24 de julho de 2011

GUNS N' ROSES - APPETITE FOR DESTRUCTION (1987)



Appetite For Destruction é o álbum de estreia da banda norte-americana de Rock Guns N’ Roses. Ele foi lançado em 21 de julho de 1987 e sua produção ficou a cargo do produtor Mike Clink. Foram usados para a gravação do álbum os estúdios Rumbo Studios (Canoga Park), Take One Studio (Burbank) e Can Am Studio (Tarzana), todos situados na Califórnia.

O Guns N’ Roses é uma banda que foi formada em 1985 pela reunião de duas bandas que preexistiam. A Holywood Rose tinha em sua formação Axl Rose e Izzy Stradlin. Ela se fundiu com a banda chamada LA Guns, formada pelo guitarrista Tracii Guns, o baixista Ole Beich e o baterista Rob Gardner.

Com esta formação, o novo Guns N’ Roses teria feito duas ou três apresentações. Logo após, o baixista Ole Beich deixa a banda, sendo substituído por Duff McKagan. Tracii Guns, que faltava muito aos ensaios, acabou sendo substituído por um guitarrista que havia tocado com Duff na banda Road Crew que se chamava Saul Hudson. Mas era mais conhecido por seu apelido, Slash.

Com esta formação, a banda agenda uma turnê por algumas cidades, em 1986, incluindo a cidade natal de Duff, Seattle. Momentos antes da turnê, o baterista Gardner deixa a banda e o substituto é o amigo de Slash, Steven Adler. Esta seria a formação do Guns N’ Roses que se solidificaria.

Entretanto a turnê pela costa oeste americana foi um tremendo fracasso. Pequeno público nos primeiros shows, e, para completar, a Van que levaria a banda até Seatlle quebrou no meio do caminho. A banda consegue uma carona, mas que demora dois dias a mais para chegar a seu destino, fazendo com que as apresentações fossem canceladas. Pior: para conseguir voltar a Los Angeles tiveram que vender parte de seu equipamento. Incrível, embora seja uma história não totalmente confirmada pela banda.

Entretanto, todos estes problemas solidificaram a união da banda. E a química deles no palco era muito boa. Ainda em 1986 a banda lança o EP Live ?!*@ Like a Suicide para manter a visibilidade obtida nos circuitos de bares e pubs em que a banda tocava. Hoje o vinil original é um artigo valioso. Ele continha dois covers: “Nice Boys” (Rose Tattoo) e “Mama Kin” (Aerosmith), mais duas composições próprias “Reckless Life” e “Move To The City”, esta, música da época do Holywood Rose.

Embora o EP tenha sido lançado como um “ao vivo”, Axl Rose revelou tempos depois que, na verdade, as faixas tratavam-se de demos da banda nas quais foram adicionadas os sons produzidos pelo público.

A arte da capa mostra um estuprador robótico a ponto de ser punido por um vingador metálico, foi concebida baseada na obra Appetite for Destruction de Robert Williams. Vários varejistas se recusaram a estocar o álbum com essa imagem e a gravadora produziu uma nova arte, produzida por Billy White Jr. A nova imagem teve uma cruz com cinco caveiras, cada uma representando um membro da banda.

“Welcome To The Jungle” é a faixa que abre o álbum. Trata-se de um clássico absoluto. O riff é pesado, rápido e marcante. Os solos de Slash são de puro feeling, realizados com extremo bom gosto. Ótima atuação vocal de Axl Rose.

Lançado como single, a faixa foi sétimo lugar nos Estados Unidos e ficou na posição 67 na parada britânica. O single lançado no Reino Unido possuía no lado B um cover da música “Whole Lotta Rose”, do AC/DC.

O vídeo clipe promocional da música foi um dos mais pedidos pela audiência da MTV dos Estados Unidos  naquela época.

“Welcome To The Jungle” foi a primeira música feita em parceria por Axl e Slash, o primeiro fazendo a letra e o segundo compondo a canção. Também foram feitas muitas versões covers da canção.

“It’s So Easy” é a segunda faixa do álbum. Outra faixa que apresenta um riff de hard rock inspiradíssimo, muito bom.  O solo é ótimo. Foi lançada como single apenas no Reino Unido alcançando a posição 84.

Embora creditada como composição de toda a banda, na verdade a música é uma composição em parceria do baixista Duff McKagan com West Arkeen.

