Sacred Heart é o terceiro álbum de
estúdio da banda norte-americana Dio. Seu lançamento oficial
aconteceu em 12 de agosto de 1985, através do selos Warner Bros. e
Vertigo. O estúdio utilizado foi o Rumbo Recorders, em Los Angeles,
nos EUA e a produção ficou a cargo do próprio Ronnie James Dio.
The Last In Line é o segundo álbum de estúdio da
carreira-solo do vocalista Ronnie James Dio. Seu lançamento oficial aconteceu
no dia 13 de julho de 1984, pelos selos Vertigo/Warner Bros. As gravações
ocorreram naquele ano, no estúdio Caribou Ranch, no Colorado, Estados Unidos. O
próprio Dio foi o responsável pela produção do disco.
O Blog, em seus primórdios, já tratou do álbum de
estreia do Dio, o clássico Holy Diver. Abaixo, o link a quem se interessar:
Para a turnê de Holy Diver, Dio sentiu a
necessidade de transformar sua banda em um quinteto com a adição de um
tecladista. O escolhido foi Claude Schnell.
Já para o trabalho de composição e gravação do
próximo álbum, Schnell já estava contratado como o quinto membro da banda.
Os demais membros permaneciam os mesmos, formando
um grande grupo: Vivian Campbell nas guitarras, Jimmy Bain no baixo, Vinny
Appice na bateria e, evidentemente, o baixinho Ronnie James Dio nos vocais.
Vivian Campbell
Ser o sucessor de um álbum em nível estratosférico
como Holy Diver (1983), não seria nada fácil para nenhum trabalho. Mas Dio não
se esmoreceu com o desafio e passou a se voltar para tamanho desafio tão logo a
turnê de seu predecessor se encerrou.
Na verdade, o baixinho, inteligentemente, acabou
por seguir a mesma fórmula que funcionou no disco anterior.
Primeiramente, manteve o mesmo time que compôs e
gravou Holy Diver, com a já adição do supracitado tecladista.
Em segundo lugar, também permaneceu no posto de
produtor do trabalho, fator que acabou catalisando o resultado de maneira muito
eficiente.
Vinny Appice
Em seguida, Dio manteve a mesma sonoridade do álbum
anterior, um Heavy Metal tradicional até o talo, com as composições servindo
como base para favorecer o brilho da voz de um dos ícones do vocal no Heavy
Metal em todos os tempos.
Até a arte da capa manteve a linha do disco
anterior: possui uma tonalidade das cores bem semelhantes à de Holy Diver e
conta com o demônio Murray, a mascote da banda.
Como foi dito, dificilmente, para qualquer conjunto
existente, manter o nível de um disco como o clássico Holy Diver. Mas, como
será mostrado, o resultado de The Last In Line, surpreende.
WE ROCK
Abre o disco o clássico “We Rock”.
Um riff veloz e preciso dá as cartas do primeiro
trabalho do álbum. “We Rock” apresenta o melhor do Heavy Metal tradicional:
peso, rapidez e muita melodia. Desnecessário dizer que os vocais de Ronnie
James Dio estão praticamente perfeitos. Ótimo início.
Na letra, Dio conta uma história sobre descobertas
e esperança:
We pray to someone
But when it's said
And done it's really all the same
With just a different name
So many voices
All giving choices
If we listen they will say
Oooh,we can find the way
But we'll sail on sing a song carry
on
“We Rock” é um grande sucesso da carreira-solo de
Dio, sendo a canção que muitas vezes fechava seus shows.
Lançada como single, atingiu a 42ª posição da
parada britânica desta natureza.
THE LAST IN LINE
Homônima ao álbum, o clássico “The Last In Line” é
a segunda faixa do álbum.
O início suave e melódico de “The Last In Line”
pode até enganar o ouvinte, induzindo-o a pensar que se trata de uma balada.
Mas logo os pesos da guitarra e bateria, juntamente à voz potente de Dio,
demonstram que o Heavy Metal está de volta. Desta vez a canção, embora continue
pesada, aposta em um ritmo mais lento e cadenciado. Brilhante construção.
A letra também conta uma história que envolve
magia, conhecimento e a disputa entre bem e mal:
We're all born upon the cross
The throw before the toss
You can release yourself
But the only way is down
“The Last In Line” não foi lançada como single no
Reino Unido, mas apenas nos Estados Unidos e outros países como a Holanda, por
exemplo. Nos EUA, conseguiu a 10ª posição na parada de singles.
