lyrics.htm

Opinião do Blog:
Os leitores mais fiéis do Rock: Álbuns Clássicos sabem que o estilo conhecido como Glam Metal é um dos prediletos de quem mantém a página. Vários álbuns do estilo já passaram por aqui e, enquanto este site existir, muito provavelmente, muitos outros grupos e discos do estilo aparecerão por aqui.

O Hurricane é mais um grupo ligado a esta sonoridade a dar às caras nas páginas do nosso Site. É uma banda que não fez sucesso nos anos 80 e é praticamente desconhecida nos dias de hoje. Este post tenta resgatar o que pensamos ser seu melhor trabalho.

Em Over the Edge, o ouvinte está na presença de um grupo entrosado e em sua melhor fase. Os destaques são mesmos o entrosamento do grupo e o grande trabalho do bom vocalista Kelly Hansen, o qual se monstra eficiente e versátil.

As letras são absolutamente comuns. Sugerimos uma rápida conferida.

"Messin' with a Hurricane" é uma boa canção com a típica sonoridade Glam Metal. "Spark in My Heart" possui um quê de Europe e é bem divertida. "Shout" é praticamente um Heavy Metal repleto de melodia, com ótimos vocais de Hansen.

A pesada faixa-título, "Over the Edge", é um 'clássico' do grupo com uma grande atuação do guitarrista Robert Sarzo. Na mesma linha está outra ótima canção, "We Are Strong".

Mas a preferida do site é a bluesy "Insane", uma música envolvente e contagiante, com a cara do Mötley Crüe, facilmente entre as melhores composições do conjunto, quiçá a melhor.

Enfim, o Hurricane não conquistou o sucesso comercial e de crítica e hoje é praticamente uma banda esquecida do grande público, mesmo entre os fãs de Rock. Mas Over the Edge é um ótimo trabalho, típico de sua época, mas, ao mesmo tempo, com qualidade suficiente para ouvintes além de seu tempo. Não irá mudar a vida de ninguém que o ouvir, mas é diversão garantida para fãs de um bom Rock 'n' Roll. Recomendado pelo Rock: Álbuns Clássicos.

3 de junho de 2017

FOO FIGHTERS - THE COLOUR AND THE SHAPE (1997)


The Colour and the Shape é o segundo álbum de estúdio da banda norte-americana chamada Foo Fighters. Seu lançamento oficial aconteceu em 20 de maio de 1997, através do selo Roswell/Capitol Records. As gravações ocorreram entre novembro de 1996 a fevereiro do ano seguinte nos estúdios Bear Creek Studios (em Woodinville, Washington), U.S. WGNS Studios (Washington, DC) e Grandmaster Recorders (em Hollywood, California); todos nos Estados Unidos. A produção ficou sob responsabilidade de Gil Norton.

15 de maio de 2017

JETHRO TULL - BENEFIT (1970)


Benefit é o terceiro álbum de estúdio da banda britânica chamada Jethro Tull. Seu lançamento oficial aconteceu em 20 de abril de 1970, através dos selos Reprise e Chrysalis. As gravações se deram entre dezembro de 1969 e janeiro de 1970, no Morgan Studios, em Londres, na Inglaterra. A produção ficou por conta de Terry Ellis e do vocalista Ian Anderson.