8 de abril de 2012

LYNYRD SKYNYRD - PRONOUNCED (1973)



Pronounced 'lĕh-'nérd 'skin-'nérd é o álbum de estreia da banda de Rock norte-americana Lynyrd Skynyrd. Seu lançamento oficial ocorreu no dia 13 de agosto de 1973, sob o selo Sounds of the South, associado à MCA Records, com a produção sob responsabilidade de Al Kooper, o qual trabalhou com a banda em outras oportunidades.

O início do Lynyrd Skynyrd pode ser datado do ano de 1964, quando surgiu uma banda chamada “The Noble Five”, na cidade de Jacksonville, na Flórida, nos Estados Unidos. Três amigos adolescentes decidiram formar uma banda de rock. Eram eles: Gary Rossington, Ronnie Van Zant e Allen Collins.


Em 1965, a banda muda seu nome para “My Backyard”. Já em 1968, o grupo vence uma competição local de bandas, ganhando o direito a fazer as apresentações de abertura para a banda de rock psicodélico Strawberry Alarm Clock.

Em 1970, Van Zant buscava um novo nome para o grupo (por exemplo, The Noble Five), antes que o grupo consentisse no nome “Leonard Skinner”.

O nome surgiu em uma “homenagem” ao professor de educação física, Leonard Skinner, da Robert E. Lee High School, conhecido por seguir estritamente a política da escola contra garotos que possuíssem cabelos compridos, que causou a saída de Gary Rossington da mesma, cansado de zombarem de seus longos cabelos.

Anos depois, antes do lançamento de seu álbum de estreia, o conjunto adotou uma nova grafia para o nome do grupo e, apesar da homenagem em tom de zombaria, acabou cultivando amizade com o professor Leonard Skinner com o passar dos anos, inclusive convidando-o a apresenta-los em um show no Jacksonville Memorial Coliseum.

Ainda em 1970, a banda contratou Alan Walden como seu manager, cargo que ele ocuparia até 1974, quando foi substituído por Pete Rudge.

Nos anos iniciais da década de 70, o grupo continuava se apresentando continuamente pela região sul dos Estados Unidos, desenvolvendo seu estilo musical característico e coletando pequenas experimentações musicais em estúdio.

Durante todo esse tempo, a banda apresentou algumas modificações na sua formação. O baixista Larry Junstrom deixou a banda, sendo substituído Greg T. Walker. Na mesma época, o baterista Ricky Medlocke entra no grupo como segundo batera, com o grupo realizando apresentações com dois sets de bateria, em um estilo próximo ao que o The Allman Brothers fazia.

O baterista ‘titular’ Bob Burns chegou a deixar a banda em 1971, com o grupo participando de uma seção de gravações no Muscle Shoals Sound Studio com Medlocke e Walker na seção rítmica, e sem a participação de Bob Burns.

Depois disso, Walker e Medlocke deixam a banda para ingressarem em outro grupo do mesmo estilo musical, o Blackfoot. A banda volta ao Muscle Shoals Sound Studio para uma segunda seção de gravações, desta vez com Bob Burns na bateria. Leon Wilkeson acaba se tornando o baixista fixo do conjunto, enquanto o roadie Billy Powell acaba assumindo os teclados.

Em 1971, o grupo já havia se fixado em Atlanta, na Geórgia, Estados Unidos, com o intuito de se aproximar do movimento do Southern Rock. Já em 1972, a banda já contava com a formação: Van Zant (vocal), Collins e Rossington (guitarras), Burns (bateria), Wilkeson (baixo), e Powell (teclado).

Naquele ano, o grupo se apresenta em um clube noturno em Atlanta e na plateia estava Al Kooper, músico, compositor e produtor do grupo Blood, Sweat, and Tears. Impressionado, Kooper assina um contrato da banda com o seu selo Sounds of the Soul, ao mesmo tempo que o conjunto ‘mudava’ seu nome para Lynyrd Skynyrd.

Com o contrato assinado, a banda entra em gravação de 27 de março a 1º de maio de 1973, no Studio One, em Doraville, na Geórgia, e ali começava a surgir Pronounced 'Lĕh-'nérd 'Skin-'nérd.

Durante a gravação de “Pronounced”, o baixista Leon Wilkeson deixa temporariamente o Lynyrd Skynyrd, participando apenas em duas faixas. O guitarrista da banda Strawberry Alarm Clock, Ed King, foi chamado para tocar as partes de baixo nas faixas restantes do álbum, as quais já haviam sido escritas por Leon.

Além disso, King também tocou guitarra nas faixas do álbum e foi convidado a permanecer no grupo, como terceiro guitarrista, tornando-se possível a reprodução ao vivo do que se ouvia no álbum.

Leon Wilkeson retorna ao grupo logo após o lançamento de ‘Pronounced’, que se deu em 13 de agosto de 1973. A capa do trabalho conta com uma fotografia da banda com todos os músicos do grupo: Van Zant, Collins, Rossington, King, Wilkeson, Burns e Powell.



A fotografia da capa foi tirada na Main Street, em Jonesboro, na Geórgia. Curiosamente, foi retirada a poucos metros do local onde seria filmado cenas do longa “Smokey and the Bandit”, com Burt Reynolds e Jerry Reed, quatro anos depois.