BREATHLESS
“Breathless” é a terceira música do trabalho.
Outro riff bem pesado é a marca de “Breathless”.
Dio emprega uma interpretação bem forte, acompanhando o ritmo da canção. O peso
está presente em uma construção que se apresenta em uma velocidade não tão acelerada. Boa
faixa.
A letra confronta o desejo de conhecimento com o
medo do que se pode se tornar:
You said a single word
No one really heard
It's always
worse at night
'cause when the darkness kills the
light
I SPEED AT NIGHT
“I Speed At Night” é a quarta canção do álbum.
Como o próprio nome sugere, “I Speed At Night”
aposta em um ritmo mais veloz e rápido. O riff é pesado e intenso, mas com a
tradicional melodia que Dio sempre empregou em suas composições por toda sua
carreira. Faixa interessante, com um ótimo solo por parte de Campbell.
As letras são simples e demonstram um espírito de
aventura:
My demons they seem to disappear no
vision
I only see to hear
Protection
I never needed none direction just
nowhere near the sun
ONE NIGHT IN THE CITY
A
quinta faixa de The Last In Line é “One Night In The City”.
O riff principal da canção é empolgante, pois
possui na medida exata peso, melodia e intensidade. O ritmo é mais cadenciado e
Dio a canta de maneira exímia, proporcionando um dos melhores momentos do
disco. O casamento entre a voz do cantor e a guitarra de Vivian Campbell é
espetacular. Ponto altíssimo do trabalho!
A letra conta a história de dois personagens: Johnny
e a princesa Sally:
But one child went away and one
child stayed to play for one night in the city
One night looking pretty yeah one
night in the city one night touching pretty
But chains don't make a wall and
dreams lay where they fall
Dark is never night when dreams make
up the light one night in the city
EVIL EYES
Sexta
música de The Last In Line é “Evil Eyes”.
A canção aposta em um riff bem rápido e simples,
sendo bem direta. Um Heavy Metal bem típico dos anos oitenta, contando com um
solo inspirado de Vivian Campbell. O maior destaque, como sempre, é a inspirada
interpretação de Dio.
A letra mistura magia e maldição:
Yes evil eyes
Oh those eyes
Hide in the night time turn out the
light
They'll see you anyway
MYSTERY
A sétima faixa do trabalho é “Mystery”.
“Mystery” começa com teclados mais presentes e
dando a melodia base da canção. O riff é ótimo, repleto de sonoridade em uma linha
entre o Heavy Metal e o Hard Rock, o qual faz desta música única dentro do
álbum. Outro ótimo momento do disco.
Outra vez a letra aposta em uma temática que
envolve magia e mistério:
We are lightning we are flame and we
burn at the touch of a spark
When there's the fire but no one
sees the there's only the dark
Just imagine will you try I can see
that you've opened your mind
Silver linings can disappear but
they always shine
Lançada como single, atingiu boas posições nas duas
principais paradas desta natureza: 20ª posição nos Estados Unidos e 34ª colocação
no Reino Unido.
EAT YOUR HEART OUT
A oitava música do disco é “Eat Your Heart Out”.
Esta é outra faixa do trabalho que soa bastante
direta ao ouvinte. O riff é pesado e com um ritmo mais lento, cadenciado. A
interpretação de Dio é também um pouco mais “agressiva”, acompanhando a parte
instrumental. Mais um bom solo de Vivian Campbell.
A letra demonstra um espírito de decepção e
vingança:
And all the promises of springtime
Turned to lies so cold
But I'm stronger than you know and
I've come to let you go
EGYPT (THE CHAINS ARE ON)
A
nona – e última – música de The Last In Line é “Egypt (The Chains Are On)”.
A derradeira faixa do álbum é também a mais extensa
do trabalho. Apresenta um riff sensacional por parte de Campbell, que aposta
novamente no peso e no ritmo mais arrastado, que funciona de maneira
impressionante nesta construção. Dio tem uma interpretação magnífica, cantando
de maneira belíssima e transmitindo muita emoção.
A letra conta uma história fantástica:
In the land of the lost horizon
Where the queen lies dark and cold
And when the stars won't shine
Then the
story's told yeah
Considerações
Finais
Como foi dito, não deve ter sido muito fácil fazer
o sucessor de Holy Diver.
Em termos de parada de sucessos, The Last In Line
superou seu antecessor: 23ª posição na parada norte-americana de álbuns com a
excepcional 4ª colocação na sua correspondente britânica. Ainda abocanhou o 6º lugar
na parada sueca.
