14 de fevereiro de 2014

JOURNEY - INFINITY (1978)


Infinity é o quarto álbum de estúdio da banda norte-americana Journey. Seu lançamento oficial ocorreu no dia 20 de janeiro de 1978, através do selo Columbia Records. As gravações ocorreram nas cidades de San Francisco e Los Angeles, entre outubro e dezembro do ano anterior, nos estúdios Wheels e Cherokee, respectivamente. A produção ficou a cargo de Roy Thomas Baker.



O Journey foi uma das grandes bandas norte-americanas desde o final da década de setenta até meados da década seguinte. Como de costume, o Blog vai abordar as origens do grupo para depois fazer uma passagem música a música do álbum propriamente dito.

As origens do Journey se deram quando seus membros originais se reuniram em San Francisco, em 1973, sob os auspícios do ex-gerente de Carlos Santana, Herbie Herbert . Originalmente o grupo foi chamado de Golden Gate Rhythm Section e fora concebido para servir como banda de apoio para artistas estabelecidos na Bay Area.

A banda incluiu ex-membros do conjunto de Santana, Neal Schon na guitarra e Gregg Rolie nos teclados e vocais . O baixista Ross Valory e o guitarrista George Tickner , ambos ex-integrantes do Frumious Bandersnatch , completaram o time. Prairie Prince, vindo do The Tubes, atuou como baterista.

O conjunto rapidamente abandonou o conceito original de “grupo de backup” e desenvolveu um estilo Jazz Fusion. Depois de um concurso de rádio (mal sucedido) para nomear a banda, foi o roadie John Villanueva quem sugeriu o nome Journey.

A primeira aparição pública do Jorney se deu no Winterland Ballroom, na véspera do Ano Novo de 1973. Prairie Prince voltou para o The Tubes, e, pouco depois, a banda contratou o baterista britânico Aynsley Dunbar, que havia recentemente trabalhado com John Lennon e Frank Zappa.

Neal Schon

 Em 5 de fevereiro de 1974, o novo line-up fez sua estreia no Great American Music Hall e garantiu um contrato com a gravadora Columbia Records.

Journey lançou seu primeiro álbum, homônimo ao grupo, em 1975. O estilo encontrava um Rock com incursões de Jazz Fusion, bem distinto daquele que consagraria o grupo, embora bastante interessante. O guitarrista George Tickner deixou a banda antes do seu segundo álbum, Look Into The Future, de 1976, o qual seguia o mesmo estilo de seu antecessor.

Nenhum dos dois álbuns atingiram vendas significativas. Em busca de melhorias para o som do grupo (entenda-se aumento de vendagens) Schon, Valory e Dunbar começaram a fazer aulas de canto em uma tentativa de adicionarem harmonias vocais à voz principal de Gregg Rolie.

O ano de 1977 rendeu o terceiro álbum do grupo, Next (1977), que já apontava para um novo direcionamento da música do grupo, pois continha músicas mais curtas e com mais vocais, contando com Neal Schon como vocalista principal em duas canções.

As vendas de álbuns do Journey não melhoram e a Columbia Records solicitou que o grupo deveria mudar seu estilo musical, além de recomendar a adição de um frontman, com quem o tecladista Gregg Rolie poderia compartilhar os vocais principais.

O Journey acabou por contratar o vocalista Robert Fleischman e fez uma transição para um estilo mais popular, inspirando-se nos grandes sucessos de bandas como Foreigner e Boston faziam naqueles tempos.

O Journey saiu em turnê com Fleischman como vocalista em 1977 e, juntos, a nova encarnação da banda escreveu o sucesso "Wheel in the Sky", mas, no entanto, as diferenças na gestão dos negócios do grupo resultaram na saída de Fleischman, o qual permaneceu por volta de um ano com o grupo.

A saída de Fleischman se revelaria o momento crucial para a vida do Journey. No final de 1977, o grupo contratou Steve Perry como seu novo vocalista, o que se resultou como o fator decisivo para os novos caminhos do conjunto.

Perry acrescentou um som limpo e potente vocal à banda, tornando-a um verdadeiro ato popular. Como ficaria provado no seu futuro quarto álbum, Infinity.

Steve Perry

Foi o Manager do Journey , Herbie Herbert, quem procurou o produtor inglês Roy Thomas Baker para produzir Infinity.

Baker produziu uma abordagem em camadas, similar ao seu trabalho com os gigantes do Queen, facilmente demonstrável em faixas como “Winds Of March”.

Além disso, o método de harmonias empilhadas, notável em vários outros álbuns que Thomas Baker produziu, tornaram-se “marcas registradas” do som do Journey. O produtor conseguiu isso por ter cada vocalista (geralmente Perry e Rolie, às vezes acompanhados por Valory e/ou Schon) cantando cada parte da harmonia em uníssono.

Assim, tem-se o efeito de aparecerem três ou quatro vozes preenchendo o som, sendo notável nas canções “Feeling That Way” e “Anytime”, que muitas vezes foram tocadas em sequencia, consecutivamente, em estações de rádio.

Infinity marcou também a última aparição do baterista Aynsley Dunbar no Journey.