I AIN’T THE ONE

O álbum é aberto com a música “I Ain’t The One”, apresentando a clássica sonoridade “Southern Rock”, a qual tornaria o grupo mundialmente conhecido. O riff, bastante criativo e empolgante, embala a canção. As guitarras são o principal destaque da faixa que apresenta um ótimo solo. Também Billy Powell se destaca nos teclados. Ótima música.



TUESDAY’S GONE

Uma das mais conhecidas canções do Lynyrd Skynyrd é a segunda faixa do álbum. Adorada pelos fãs, “Tuesday’s Gone” se tornou um clássico.

Trata-se de uma música com uma melodia bastante suave, próximo a uma balada. O trabalho de Ronnie Van Zant no vocal é excelente, contribuindo essencialmente para a qualidade final da canção.

A letra de “Tuesday’s Gone”, escrita por Van Zant, é uma metáfora para a história da própria banda. A vida normal que eles tinham (representada pela palavra Tuesday) iria embora para sempre, quando o grupo assinou o contrato com o selo Sounds Of The South.

Também era a canção favorita do guitarrista Allen Collins, em uma entrevista da década de setenta.

Na gravação contida em ‘Pronounced’, o baterista Bob Burns não é quem toca o instrumento na faixa. Foi excepcionalmente substituído pelo baterista da banda da Atlanta Rhythm Section's, Robert Nix, que foi quem gravou o clássico.

A canção está presente em diversos seriados e alguns filmes, com destaque para a aparição no filme Dazed and Confused, de 1993. Também está presente nos games Guitar Hero (Metallica) e Rock Band.

Certamente, uma das versões cover mais conhecidas para “Tuesday’s Gone” foi feita pelo Metallica e consta do álbum Garage Inc. (1998). Nesta versão, o Metallica conta com vários convidados, entre eles, Jerry Cantrell (Alice in Chains) e Gary Rossington, do próprio Lynyrd Skynyrd.



GIMME THREE STEPS

A terceira faixa do álbum é “Gimme Three Steps”. Outra canção clássica do Lynyrd Skynyrd.

A abertura da música apresenta um inspirado e criativo riff, bem característico do estilo da banda. Ele se desenvolve por toda a canção, tornando-a bastante empolgante. Mais uma vez o trabalho vocal de Van Zant é excelente, em especial no refrão, contagiante.

Liricamente, a canção trata de um personagem que está em um bar e dançando com uma garota chamada Linda e são surpreendidos por um homem, provavelmente o namorado (ou marido) da garota.



A canção teria sido baseada em uma experiência real da vida do vocalista Ronnie Van Zant, em um bar de motoqueiros em Jacksonville, conhecido como The Pastime, com direito a uma arma puxada em sua direção e que teria sido a inspiração para a composição da canção.

A música foi lançada como single, mas falhou na tentativa de entrar nas paradas de sucesso desta natureza, mesmo em se tratando de uma ótima faixa.



SIMPLE MAN

Outra das grandes faixas da história do Lynyrd Skynyrd (e porque não, da música) é a quarta faixa do álbum: “Simple Man”.

“Simple Man” é uma balada de profunda e incrível inspiração. Suas linhas de guitarra, suaves e de absoluto feeling, são perfeitas e se casam com maestria na atuação de Ronnie Van Zant nos vocais, construindo uma faixa única. Brilhante!

A canção teria sido escrita pouco tempo após a morte da avó de Ronnie Van Zant, quando ele e Gary Rossington se encontraram no apartamento de Ronnie, compartilhando os conselhos que suas mães (e mulheres) lhes tinham dado ao longo dos anos.

Embora na canção haja os versos "Sit beside me, my only son", Ronnie não era o único filho, tendo duas irmãs (uma mais velha e uma mais nova) e dois irmãos mais jovens. Há a interpretação de que o vocalista estaria se referindo ao tempo em que seus dois irmãos mais jovens não teriam nascido, fazendo-o o filho mais jovem.

Bandas como Shinedown e Deftones são alguns exemplos de grupos que fizeram versões para o clássico “Simple Man”. Embora seja uma das canções mais conhecidas do grupo, não foi lançada como single para promover seu álbum de estreia.

“Simple Man” se tornou praticamente obrigatória nos shows do Lynyrd Skynyrd. O vocalista atual da banda, Johnny Van Zant resumiu bem o sentimento sobre a canção no comentário faixa-a-faixa para promover um DVD ao vivo Live From Freedom Hall, de 2010. Para ele, é uma canção que se trata de conselhos de mãe para filhos e que estes deveriam sempre ouvi-los e respeitá-los. Disse também que é a faixa ao vivo que provavelmente ele mais gosta de executar e uma das que os fãs mais “enlouquecem”.



THINGS GOIN’ ON

“Things Goin’ On” é a quinta faixa do álbum. Possui uma sonoridade que reflete bastante a forte influência que o Lynyrd Skynyrd possuía da música tradicional do sul dos Estados Unidos, em uma faixa bastante interessante.

A faixa é uma espécie de canção-protesto em relação a questões sociais e ambientais, especialmente no que diz respeito ao posicionamento dos políticos sobre estes problemas. Musicalmente, revela mais um pouco do estilo diversificado do grupo, fato que torna a banda única.

