TWISTED SISTER - STAY HUNGRY (1984)



Stay Hungry é o terceiro álbum de estúdio da banda norte-americana Twisted Sister. Seu lançamento oficial ocorreu no dia 10 de maio de 1984, pela gravadora Atlantic Records. A produção ficou a cargo de Tom Werman, o qual trabalhou com nomes como Blue Öyster Cult e Mötley Crüe, entre outros.

O início do Twisted Sister se deu em 1972, quando o guitarrista John Segall, que seria mais conhecido por Jay Jay French, fez um teste e foi chamado para ingressar em uma banda chamada Silver Star, criada pelo baterista Mel Anderson (Mell Star). O Silver Star, segundo seu criador, seria a versão de New Jersey da banda NY Dolls.

Jay Jay odiava o nome Silver Star e forçou o grupo a mudá-lo. Em fevereiro de 1973, a banda passou a se chamar Twisted Sister e contava com a seguinte formação: o vocalista Michael Valentine, o guitarrista Billy Diamond, o baterista Mell Star, o baixista Kenneth Harrison Neill, e o guitarrista Johnny Heartbreaker (que logo se chamaria Jay Jay French).


A banda acabou se mudando para New York City e tocava regularmente nos clubes noturnos da cidade. Muitas vezes, o Twisted Sister conseguia se apresentar seis vezes por semana, embora, comumente, no mesmo local.

Quando a banda teve sua primeira mudança na formação, em dezembro de 1974, estima-se que o grupo já haveria se apresentado por volta de 600 vezes. Com Rick Prince nos vocais e Keith Angel na guitarra, o conjunto continuava trabalhando.

Rick Prince falta a um show e é demitido do grupo, com Jay Jay assumindo as funções de vocalista e, ao mesmo tempo, de manager da banda. No meio de 1975, o conjunto se desfaz, para logo se reconstituir no final do mesmo ano.

Jay Jay French continuaria como vocalista e guitarrista e recrutou seu antigo amigo de colegial, o guitarrista Eddie Ojeda, que também seria um “co-vocalista”. O baterista seria Kevin John Grace, contratado após French ver um anúncio de Kevin procurando por banda. O baixo continuaria com Kenny Neill.

A banda seguiria, então, uma orientação “Glam Rock”, com influências de David Bowie, Slade e New York Dolls, continuando se apresentando em “clubs”.

Já em 1976, o agente do grupo, Kevin Brenner, sugere a Jay Jay que o conjunto não poderia ir mais longe sem tocar covers de Led Zeppelin. Para tanto, também aconselhou a Jay Jay que contratasse o vocalista Danny Snider, grande fã do grupo de Page e Plant.

Dee Snider:

French acaba por seguir os avisos de Kevin Brenner e contrata Snider, que muda seu nome para Dee Snider, aceitando sugestão de Jay Jay. Pouco tempo depois, o baterista Tony Petri entra para o lugar de Kevin Grace. Assim, o Twisted Sister continuaria a manter seu visual glam, mas apostaria em uma sonoridade mais pesada, com influências de Led Zeppelin e Alice Cooper.

Dee Snider e Jay Jay French, começaram a introduzir alguns discursos sobre temas cotidianos da época entre as músicas durante os shows, o que acabou chamando mais a atenção para o grupo. A partir de então, a popularidade da banda não parou de crescer.

O Twisted Sister começou a quebrar recordes de público nos clubes da região conhecida como “Tri-State”, incluindo os 3 mil lugares do New York Palladium, um feito para uma banda sem contrato de gravação ou divulgação por rádios.

A base de fãs passou a se autodenominar "S.M.F.F.O.T.S.", ou seja, Sick Motherfucking Friends Of Twisted Sister, depois encurtado para "S.M.F.", ou, "Sick Mother Fuckers.

Um novo baixista, Mark “The Animal” Mendoza, entra na banda em 1978. O grupo sofre ainda algumas mudanças no posto de baterista, com Tony Petri sendo substituído por Joey Brighton, este por sua vez daria lugar a Richie Teeter, o qual, por sua vez, seria reposto por AJ Pero. A formação clássica da banda se fixaria com Snider nos vocais, French e Ojeda nas guitarras, Mendoza no baixo e Pero na bateria.