LIGHTS

Teclados suaves e melódicos abrem o álbum nas belas linhas de “Lights”. Já no início do trabalho faz-se sentir a grande capacidade de Steve Perry tem nos vocais. As guitarras de Schon estão presentes especialmente nos momentos próximos ao refrão e em um solo belíssimo. Grande faixa de abertura.

As letras falam sobre a cidade de San Francisco (embora a intenção inicial do grupo fosse escrever uma canção sobre Los Angeles):

So you think you're lonely
Well my friend I'm lonely too
I want to get back to my City by the bay

Lançada como single para promover o disco, atingiu a modesta 68ª posição na parada norte-americana desta natureza. Mas com o passar dos anos e o crescimento da fama do Journey, passou a ser uma faixa adorada pelos fãs.



É uma das canções mais tocadas nos jogos do time de baseball San Francisco Giants.



FEELING THAT WAY

Teclados novamente proeminentes marcam o início de “Feeling That Way”. Como dito no texto anteriormente, é possível ouvir o emprego de vozes em camadas acompanhando o vocal principal. Gregg Rolie também faz muitos vocais na faixa. Outra linda canção do trabalho.

A letra tem conotação romântica:

A new road's waiting, you touched my life
Soft and warm on a summer's night
You're the only one, the only one I love
The lovely one, I'm thinking of

Foi originalmente escrita por Gregg Rolie e planejada para ser uma faixa instrumental. Depois, o próprio Rolie a reescreveu, acrescentando vocais e nomeando-a “Please Let Me Stay”, para estar presente no disco anterior, Next, mas acabou ficando de fora na mixagem final do disco.

Ao conhecê-la, Steve Perry a reescreveu novamente, acrescentando o novo refrão e decidindo gravá-la dividindo os vocais com Gregg Rolie. Está presente na maioria das compilações de músicas do Journey.



ANYTIME

Vocais fortes e em camadas marcam a entrada de “Anytime”, terceira canção do disco. Rolie faz a maior parte dos vocais principais. A guitarra de Schon está incrível, bastante presente e marcante, com linhas fortes em um riff muito bonito. Mais uma vez o solo esbanja feeling. Outra música belíssima.

Mais uma faixa com letra de forte conotação romântica:

I'm standing here with my arms a mile wide
Hoping and praying for you
Listen to me and enlighten me
I hope that you need me too, 'cause

Lançada como single, conseguiu a modestíssima 83ª posição na parada norte-americana, mas, assim como “Lights”, passou a ser uma das preferidas dos fãs com o posterior sucesso do grupo.



Foi escrita no período em que Robert Fleischman estava no grupo, contando com sua contribuição.



LA DO DA

Nesta faixa a guitarra de Neal Schon está mais presente e pesada, contando com um riff contagiante e, para os padrões do Journey, bem pesado. Acompanhando o “peso” da canção, os vocais de Steve Perry são perfeitos, demonstrando o talento e versatilidade do vocalista. Excelente momento do disco.

A letra é romântica, em tom de flerte:

Something about you baby
Whey you touch me sweet so fine
I feel it, I feel it
When your body's close to mine



PATIENTLY

Uma bela e mais melancólica melodia faz a abertura da quinta faixa do trabalho, “Patiently”. Os vocais acompanham este tom mais sóbrio do trabalho, com teclados e violão dando o tom inicial. Depois a guitarra de Schon aparece proeminente e pesada, mudando toda a característica da canção, em um tom mais comum do Journey. Outra bela construção.

A letra é boa e reflexiva, embora curta, mas em um tom de questionamento pessoal:

In the shadow of love
Time goes by leaving me helpless
Just to reach and try
To live my life
These are my reasons, so



WHEEL IN THE SKY

Os acordes iniciais de “Wheel In The Sky” até enganam, mas trata-se de uma canção com forte pegada de Hard Setentista, mas com a indelével marca do Journey compor suas canções. Steve Perry dá um verdadeiro show nos vocais e a guitarra de Schon brilha intensamente. Uma das grandes composições da carreira do grupo.

A letra é ótima e denota alguém que vive viajando e está com nostalgia de casa:

I've been trying to make it home
Got to make it, before too long
Ooh, I can't take this very much longer, no
I'm stranded, in the sleet and rain
Don't think I'm ever gonna make it home again
The mornin' sun is risin'
It's kissin' the day away

É mais uma contribuição do período que Fleischman esteve no Journey.



Lançada como single, atingiu a 57ª posição da principal parada norte-americana desta natureza. "Wheel in the Sky” foi a primeira canção do Journey a conseguir atingir a parada de sucessos dos Estados Unidos.



SOMETHIN’ TO HIDE

“Somethin’ to Hide” é a sétima composição do álbum. Possui uma levada bastante suave, abusando de uma doce melodia, sendo embalada por uma atuação espetacular de Steve Perry nos vocais.  Neal Schon é outro que brilha na canção, com suas guitarras sendo colocadas perfeitamente no momento exato. Excelente música.

O teor da letra aponta no sentido de encontros e desencontros:

You've got somethin' to hide
That you're not telling me
You got somethin' to hide
And I know
Well there's something about you and I know
That you're not telling me



WINDS OF MARCH

“Winds Of March” tem uma sólida e bela melodia, marcando um andamento lento e arrastado da canção. Novamente destaca-se a atuação impressionante do vocalista Steve Perry, o qual transmite a emoção exata do conteúdo da faixa. Trata-se de uma balada de categoria ímpar, mesmo que durante o solo seu ritmo fique mais intenso e rápido.