O primeiro verso da música é repetido ao final da canção e mostra a preocupação social com a vida no ‘ghetto’, e para uma banda oriunda do sul dos Estados Unidos, onde a segregação racial era ainda mais visível, acaba se tornando uma situação diária. A crítica aos políticos que nada faziam para mudar essa situação é ainda mais nítida nos versos:

I don't think they really care
I think they just sit up there



MISSISSIPI KID

A sexta faixa do trabalho é “Mississipi Kid”. É uma canção que demonstra a forte influência da tradicional música Country norte-americana para o Lynyrd Skynyrd, uma vez que a faixa se desenvolve inteiramente dentro deste estilo. Destaque para a gaita presente na canção, tocada pelo produtor do álbum Al Kooper.



POISON WHISKEY

O Southern Rock clássico está de volta na sétima faixa do trabalho, “Poison Whiskey”. É a única canção do primeiro disco a ter o guitarrista Ed King creditado como compositor. Possui guitarras marcantes e ótimos solos, tanto de guitarra (Rossington), quanto de teclado (Powell). Uma das melhores do álbum.



FREE BIRD

O álbum de estreia do Lynyrd Skynyrd é encerrado por um dos seus grandes clássicos e, talvez, sua canção mais conhecida e reverenciada: “Free Bird”.

As origens de “Free Bird” (ou Freebird, como aparece escrito na capa do single) remonta ao início da banda. O roadie e futuro tecladista da banda, Billy Powell, foi descoberto quando Ronnie Van Zant o viu tocar a introdução do que se tornaria a canção em um baile da escola, convidando-o para participar da banda.

Já a então namorada do guitarrista Allen Collins, Kathy, que se tornaria sua futura esposa, lhe fez certa vez a seguinte pergunta: "If I leave here tomorrow, would you still remember me?". Esta frase se tornaria o verso de abertura de “Free Bird”.

É a única canção em que o guitarrista Gary Rossington não usa uma guitarra do modelo Les Paul. Para “Free Bird”, Rossington usou uma guitarra modelo Gibson SG.

“Free Bird” foi lançada como single em Novembro de 1974, tornando-se a 19ª colocada na parada de sucesso norte-americana dessa natureza, conseguindo a 31ª posição na sua correspondente britânica. Lançada como single para promover o álbum ao vivo One More From The Road, de 1976, ficou a 38ª posição da parada norte-americana.



A canção está na 191ª posição da lista de canções que “moldaram o rock and roll”, que foi formulada pelo Rock Roll Hall Of Fame. Em eleição realizada pelo canal VH1, ficou com a 26ª posição de melhor canção de Hard Rock, enquanto teve a 3ª posição de melhor solo de guitarra pela revista Guitar World – em boa parte pelo fenomenal solo realizado pelos três guitarristas na canção.

Obviamente, “Free Bird” se tornou um clássico obrigatório nos shows do Lynyrd Skynyrd, tradicionalmente como a canção que encerra o espetáculo. Muitas vezes, a faixa é estendida até perto de 15 minutos, dando espaço para improvisações.

Na década de setenta chegou a ser tão popular, que era pedida pelo público em apresentações de diferentes músicos e de diferentes estilos em qualquer apresentação dentro dos Estados Unidos. Uma espécie de “Toca Raul”, tão popular e conhecido no Brasil.

Após o terrível acidente que vitimou boa parte da banda em 1977, músicas eram tocadas nas reuniões tributo como instrumentais por parte dos músicos sobreviventes. Em “Free Bird”, com o microfone sendo deixado sozinho, iluminado solitariamente, como forma de homenagem, só realizada de maneira instrumental.

A tradição duraria até 1989, quando uma multidão enfurecida, clamou ao guitarrista Gary Rossington que o irmão mais novo do falecido Ronnie Van Zant, Johnny, cantasse a canção pela primeira vez – o que este jurou não mais fazer durante a turnê tributo.

É outra canção com várias versões cover por diferentes artistas, como exemplo, Peter Frampton. “Free Bird” é um verdadeiro hino do Rock and Roll.



Considerações Finais

Não é nenhum exagero afirmar que ‘Pronounced’ é um dos grandes álbuns de estreia de um grupo de Rock. Não apenas o sucesso comercial sugere isso mas também o impacto que suas canções têm até hoje junto ao público são ótimos instrumentos para aferir esta afirmação.

Distribuído pela MCA Records, o álbum atingiu a ótima 27ª posição da parada de álbuns dos Estados Unidos. Está na 401ª posição da lista de melhores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone. Estima-se que o álbum supere a casa de 2 milhões de cópias vendidas internacionalmente.

O sucesso da banda crescia rapidamente, boa parte devido à turnê que se seguiu após o lançamento de ‘Pronounced’, na qual houve diversas apresentações como banda de abertura para a famosa turnê Quadrophenia, do The Who.

Outro fator foi o lançamento do segundo álbum do grupo, o ótimo Second Helping, lançado em abril de 1974 e que continha o incrível sucesso: a canção “Sweet Home Alabama”.