A recepção da crítica também foi positiva, tanto na
época quanto posteriormente. The Last In Line foi colocado na 372ª colocação de
uma lista de The 500 Greatest Rock & Metal Albums of All Time, criada pela
revista Rock Hard, em 2005.
Após 6 meses de seu lançamento, o álbum já havia
superado a casa de 500 mil cópias vendidas apenas nos Estados Unidos.
Formação:
Ronnie
James Dio – Vocal
Vivian
Campbell – Guitarra
Jimmy
Bain – Baixo
Claude
Schnell - Teclado
Vinny Appice – Bateria, Percussão
Faixas:
01.
We Rock (Dio) - 4:36
02.
The Last in Line (Bain/Campbell/Dio) - 5:40
03.
Breathless (Campbell/Dio) - 4:04
04.
I Speed at Night (Appice/Bain/Campbell/Dio) - 3:22
05.
One Night in the City (Appice/Bain/Campbell/Dio) - 5:15
06.
Evil Eyes (Dio) - 3:38
07.
Mystery (Bain/Dio) - 3:46
08.
Eat Your Heart Out (Appice/Bain/Campbell/Dio) - 3:49
09.
Egypt (The Chains Are On) (Appice/Bain/Campbell/Dio) - 6:57
Ronnie James Dio atingiu o ápice de sua carreira-solo
já no seu álbum de estreia, o extraordinário Holy Diver. Isto deixou uma árdua
tarefa após sua divulgação, a qual seria, compor e gravar o seu sucessor.
Quase 30 anos depois, pode-se dizer que Dio fez com
sucesso a missão. The Last In Line é um trabalho muito bom.
Evidentemente, não possui o brilho do anterior, já
que este era um álbum estratosférico. Mas mesmo assim, o disco aqui analisado
tem o seu valor.
Dio apostou na manutenção do estilo do trabalho
prévio. A temática das letras é bastante semelhante, assim como a estrutura da
parte instrumental. Até o número de canções é o mesmo: nove.
O Heavy Metal tradicional é o estilo proposto. Dio,
desnecessário dizer, tem uma atuação inspirada e somente isto já valeria a
audição do trabalho.
Vivian Campbell nos presenteia com um ótimo
trabalho nas guitarras, com bons riffs e solos. Bain é preciso no baixo, e
Appice demonstra todo seu talento na bateria. Schnell também faz corretamente
sua missão.
Em termos de composição, The Last In Line não tem a
mesma força do brilhante Holy Diver. Aqui, temos sim ótimas canções como “We
Rock”, a brilhante “One Night In The City”, “Egypt” e a faixa-título. Todas
apresentam Dio em sua melhor forma.
As outras faixas oscilam em boas composições como “Evil
Eyes” e outras apenas medianas, como “Eat Your Heart Out”.
Mesmo assim, o Blog recomenda (e muito) a audição
atenta do segundo trabalho solo de um dos maiores vocalistas da história da
música, o saudoso Ronnie James Dio.
Holy Diver é o álbum de estreia da carreira solo de Ronnie James Dio. Seu lançamento ocorreu no dia 25 de maio de 1983 e a produção ficou sob responsabilidade do próprio Dio. O álbum foi gravado já em 1983 no Sound City Studios, em Van Nuys, na Califórnia.
Quando se lançou em carreira solo, Ronnie batizou sua banda simplesmente de DIO, pois era um nome reconhecido internacionalmente, devido, principalmente, sua presença anteriormente em bandas consagradas do rock, como Rainbow e Black Sabbath.
Em 1982, Dio ainda estava como vocalista do Black Sabbath, embora alguns problemas já tivessem acontecido anteriormente e desgastado a relação de Dio com os demais membros do Sabbath.
Já em 1980, quando gravaram o clássico Heaven And Hell, Dio ficou irritado quando o álbum foi lançado e as composições das músicas foram creditadas a todos os membros da banda. Dio afirmou posteriormente que ele e Tony Iommi foram responsáveis pela criação musical de todo o álbum.
Durante a gravação de Mob Rules, em 1981, o problema foi outro. Dio afirmou que lutava diariamente contra o que chamou de “negatividade” da banda, mais notadamente do baixista Geezer Butler. Dio disse que apresentava as canções para os membros do grupo e tinha que enfrentar o pessimismo que havia em relação às gravações e a repercussão das músicas. Este descontentamento foi explicitado na música “Over And Over” do próprio álbum.