A letra é uma grandiosa declaração de amor:

You are my child
You make my lifetime big and bright
You are my child
You came like the winds of March
With all the love in your eyes
You are my child
You came like the morning lights
With all your love, in your eyes
You are my child
You came like the morning light
With all your love, in your eyes



CAN DO

“Can Do” é a menor canção de Infinity e, talvez, por conta disso tem um ritmo mais forte e acelerado. O riff é direto, sem rodeios, com a guitarra de Neal Schon bebendo em fontes do Hard setentista, remetendo a nomes como Led Zeppelin e Deep Purple. É um excelente contraponto ao restante do álbum.

A letra trata de conselhos a se dar para alguém mais jovem:

You can do what you want to
You can do if you try
You can do what you want to
You can do if you try



OPENED THE DOOR

A décima – e última – música de Infinity é “Opened The Door”. Nesta faixa, os teclados em uma suave melodia estão de volta, marcando o início da canção. Steve Perry aproveita do seu privilegiado alcance vocal, destacando-se mais uma vez. Linda composição, fechando o álbum com chave de ouro.

A letra tem conotação romântica:

Girl, oh you came to me
Touched my life
Girl, how you sheltered me
Touched my life
It's the joy, you gave to me
When I was on my own, alone



Considerações Finais

Não há termos de comparação entre o sucesso comercial de Infinity com os três álbuns que o antecederam na discografia do Journey.

O álbum atingiu a 21ª posição na principal parada norte-americana de discos (a Billboard), posição bem acima que aquela atingida pelos trabalhos anteriores. Também conquistou o 22º lugar na parada canadense e o 37º na correspondente sueca.

Entretanto, o reconhecimento à qualidade de Infinity veio com o passar do tempo, à medida que o Journey foi conquistando públicos cada vez maiores com seus trabalhos que sucederam Infinity. O grupo atingiu o ápice do sucesso no início da década de oitenta.

Assim, os novos fãs buscavam os trabalhos anteriores da banda e encontravam Infinity que, desta maneira, obtinha seu reconhecimento de maneira mais tardia.

Assim, estimam-se que mais de 3,5 milhões de cópias de Infinity tenham sido comercializadas apenas nos Estados Unidos.



Formação:
Steve Perry - Vocal
Neal Schon – Violão, Guitarra, Backing Vocals
Gregg Rolie - Teclados, Vocal
Ross Valory - Baixo, Backing Vocals
Aynsley Dunbar - Bateria, Percussão

Faixas:
01. Lights (Perry/Schon) - 3:11
02. Feeling that Way (Dunbar/Perry/Rolie) - 3:28
03. Anytime (Fleischman/Rolie/Schon/Roger Silver/Valory) - 3:28
04. Lă Do Dā (Perry/Schon) - 3:01
05. Patiently (Perry/Schon) - 3:21
06. Wheel in the Sky (Fleischman/Schon/Diane Valory) - 4:12
07. Somethin' to Hide (Perry/Schon) - 3:27
08. Winds of March (Schon/Matt Schon/Fleischman/Perry/Rolie) - 5:04
09. Can Do (Perry/Valory) - 2:39
10. Opened the Door (Perry/Rolie/Schon) - 4:37

Letras:
Para o conteúdo completo das letras, indica-se o acesso a: http://letras.mus.br/journey/

Opinião do Blog:
Seguir um caminho mais comercial, espelhando-se nos mais que bem sucedidos Boston e Foreigner, foi uma escolha certeira do Journey. Claro, fica muito mais fácil se fazer esta afirmação agora, quase quarenta anos depois e com todo o sucesso que o grupo fez durante os anos oitenta.

O verdadeiro ponto de virada do grupo foi a contratação do extraordinário Steve Perry. Sua voz elevou o patamar da banda, contribuindo para abrilhantar as composições com melodias vocais de extremo bom gosto.

O Blog conheceu o Journey pela primeira vez através de Infinity. É impossível, para quem se deixa levar pelas ondas do Rock Romântico, não se encantar pelo álbum. É tudo feito com muito capricho e extremo bom gosto.

A produção exemplar de Roy Thomas Baker é de extrema importância para o sucesso do que se ouve. O som está limpo e os recursos usados somente ampliam as possibilidades das composições.

Conforme foi dito, Steve Perry é o grande espetáculo do álbum. Sua atuação é fator determinante para que as músicas suaves do Journey ganhem força sem cair na mesmice de composições baratas ou rasteiras.

Também merece destaque a sempre precisa intervenção de Neal Schon, com bases melódicas presentes e solos que esbanjam feeling, contribuindo muito para o encantamento do ouvinte. Também neste ponto há que se aplaudir como Gregg Rolie cria melodias cativantes com seu teclado e uma atuação não mais que correta nos vocais. Baixo e bateria acompanham tudo de maneira muito competente.

O disco como um todo é muito cativante, sendo difícil destacar as faixas mais isoladamente, mas isto faz parte da tradição do Blog. “Lights” é linda, “Anytime” cativa com sua bela melodia, “Can Do” é um Journey diferente e instigante (impossível não se lembrar do Deep Purple). Mas o ponto mais alto é mesmo “Winds Of March”.