Já consolidada como uma grande banda, cinco dias após o lançamento do álbum Street Survivors (1977) e, também, após cinco shows de sua turnê mais bem sucedida como banda principal, o avião Convair CV-300 ficou sem combustível no fim de seu vôo no dia 20 de outubro de 1977, caindo em uma floresta em Gillsburg, Mississipi.

Ronnie Van Zant:


No acidente, o vocalista Ronnie Van Zant, o guitarrista Steve Gaines e sua irmã Cassie Gaines (que fazia backing vocals na banda), o assistente de turnê Dean Kilpatrick, além do piloto Walter McCreary e do co-piloto William Gray, morreram com o impacto. Os demais membros da banda à época (Collins, Rossington, Wilkeson, Powell, Pyle, Hawkins) e o pessoal de apoio na turnê sofreram graves lesões. A tragédia encerrou o período clássico do grupo.

Durante as décadas seguintes, o Lynyrd Skynyrd teve diversas formações, alternando entre turnês ou mesmo gravando álbuns de inéditas, por vezes apostando em uma sonoridade mais pesada, mas sempre baseada no Southern Rock e mantendo esta verdadeira instituição do Rock & Roll viva.

Formação:
Ronnie Van Zant – Vocal
Gary Rossington – Guitarra Solo em "Tuesday's Gone", "Gimme Three Steps", "Things Goin' On", "Poison Whiskey", "Simple Man", Guitarra Base nas demais
Allen Collins – Guitarra Solo em "I Ain't The One" & "Free Bird", Guitarra Base nas demais
Ed King – Guitarra Solo em "Mississippi Kid", Baixo em todas as faixas, exceto em "Mississippi Kid" e "Tuesday's Gone"
Billy Powell – Teclado
Bob Burns – Bateria, exceto em "Tuesday's Gone"
Leon Wilkeson – Baixo em "Mississippi Kid" e "Tuesday's Gone"

Músicos Adicionais:
Al Kooper (Roosevelt Gook) – Baixo e Mellotron em "Tuesday's Gone", Bandolim e Bumbo em "Mississippi Kid", Órgão em "Simple Man", "Poison Whiskey" e "Free Bird", Mellotron em "Free Bird"
Robert Nix – Bateria em "Tuesday's Gone"
Bobbye Hall – Percussão em "Gimme Three Steps" e "Things Goin' On"
Steve Katz – Harmônica em "Mississippi Kid"

Faixas:
01. I Ain't the One (Rossington/Van Zant) – 3:53
02. Tuesday's Gone (Collins/Rossington/Van Zant) – 7:32
03. Gimme Three Steps (Collins/Van Zant) – 4:30
04. Simple Man (Rossington/Van Zant) – 5:57
05. Things Goin' On (Rossington/Van Zant) – 5:00
06. Mississippi Kid (Al Kooper/Van Zant/Burns) – 3:56
07. Poison Whiskey (King/Van Zant) – 3:13
08. Free Bird (Collins/Van Zant) – 9:18

Letras:
Para o conteúdo das letras, indicamos o acesso a: http://letras.terra.com.br/lynyrd-skynyrd/

Opinião do Blog:
Falar de uma banda como o Lynyrd Skynyrd é uma oportunidade para se divulgar um dos grandes nomes da história do Rock and Roll.

A banda teve sua trajetória marcada pela terrível tragédia que vitimou músicos e pessoal da equipe do conjunto, entre eles o vocalista e fundador do grupo, Ronnie Van Zant. Pelo menos, Ronnie deixou vários registros de toda sua criatividade e talento dos tempos anteriores ao acidente.

Esses álbuns da década de setenta são extremamente recomendados pelo blog, mostrando um grupo com uma sonoridade bastante criativa e uma identidade musical sólida e consistente. O Lynyrd Skynyrd gravou álbuns memoráveis como Second Helping (1974) e Street Survivors (1977).

‘Pronounced’ é um álbum quase perfeito, possuindo músicas incríveis como “Free Bird”, “Tueday’s Gone” e “Gimme Three Steps”. Isso sem falar na música preferida deste ‘blogeiro’, “Simple Man”, uma das mais belas canções de todos os tempos.

Para nossa sorte, o Lynyrd Skynyrd continuou mesmo depois da tragédia, excursionando e gravando álbuns de inéditas – com muito boa qualidade. E assim, espalhando e mantendo essa verdadeira nação do Rock viva, atraindo novos fãs e mostrando a todos o que é música de verdade.

Vale lembrar o respeito e a reverência com que os membros atuais do grupo, liderados pelo vocalista e irmão mais novo do falecido Ronnie Van Zant, Johnny, demonstram pelos músicos anteriores.

Johnny Van Zant:


Um declarado fã do Lynyrd Skynyrd era o falecido baixista do Metallica, Cliff Burton, o que me deixa em excelente companhia. Álbum e banda obrigatórios para fãs de Rock de verdade!

22 de março de 2012

TWISTED SISTER - STAY HUNGRY (1984)



Stay Hungry é o terceiro álbum de estúdio da banda norte-americana Twisted Sister. Seu lançamento oficial ocorreu no dia 10 de maio de 1984, pela gravadora Atlantic Records. A produção ficou a cargo de Tom Werman, o qual trabalhou com nomes como Blue Öyster Cult e Mötley Crüe, entre outros.