“Out Ta Get Me” possui um ótimo riff e um solo inicial, embora curto, de muito feeling. A letra se refere aos problemas que Axl possuía com a justiça enquanto estava em Indiana. Slash disse que a música foi muito rapidamente feita, por volta de 3 horas.

“Paradise City” é outro grande sucesso da banda e do álbum, um verdadeiro clássico do hard rock.

Slash conta como surgiu a concepção da música. A banda havia feito um show em San Francisco juntamente com uma banda chamada “Rock N Riders”. O conjunto voltava em uma van alugada para Los Angeles e estavam na parte traseira do veículo, bebendo e tocando. Slash começou a tocar o que seria a intro de “Paradise City” e murmurava a melodia e Duff e Izzy começaram a acompanha-lo.

Axl então cantou a frase “Take me down to the Paradise City” e Slash apenas ‘rimou’: "Where the grass is green and the girls are pretty."

Lançada como single em 1989, “Paradise City” alcançou o quinto lugar na parada dos Estados Unidos. Foi durante muito tempo a música que fechava os shows da banda.

“My Michelle” é uma canção escrita por Axl para uma amiga da banda chamada Michelle Young. A canção possui um ótimo riff e a velocidade aumenta durante o refrão. Boa faixa.

“Think About You” foi escrita e composta por Izzy Strandlin. Foi uma música muito tocada pela banda antes do lançamento do álbum, sendo, entretanto, nunca mais tocada até 2001. Nesta canção os solos são executados por Izzy.

Um dos maiores clássicos da banda, se não o maior, “Sweet Child O’ Mine” foi um sucesso absoluto. As letras foram feitas por Axl Rose sobre sua namorada na época, Erin Everly.

Slash conta que a música surgiu enquanto ele e o baterista Steven Adler estavam fazendo uma ‘jam’, por absoluta brincadeira. Slash teria dito a Adler que tocaria algo como ‘música de circo’ e fez algo parecido com o riff clássico da faixa.Izzy ouviu e perguntou se ele era capaz de tocar o riff novamente. E o resto é história.

“Sweet Child O’ Mine” foi o primeiro e único single do Guns N’ Roses a alcançar o topo da parada dos Estados Unidos. Foi o número seis na parada britânica. Também foi lançado um vídeo clipe para promover o álbum, sucesso absoluto. Em várias eleições do final do século passado, foi considerada a música com o melhor solo de Slash.

Incontáveis são as versões que existem da faixa, covers, trilhas sonoras e presença em jogos de vídeos games.

“You’re Crazy” é uma das faixas mais rápidas da discografia da banda. É pesada e rápida, embora tivesse sido concebida originalmente como uma canção acústica. No momento da gravação, a banda sugeriu acelerá-la. Ficou bom!

“Anything Goes” é uma das canções mais antigas da banda, mas antes se chamava “My Way, Your Way”. É a outra faixa do álbum em que o solo é tocado pelo guitarrista Izzy Strandlin e foi composta também por Chris Weber, do Holywood Rose.

“Nightrain” também foi lançada como single e é outra ótima faixa, com um excelente riff. Alcançou a posição 93 na parada dos estados Unidos.

Appetite For Destruction é um ótimo álbum e que fez o Guns N’ Roses deslanchar. O álbum alcançou o primeiro lugar na parada dos Estados Unidos. É tido como um dos melhores álbuns de estreia de uma banda da história do Rock, tendo vendido mais de 28 milhões de cópias até hoje.

Após o lançamento do álbum a banda saiu em uma grande turnê, por vezes sendo banda de abertura de grandes nomes do rock mundial, como Iron Maiden e KISS. Por vezes, também, foi ‘headline’ em alguns festivais.

No festival Monsters Of Rock, em Donnington, na Inglaterra, duas pessoas morreram pisoteadas em uma grande confusão que terminou em tragédia, mesmo com os apelos de Axl para que as pessoas se acalmassem. Isto fez a mídia considerar a banda negligente ao escolher os locais para tocar, sem condições para atender uma enorme legião de fãs que o Guns N’ Roses ganhava a cada dia.

Nesta época também a banda ganhou fama pelos excessos de seus membros. Era comum ver Slash, Izzy, Duff e Adler sob efeito de álcool e drogas nos bastidores e, por vezes, no próprio palco.