O Blog pretende visitar outros álbuns desta magnífica banda que é o Journey no futuro. Infinity é o início do desenvolvimento do grupo em sua veia romântica, regada a excelentes vocais de Perry e composições com melodias cativantes. Obrigatório para quem gosta de Rock com uma pegada mais romântica.

4 de fevereiro de 2014

CINDERELLA - NIGHT SONGS (1986)


Night Songs é o álbum de estreia da banda norte-americana de Hard Rock chamada Cinderella. Seu lançamento oficial ocorreu no dia 2 de agosto de 1986, com as gravações ocorrendo entre o ano anterior e o de lançamento do disco. O produtor foi Andy Johns e o selo responsável foi o Mercury Records.


A banda Cinderella ficou muito conhecida, especialmente nos Estados Unidos no meio para o final dos anos oitenta, especialmente por conta do 'boom' do Hard Americano naquele período, conhecido, também, por Glam Metal.

O Cinderella foi formado em Clifton Heights, Pensilvânia, em 1983 pelo cantor, compositor, tecladista e guitarrista Tom Keifer e pelo baixista Eric Brittingham . A formação inicial incluía também o guitarrista Michael Smerick e o baterista Tony Destra.

Em 1985, Smerick e Destra deixaram o grupo para formarem o Britny Fox, outra banda de glam metal baseada na Filadélfia (e que, também, mais tarde mudou-se para Los Angeles).

O Cinderella tem sua grande chance quando Jon Bon Jovi viu a banda se apresentar no Empire Rock Club, na Filadélfia, e a recomendou para para seu representante Derek Shulman, que já a conhecia e apreciava.

Em 1985, com um contrato de gravação com a Mercury/Polygram Records nas mãos, o guitarrista Jeff LaBar e o baterista Jim Drnec se juntam à banda.

Tom Keifer
Durante a gravação do álbum de estréia da banda, Night Songs, o baterista de estúdio Jody Cortez foi chamado para ajudá-los.

Enquanto terminava a gravação, Jim Drnec foi substituído pelo ex-baterista do London, Fred Coury, que ingressou no grupo no momento de se fazer a capa do álbum e tocar durante a turnê.

Além de Jody Cortez, o guitarrista Barry Bennedetta também auxiliou nas gravações, fazendo os solos de "Back Home Again" "Nothing for Nothin" e "Push, Push".

Jeff Paris tocou teclados no disco e até Jon Bon Jovi também participou, gravando backing vocals em "Nothing for Nothin" e "In From the Outside".

A capa é simples, com uma foto feita por Mark Weiss. A produção ficou sob responsabilidade de Andy Johns. Vamos às canções:

NIGHT SONGS

A primeira canção do álbum é homônima ao mesmo, “Night Songs”.

"Nigh Songs" se inicia com um riff pesado e cadenciado. Tom Keifer faz uso de vocais mais rasgados, bem ao seu estilo. O ritmo segue quase sempre na velocidade da guitarra: com bastante peso e em um tom mais lento. Solo inspirado.

As letras são bem simples, em tom de rebeldia juvenil:

I need a shot of gasoline
I'm hittin' one sixteen
I get so hot I see steam
Forget the day 'cause we're gonna scream



SHAKE ME

A segunda canção do álbum é “Shake Me”.

"Shake Me" é um Hard Rock com bastante influência do KISS setentista, quase impossível de não se lembrar de Rock and Roll Over dos mascarados. Mas a canção tem personalidade e ótimos vocais. Excelente momento do trabalho.

A letra tem forte conotação sexual:

Shake me, all night, she said
Shake me, shake it, don't break it baby
Shake me, all night, she said
All night long
All night long baby


Foi o primeiro single lançado para promover Night Songs, mas não teve qualquer repercussão em termos de paradas de sucesso.



NOBODY'S FOOL

A terceira faixa do álbum é “Nobody's Fool”.

"Nobody's Fool" possui uma introdução bastante lenta e suave, com um fundo bem melancólico. Aos poucos vai ganhando guitarras mais fortes e pesadas, mas trata-se de uma balada. Linda música.

A letra tem um profundo sentimento de rompimento amoroso:

You take your road I'll take mine,
The paths have both been beaten
Searchin' for a change of pace
Life needs to be sweetened
I scream my heart out just to make a dime
And with that dime I bought your love
But now I've changed my mind

Foi o segundo single lançado para a promoção de Night Songs e com as baladas românticas em alta naquela época, conseguiu uma grande repercussão. Alcançou a excelente 13ª posição na parada norte-americana desta natureza.


Também o videoclipe feito para a canção teve exaustiva rotação na MTV norte-americana. Trata-se de um dos grandes clássicos do grupo.



NOTHIN' FOR NOTHIN

A quarta música do trabalho é “Nothin' For Nothin”.

A quarta canção do disco é um Hard Rock com cara de Glam Metal, mas segue a linha do disco de beber na fonte dos figurões setentistas. A melodia possui certa malícia, seguindo o caminho de peso e cadência típico do trabalho.

As letras são bobas, mas com a conotação de uma vida vazia:

You're talkin' words
But they don't make the rhyme
You'll lose it all
Cause you can't draw the line



ONCE AROUND THE RIDE

A quinta faixa do álbum é “Once Around The Ride”.