Por volta de 1981, o Twisted Sister lança sua própria companhia de camisetas e seu próprio selo, através do qual acabam saindo dois singles do grupo. Jay Jay ficou como manager da banda até aquele ano, quando ele contratou o promotor de eventos Mark Puma para gerenciar o Twisted Sister.

Um dos singles lançados pelo grupo em seu próprio selo acaba por atravessar o Atlântico e cai nas mãos de Martin Hooker, que gosta do trabalho. Hooker é o presidente do pequeno selo britânico Secret Records.

Seguindo a sugestão de repórteres das revistas Sounds e Kerrang!, o Twisted Sister embarca em direção ao Reino Unido para buscar um contrato com algum selo britânico. Em Abril de 1982, finalmente o grupo assina com a Secret Records, de Martin Hooker, gravadora que era mais voltada ao público punk.

Em junho de 1982, o Twisted Sister lança o EP Ruff Cuts, pela Secret Records. Meses depois, em setembro daquele ano, o álbum de estreia é colocado no mercado, Under The Blade (1982). A produção foi colocada a cargo do então baixista da banda UFO, Pete Way. O álbum conta com a faixa “Tear It Loose”, a qual possui um ótimo solo tocado pelo guitarrista do Motorhead, “Fast” Eddie Clarke.

Embora com uma produção ruim, o álbum fez algum sucesso, especialmente entre o público mais ‘underground’ do Reino Unido. A sonoridade do trabalho contém uma boa pegada Heavy Metal. Ao mesmo tempo, o Twisted Sister ainda continuava com seu visual glam, mas aos poucos iria adotando uma vertente mais grotesca e mais próxima do Heavy Metal, que o distinguiria consideravelmente do nascente Glam Metal.

Após uma aparição em um programa de TV chamado The Tube, o Twisted Sister acabou chamando a atenção do selo Atlantic Records. A gravadora assina com o grupo e assim é lançado o segundo álbum da banda, You Can’t Stop Rock ‘n’ Roll, de 1983.

O álbum contém uma produção muito melhor que a de seu predecessor, a cargo de Stuart Epps, e soa ainda mais influenciado pelo Heavy Metal. O trabalho traz sucesso ao grupo, com a faixa “I Am (I’m Me)” atingindo a 19ª posição da parada britânica.

Com isso, a Atlantic Records decide promover mais intensamente o grupo a partir de então, chegando a produzir um videoclipe para a faixa título do trabalho, “You Can’t Stop Rock ‘n’ Roll”.

Para isso, no entanto, o guitarrista Jay Jay French recorda que não acreditava que os chefões da Atlantic Records dariam a devida atenção ao grupo. A sua percepção só se modificou em um encontro, em uma congelante noite de dezembro do ano de 1983, com o presidente da Atlantic, Doug Morris. O chefão perguntou a French: “Você sabe o que eu penso sobre a banda?” E a resposta pouco animada de French foi: “Bem, eu sei que nós não estamos na sua lista de presentes de natal”.

Entretanto, o guitarrista foi surpreendido pelo Chefe da gravadora. Morris contou a French que a banda havia vendido mais de 100 mil cópias sem nenhum esforço da gravadora e que os promotores de espetáculo de todo o país ligavam para ele falando do impacto que era causado quando o Twisted Sister chegava a suas cidades. E, assim, prometeu mais atenção ao grupo para o próximo ano.

Para tanto, o escolhido para produzir o álbum foi Tom Werman, experimentado produtor que havia trabalhado com Ted Nugent, Cheap Trick e Mötley Crüe. Enquanto Eddie Ojeda e A.J. Pero ficaram excitados com o prospecto do novo produtor, o vocalista Dee Snider ficou receoso com a escolha de alguém tão “comercial” e que, com isso, a banda acabasse por perder fãs.

Para tanto, o chefão da gravadora voltou à cena para conversar com Snider, que recorda que ele o fez a seguinte pergunta: “o que você quer? Os cem mil fãs que você tem ou os novecentos mil que te darão um álbum de platina”? Com isso, Snider ficou convencido em continuar com as gravações.

O terceiro álbum de estúdio do Twisted Sister, Stay Hungry, foi gravado em Fevereiro e Março de 1984. Inicialmente, as gravações ocorreram no Record Plant, em New York, e, depois, continuadas em Los Angeles, no Cherokee Studios, com a mixagem sendo realizada no Westlake Recording Studios.

