8 de fevereiro de 2018

NEIL YOUNG - NEIL YOUNG (1969)


Neil Young é o álbum de estreia da carreira-solo do músico canadense chamado Neil Young. Seu lançamento oficial aconteceu em 22 de janeiro de 1969, através do selo Reprise Records. As gravações ocorreram nos estúdios Wally Heider Recording, Sunset Sound Recording e TTG Recording, todos na Califórnia, nos Estados Unidos, entre os meses de agosto e outubro de 1968. A produção ficou sob responsabilidade do produtor David Briggs e dos músicos Neil Young, Jack Nitzsche e Ry Cooder.

Finalmente o RAC faz justiça a um dos grandes nomes da história do Rock, o inacreditável canadense Neil Young. O Blog vai abordar os primórdios de sua carreira, de maneira breve, para depois se focar no álbum propriamente dito.



Primeiros anos de Young

Neil Young nasceu em 12 de novembro de 1945, em Toronto, no estado de Ontário, no Canadá. Seu pai, Scott Alexander Young, foi jornalista e crítico esportivo, que também escrevia ficção. Sua mãe, Edna Blow Ragland, "Rassy" Young, foi membro da chamada Daughters of the American Revolution. (Nota do Blog: A The Daughters of the American Revolution (DAR) é uma organização de serviço de adesão baseada em mulheres que são diretamente descendentes de alguma pessoa envolvida nos esforços dos Estados Unidos para sua independência. É um grupo sem fins lucrativos, o qual trabalha para promover a preservação histórica, a educação e o patriotismo. A associação da organização é limitada às descendentes lineares diretas de soldados, ou outros, do período revolucionário que ajudaram a causa da independência; as candidatas devem ter atingido os 18 anos de idade e são revisadas no nível do capítulo para a admissão).

Embora canadense, a mãe de Young tinha ascendência americana e francesa. Os pais de Young se casaram em 1940, em Winnipeg, no Canadá, e seu primeiro filho, Robert ‘Bob’ Young, nasceu em 1942. Pouco depois do nascimento de Neil Young, em 1945, sua família se mudou para Omemee, uma região rural canadense, e a qual Young descreveu com carinho como um “pequeno lugar sonolento”.

Neil sofreu de poliomielite, em 1951, durante o último grande surto da doença em Ontário (a cantora e compositora canadense Joni Mitchell, então com nove anos, também contraiu o vírus durante esta epidemia). (Nota do Blog: A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença infecciosa viral aguda transmitida de pessoa a pessoa, principalmente pela via fecal-oral. O termo deriva do grego poliós, que significa "cinza", myelós ("medula"), referindo-se à substância cinzenta da medula espinhal, e o sufixo -itis, que denota inflamação, ou seja, inflamação da substância cinzenta da medula espinhal).

Após sua recuperação, a família Young passou férias na Flórida, nos Estados Unidos. Durante esse período, Young participou brevemente da Escola Primária Chisolm, em New Smyrna Beach.

Em 1952, ao retornar ao Canadá, Young mudou-se de Omemee para Winnipeg, por um ano, antes de se mudar novamente para Toronto e Pickering, ambas no mesmo país. Young se interessou pela música popular que ouvia no rádio.

Quando Neil tinha doze anos, seu pai, que teve vários casos extraconjugais, deixou sua mãe. Ela pediu divórcio, que foi concedido em 1960. Young foi morar com sua mãe, que voltou para Winnipeg, enquanto seu irmão Bob ficou com seu pai em Toronto.

Durante meados da década de cinquenta, Young ouviu rock 'n’ roll, rockabilly, doo-wop, R&B, country e western pop. Ele idolatrou Elvis Presley e depois se referiu a ele em várias de suas músicas. (Nota do Blog: Doo-wop é um estilo de música vocal baseado no rhythm and blues. Surgiu inicialmente na comunidade negra norte-americana, na década de 1940, e tornou-se popular nos Estados Unidos durante as década de 50 e 60. O estilo é caracterizado por um backing vocal harmonioso e suave, que muitas vezes os cantores faziam com a boca, imitando os próprios instrumentos musicais e que, frequentemente, repete onomatopeias).

Outras influências musicais iniciais incluíram Link Wray, Jimmy Gilmer and the Fireballs, The Ventures, Cliff Richard and the Shadows, Chuck Berry, Hank Marvin, Little Richard, Fats Domino, The Chantels, The Monotones, Ronnie Self, Fleetwoods, Jerry Lee Lewis, Johnny Cash, Roy Orbison e Gogi Grant.