"Once Around The Ride" é a faixa com mais cara de Glam Metal do trabalho até o momento, lembrando bastante os contemporâneos do Motley Crue. O riff é bastante legal, o ritmo é mais veloz e o peso está na medida certa.

As letras podem ser interpretadas como alguém que está ansioso por transformar sua vida:

Rock hard, got an ace card
I ain't crazy
Just got nothin' to do
Day breaks, I'll take
Can't wait forever
Cause my life will be through



HELL ON WHEELS

A sexta música do trabalho é “Hell On Wheels”.

Esta é a menor faixa do trabalho, com menos de 3 minutos. Portanto, trata-se de uma música sem firulas, que vai direto ao ponto. Riff bem legal, pesado e veloz, com a voz de Keifer acompanhando bem o andamento da música.

A letra é em tom de rebeldia jovem:

We hang tough
When the chips are low
Can't buy enough
So we steal the show
We get so hot
We can't cool down
So the hell with that
We're rippin' through your town



SOMEBODY SAVE ME

“Somebody Save Me” é a sétima canção do disco.

A sétima música de Nigh Songs me fez lembrar do Judas Priest oitentista, com guitarras dobradas em um riff bem pesado e cadenciado. A voz de Keifer está ótima nesta faixa e as guitarras também ficam no mesmo nível. Um trabalho acima da média!

A letra é ótima, em um tom de crítica à futilidade de uma vida baseada em relações consumistas:

Everybody's got opinions
But nobody's got the answers
And that shit you ate for breakfast
Well it'll only give you cancer
We're runnin' in a circle
Runnin' to the morning light
And if ya ain't quite workable
It's been one hell of a night


Foi o terceiro single lançado para promover o álbum Night Songs. Acabou atingindo a 66ª posição da parada norte-americana de singles. Seu videoclipe conta com a participação de Jon Bon Jovi e Richie Sambora. Mais um clássico do grupo.



IN FROM THE OUTSIDE

A oitava música do disco é “In From The Outside”.

Solos inspirados e muita malícia são a tônica da oitava faixa do trabalho. Os vocais também são muito bons, acompanhando o riff, o qual tem peso e cadência nas medidas certas. Um dos pontos altos do trabalho.

A letra é com sentimento de perda e necessidade de reação:

I've been loved and I've been shoved
Beaten every step of the way
Lived by the glass
And got a little ass
Three or four times a day



PUSH, PUSH

“Push, Push” é a nona canção de Night Songs.

Embora também seja uma canção das mais curtas do disco, "Push Push" não acelera na velocidade do andamento do disco, optando por peso e velocidade mediana. O resultado é bastante positivo, pois o riff é excelente.

A letra tem todo sentido sexual:

I'm gettin' ready
The love's lookin' steady
It's gettin' sticky
I thought she might miss me
She looked at me and said



BACK HOME AGAIN

A décima – e última – faixa de Night Songs é “Back Home Again”.

A última música do trabalho o encerra seguindo a tônica prevalente em todo o disco: a voz rasgada de Tom Keifer, guitarras pesadas em um ritmo que mistura a força do Hard Rok em um ritmo um pouco mais lento. O resultado é novamente aprovado, em um momento interessante para fechar o álbum.

A letra é um misto de esperança e nostalgia:

I worked from nine to five at twenty-two
felt good to stay alive
good times were far and few
Trustin' my hopes and dreams
with someone who said they knew
just how to make ends meet
they've haven't got a clue



Considerações Finais

Night Songs foi lançado em 2 de agosto de 1986 e chegou a vender 50 mil cópias por semana em um determinado momento.

Catapultado pelo sucesso de “Nobody's Fool”, Night Songs chegou ao número 3 na principal parada norte-americana de álbuns em fevereiro de 1987. Mas também conseguiu a 4ª colocação na Suíça e a 15ª no Canadá.

Até o final de 1987, a banda lançou uma compilação de vídeos chamado "Night Songs" para acompanhar o álbum , contendo os videoclipes promocionais do álbum e mais três músicas ao vivo gravadas em sua turnê de 1986.

A primeira turnê do Cinderella foi em 1986 com seus colegas roqueiros (e de Glam Metal) Poison, sendo show de abertura para a banda de heavy metal japonesa Loudness. As turnês de 1987 foram para grandes plateias: cinco meses de abertura para o ex- vocalista do Van Halen , David Lee Roth, e de sete meses, com Bon Jovi, sendo o show de abertura para a turnê do consagrado Slippery When Wet.

Ainda em 1987, a banda excursionou no Japão, Escandinávia e nos festivais Monsters of Rock, na Alemanha e Reino Unido.

Night Songs supera a casa de 3 milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos.