O início do Twisted Sister se deu em 1972, quando o guitarrista John Segall, que seria mais conhecido por Jay Jay French, fez um teste e foi chamado para ingressar em uma banda chamada Silver Star, criada pelo baterista Mel Anderson (Mell Star). O Silver Star, segundo seu criador, seria a versão de New Jersey da banda NY Dolls.

Jay Jay odiava o nome Silver Star e forçou o grupo a mudá-lo. Em fevereiro de 1973, a banda passou a se chamar Twisted Sister e contava com a seguinte formação: o vocalista Michael Valentine, o guitarrista Billy Diamond, o baterista Mell Star, o baixista Kenneth Harrison Neill, e o guitarrista Johnny Heartbreaker (que logo se chamaria Jay Jay French).


A banda acabou se mudando para New York City e tocava regularmente nos clubes noturnos da cidade. Muitas vezes, o Twisted Sister conseguia se apresentar seis vezes por semana, embora, comumente, no mesmo local.

Quando a banda teve sua primeira mudança na formação, em dezembro de 1974, estima-se que o grupo já haveria se apresentado por volta de 600 vezes. Com Rick Prince nos vocais e Keith Angel na guitarra, o conjunto continuava trabalhando.

Rick Prince falta a um show e é demitido do grupo, com Jay Jay assumindo as funções de vocalista e, ao mesmo tempo, de manager da banda. No meio de 1975, o conjunto se desfaz, para logo se reconstituir no final do mesmo ano.

Jay Jay French continuaria como vocalista e guitarrista e recrutou seu antigo amigo de colegial, o guitarrista Eddie Ojeda, que também seria um “co-vocalista”. O baterista seria Kevin John Grace, contratado após French ver um anúncio de Kevin procurando por banda. O baixo continuaria com Kenny Neill.

A banda seguiria, então, uma orientação “Glam Rock”, com influências de David Bowie, Slade e New York Dolls, continuando se apresentando em “clubs”.

Já em 1976, o agente do grupo, Kevin Brenner, sugere a Jay Jay que o conjunto não poderia ir mais longe sem tocar covers de Led Zeppelin. Para tanto, também aconselhou a Jay Jay que contratasse o vocalista Danny Snider, grande fã do grupo de Page e Plant.

Dee Snider:

French acaba por seguir os avisos de Kevin Brenner e contrata Snider, que muda seu nome para Dee Snider, aceitando sugestão de Jay Jay. Pouco tempo depois, o baterista Tony Petri entra para o lugar de Kevin Grace. Assim, o Twisted Sister continuaria a manter seu visual glam, mas apostaria em uma sonoridade mais pesada, com influências de Led Zeppelin e Alice Cooper.

Dee Snider e Jay Jay French, começaram a introduzir alguns discursos sobre temas cotidianos da época entre as músicas durante os shows, o que acabou chamando mais a atenção para o grupo. A partir de então, a popularidade da banda não parou de crescer.

O Twisted Sister começou a quebrar recordes de público nos clubes da região conhecida como “Tri-State”, incluindo os 3 mil lugares do New York Palladium, um feito para uma banda sem contrato de gravação ou divulgação por rádios.

A base de fãs passou a se autodenominar "S.M.F.F.O.T.S.", ou seja, Sick Motherfucking Friends Of Twisted Sister, depois encurtado para "S.M.F.", ou, "Sick Mother Fuckers.

Um novo baixista, Mark “The Animal” Mendoza, entra na banda em 1978. O grupo sofre ainda algumas mudanças no posto de baterista, com Tony Petri sendo substituído por Joey Brighton, este por sua vez daria lugar a Richie Teeter, o qual, por sua vez, seria reposto por AJ Pero. A formação clássica da banda se fixaria com Snider nos vocais, French e Ojeda nas guitarras, Mendoza no baixo e Pero na bateria.


Por volta de 1981, o Twisted Sister lança sua própria companhia de camisetas e seu próprio selo, através do qual acabam saindo dois singles do grupo. Jay Jay ficou como manager da banda até aquele ano, quando ele contratou o promotor de eventos Mark Puma para gerenciar o Twisted Sister.

Um dos singles lançados pelo grupo em seu próprio selo acaba por atravessar o Atlântico e cai nas mãos de Martin Hooker, que gosta do trabalho. Hooker é o presidente do pequeno selo britânico Secret Records.

Seguindo a sugestão de repórteres das revistas Sounds e Kerrang!, o Twisted Sister embarca em direção ao Reino Unido para buscar um contrato com algum selo britânico. Em Abril de 1982, finalmente o grupo assina com a Secret Records, de Martin Hooker, gravadora que era mais voltada ao público punk.

Em junho de 1982, o Twisted Sister lança o EP Ruff Cuts, pela Secret Records. Meses depois, em setembro daquele ano, o álbum de estreia é colocado no mercado, Under The Blade (1982). A produção foi colocada a cargo do então baixista da banda UFO, Pete Way. O álbum conta com a faixa “Tear It Loose”, a qual possui um ótimo solo tocado pelo guitarrista do Motorhead, “Fast” Eddie Clarke.