Neil Young

O jovem primeiro começou a tocar música em um ukulele de plástico, como mais tarde relataria, passando para “de um ukulele melhor para um ukulele de banjo e para um ukulele de barítono - tudo menos uma guitarra”. (Nota do Blog: O ukulele é um instrumento musical de cordas beliscadas, geralmente com 4 cordas de tripa ou com materiais sintéticos como nylon, nylgut, fluorocarbono, entre outros).

Juventude de Young

Young e sua mãe se instalaram na área, da classe trabalhadora, de Fort Rouge, em Winnipeg, onde um jovem tímidos Neil se matriculou na Earl Grey Junior High School. Foi lá que ele formou sua primeira banda, a The Jades, e conheceu Ken Koblun. (Nota do Blog: Ken Koblun é um músico canadense que, durante os anos 60, tocou ao lado de Neil Young na banda The Jades, the Squires, the Stardusters, e brevemente no Buffalo Springfield).

Ao frequentar a Kelvin High School, em Winnipeg, Neil tocou em vários grupos instrumentais de rock, eventualmente abandonando a escola em favor de uma carreira musical. A primeira banda estável de Young foi o The Squires, com Ken Koblun, Jeff Wuckert e Bill Edmondson na bateria, e que teve um hit local chamada “The Sultan”.

A banda tocou na cidade de Fort William, onde gravou uma série de demos produzidas por um produtor local, Ray Dee, que Young chamou de ‘Briggs original’.

Ao tocar em local chamado The Flamingo, Young conheceu Stephen Stills, cuja banda The Company estava tocando no mesmo local, e eles se tornaram amigos. A The Squires tocou em vários salões de dança e clubes, em Winnipeg e no estado de Ontário.

Depois de deixar o The Squires, Young trabalhou em clubes populares de Winnipeg, onde ele conheceu Joni Mitchell. Mitchell recorda-se de Young como tendo sido altamente influenciado por Bob Dylan naquela época.

Foi nesta época em que Neil compôs algumas de suas músicas mais antigas, populares e duradouras, como “Sugar Mountain”, sobre a juventude perdida. Mitchell compôs “The Circle Game”, em resposta.

A conhecida banda de Winnipeg, The Guess Who (com Randy Bachman como guitarrista principal) teve um hit canadense com “Flying on the Ground is Wrong”, a qual foi o primeiro grande sucesso de Young como compositor.

Tempo de mudanças

Em 1965, Young fez uma turnê pelo Canadá como artista solo. Em 1966, enquanto estava em Toronto, ele se juntou ao Mynah Byrds, de Rick James. A banda conseguiu garantir um contrato de gravação com o selo Motown Records, mas, enquanto gravavam seu primeiro álbum, James foi preso por ser desertor da Marinha norte-americana.

Depois que o Mynah Byrds se dissolveru, Young e o baixista Bruce Palmer se mudaram para Los Angeles, nos Estados Unidos. Neil admitiu, em uma entrevista de 2009, que ele estava nos Estados Unidos ilegalmente até receber um green card (permissão de residência permanente), em 1970.

Buffalo Springfield

Uma vez que chegaram a Los Angeles, Young e Palmer se encontraram com Stephen Stills, Richie Furay e Dewey Martin para formar a sensacional banda Buffalo Springfield.

Uma mistura de folk, country, psicodelia e rock, deu uma ponta Hard dada pelas guitarras-gêmeas de Stills e Young, fez do Buffalo Springfield um sucesso de crítica e comercial.

Entre 1966 e 1968, o grupo gravou e lançou 3 álbuns de estúdio: Buffalo Springfield (1966), Buffalo Springfield Again (1967) e Last Time Around (1968). Dar-se-á maiores detalhes sobre o grupo posteriormente, aqui mesmo no RAC.

Em maio de 1968, e de comum acordo, a banda se separou para sempre.

Carreira solo

Após a separação do Buffalo Springfield, Young assinou um acordo solo com a Reprise Records, casa de sua colega e amiga Joni Mitchell, com quem compartilhou o manager, Elliot Roberts, que gerencia Neil até hoje.

Young e Roberts imediatamente começaram a trabalhar no primeiro disco solo do músico, que se chamaria simplesmente Neil Young.

Entre agosto e outubro de 1968, deram-se as gravações do disco, sendo realizadas em diferentes estúdios situados na Califórnia: Wally Heider Recording, Sunset Sound Recording e TTG Recording.

A produção ficou sob responsabilidade do produtor David Briggs e dos músicos Neil Young, Jack Nitzsche e Ry Cooder.