Formação:
Axl Rose – Vocal, Percussão em "Welcome to the Jungle"
Izzy Stradlin – Guitarra Base, Backing Vocals, Guitarra Solo em "Think About You" e "Anything Goes", percussão em "Paradise City"
Slash – Guitarra Solo, Guitarra Base em "Think About You" e "Anything Goes"
Duff McKagan – Baixo, Backing Vocals
Steven Adler – Bateria

Faixas:
01. Welcome to the Jungle (Rose/Slash) - 4:34
02. It's So Easy (McKagan/Arkeen) - 3:23
03. Nightrain (Rose/Stradlin/Slash/McKagan) - 4:29
04. Out ta Get Me (Rose/Stradlin/Slash) - 4:25
05. Mr. Brownstone (Stradlin/Slash) - 3:49
06. Paradise City (Rose/Slash/Stradlin/McKagan) - 6:46
07. My Michelle (Rose/Stradlin)- 3:40
08. Think About You (Stradlin)- 3:52
09. Sweet Child o' Mine (Rose/Slash/Stradlin)- 5:55
10. You're Crazy (Rose/Stradlin/Slash) - 3:17
11. Anything Goes (Rose/Stradlin/Chris Weber) - 3:26
12. Rocket Queen (Rose/Slash/McKagan) - 6:13

Letras:
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Opinião do Blog:
Há muito preconceito por uma parte dos fãs de rock em relação ao Guns N’ Roses, em parte pelo enorme apoio e publicidade da mídia que a banda possuía no final dos anos oitenta e começo dos anos noventa e, em boa parte, pela postura arrogante do seu vocalista, Axl Rose.

A verdade é que quando se fala de Appetite For destruction, fala-se de um grande álbum de Rock. Ele apresenta uma banda em fúria, um álbum repleto de ótimos riffs, uma boa dose (acertada) de peso nas guitarras, mas sem perder em nada de melodia.

Ouvimos também um vocalista, Axl Rose, em sua melhor forma, dando ótimos tons para as canções, casando perfeitamente sua voz peculiar com as melodias e agressividade da música tocada pela banda. Simplesmente perfeito.

Destaque também para a ótima atuação do guitarrista Slash que, se não é o mais técnico do mundo, trabalha muito bem seus solos para beneficiar as músicas, esbanjando feeling e sentimento. Ele tem atuação memorável no álbum.

Appetite For Destruction foi o álbum de estreia do Guns N’ Roses e, ao mesmo tempo, seu ponto mais alto. Álbum extremamente recomendado pelo Blog. Apesar da banda ter feito outras boas músicas nos álbuns seguintes, a pequena discografia da banda com sua formação clássica deixou um sabor de que poderia ter saído muito mais coisas boas dali.

Vídeos Recomendados:

Welcome To The Jungle


Paradise City


Sweet Child O' Mine


22 de julho de 2011

QUEEN - NEWS OF THE WORLD (1977)



News Of The World é o sexto álbum de estúdio da banda inglesa de Rock Queen. Foi lançado no dia 28 de outubro de 1977. Foi gravado de julho a setembro de 1977, nos estúdios Basing Street e Wessex Studios, ambos em Londres, Inglaterra.

A banda havia produzido sozinha o seu álbum de estúdio anterior, A Day At The Races, de 1976. Entretanto, críticas pesadas caíram sobre a qualidade sonora do lançamento do supracitado álbum. Mesmo assim o Queen resolveu fazer a produção do que seria News Of The World, mas se precaveu colocando um assistente de produção, o produtor Mike Stone.

Pesa também o fato de A Day At The Races ter sido o álbum posterior ao clássico A Night At The Opera, de 1975. Mesmo assim, fãs e críticos elogiaram o álbum, apesar da produção do disco ter deixado a desejar.

Em 1977 o Queen já era um grande sucesso, fazendo shows durante a turnê que tiveram ingressos esgotados quase sempre, incluindo apresentações assim no Madison Square Garden, em Nova Iorque e no famoso Earls Court, em Londres.

A arte da capa do álbum foi feita pelo artista norte-americano Frank Kelly Freas. Na verdade, Frank havia feito uma arte para ilustrar a história chamada “The Gulf Between” e a imagem contava com um robô gigante e inteligente segurando o corpo de um homem morto. Roger Taylor possuía uma edição da revista Austounding Science Fiction, que continha esta imagem.

A banda, então, resolveu convidar Frank para fazer a capa de seu álbum, modificando a imagem, substituindo o corpo do homem morto pelos quatro membros da banda. Freas assumiu que era fã de música clássica e não conhecia o Queen, mas que ouviu o som da banda para fazer a arte e acabou gostando.