Embora com uma produção ruim, o álbum fez algum sucesso, especialmente entre o público mais ‘underground’ do Reino Unido. A sonoridade do trabalho contém uma boa pegada Heavy Metal. Ao mesmo tempo, o Twisted Sister ainda continuava com seu visual glam, mas aos poucos iria adotando uma vertente mais grotesca e mais próxima do Heavy Metal, que o distinguiria consideravelmente do nascente Glam Metal.

Após uma aparição em um programa de TV chamado The Tube, o Twisted Sister acabou chamando a atenção do selo Atlantic Records. A gravadora assina com o grupo e assim é lançado o segundo álbum da banda, You Can’t Stop Rock ‘n’ Roll, de 1983.

O álbum contém uma produção muito melhor que a de seu predecessor, a cargo de Stuart Epps, e soa ainda mais influenciado pelo Heavy Metal. O trabalho traz sucesso ao grupo, com a faixa “I Am (I’m Me)” atingindo a 19ª posição da parada britânica.

Com isso, a Atlantic Records decide promover mais intensamente o grupo a partir de então, chegando a produzir um videoclipe para a faixa título do trabalho, “You Can’t Stop Rock ‘n’ Roll”.

Para isso, no entanto, o guitarrista Jay Jay French recorda que não acreditava que os chefões da Atlantic Records dariam a devida atenção ao grupo. A sua percepção só se modificou em um encontro, em uma congelante noite de dezembro do ano de 1983, com o presidente da Atlantic, Doug Morris. O chefão perguntou a French: “Você sabe o que eu penso sobre a banda?” E a resposta pouco animada de French foi: “Bem, eu sei que nós não estamos na sua lista de presentes de natal”.

Entretanto, o guitarrista foi surpreendido pelo Chefe da gravadora. Morris contou a French que a banda havia vendido mais de 100 mil cópias sem nenhum esforço da gravadora e que os promotores de espetáculo de todo o país ligavam para ele falando do impacto que era causado quando o Twisted Sister chegava a suas cidades. E, assim, prometeu mais atenção ao grupo para o próximo ano.

Para tanto, o escolhido para produzir o álbum foi Tom Werman, experimentado produtor que havia trabalhado com Ted Nugent, Cheap Trick e Mötley Crüe. Enquanto Eddie Ojeda e A.J. Pero ficaram excitados com o prospecto do novo produtor, o vocalista Dee Snider ficou receoso com a escolha de alguém tão “comercial” e que, com isso, a banda acabasse por perder fãs.

Para tanto, o chefão da gravadora voltou à cena para conversar com Snider, que recorda que ele o fez a seguinte pergunta: “o que você quer? Os cem mil fãs que você tem ou os novecentos mil que te darão um álbum de platina”? Com isso, Snider ficou convencido em continuar com as gravações.

O terceiro álbum de estúdio do Twisted Sister, Stay Hungry, foi gravado em Fevereiro e Março de 1984. Inicialmente, as gravações ocorreram no Record Plant, em New York, e, depois, continuadas em Los Angeles, no Cherokee Studios, com a mixagem sendo realizada no Westlake Recording Studios.

Quando ainda estavam em Nova Iorque, tensões surgiram entre o produtor Werman e o grupo. Pouco impressionado com o material inicial, Tom Werman chegou a sugerir que a banda fizesse uma versão do clássico “Strong Arm Of The Law”, do Saxon. Mas, com o tempo, as coisas foram ficando mais fáceis. Por fim, Werman achou que o conteúdo de todo o álbum era obscuro e muito criativo.

Eddie Ojeda relembra que Tom tinha um jeito diferente, mas que em nenhum momento ele soava como arrogante e que estava apenas interessado em contribuir para o álbum.  Como os membros da banda nunca foram conhecidos por serem usuários de drogas ou festeiros compulsivos, tudo ocorreu corretamente. Mendoza, inclusive, estudou muito para tentar contribuir com a produção do álbum, fato que acabou auxiliando para seu futuro trabalho também como produtor.

Tom Werman gastou cerca de três dias para “descobrir” o timbre ideal da guitarra-base de Jay Jay French. Também não era muito fã da maneira como A.J. Pero tocava sua bateria, mas como o resultado final ficou de seu agrado, não chegou a tentar impor um novo estilo para o músico.

De modo geral, a banda relembra que o resultado final do trabalho foi ótimo e que “soou como deveria”, segundo Snider, embora o álbum tenha saído consideravelmente menos agressivo que as formas primárias das canções.

STAY HUNGRY

A faixa homônima ao álbum abre os trabalhos. “Stay Hungry” apresenta um bom riff inicial, característico do grupo. O refrão é empolgante, assim como o solo, pequeno, mas muito eficiente. O maior destaque vai para os vocais de Dee Snider. Ótima faixa!



WE’RE NOT GONNA TAKE IT

A segunda faixa do álbum é, talvez, a mais conhecida do Twisted Sister. A ótima “We’re Not Gonna Take It” já nasceu um clássico.

Dee Snider, que compôs a canção, cita como influências para a composição a banda glam Slade, Sex Pistols e até mesmo o tema 'O Come, All Ye Faithful'.