Formação:
Tom Keifer - Vocal, Guitarra, Piano
Jeff LaBar – Guitarra Solo
Eric Brittingham – Baixo
Fred Coury – Bateria

Faixas:
01. Night Songs (Tom Keifer) - 4:12
02. Shake Me (Tom Keifer) - 3:44
03. Nobody's Fool (Tom Keifer) - 4:49
04. Nothin' for Nothin' (Tom Keifer) - 3:33
05. Once Around the Ride (Tom Keifer) - 3:22
06. Hell on Wheels (Tom Keifer) - 2:49
07. Somebody Save Me (Tom Keifer) - 3:16
08. In from the Outside (Tom Keifer) - 4:07
09. Push, Push (Tom Keifer) - 2:52
10. Back Home Again (Tom Keifer) – 3:30

Letras:
Para o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a: http://letras.mus.br/cinderella/


Opinião do Blog:
Os resultados comerciais nem sempre são base para se dar a opinião definitiva sobre um disco aqui no Blog. Ao longo dos anos que estamos na ativa, grandes sucessos e fracassos comerciais foram igualmente reconhecidos pelo seu brilho no Blog.

Night Songs foi muito bem comercialmente falando e com muita justiça: trata-se de um álbum com muita personalidade.

Musicalmente tem-se o Hard Rock como prato principal, mas a banda impõe seu estilo particular: embora lançado no auge do Glam Metal, o grupo bebe em fontes setentistas que acabam dando um toque todo especial para o álbum. Especialmente o toque de KISS é sensível (ver "Shake Me") assim como as guitarras dobradas do Judas Priest.

Individualmente, não há um grande destaque. Todos os instrumentistas fazem bem seu trabalho e Tom Keifer também se sai com louvor.

As letras são simples e como era comum na época, exploram as temáticas sexuais, românticas e festeiras. Nada que comprometa o trabalho.

Destaques vão para a excelente "Shake Me", a linda "Nobody's Fool" e também para "Night Songs" e "Back Home Again", embora todas as músicas sejam no mínimo boas.

O Cinderella mostrava que bebeu nas fontes certas e imprimiu suas referências a um som bem atual da época. Nigh Songs é um bom trabalho, repleto de personalidade própria. Muito recomendado para quem se despe de preconceitos e sabe apreciar um ótimo Glam Metal.

4 de dezembro de 2013

CREAM - FRESH CREAM (1966)


Fresh Cream é o álbum de estreia da banda inglesa chamada Cream. Seu lançamento oficial se deu no dia 9 de dezembro de 1966, com as gravações acontecendo entre julho e outubro daquele mesmo ano, nos estúdios Rayrik Studios & Ryemuse Studios, em Londres, na Inglaterra. A produção ficou a cargo de Robert Stigwood e os selos responsáveis foram o Reaction (UK) e Atco (USA).



Falar de Cream é dissertar sobre uma das mais importantes e influentes bandas de todos os tempos. Para muitos críticos, é o primeiro chamado “supergrupo” a obter sucesso internacionalmente.

Em julho de 1966, Eric Clapton já era tido como um talentoso guitarrista, muito devido a suas atuações com as bandas The Yardbirds e John Mayall & the Bluesbreakers. Clapton, no entanto, começou a sentir que o ambiente do grupo de Mayall estava confinando seu talento e começou a buscar novos horizontes musicais.

Eric Clapton


Naquele mesmo ano, Clapton conheceu Ginger Baker, então o baterista de um conjunto chamado  Graham Bond Organisation, que em um determinado momento também tinha Jack Bruce no baixo, guitarra, gaita e piano.

Ginger Baker também se sentia sufocado na Graham Bond Organisation e estava mais que exaurido com os vícios e crises de instabilidade mental devido ao uso desregulado de drogas por Graham Bond.

Ginger Baker


Eric Clapton afirmou que:"Eu sempre tinha gostado de Ginger". Continua: "Ginger tinha vindo para me ver tocar com os Bluesbreakers. Após o show, ele me levou de volta a Londres em seu Rover. Fiquei muito impressionado com o seu carro e jeito de dirigir. Ele estava me dizendo que ele queria começar uma banda, e eu estive pensando sobre isso também", finalizou o guitarrista.

Com cada um impressionado com as habilidades musicais do outro, Baker pediu a Clapton para se juntar ao seu novo grupo, então sem nome. Clapton imediatamente concordou, sob a condição de que Baker trouxesse Jack Bruce como baixista do conjunto.

De acordo com Clapton, Ginger Baker estava tão surpreso com a sugestão que quase bateu o carro. Eric conheceu Bruce quando o baixista/vocalista, brevemente, havia tocado com os Bluesbreakers em novembro de 1965.

Os dois também tinham trabalhado juntos como parte de uma banda chamada Powerhouse (que também incluiu Steve Winwood e Paul Jones). Impressionado com os vocais e proezas técnicas de Bruce, Clapton gostaria de tê-lo no novo projeto.

O que Clapton desconhecia era o fato de, enquanto Ginger Baker e Jack Bruce estavam no Graham Bond Organisation, o relacionamento dos dois era péssimo. Incluindo: brigas no palco, sabotagens aos instrumentos um do outro, além de Baker expulsar Bruce do grupo após ameaçá-lo com uma faca.

Baker e Bruce colocaram de lado suas diferenças para o bem do novo trio de Ginger, o qual ele imaginou como colaborativo e participativo, com cada um dos membros contribuindo para as músicas e as letras.

A banda foi nomeada "Cream", pois Clapton, Bruce e Baker já eram considerados a "nata da cultura" entre os músicos de blues e de jazz na efervescente cena musical britânica da época. Inicialmente, o grupo foi referido e anunciado como "The Cream" (ou seja, com o artigo definido The), mas quando saíram oficialmente seus primeiros lançamentos de discos, o trio seria chamado simplesmente de "Cream".