O álbum é aberto por um dos maiores clássicos da história da música. Mesmo para quem não gosta de rock é possível que já tenha ouvido “We Will Rock You”.

A música foi composta por Brian May, inspirado por um acontecimento em um show em 1977 durante a turnê britânica, no Stafford’s Bingley Hall. Quando a banda saiu do palco, o público pediu o “biss” cantando “You’ll Never Walk Alone”, o que deixou May emocionado.

Assim, May achava que o Queen poderia criar uma canção com o mesmo poder para contagiar todo o público, que exigiria participação daqueles que estão assistindo à apresentação e mais, tornando-se efetivamente parte do espetáculo.

Lançada como single juntamente com “We Are The Champions” nos Estados Unidos, alcançou a posição número quatro na parada americana.

Incontáveis são os covers já feitos da canção, assim como foi usada como trilha sonora de filmes, séries, comerciais, vídeo games, enfim. Assim como sua clássica introdução que conta com palmas também foi usada para as mais diversas finalidades.

Conjugada a “We Will Rock You”, quase como parte ou continuação desta, está “We Are The Champions”. Bem, se você já assistiu a qualquer final de competição esportiva a partir dos anos oitenta, você já ouviu esta música pelo menos uma vez.

Segundo Mercury, a canção estava composta desde 1975, mas só foi gravada em 1977. Sua inspiração para compor este clássico foram partidas de futebol.

Enquanto lançada como single, alcançou o número 2 na parada britânica. Foi número 4 na parada dos Estados Unidos, lançada em conjunto com “We Will Rock You”, como dito anteriormente.

Foi gravado um vídeo para promover a música, no New London Theatre, em 6 de outubro de 1977. Um fã clube da banda foi convidado para a gravação e cada um dos membros ganhou um single. Após a filmagem, o Queen fez um show para os fãs.

É outra música que tem inúmeras versões cover, faz parte de trilhas de diversos filmes, principalmente aqueles cujas histórias passam por esportes. Também é trilha de diferentes séries de televisão e vídeo games.

“Sheer Heart Attack” foi parcialmente composta em 1974, para o álbum de mesmo nome. Composta por Roger Taylor, ele mesmo a cantou na versão demo, mas para a gravação do álbum a banda decidiu que era melhor Freddie Mercury assumir os vocais, e Taylor cantou os refrãos. A banda alemã de Heavy Metal Helloween fez uma versão desta música.

Outro destaque do álbum é a faixa “Spread Your Wings”, composta pelo baixista John Deacon. O piano na faixa é tocado por Freddie Mercury que também faz uma apresentação vocal soberba.

Um vídeo foi feito para promover a faixa, filmado na casa de Roger Taylor, durante o inverno rigoroso e com a banda tocando na neve. Uma curiosidade é que Brian May ficou com medo do tempo congelante danificar sua guitarra “Red Special”. No vídeo ele toca uma réplica da guitarra original.

“Spread Your Wings” também foi lançada no formato single para promover o álbum. A banda de Heavy Metal alemã Blind Guardian fez um cover para esta belíssima faixa.

“Sleeping On The Sidewalk” é uma ótima canção do álbum, um ótimo ‘blues rock’. A canção foi composta e cantada por Brian May, que, supostamente, fez a canção inspirado na banda americana ZZ Top. Brian afirmou que a faixa foi gravada em uma única tomada, com exceção do vocal. É uma das poucas faixas do Queen que não possui participação do vocalista Freddie Mercury.

“It’s Late” é outra excelente faixa do álbum. Tem uma levada bastante bluesy na guitarra, com ótima atuação de Mercury nos vocais, como de costume. A música foi composta por Brian May, que a concebeu com a ideia de dar à canção um formato como uma peça de três atos, no que foi bem sucedida.

“It’s Late” foi lançada no formato de single e alcançou a posição 72 na parada americana.

Fecha o álbum a canção “My Melancholy Blues”. Composta por Mercury e, a despeito do nome, é mais associada a uma canção de Jazz. Não há guitarras nesta faixa, assim como backing vocals.

Após o lançamento do álbum, o Queen iniciou a News Of The World Tour, em outubro de 1977. Os shows receberam excelentes críticas da mídia especializada.

News Of The World foi extremamente bem sucedido nas paradas americana e britânica. Foi terceiro lugar nos Estados Unidos e quarto no Reino Unido.