Neil Young

Para as gravações, Young contou com alguns músicos tarimbados em estúdio, incluindo Ry Cooder e Jack Nitzsche, além de seu companheiro no Buffalo Springfield, Jim Messina.

A capa, simples, mas bonita, conta com uma pintura estilizada do próprio Neil Young. Obra do artista Roland Deihl.

Vamos às faixas:

THE EMPEROR OF WYOMING

A pequena obra instrumental, mas bela, "The Emperor of Wyoming" abre o disco com um ar sessentista, pequenas orquestrações, em um tom bucólico e cativante.



THE LONER

A voz única de Neil Young aparece na clássica "The Loner". As guitarras já se encontram mais presentes, bem como o trabalho do baixo de Jim Messina. O refrão é muito bom e a distorção de sua guitarra já demonstra traços que formariam sua musicalidade posteriormente. Grande faixa!

A letra pode ser inferida sobre alguém de que se desconfia:

He's a perfect stranger,
Like a cross
Of himself and a fox
He's a feeling arranger
And a changer
Of the ways he talks
He's the unforeseen danger
The keeper of
The key to the locks
Know when you see him,
Nothing can free him
Step aside, open wide,
It's the loner


“The Loner” tornou-se um clássico da carreira de Neil Young, sendo uma presença constante no repertório ao vivo do músico.

A faixa foi lançada como o single principal para promover o álbum Neil Young, mas não repercutiu entre as principais paradas desta natureza. “The Loner” foi composta enquanto o Buffalo Springfield estava em seus momentos finais.

O pressuposto amplamente assumido é de que a música foi composta sobre Stephen Stills e talvez não possa ser refutada (o próprio Young raramente fornece clareza sobre tais problemas), mas talvez seja mais provável que a música seja de natureza autobiográfica, pois Young era, de todos os membros do Springfield, o mais incomodado em ser membro de uma banda.

A música foi gravada com o ex-membro da Springfield, Jim Messina, no baixo e com George Grantham na bateria, embora ambos não tenham sido creditados na capa do álbum, e é a primeira canção de Young produzida por David Briggs, com quem o músico colaboraria até a sua morte, em 1995.

Os arranjos dos instrumentos de cordas foram organizados por David Blumberg, que Young conheceu através de Briggs. As letras são caracterizadas por medo e desorientação, provenientes de um ‘protagonista imobilizado’ que ‘testemunha exibições visuais extraordinárias’.

Os elogios surgiram rapidamente, por exemplo, na crítica sobre o álbum presente na revista norte-americana Rolling Stone: ““The Loner” é um lamento contemporâneo que caracteriza uma mistura agradável da guitarra de Neil com cordas, de forma não invasiva, permitindo que o gelado vocal equilibrado de Young puxe efetivamente o ouvinte”.

A música ainda é tocada ao vivo, assim como outra presente em Neil Young, “The Old Laughing Lady”. Também Stephen Stills tocou a música, ao vivo, com e sem Young.

Stephen Stills regravou “The Loner” para seu álbum Illegal Stills, de 1976. Outras versões famosas foram gravadas pelo grupo Three Dog Night e pelo músico Nils Lofgren.



IF I COULD HAVE HER TONIGHT

Um rock bem simples, suave e tocante é a marca de "If I Could Have Her Tonight". Os vocais de Neil Young são bem dosados e se casam perfeitamente com a sonoridade. Uma canção bem pequena, mas bonita.

A letra demonstra alguém apaixonado:

Lately I've found myself
Losing my mind
Knowing how badly I need her
It's something hard to find



I’VE BEEN WAITING FOR YOU

Embora a abordagem continue sendo mais voltada para a sutileza, esta composição apresenta mais força e presença em comparação com sua antecedente. Um bom trabalho da bateria acompanha um solo de guitarra incrível de Young. Excelente canção!

A letra fala sobre esperança e amor:

I've been waiting for you
And you've been coming to me
For such a long time now
Such a long time now

“I’ve Been Waiting for You” é uma canção de Neil Young que já foi ‘vítima’ de diversas versões, incluindo nomes como Pixies e Dinosaur Jr.

Mas a versão cover mais conhecida é a que foi gravada pelo inesquecível David Bowie (e que conta com Dave Grohl na guitarra), presente no álbum Heathen, de 2002. Esta versão foi lançada como single no Canadá onde conquistou a 11ª posição da parada do país.