A banda chegou a cogitar o nome "Sweet 'n' Sour Rock 'n' Roll".

Do trio, Clapton tinha a maior reputação dentro da Inglaterra, no entanto, ele era praticamente desconhecido nos Estados Unidos, pois havia deixado o Yardbirds antes de "For Your Love" atingir o Top Ten na parada norte-americana de singles.

O Cream fez sua estréia não-oficial no Twisted Wheel em 29 de julho de 1966. A oficial viria duas noites mais tarde na Sixth Annual Windsor Jazz & Blues Festival. Sendo um grupo novo e com poucas canções originais no set, a banda tocava versões de blues que emocionaram a multidão e ganharam uma recepção calorosa.

Em outubro, a banda também teve a chance de tocar com Jimi Hendrix, que havia chegado recentemente a Londres. Hendrix era um fã da música de Clapton e queria uma chance de tocar com ele no palco. Jimi foi apresentado ao Cream através de Chas Chandler, seu empresário.

Jack Bruce


Foi durante o início dos ensaios do conjunto que eles decidiram que Jack Bruce seria o principal vocalista do grupo. Enquanto Clapton tinha vergonha de cantar, ele ocasionalmente foi harmonizando seus vocais com Bruce e, com o tempo, assumiu a principal voz em várias faixas do Cream.

Com a mesma velocidade o Cream já entrou em estúdio para gravar seu primeiro registro de estúdios. O Blog levará em conta a versão original do álbum lançada no Reino Unido.

N.S.U.

Abre o disco a faixa “N.S.U.”.

Ginger Baker abre o trabalho com uma levada mais tranquila e a qual é seguida pela guitarra de Clapton. Em instantes a fúria da banda já aparece, com Baker “esmurrando” a batera e Clapton com um riff mais pesado e cheio de ritmo. Os vocais de Bruce são ótimos e o solo de Clapton é absurdamente repleto de feeling.

A letra é pequena, mas divaga sobre um estilo de vida:

Driving in my car, smoking my cigar,
The only time I'm happy's when I play my guitar



SLEEPY TIME TIME

A segunda música do álbum é “Sleepy Time Time”.

O início suave e mais delicado até engana, mas logo o que se houve é um Blues Rock de primeiríssima qualidade. O destaque maior é a guitarra de Clapton a qual permanece em evidência por toda a duração da canção. Os solos são fenomenais.

A letra pode ser entendida como uma ode à preguiça:

I'm a sleepy time baby, a sleepy time boy.
Work only maybe, life is a joy



DREAMING

A terceira canção de Fresh Cream é “Dreaming”.

“Dreaming” tem uma levada mais calma se comparada com as duas faixas que a precedem, com um ritmo típico do Rock dos anos 60. As linhas da guitarra de Clapton estão bem mais suaves, sendo bonitas. Assim, também, é a interpretação de Bruce.

A letra fala de um amor distante:

Dreaming about my life;
Where are you now and when will you
Come to me?
I dream my life away



SWEET WINE

A quarta faixa do disco é “Sweet Wine”.

Em “Sweet Wine” a bateria de Baker está bastante proeminente, mostrando o talento do baterista. A levada é bem característica do Rock daquela década, mas com a guitarra de Clapton mais furiosa. O solo é incrível, com muita técnica e feeling.

A letra mostra a temática de desperdício da vida:

Sweet wine, hay making, sunshine day breaking
We can wait till tomorrow
Car speed, road calling, bird freed, leaf falling
We can bide time



SPOONFUL

A quinta canção presente em Fresh Cream é “Spoonful”.

Maior faixa do trabalho, “Spoonful” apresenta uma forte interpretação de Jack Bruce, carregada de sentimento e intensidade. Outra vez, a guitarra de Clapton está impressionante, com as notas sendo tocadas precisamente, baseadas pelo importante trabalho da seção rítmica. Mais um ótimo solo.

“Spoonful” é um Blues composto originalmente por Willie Dixon e popularizada por Howlin’ Wolf em 1960.



CAT’S SQUIRREL

A sexta música do trabalho é “Cat’s Squirrel”.

Nesta música é possível se perceber a qualidade dos músicos que integravam o Cream. Baixo e bateria formam uma ótima base para a guitarra de Eric Clapton desfilar toda sua magia com solos muito bem compostos.

Trata-se de uma música tradicional, instrumental, com os arranjos feitos pelo Cream.



FOUR UNTIL LATE

A sétima música presente no álbum de estreia do Cream é “Four Until Late”.

A forte influência de Blues no som do Cream é sentida em outra oportunidade em “Four Until Late”. Trata-se de um Blues Rock bem suave, com linhas de guitarra mais leves e com toda melodia sensível típica do estilo. A gaita tocada por Jack Bruce é um show.

É a única faixa do álbum cantada por Eric Clapton e trata-se de outro cover, desta vez de uma canção originalmente composta pelo mito do Blues, Robert Johnson.



ROLLIN’ AND TUMBLIN’

A oitava canção do trabalho é “Rollin’ And Tumblin’”.