Formação:
Freddie Mercury: Vocal, Piano, Percussão

Brian May: Guitarra, Violão, Backing Vocals, Vocal em "All Dead, All Dead" e "Sleeping on the Sidewalk", Percussão

Roger Taylor: Bateria, Percussão, Backing Vocals, Vocal em "Sheer Heart Attack" e "Fight from the Inside”.

John Deacon: Baixo

Faixas:
01. We Will Rock You (May) - 2:01
02. We Are the Champions (Mercury) - 2:59
03. Sheer Heart Attack (Taylor) - 3:26
04. All Dead, All Dead (May) - 3:10
05. Spread Your Wings (Deacon) - 4:34
06. Fight from the Inside (Taylor) - 3:03
07. Get Down, Make Love (Mercury) - 3:51
08. Sleeping on the Sidewalk (May) - 3:06
09. Who Needs You (Deacon) - 3:05
10. It's Late (May) - 6:26
11. My Melancholy Blues (Mercury) - 3:29

Letras:
Para o conteúdo das letras, recomendamos o acesso a: http://letras.terra.com.br/queen/

Opinião do Blog:
Vários fatos impressionam bastante quando se fala dos britânicos do Queen.

O primeiro deles é a criatividade da banda, permitindo que os músicos conseguissem passar por diversas sonoridades diferentes dentro de um álbum e, por vezes, dentro de uma mesma canção. Sim, o rock era quase sempre a base, mas a banda nunca temeu flertar com diferentes estilos musicais.

Outro fato relevante é que todos os membros da banda eram compositores de talento e quando se estuda a discografia da banda, nota-se que os grandes sucessos foram compostos por diferentes membros do Queen, algo que é não é assim tão comum.

Também é importante ressaltar a qualidade dos músicos. May é um grande guitarrista, Deacon e Taylor foram ótimos e Mercury era um dos maiores vocalistas de todos os tempos, não importando de que estilo esteja se falando. Sem dúvidas, uma das mais belas vozes de que se têm conhecimento.

News Of The World trouxe ao planeta duas das músicas mais conhecidas da modernidade e não se importa de que estilo esteja se tratando. Quem já ouviu “We Will Rock You” ou “We Are The Champions”, quando ouvi-las pela segunda vez, as reconhecerá de imediato. E não é somente isso: o álbum está repleto de boa música.

Portanto, é um álbum mais que recomendado, para quem já é fã, ou para quem quer começar a conhecer a banda.

Vídeos Recomendados:

We Will Rock You


We Are The Champions, ao vivo


Spread Your Wings


It's Late


20 de julho de 2011

JUDAS PRIEST - SAD WINGS OF DESTINY (1976)



Sad Wings Of Destiny é o segundo álbum de estúdio da banda inglesa de Heavy Metal Judas Priest. Seu lançamento ocorreu em 23 de março de 1976. A produção ficou a cargo de Jeffery Calvert, Max West e da própria banda. Foi gravado de entre novembro e dezembro de 1975 no Rockfield Studios, no País de Gales.

O Judas Priest é uma banda que se originou também da cidade de Birmingham, na Inglaterra, igual ao Black Sabbath, os pioneiros do estilo Heavy Metal. A banda foi fundada em 1970 pelo guitarrista Kenneth Downing (K.K.) e o baixista Ian Hill.

Em 1974, a banda gravou seu primeiro álbum, Rocka Rolla. Vários problemas técnicos ocorreram durante a gravação do álbum, deixando-o com uma qualidade muito baixa para o lançamento.

Além disso, o produtor escolhido para o álbum foi Rodger Bain, que trabalhou nos três primeiros álbuns do Black Sabbath. Mas Bain acabou tomando decisões para Rocka Rolla que deixaram os membros do Judas Priest bastante descontentes.

Bain retirou do álbum canções que eram das preferidas do público da banda, como “Tyrant”, “Genocide” e “The Ripper”. Mais que isso, decepou “Caviar And Meths” de dez para apenas dois minutos.

Como resultado disso, a banda entra em estúdio quase dois anos depois do lançamento de Rocka Rolla para gravar seu segundo álbum participando bem mais da produção do que viria a se tornar Sad Wings Of Destiny.

As mudanças começam já na arte da capa do álbum, uma das mais, se não a mais, belas capas do Judas Priest. Patrcik Woodroffe foi o encarregado de fazê-la, com a imagem de um anjo caído em chamas. Ficou conhecida, obviamente, como Fallen Angel.