Ao sair em turnê em 1981, algumas apresentações foram gravadas para lançarem um álbum ao vivo, Live Evil, de 1982. Durante a mixagem do álbum, Dio foi acusado de “sabotagem” pelos demais membros da banda, acusando-o de entrar nos estúdios e aumentar o volume de sua voz nas faixas.
Com isso, Dio é demitido da banda. Para continuar sua carreira, o vocalista decide montar uma banda própria e que permitisse explorar suas características como compositor. O baterista do Black Sabbath na época e grande amigo de Dio, Vinny Appice, também deixa o Sabbath e o acompanha para sua nova banda.
Para a guitarra o escolhido foi Vivian Campbell, que era da banda Sweet Savage, e depois veio a tocar em bandas do calibre de Whitesnake e Def Leppard. Quando Campbell se reúne à banda, a maior parte de Holy Diver já estava composta. O guitarrista ainda gravaria mais dois álbuns com Dio, The Last In Line (1984) e Sacred Hart (1985). Mas, por motivos comerciais, os dois acabariam tendo uma contenda judicial e nunca foram amigos. Encontram-se algumas entrevistas em que Campbell ‘detona’ Dio, especialmente enquanto ‘homem de negócios’.
O baixista foi um velho conhecido de Dio, Jimmy Bain, que havia tocado ele com no clássico do Rainbow, Rising, de 1976 (já analisado por este blog). Inclusive, para a gravação do álbum Holy Diver, Bain e Dio se revezaram nos teclados, pois a banda ainda não contava com um tecladista.
Para a turnê, o tecladista Claude Schnell foi contratado e trabalharia em mais alguns álbuns com o vocalista.
A arte da capa causou alguma polêmica, pois possui um desenho de um demônio matando um padre. Dio disse certa vez que a capa pode ser interpretada ao contrário, com o Padre matando o demônio. O diabo é o mascote da banda, chamado Murray, e também apresenta o logotipo da banda Dio, que alguns dizem que pode ser lido como Die (matar, em inglês) ou Devil (diabo, em inglês). Ronnie James Dio disse que isso foi tirado das cabeças das pessoas, que o que está escrito é apenas o nome da banda.
“Stand Up And Shout” abre o álbum de forma magnífica. É uma canção bem rápida, com um riff excepcional e um vocal forte e impressionante de Dio. O solo de guitarra de Campbell também é ótimo, com muita velocidade. É realmente uma ótima faixa para se começar um grande trabalho.
A faixa homônima ao álbum, “Holy Diver”, é a segunda do álbum. Trata-se de um dos grandes clássicos não só da carreira do vocalista, mas da história do Heavy Metal. A canção começa com um som do vento acompanhado pelo teclado. O riff da canção é forte e marcante, com ótima atuação de Dio nos vocais. O solo também é dos melhores.
Quando era tocada nas rádios, as mesmas cortavam a introdução instrumental da música. Lançada como single, alcançou apenas a quadragésima posição nas paradas dos Estados Unidos. Era presença mais que obrigatória nos shows de Dio.
“Gypsy” é a terceira faixa do álbum. A faixa também aposta em um riff bem rápido e pesado e conta com ótimos solos por parte do talentoso Campbell. O vocal de Dio é bem agressivo. Trata-se de uma canção de curta duração, mas mesmo assim é muito boa.
“Caught In The Middle” é a quarta canção do álbum. O riff da faixa é ótimo, bem contagiante. Ela não é tão rápida quanto as anteriores, tem um ritmo um tanto mais cadenciado. A atuação de Dio nos vocais é fabulosa, abusando dos agudos, mas sem soar forçado. O refrão é empolgante e de excelente gosto. Um dos pontos mais altos do álbum.
Na sequência surge a fantástica “Don’t Talk To Strangers”. A música se inicia em um ritmo bastante lento, em ritmo muito leve, quase soando como uma balada. Entretanto, a canção, após esta introdução suave, desencadeia em um riff poderoso e pesado, de ritmo bem mais veloz, dando margem a vocais mais agressivos de Dio. Os solos são ótimos. Mais para o final a faixa volta ao ritmo inicial. A atuação do vocalista nesta faixa é fabulosa. Excepcional faixa!
“Straight Through The Heart” é mais uma faixa pesada e que conta com vocais ótimos do grande vocalista. Tem um ritmo mais cadenciado e contém um dos melhores e mais inspirados solos do álbum. O solo final é pequeno, mas também muito bom.