Quando ainda estavam em Nova Iorque, tensões surgiram entre o produtor Werman e o grupo. Pouco impressionado com o material inicial, Tom Werman chegou a sugerir que a banda fizesse uma versão do clássico “Strong Arm Of The Law”, do Saxon. Mas, com o tempo, as coisas foram ficando mais fáceis. Por fim, Werman achou que o conteúdo de todo o álbum era obscuro e muito criativo.

Eddie Ojeda relembra que Tom tinha um jeito diferente, mas que em nenhum momento ele soava como arrogante e que estava apenas interessado em contribuir para o álbum.  Como os membros da banda nunca foram conhecidos por serem usuários de drogas ou festeiros compulsivos, tudo ocorreu corretamente. Mendoza, inclusive, estudou muito para tentar contribuir com a produção do álbum, fato que acabou auxiliando para seu futuro trabalho também como produtor.

Tom Werman gastou cerca de três dias para “descobrir” o timbre ideal da guitarra-base de Jay Jay French. Também não era muito fã da maneira como A.J. Pero tocava sua bateria, mas como o resultado final ficou de seu agrado, não chegou a tentar impor um novo estilo para o músico.

De modo geral, a banda relembra que o resultado final do trabalho foi ótimo e que “soou como deveria”, segundo Snider, embora o álbum tenha saído consideravelmente menos agressivo que as formas primárias das canções.

STAY HUNGRY

A faixa homônima ao álbum abre os trabalhos. “Stay Hungry” apresenta um bom riff inicial, característico do grupo. O refrão é empolgante, assim como o solo, pequeno, mas muito eficiente. O maior destaque vai para os vocais de Dee Snider. Ótima faixa!



WE’RE NOT GONNA TAKE IT

A segunda faixa do álbum é, talvez, a mais conhecida do Twisted Sister. A ótima “We’re Not Gonna Take It” já nasceu um clássico.

Dee Snider, que compôs a canção, cita como influências para a composição a banda glam Slade, Sex Pistols e até mesmo o tema 'O Come, All Ye Faithful'.

Dee Snider disse que desde que o álbum ficou pronto ele sabia que “We’re Not Gonna Take It” seria o principal single, embora a gravadora pensasse em lançar a música “Burn In Hell” como o primeiro single. Entretanto, Snider contou ao seu amigo (e diretor do videoclipe da mesma canção), Marty Callner, sua frustração pela escolha que seria feita pelo selo.

Callner, então, fez uma ligação para o dono da Atlantic Records, Doug Morris, e disse que “We’re Not Gonna Take It” era uma música destinada ao topo das paradas de sucesso e que ele faria um videoclipe especialmente para a faixa. Convencido, Morris determinou que a música seria o principal single para promoção de Stay Hungry.


Embora um clássico, o resultado final da mixagem não agradou plenamente os membros da banda. Eddie Ojeda afirmou que não ficou satisfeito com a forma que sua guitarra soa na faixa, assim como a seção rítmica.

Lançada como single, poucas semanas antes do lançamento do álbum, “We’re Not Gonna Take It” alcançou a 21ª posição na parada norte-americana de singles. No Reino Unido, o single ficou com a 58ª colocação.

Evidentemente que a canção se tornou presença obrigatória nos shows do grupo. Ficou na 47ª posição da eleição feita pelo canal de TV VH1 das “100 melhores canções dos anos oitenta”, bem como na 21ª posição de outra eleição do mesmo canal, dos “100 maiores hits” daquela década.

O videoclipe é um clássico, sendo um dos mais executados naquele ano na MTV dos Estados Unidos.

Inúmeras versões para a faixa foram produzidas por outros músicos e artistas, incluindo bandas como Nightwish e até o musical Rock of Ages!



BURN IN HELL

A terceira faixa do álbum é “Burn In Hell”. Em comparação com as faixas anteriores, esta é uma canção consideravelmente mais pesada e com um viés mais “Heavy Metal”. O ritmo mais cadenciado e pesado do início se desenvolve mais aceleradamente na maior parte da música. Ótimos solos, guitarras marcantes e Snider fazendo um ótimo trabalho vocal fazem da faixa um ponto altíssimo do álbum.