As canções que ficaram de fora do primeiro álbum acabaram entrando em Sad Wings Of Destiny, além da produção ser consideravelmente melhor, com a qualidade sonora bastante superior à do primeiro álbum.

No primeiro álbum, o Judas Priest ainda seguia os passos das bandas mais antigas no quesito sonoridade. Em Sad Wings Of Destiny, a banda começa a desenhar e dar os primeiros passos para uma sonoridade inovadora.

O guitarrista Glenn Tipton havia entrado na banda semanas antes do lançamento de Rocka Rolla e assim, embora creditado como compositor, deu pouca contribuição na concepção do primeiro álbum. A banda ainda não havia tido tempo para explorar as possibilidades musicais em se ter dois guitarristas, o que começa a ser desenvolvido em ‘Sad Wings’.

Já neste álbum, o Judas Priest mostrou que buscava a sua identidade musical, tentado inovar a partir da base que já existia. Criatividade sempre foi um dos fortes da banda e no seu segundo álbum eles já começavam a demonstrar isso.

“Prelude” abre o álbum com Glenn Tipton ao piano e prepara o ouvinte para “Tyrant”, uma faixa que apresenta um ótimo riff, bem pesado e em um ritmo veloz. Os vocais de Halford estão precisos como de costume.  Os solos são ótimos e empolgantes, combinando perfeitamente com a canção. A banda Overkill gravou um bom cover de “Tyrant”.

“Genocide” começa com um riff ótimo, cadenciado, mas repleto de ritmo. O vocal de Halford é cantado em notas bem altas, mas o destaque da faixa vai mesmo para a dupla de guitarristas, que fazem uma ótima combinação. O solo ao final da faixa é inspirado. Realmente uma das melhores faixas do álbum. “Genocide” tem uma curiosidade: cita o nome do próximo álbum do Priest, Sin After Sin.

“Epitaph” é uma faixa inusitada da discografia da banda, mostrando a versatilidade do Judas Priest. A música conta com Glenn Tipton ao piano e não possui qualquer som de guitarras. A interpretação de Rob Halford é perfeita, dando intensidade à música, muitas vezes com coros de vozes ao fundo, semelhante ao que o Queen fazia muito bem. Ótima faixa, bem diferente.

O grande destaque do álbum é mesmo “Victim Of Changes”.  A canção é um épico com quase oito minutos.

O riff principal da música é contagiante, um dos mais marcantes da história do Heavy Metal. Na metade da faixa ela sofre uma transformação em sua sonoridade, em um estilo bastante semelhante ao que o Black Sabbath realizava em suas canções.

“Victim Of Changes” possui as principais características que fariam o Judas Priest uma banda inovadora no cenário musical: um grande vocalista como Rob Halford cantando notas altíssimas, a linha de baixo que é contínua ao riff principal, bateria marcante, solos precisos com bastante técnica e feeling e um dueto de guitarra muito inspirado.

A faixa é resultado da mistura de duas outras que a precederam. “Red Light Lady” era uma música que Halford compôs quando estava em sua antiga banda, Hiroshima, e “Whiskey Woman”, música do Judas Priest quando seu vocalista era Al Atkins, que não chegou a gravar nenhum álbum com a banda.

A banda alemã Gamma Ray gravou um cover de “Victim Of Changes”.

“The Ripper” é uma faixa com menos de três minutos, mas mesmo assim se tornou um clássico do Judas Priest, pois possui um riff muito marcante. Contribui para o sucesso da faixa a forma como Halford interpreta a letra e o ótimo solo, mesmo curto.

Bandas como Iced Earth e Mercyful Fate fizeram versões da faixa “The Ripper”.

“Dreamer Deceiver” conta com um ritmo bem lento e cadenciado que se estende ao longo da música. A voz de Rob Halford está próxima da perfeição e traz grande emoção à faixa. Os solos são repletos de feeling e se casam perfeitamente à sonoridade da canção. Faixa belíssima! A banda inglesa Skyclad fez uma versão da canção.

Sad Wings Of Destiny foi o último álbum que o Judas Priest gravou sob contrato com uma pequena e independente gravadora britânica, a Gull Records. Apesar da boa repercussão do disco, a banda sofreu com o pequeno apoio financeiro por parte da gravadora.