“Invisible” tem uma introdução bem mais lenta e suave, com ótima atuação de Dio, demonstrando sua versatilidade. Mas também logo dá espaço a um riff mais forte, embora não seja dos mais velozes. O refrão também é ótimo.
Mais um grande clássico da carreira de Dio está presente no álbum, é a mais que conhecida “Rainbow In The Dark”.
Certa vez Dio afirmou que após gravar “Rainbow In The Dark”, ele ficou bastante descontente com o resultado da faixa, considerando-a muito pop. Disse que teve vontade de destruir a fita, mas foi persuadido pelos demais membros da banda a não o fazer, pois eles gostaram da música. Curiosamente, ela se tornou um dos maiores sucessos da carreira do baixinho e uma das prediletas de seu público fiel. Dio agradeceu bastante aos seus companheiros de banda por não tê-lo permitido destruir o clássico!
A letra é uma referência ao seu sentimento quando foi dispensado do Black Sabbath, sentindo-se rejeitado e sozinho, como um “Rainbow In The Dark”, apesar da canção conter no nome a denominação de outra banda anterior de Dio, o Rainbow.
Lançada como single, alcançou a 14ª posição na parada norte-americana, a Billboard. Também foi produzido um videoclipe para promovê-la.
A ótima “Shame On The Night” fecha o álbum, uma canção mais cadenciada, mas repleta de peso e melodia. O destaque vai para a atuação magnífica de Dio nos vocais, imprimindo muita emoção na interpretação da faixa.
Todas as letras de Holy Diver são de autoria de Ronnie James Dio.
Após o lançamento do álbum, a banda iniciou a Holy Diver Tour, para promover o álbum. Na parada norte-americana de álbuns, Holy Diver alcançou a 13ª posição, além de sempre estar muito bem posicionado em todas as eleições de grandes discos de Heavy Metal de ‘todos os tempos’.
Já em 1984 a banda gravaria seu segundo álbum de estúdio, o ótimo “The Last In Line”.
Em 2005, Dio gravou um álbum ao vivo que continha todas as faixas de Holy Diver tocadas na íntegra, o álbum Holy Diver – Live. Uma justa homenagem a este álbum fantástico.
Infelizmente, Ronnie James Dio faleceu no dia 16 de maio de 2010, vítima de complicações decorrentes de um câncer de estômago.
Formação:
Ronnie James Dio – Vocal, Teclados
Vivian Campbell – Guitarra
Jimmy Bain – Baixo, Teclados
Vinny Appice – Bateria
Faixas:
01. Stand Up and Shout (Bain/Dio) - 3:18
02. Holy Diver (Dio) - 5:51
03. Gypsy (Campbell/Dio) - 3:39
04. Caught in the Middle (Appice/Campbell/Dio) - 4:14
05. Don't Talk to Strangers (Dio) - 4:53
06. Straight Through the Heart (Bain/Dio) - 4:31
07. Invisible (Appice/Campbell/Dio) - 5:24
08. Rainbow in the Dark (Appice/Bain/Campbell/Dio) - 4:15
09. Shame on the Night (Appice/Bain/Campbell/Dio) - 5:20
Esta resenha é antes de mais nada uma humilde, mas sincera homenagem ao grande talento de Ronnie James Dio, não apenas como o excepcional vocalista que foi, mas também para o também grande compositor.
Dio teve grandes trabalhos à frente de todas as bandas nas quais se apresentou, seja no Elf, no Rainbow, no Black Sabbath (Heaven And Hell) e em sua carreira solo. São inúmeros álbuns e músicas, verdadeiros hinos do Rock And Roll, como Rising, do Rainbowe Heaven And Hell do Black Sabbath, só como exemplos.
Holy Diver é uma aula de Heavy Metal, uma grande amostra que o peso do estilo não limita a criatividade e nem prejudica as melodias nas canções. Um álbum fantástico, repleto de músicas que são clássicos dentro do estilo.
Infelizmente, Dio nos deixou em 2010 e ficou uma sensação de enorme perda para o mundo metal. Não somente pelo talento enorme que possuía, mas pelo caráter de sua pessoa, basta vermos as manifestações dos mais diferentes músicos quando de seu falecimento.
Dio se foi, mas sua obra ficará para sempre. Cabe aos fãs desse grande vocalista, apresentarmos sua obra às novas gerações, apresentando-lhes quem foi uma das maiores, se não a maior, vozes da história do Heavy Metal. RIP, Dio!
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