Dee Snider disse que desde que o álbum ficou pronto ele sabia que “We’re Not Gonna Take It” seria o principal single, embora a gravadora pensasse em lançar a música “Burn In Hell” como o primeiro single. Entretanto, Snider contou ao seu amigo (e diretor do videoclipe da mesma canção), Marty Callner, sua frustração pela escolha que seria feita pelo selo.

Callner, então, fez uma ligação para o dono da Atlantic Records, Doug Morris, e disse que “We’re Not Gonna Take It” era uma música destinada ao topo das paradas de sucesso e que ele faria um videoclipe especialmente para a faixa. Convencido, Morris determinou que a música seria o principal single para promoção de Stay Hungry.


Embora um clássico, o resultado final da mixagem não agradou plenamente os membros da banda. Eddie Ojeda afirmou que não ficou satisfeito com a forma que sua guitarra soa na faixa, assim como a seção rítmica.

Lançada como single, poucas semanas antes do lançamento do álbum, “We’re Not Gonna Take It” alcançou a 21ª posição na parada norte-americana de singles. No Reino Unido, o single ficou com a 58ª colocação.

Evidentemente que a canção se tornou presença obrigatória nos shows do grupo. Ficou na 47ª posição da eleição feita pelo canal de TV VH1 das “100 melhores canções dos anos oitenta”, bem como na 21ª posição de outra eleição do mesmo canal, dos “100 maiores hits” daquela década.

O videoclipe é um clássico, sendo um dos mais executados naquele ano na MTV dos Estados Unidos.

Inúmeras versões para a faixa foram produzidas por outros músicos e artistas, incluindo bandas como Nightwish e até o musical Rock of Ages!



BURN IN HELL

A terceira faixa do álbum é “Burn In Hell”. Em comparação com as faixas anteriores, esta é uma canção consideravelmente mais pesada e com um viés mais “Heavy Metal”. O ritmo mais cadenciado e pesado do início se desenvolve mais aceleradamente na maior parte da música. Ótimos solos, guitarras marcantes e Snider fazendo um ótimo trabalho vocal fazem da faixa um ponto altíssimo do álbum.

HORROR-TERIA (THE BEGINNING)
A) CAPTAIN HOWDY
B) STREET JUSTICE

A quarta faixa do álbum Stay Hungry é “Horro-Teria (...)”. Na verdade, trata-se de um “dois em um”, com duas canções em uma única faixa. A primeira, “Captain Howdy”, é uma canção bem sombria, em um ritmo um pouco mais lento e com certo peso. A segunda é “Street Justice”, um tanto quanto mais acelarada, lembrando a sonoridade da New Wave Of British Heavy Metal.

Assim, “Horror-Teria” é a faixa mais longa do álbum, com mais de 7 minutos. As duas canções acabaram se tornando a base para o filme Strangeland, de 1999, escrito pelo vocalista Dee Snider e no qual ele mesmo interpreta o personagem Captain Howdy.



I WANNA ROCK

A quinta canção de Stay Hungry é, possivelmente, a outra canção mais conhecida do Twisted Sister. Trata-se de “I Wanna Rock”.

A música é um excelente Hard Rock, com um ritmo forte, empolgante e um refrão quase impossível de não se ‘grudar’ na cabeça. O ótimo trabalho vocal de Dee Snider é fundamental para o sucesso atingido pela canção. O solo também é excelente.

“I Wanna Rock” também foi lançada como single para promover o álbum, mas não obteve os mesmos resultados de “We’re Not Gonna Take It”. Na parada norte-americana acabou ficando com a 68ª posição, enquanto atingiu a modesta 93ª posição da parada britânica.


Outro videoclipe foi filmado para circular nas televisões e, também, acabou se tornando um clássico. Em mais uma eleição do canal de TV VH1, ficou como a 17ª melhor canção de Hard Rock!

“I Wanna Rock” está presente em diversos tipos de mídias. Em games como GTA e Guitar Hero, no filme de 2008 ‘The Rocker’ e até mesmo Jay Jay French fez uma versão da canção para uso político chamada “I Want Barack”, em apoio à candidatura de Barack Obama à presidência dos EUA.

Mark Teixeira, jogador do time de baseball New York Yankees, utiliza a canção como música de entrada no campo de jogo. É outra canção com inúmeras versões covers.



THE PRICE

Quebrando um pouco o ritmo do álbum até então, surge a sexta faixa do trabalho, a poderosa balada chamada “The Price”. A música possui lindas linhas de guitarra, com destaque para um refrão muito bonito que se casa perfeitamente com o restante da canção. Possui um solo muito inspirado. Foi o último single lançado para promover o álbum, já em 1985. Outro ponto alto do trabalho.



DON’T LET ME DOWN

O Hard Rock mais acelerado já está de volta na sétima faixa do disco, “Don’t Let Me Down”. Mais uma vez, o refrão se destaca por ser bem marcante. Outro ponto que merece atenção é o eficiente trabalho de A.J. Pero na bateria, bem acentuado em toda canção. Bons solos compõem mais uma boa música.



THE BEAST

A oitava faixa de Stay Hungry é “The Beast”. É outra música com um viés mais “Heavy Metal”, com boas doses de peso, em boa parte por um riff muito inspirado, pesado. O ritmo cadenciado persiste por toda a canção, com ótimos vocais (mais uma vez). Uma das melhores faixas do álbum – com meu solo preferido no disco.