Assim sendo, a banda rompeu o contrato com a Gull Records e acabou assinando com uma gravadora maior, a Columbia Records. Mas, em consequência, perdeu os direitos dos dois primeiros álbuns de estúdio e de todas as demos gravadas sob o contrato com a Gull Records. Com o tempo, a própria banda foi adquirindo os direitos ‘perdidos’.

Em alguns relançamentos do álbum, os lados A e B do álbum original foram colocados em ordem invertida. Embora no álbum original a primeira música seja “Victim Of Changes”, na contracapa “Prelude” é registrada como a primeira faixa.

Formação:
Rob Halford: Vocal
K.K. Downing: Guitarra
Glenn Tipton: Guitarra, Piano
Ian Hill: Baixo
Alan Moore: Bateria

Faixas:
01. Prelude (Tipton) - 2:02
02. Tyrant (Halford/Tipton) - 4:28
03. Genocide (Halford/Downing/Tipton) - 5:51
04. Epitaph (Tipton) - 3:08
05. Island of Domination (Halford/Downing/Tipton) - 4:32
06. Victim of Changes (Al Atkins/Halford/Downing/Tipton) - 7:47
07. The Ripper (Tipton) - 2:50
08. Dreamer Deceiver (Al Atkins/Halford/Downing/Tipton) - 5:51
09. Deceiver (Halford/Downing/Tipton) - 2:40

Letras:
Para o conteúdo das letras, recomendamos o acesso a: http://letras.terra.com.br/judas-priest/

Opinião do Blog:
O Judas Priest é uma das bandas mais importantes na história do Heavy Metal. Lançou muitos álbuns memoráveis e alguns dos maiores e mais conhecidos clássicos do estilo foram gravados pela banda.

Sad Wings Of Destiny é um álbum importante tanto pelo fato de ser muito bom quanto pelo que ele representa. O álbum possui o embrião do Heavy Metal moderno, da sonoridade que o Judas foi desenvolvendo e influenciou diversas bandas, notadamente as bandas da New Wave Of British Heavy Metal.

Nele a banda começou a explorar as possibilidades sonoras em possuir dois guitarristas. Os “duetos” de guitarra, marca registrada do som do Judas, começaram a ser melhores desenvolvidos neste lançamento. Também, a forma como Halford canta as músicas, quase sempre alcançando notas muito altas.

Além disso, é o álbum que possui “Victim Of Changes”, um dos grandes clássicos da banda. Álbum obrigatório para fãs de um Heavy Metal de qualidade.

Vídeos Relacionados:

 Victim Of Changes, ao vivo


The Ripper, ao vivo


Dreamer Deceiver

19 de julho de 2011

LED ZEPPELIN - LED ZEPPELIN II (1969)



Led Zeppelin II é o segundo álbum de estúdio da banda inglesa de Rock Led Zeppelin. Seu lançamento aconteceu no dia 22 de outubro de 1969 e a produção do álbum ficou a cargo do guitarrista da banda, Jimmy Page, que utilizou as técnicas de gravação do engenheiro e produtor musical, Eddie Kramer.

Led Zeppelin II foi gravado quase que totalmente enquanto a banda estava em turnê pela América do Norte, divulgando seu álbum de estreia Led Zeppelin (ou I). Todas as vezes que havia uma pequena folga entre um show e outro, o grupo corria para o estúdio a fim de gravar mais material para o que veio a se tornar Led Zeppelin II.

Os seguintes estúdios foram usados: Olympic and Morgan Studios em Londres, Inglaterra; A&M, Quantum, Sunset, Mirror Sound and Mystic Studios em Los Angeles, Califórnia; Ardent Studios em Memphis, Tennessee, EUA; A&R, Juggy Sound, Groove and Mayfair Studios em Nova Iorque, EUA; e um estúdio que ficou conhecido como "hut" em Vancouver, Canadá.

Como o álbum foi gravado durante a turnê, o período de gravação se estendeu de Janeiro a Agosto de 1969. O baixista John Paul Jones afirmou que muitas das ideias para as faixas do álbum surgiram no palco, durante as improvisações que a banda fazia na música “Dazed And Confused”. Jones disse que os riffs de Page surgiam “rápidos e furiosos”.

Nesta época os shows do Zeppelin duravam comumente mais de duas horas, por vezes chegando a três, quatro horas. A banda tocava em locais pequenos, como clubes e salões.