HORROR-TERIA (THE BEGINNING)
A) CAPTAIN HOWDY
B) STREET JUSTICE

A quarta faixa do álbum Stay Hungry é “Horro-Teria (...)”. Na verdade, trata-se de um “dois em um”, com duas canções em uma única faixa. A primeira, “Captain Howdy”, é uma canção bem sombria, em um ritmo um pouco mais lento e com certo peso. A segunda é “Street Justice”, um tanto quanto mais acelarada, lembrando a sonoridade da New Wave Of British Heavy Metal.

Assim, “Horror-Teria” é a faixa mais longa do álbum, com mais de 7 minutos. As duas canções acabaram se tornando a base para o filme Strangeland, de 1999, escrito pelo vocalista Dee Snider e no qual ele mesmo interpreta o personagem Captain Howdy.



I WANNA ROCK

A quinta canção de Stay Hungry é, possivelmente, a outra canção mais conhecida do Twisted Sister. Trata-se de “I Wanna Rock”.

A música é um excelente Hard Rock, com um ritmo forte, empolgante e um refrão quase impossível de não se ‘grudar’ na cabeça. O ótimo trabalho vocal de Dee Snider é fundamental para o sucesso atingido pela canção. O solo também é excelente.

“I Wanna Rock” também foi lançada como single para promover o álbum, mas não obteve os mesmos resultados de “We’re Not Gonna Take It”. Na parada norte-americana acabou ficando com a 68ª posição, enquanto atingiu a modesta 93ª posição da parada britânica.


Outro videoclipe foi filmado para circular nas televisões e, também, acabou se tornando um clássico. Em mais uma eleição do canal de TV VH1, ficou como a 17ª melhor canção de Hard Rock!

“I Wanna Rock” está presente em diversos tipos de mídias. Em games como GTA e Guitar Hero, no filme de 2008 ‘The Rocker’ e até mesmo Jay Jay French fez uma versão da canção para uso político chamada “I Want Barack”, em apoio à candidatura de Barack Obama à presidência dos EUA.

Mark Teixeira, jogador do time de baseball New York Yankees, utiliza a canção como música de entrada no campo de jogo. É outra canção com inúmeras versões covers.



THE PRICE

Quebrando um pouco o ritmo do álbum até então, surge a sexta faixa do trabalho, a poderosa balada chamada “The Price”. A música possui lindas linhas de guitarra, com destaque para um refrão muito bonito que se casa perfeitamente com o restante da canção. Possui um solo muito inspirado. Foi o último single lançado para promover o álbum, já em 1985. Outro ponto alto do trabalho.



DON’T LET ME DOWN

O Hard Rock mais acelerado já está de volta na sétima faixa do disco, “Don’t Let Me Down”. Mais uma vez, o refrão se destaca por ser bem marcante. Outro ponto que merece atenção é o eficiente trabalho de A.J. Pero na bateria, bem acentuado em toda canção. Bons solos compõem mais uma boa música.



THE BEAST

A oitava faixa de Stay Hungry é “The Beast”. É outra música com um viés mais “Heavy Metal”, com boas doses de peso, em boa parte por um riff muito inspirado, pesado. O ritmo cadenciado persiste por toda a canção, com ótimos vocais (mais uma vez). Uma das melhores faixas do álbum – com meu solo preferido no disco.



S.M.F.

A nona faixa – e última – do álbum é “S.M.F.”, outra música que traz um Hard Rock bem empolgante. ‘SMF’ foi a sigla pela qual os fãs do Twisted Sister acabaram ficando conhecidos. Encerra o disco em ótima forma.



Considerações Finais

Definitivamente, Stay Hungry foi um grande sucesso e fez o Twisted Sister mudar de patamar enquanto banda, em termos comerciais. O álbum atingiu a 15ª posição na parada de álbuns dos Estados Unidos, conquistando a 34ª posição na sua correspondente britânica.

Para se ter uma ideia do sucesso, em menos de um ano o álbum vendeu 2 milhões de cópias, sendo que 500 mil apenas no Canadá. Estima-se que até hoje, o álbum ultrapassou a marca de 3 milhões de cópias comercializadas apenas nos Estados Unidos.

A turnê que se seguiu ao lançamento de Stay Hungry em 1984 foi muito bem sucedida, com a banda tocando com nomes como Ratt e DIO. Em alguns shows menores, uma ainda jovem e pouco conhecida banda fazia a abertura: Metallica.

O sucesso era tanto que a banda participou do filme de Tim Burton, Pee-wee's Big Adventure, de 1985, no qual o Twisted Sister simula realizar a gravação de um videoclipe para a música “Burn In Hell”.