S.M.F.

A nona faixa – e última – do álbum é “S.M.F.”, outra música que traz um Hard Rock bem empolgante. ‘SMF’ foi a sigla pela qual os fãs do Twisted Sister acabaram ficando conhecidos. Encerra o disco em ótima forma.



Considerações Finais

Definitivamente, Stay Hungry foi um grande sucesso e fez o Twisted Sister mudar de patamar enquanto banda, em termos comerciais. O álbum atingiu a 15ª posição na parada de álbuns dos Estados Unidos, conquistando a 34ª posição na sua correspondente britânica.

Para se ter uma ideia do sucesso, em menos de um ano o álbum vendeu 2 milhões de cópias, sendo que 500 mil apenas no Canadá. Estima-se que até hoje, o álbum ultrapassou a marca de 3 milhões de cópias comercializadas apenas nos Estados Unidos.

A turnê que se seguiu ao lançamento de Stay Hungry em 1984 foi muito bem sucedida, com a banda tocando com nomes como Ratt e DIO. Em alguns shows menores, uma ainda jovem e pouco conhecida banda fazia a abertura: Metallica.

O sucesso era tanto que a banda participou do filme de Tim Burton, Pee-wee's Big Adventure, de 1985, no qual o Twisted Sister simula realizar a gravação de um videoclipe para a música “Burn In Hell”.

Os tão conhecidos videoclipes do Twisted Sister, repletos de bom humor, foram motivos de controvérsias, pois algumas alas conservadoras dos Estados Unidos acusou o grupo de ser um ‘incitador’ à violência contra pais e professores. Dee Snider foi um dos músicos a serem ouvidos no Senado norte-americano pela comissão que examinava estes “casos controversos”.

Snider diz que a inspiração para escrever Stay Hungry surgiu enquanto o grupo gravava o álbum anterior, You Can’t Stop Rock ‘n’ Roll. Segundo o vocalista, os membros do Twisted Sister estavam cansados, desesperados por alcançar o sucesso. Muitas vezes, eles mesmos tinham que bancar do próprio bolso gastos para continuarem excursionando. Em outras palavras, estavam famintos!

Em 2009, quando se completaram 25 anos do lançamento de Stay Hungry, o Twisted Sister fez apresentações tocando todas as faixas do disco.

Formação:
Dee Snider - Vocal
Eddie "Fingers" Ojeda – Guitarra
Jay Jay French - Guitarra, Backing Vocals
Mark "The Animal" Mendoza - Baixo, Backing Vocals
A. J. Pero - Bateria, Percussão

Faixas:
01. Stay Hungry (Snider) – 3:03
02. We're Not Gonna Take It (Snider) – 3:38
03. Burn in Hell (Snider) – 4:43
04. Horror-Teria: (The Beginning) (Snider) – 7:45
1."Captain Howdy"
2."Street Justice"
05. I Wanna Rock (Snider) – 3:06
06. The Price (Snider) – 3:48
07. Don't Let Me Down (Snider) – 4:26
08. The Beast (Snider) – 3:30
09. S.M.F. (Snider) – 3:00

Letras:
Para o conteúdo das letras, sugerimos o acesso a: http://letras.terra.com.br/twisted-sister/

Opinião do Blog:
Quem assiste apenas aos videoclipes do Twisted Sister, repletos de cenas de comédia e com os membros do grupo em um visual extremamente bizarro, pode pensar que a banda seja uma grande gozação. A realidade é exatamente oposta.

O pequeno resumo da história do conjunto apresentou uma breve amostra do tanto que eles batalharam pelo sucesso. Mesmo apostando em uma veia artística divertida, o grupo fazia tudo com seriedade.

Algumas músicas da banda apresentam mesmo este lado descontraído, enquanto outras tratam de temas como o conflito entre pais e filhos, ou mesmo fortes críticas ao sistema educacional dos Estados Unidos. Sonoramente, a banda aposta em um Hard Rock de alto nível, com doses elevadas do melhor Heavy Metal tradicional, o que constitui uma identidade musical forte e distinta.

Acrescente-se o fato do principal compositor da banda, o vocalista Dee Snider, ser uma pessoa bastante inteligente e esclarecida, muito articulado, como se comprova quando assistimos a suas entrevistas.

Stay Hungry talvez seja mesmo o ponto mais alto da carreira do grupo – embora este que vos escreva não pense haver um álbum de menor nível na discografia deles – pelo fato de ter dois enormes sucessos no disco: “We’re Not Gonna Take It” e “I Wanna Rock”.  Duas faixas que entraram para a história do Rock ‘n’ Roll.

Enfim, mais uma vez se deve apenas dizer o óbvio: álbum e banda extremamente recomendados!

7 de março de 2012

AEROSMITH - AEROSMITH (1973)



Aerosmith é o álbum de estreia da banda norte-americana de Rock de mesmo nome. Seu lançamento oficial ocorreu em janeiro de 1973, sendo o disco gravado no Intermedia Studios, em Boston, nos Estados Unidos. A produção do trabalho ficou a cargo de Adrian Barber.