THE OLD LAUGHING LADY

"The Old Laughing Lady" possui um toque suave e, ao mesmo tempo, uma atmosfera triste e contemplativa. Boa parte deste ambiente é criado pelas orquestrações e um eficiente trabalho de backing vocals, tomando parte de uma sonoridade que busca influências do Blues e do Soul norte-americanos. Belíssima canção!

A música se refere a velhos hábitos:

See the drunkard of the village
Falling on the street
Can't tell his ankles
From the rest of his feet
He loves his old laughing lady
'Cause her taste is so sweet
But his laughing lady's loving
Ain't the kind he can keep



STRING QUARTET FROM WHISKEY BOOT HILL

Pequena faixa instrumental orquestrada.



HERE WE ARE IN THE YEARS

A atmosfera sessentista continua muito nítida na bela "Here We Are in the Years", a qual conta com uma abordagem Rock, mas com um pé no Folk. O trabalho do violão é muito bonito e acaba por cativar o ouvinte com sua inquietante suavidade.

A letra é uma ode à vida no campo:

While people
Planning trips to stars
Allow another boulevard to claim
A quiet country lane
It's insane



WHAT DID YOU DO TO MY LIFE?

Nesta música, a guitarra de Young volta a aparecer de forma mais "agressiva" e marcante, mesmo que por pouco tempo. Os vocais mais contidos voltam a funcionar perfeitamente para a sonoridade proposta. 

A letra pode ser interpretada como um amor que se perdeu:

It's hard enough losing
Without the confusion
Of knowing I tried
But you've made your mind up
That I'll be alone
Now there's nothing to hide



I’VE LOVED HER SO LONG

Nesta bela composição, o flerte com o Folk continua, em uma musicalidade suave. O trabalho do baixo é otimamente construído, assim como os eficientes backing vocals, lembrando os grupos de Soul, bastante comuns no sul dos EUA.

A letra fala de um amor passado:

Oh, I've loved her so long
Oh, I've loved her so long
There's a place that I know
We could go
get away for a while
I can bring her the peace
That she needs
Give her reason to smile



THE LAST TRIP TO TULSA

A décima - e última - faixa de Neil Young é "The Last Trip to Tulsa". Com quase 10 minutos de duração, a derradeira música do disco é um atestado inicial do talento de Young. Contando, apenas, com o violão e a voz de Neil - e sua pegada Folk inconfundível - a canção envolve e comove, muito por causa de uma interpretação emocionante do canadense nos vocais. Fecha o álbum incrivelmente.

A letra é uma longa história sobre confiança:

Well, I used to be a folk singer
Keeping managers alive,
When you saw me on a corner
And told me I was jive
So I unlocked your mind, you know
To see what I could see
If you guarantee the postage,
I'll mail you back the key
Well I woke up in the morning
With an arrow through my nose
There was an indian in the corner
Tryin' on my clothes



Considerações Finais

Embora seja de qualidade inquestionável, o disco Neil Young não fez grande sucesso comercial.

Também, o álbum não causou nenhuma repercussão em termos das principais paradas de sucesso. O trabalho ficou mais conhecido à medida que a carreira solo de Neil Young decolou e seus novos fãs procuravam seus discos anteriores.

O primeiro lançamento, de janeiro de 1969, usou o sistema de codificação Haeco-CSG. Esta tecnologia destinava-se a tornar os discos lançados em estéreo compatíveis com gravadores mono, mas teve o infeliz efeito colateral de degradar o som.

Neil Young estava infeliz com o primeiro lançamento. “A primeira mixagem foi horrível”, foi a forma com que ele foi informado, segundo afirmou ao Cash Box, em 6 de setembro de 1969.

O álbum foi, portanto, remixado e relançado sem o processamento Haeco-CSG. O nome ‘Neil Young’ foi adicionado à capa do álbum. No entanto, novas cópias com a remixagem foram soltas no mercado com a capa original de janeiro de 1969, e, então, existem cópias de ambas as mixagens com a capa original.

Entretanto, as cópias com a mixagem original são agora raras e procuradas, pois muitos fãs de Neil Young acreditam que o remix prejudicou as músicas, especialmente “Here We Are in the Years”.

Neil Young foi remasterizado e lançado em CD, codificados em HDCD, e download digital, em 14 de julho de 2009, como parte da série Neil Young Archives Original Release. Foi lançado, também, em vinil audiophile, em dezembro de 2009, tanto individualmente como parte de um Box Set dos primeiros quatro LPs do Neil, estando disponíveis em seu site oficial.

A supracitada Box Set foi limitada a 1000 cópias; uma versão da mesma em CD contava com 3000 cópias. Um disco Blu-ray digital, de alta resolução, está planejado, embora nenhuma data de lançamento tenha sido definida.