Os tão conhecidos videoclipes do Twisted Sister, repletos de bom humor, foram motivos de controvérsias, pois algumas alas conservadoras dos Estados Unidos acusou o grupo de ser um ‘incitador’ à violência contra pais e professores. Dee Snider foi um dos músicos a serem ouvidos no Senado norte-americano pela comissão que examinava estes “casos controversos”.

Snider diz que a inspiração para escrever Stay Hungry surgiu enquanto o grupo gravava o álbum anterior, You Can’t Stop Rock ‘n’ Roll. Segundo o vocalista, os membros do Twisted Sister estavam cansados, desesperados por alcançar o sucesso. Muitas vezes, eles mesmos tinham que bancar do próprio bolso gastos para continuarem excursionando. Em outras palavras, estavam famintos!

Em 2009, quando se completaram 25 anos do lançamento de Stay Hungry, o Twisted Sister fez apresentações tocando todas as faixas do disco.

Formação:
Dee Snider - Vocal
Eddie "Fingers" Ojeda – Guitarra
Jay Jay French - Guitarra, Backing Vocals
Mark "The Animal" Mendoza - Baixo, Backing Vocals
A. J. Pero - Bateria, Percussão

Faixas:
01. Stay Hungry (Snider) – 3:03
02. We're Not Gonna Take It (Snider) – 3:38
03. Burn in Hell (Snider) – 4:43
04. Horror-Teria: (The Beginning) (Snider) – 7:45
1."Captain Howdy"
2."Street Justice"
05. I Wanna Rock (Snider) – 3:06
06. The Price (Snider) – 3:48
07. Don't Let Me Down (Snider) – 4:26
08. The Beast (Snider) – 3:30
09. S.M.F. (Snider) – 3:00

Letras:
Para o conteúdo das letras, sugerimos o acesso a: http://letras.terra.com.br/twisted-sister/

Opinião do Blog:
Quem assiste apenas aos videoclipes do Twisted Sister, repletos de cenas de comédia e com os membros do grupo em um visual extremamente bizarro, pode pensar que a banda seja uma grande gozação. A realidade é exatamente oposta.

O pequeno resumo da história do conjunto apresentou uma breve amostra do tanto que eles batalharam pelo sucesso. Mesmo apostando em uma veia artística divertida, o grupo fazia tudo com seriedade.

Algumas músicas da banda apresentam mesmo este lado descontraído, enquanto outras tratam de temas como o conflito entre pais e filhos, ou mesmo fortes críticas ao sistema educacional dos Estados Unidos. Sonoramente, a banda aposta em um Hard Rock de alto nível, com doses elevadas do melhor Heavy Metal tradicional, o que constitui uma identidade musical forte e distinta.

Acrescente-se o fato do principal compositor da banda, o vocalista Dee Snider, ser uma pessoa bastante inteligente e esclarecida, muito articulado, como se comprova quando assistimos a suas entrevistas.

Stay Hungry talvez seja mesmo o ponto mais alto da carreira do grupo – embora este que vos escreva não pense haver um álbum de menor nível na discografia deles – pelo fato de ter dois enormes sucessos no disco: “We’re Not Gonna Take It” e “I Wanna Rock”.  Duas faixas que entraram para a história do Rock ‘n’ Roll.

Enfim, mais uma vez se deve apenas dizer o óbvio: álbum e banda extremamente recomendados!

3 Comentários

  1. O Twisted Sister é daquelas bandas do tipo "ame ou odeie", assim como são, por exemplo, Mercyful Fate e Manowar. Não curto muito a pegada deles, mas ao mesmo tempo reconheço o quanto importante foram estas bandas no cenário do rock oitentista. Em relação ao Twisted Sister, Stay Hungry é o disco no qual conheço alguma coisa deles (os dois hits principais da banda). Preciso ouví-lo na íntegra para ver se eu chego num consenso mais fiel.

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    1. Em geral, as bandas associadas ao Hard Rock 80s, ou Glam Metal, sofrem de preconceito. Mas, felizmente, acho que este tem diminuído com o passar do tempo e o estilo é um dos carros-chefe do Blog. Acho Stay Hungry realmente muito bom! Abraço!

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    2. Tá bom, como eu disse, vou tentar dar uma ouvida...

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