O Blues Rock está novamente presente com um ritmo forte, intenso, marcado por uma seção rítmica mais agressiva e acompanhados pela guitarra marcante de Clapton e pela gaita de Bruce. Também os vocais estão bem imponentes. Mais um momento intenso do álbum.

É uma canção tradicional do Blues norte-americano, sendo regravada por incontáveis artistas. Mas a versão do Cream é baseada na leitura que Muddy Waters fez nos anos 50.



I’M SO GLAD

A nona música do disco é “I’m So Glad”.

O início de “I’m So Glad” é suave com linhas quase acústicas e melódicas, mas que logo são reforçadas pelos vocais fortes e intensos de Jack Bruce. Baker faz um excelente trabalho na bateria, dando peso e dinâmica à execução. Do meio pra frente da faixa, a guitarra de Clapton toma conta, com solos repletos de técnica e feeling.

É outra composição presente no álbum que se trata de uma releitura feita pelo Cream. A original foi composta por mais um ‘Bluesman’, Skip James. Entretanto, a versão do Cream é uma das faixas mais conhecidas e queridas pelos fãs da banda.



TOAD

A décima – e última – faixa de Fresh Cream é “Toad”.

“Toad” tem um início bem pesado, com guitarras distorcidas e seção rítmica bem pesada. Mas quase sua totalidade de duração é preenchida por um excelente solo de bateria feito por Ginger Baker, um dos primeiros a serem gravados por bandas de Rock. Portanto, trata-se de uma composição instrumental.



Considerações Finais

Para a promoção do álbum, foi lançado o single “I Feel Free”, presente apenas na versão norte-americana do disco, mas que atingiu a 11ª posição da parada britânica de singles e foi o primeiro sucesso do Cream.

O álbum foi sucesso no Reino Unido, alcançando a excelente 6ª posição na parada britânica desta natureza (foi 10º colocado na parada australiana). Mas, entretanto, inicialmente não repercutiu nos Estados Unidos, onde só foi bem com o lançamento dos discos posteriores do grupo.

Nos shows o Cream aumentava consideravelmente a duração das composições presentes em Fresh Cream, incluindo longos solos de seus virtuosos músicos. No Reino Unido, as apresentações sempre eram muito concorridas.

Mas, na primeira excursão aos Estados Unidos a banda não repercutiu e os shows foram cada vez mais curtos e sem público. A situação mudaria com o lançamento do clássico Disraeli Gears, segundo álbum da banda, em 1967, o qual aumentaria, também, as vendas de Fresh Cream nos EUA.

Estima-se que, apenas nos Estados Unidos, Fresh Cream supere a casa de 500 mil cópias vendidas.



Formação:
Ginger Baker - Bateria, Percussão
Jack Bruce - Vocal, Baixo, Gaita
Eric Clapton – Guitarra

Faixas:
01. N.S.U. (Bruce) - 2:43
02. Sleepy Time Time (Bruce/Godfrey) - 4:20
03. Dreaming (Bruce) - 1:58
04. Sweet Wine (Baker/Godfrey) - 3:17
05. Spoonful (Dixon) - 6:30
06. Cat's Squirrel (Tradicional) - 3:03
07. Four Until Late (Johnson) - 2:07
08. Rollin' and Tumblin' (Tradicional) - 4:42
09. I'm So Glad (James) - 3:57
10. Toad (Baker) - 5:11

Letras:
Para o conteúdo completo das letras, indica-se o acesso a: http://letras.mus.br/cream/

Opinião do Blog:
O Cream é uma das bandas mais incríveis e importantes do Rock, mesmo tendo uma duração e carreira tão curta e efêmera. Pode ser considerado um dos primeiros “supergrupos” (aqueles conjuntos formados por músicos já consagrados) que se têm notícia e uma das bandas que influenciou o surgimento do Hard Rock na década seguinte.

Além disso, Fresh Cream marca a estréia do extraordinário Eric Clapton aqui no Blog.

Falando-se mais especificamente de Fresh Cream, a rapidez entre o surgimento do grupo e a gravação do primeiro álbum de estúdio foi responsável que boa parte das canções do trabalho fossem versões de composições de outros autores.

Nada disto, porém, tira o brilho de Fresh Cream. O trabalho é todo muito coeso, consistente, sem pontos baixos. A sonoridade é um Blues Rock vigoroso, forte, o qual apontava para o futuro e para explosão do Hard Rock dos anos setenta, mesmo que em doses ainda pequenas.

Como é costume do Blog, analisam-se apenas as letras das composições próprias do grupo autor do álbum em questão. Mas pode-se dizer que a temática abordada pelo Cream neste trabalho inicial é simples, mas condizente com as características do Blues.

Dispensável abordar a qualidade dos músicos presentes no grupo que, com o passar do tempo, tornaram-se referências para o Rock. Ginger Baker, Jack Bruce e Eric Clapton despejam talento, feeling e técnica por todo o álbum. Bruce ainda arrasa na gaita!

O Blog destaca “N.S.U.”, “Sleepy Time Time”, “Sweet Wine” e a versão incrível para “I’m So Glad”, embora, como já mencionado, não existam pontos baixos no trabalho.


Enfim, o Blog recomenda fortemente o primeiro (e todos os demais) álbum do Cream como referência para todo fã de Rock que se preze. Obrigatório!