A revista norte-americana Rolling Stone fez uma crítica favorável a Neil Young, afirmando: “em muitos aspectos, uma repetição deliciosa desse som do Springfield feito de uma nova maneira”.

Já o site AllMusic, através do crítico William Ruhlmann, dá ao álbum uma nota 3,5 de um máximo de 5, atestando: “Os elementos de Country e Western que tingiram o som do Springfield também estavam presentes, principalmente na faixa de abertura, “The Emperor of Wyoming”, uma instrumental que lembrou a música do Springfield “A Child's Claim to Fame”. Ainda inseguro de sua voz, Young cantava em um alto tenor o qual poderia assombrar com tanta frequência quanto era apático e choramingando”.

Por fim, Ruhlmann conclui: “Ainda assim, Neil Young faz uma introdução desigual e discreta à carreira solo de Young e, quando lançado, foi um fracasso comercial, seu único álbum que não entrou nas paradas de sucesso”.

Para o seu próximo álbum, Young recrutou três músicos de uma banda chamada The Rockets: Danny Whitten na guitarra, Billy Talbot no baixo e Ralph Molina na bateria.

Estes três tomaram o nome Crazy Horse (inspirados na figura histórica de mesmo nome), e, seu segundo disco solo, o aclamado Everybody Knows This Is Nowhere, lançado em maio de 1969, é creditado a Neil Young with Crazy Horse.



Formação:
Neil Young - Vocal, Guitarras, Piano, Sintetizador, Cravo, Órgão
Ry Cooder - Guitarra
Jack Nitzsche - Piano elétrico, Arranjos
Jim Messina, Carol Kaye - Baixo
George Grantham, Earl Palmer - Bateria
Merry Clayton, Brenda Holloway, Patrice Holloway, Gloria Richetta Jones, Sherlie Matthews, Gracia Nitzsche - Backing Vocals

Faixas:
01. The Emperor of Wyoming (Young) - 2:14
02. The Loner (Young) - 3:55
03. If I Could Have Her Tonight (Young) - 2:15
04. I've Been Waiting for You (Young) - 2:30
05. The Old Laughing Lady (Young) - 5:58
06. String Quartet from Whiskey Boot Hill (Nitzsche) - 1:04
07. Here We Are in the Years (Young) - 3:27
08. What Did You Do to My Life? (Young) - 2:28
09. I've Loved Her So Long (Young) - 2:40
10. The Last Trip to Tulsa (Young) - 9:25

Letras:
Para o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a: https://www.letras.mus.br/neil-young/

Opinião do Blog:
Peço licença aos leitores, pois, hoje, o Opinião do Blog será um pouco diferente do que se está acostumado a acontecer por aqui. É mais um desabafo que qualquer outra coisa.

Por muitos anos, ignorei completamente a carreira de Neil Young. Não o ouvia e nem procurava seus trabalhos para conhecer. Mas, felizmente, um dia quebrei este estigma e o único arrependimento que tenho é de não ter feito isto anteriormente.

Young possui uma carreira incrível e que deve ser apreciada sem moderações. É óbvio que, com uma discografia tão extensa, ocorram altos e baixos, mas, em sua maioria, os discos da carreira-solo de Neil Young são altamente referendados pelo RAC

Minha fase preferida do canadense é aquela que vai do fim da década de 60 até os anos finais da década seguinte. O leitor que não está iniciado no músico canadense pode começar com estes discos.

Neil Young, primeiro álbum solo de Neil Young, ainda não apresenta sua sonoridade mais clássica, um Rock em que sua guitarra brilha de modo crucial. Isto pode ser ouvido mais precisamente, neste trabalho, na clássica e atemporal "The Loner".

A abordagem fundamental neste trabalho aqui comentado é mais voltada para a sutileza, para a suavidade e de modo bem intimista. Neil Young cria uma atmosfera por vezes bucólica, rústica e, insisto, sutil, mas construída com absoluto bom gosto.

Além da supracitada "The Loner", destaco as belíssimas "I've Been Waiting for You", "The Old Laughing Lady"e "What Did You Do to My Life". Também merece ser reverenciada a minimalista "The Last Trip to Tulsa", uma amostra da genialidade de Young.

É claro que o RAC indica Neil Young como uma forma de adentrar a obrigatória carreira do canadense Neil Young. O disco está distante de seus trabalhos mais célebres e influentes, mas, mesmo assim, apresenta um belo conjunto de composições e deve ser apreciado sem restrições.

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