A arte da capa foi desenvolvida pelo artista David Juniper. Sua ideia se baseou em um cartaz com a fotografia da famosa Divisão Jasta 11 da força aérea alemã da Primeira Guerra Mundial, que era liderada pelo lendário Barão Vermelho. David utilizou a fotografia como base, substituindo os rostos originais pelos membros e staff da banda.

O álbum é aberto com um dos riffs mais poderosos e fantásticos da história do Rock, criado por Jimmy Page. Estamos falando de “Whole Lotta Love”, uma das grandes músicas da história. O riff de Page foi influência para muita coisa que surgiu na música depois.

Envolta em uma polêmica, as letras de “Whole Lotta Love” sofreram uma ação judicial por plágio. Em 1962, Muddy Waters gravou “You Need Love”, que foi escrita para ele pelo bluesman Willie Dixon. Plant sempre foi um grande fã de Blues e cantores de Soul e disse que as influências muitas vezes saem naturalmente, pois havia um grande riff e ele precisava cantar alguma coisa. Em 1985, veio o veredito a favor de Dixon.

Page desmente que “Whole Lotta Love” tenha sido composta no palco. Ele afirma que chamou os outros membros a sua casa quando criou o riff para mostra-los sua recente criação.

“Whole Lotta Love” foi um sucesso estrondoso. Lançada em formato single, exceto na Inglaterra, a canção foi número um na Alemanha e número quatro na Holanda e nos Estados Unidos. Em 1970, somente o single da faixa havia vendido um milhão de cópias.

“What Is And What Should Never Be” é a segunda canção do álbum. As letras, supostamente, seriam sobre um affair entre Plant e a irmã mais nova de sua esposa. A canção tem um ritmo bem lento, sendo intercalada por um bom riff.

Outro sucesso da banda que está no álbum é “The Lemon Song”.  A banda gravou a faixa “ao vivo” no estúdio Mystic Studios, em Holywood.

Trata-se de uma das faixas com mais claras demonstrações da influência de blues na discografia da banda. A performance vocal de Robert Plant é incrível assim como o solo de Page na faixa.

Outro destaque da faixa é o baixo de John Paul Jones, com grandes influências da sonoridade funk oriunda dos Estados Unidos. Anos após a gravação, Jones afirmou que havia improvisado por toda a canção durante sua gravação.

“The Lemon Song” também foi acusada de infração a direitos autorais por suas letras. Ela teria incorporado letras da música “Killing Floor”, do bluesman Howlin Wolf. Durante execuções de “The Lemon Song”, a banda incorporava partes de “Killing Floor”, em uma espécie de “medley”.

Outro grande clássico do Zeppelin no álbum é “Heartbreaker”. O riff também é dos mais conhecidos e o destaque maior da faixa vai para a guitarra de Jimmy Page, um verdadeiro show de feeling.

É uma das faixas que o Led Zeppelin sempre tocou em suas apresentações até o fim da banda. Normalmente era a segunda canção dos shows, logo após “Immigrant Song”, mas por vezes ficou para o ‘bis’.

O solo foi gravado em um improviso de Page no estúdio e foi incorporado à música após a mesma já estar pronta.

Outra grande faixa do álbum é “Ramble On”, composta por Plant e Page. A faixa tem uma levada simples, mas contagiante, que no refrão passa para um rock característico da banda. A letra foi inspirada em o Senhor dos Anéis, e, supõem-se que seja influenciada pelo poema de J. R. R. Tolkien chamado “Namárie”.

“Moby Dick” é mais uma faixa famosa da banda presente no álbum. É uma canção instrumental. Por várias vezes, Page encontrava Bonham improvisando nos estúdios e foi gravando algumas partes para, depois, juntá-las e formar o que se tornou “Moby Dick”. Page e Jones criaram uma base com forte influência de blues para o começo e o final da canção.

“Bring It On Home” fecha o álbum. É mais uma grande canção, mas também envolvida em mais um processo judicial. Na verdade, a música foi escrita por Willie Dixon e o Led Zeppelin acabou fazendo uma versão da canção original. A primeira versão da música foi gravada por Sonny Boy Williamson II.

Led Zeppelin II trouxe muito mais popularidade à banda. A partir do seu lançamento, a banda começou a tocar em locais cada vez maiores, continuando sua intensa turnê pelos Estados Unidos. Foi nesta turnê que o Zeppelin começou a também criar sua fama de excessos durante as turnês.

Led Zeppelin II foi o primeiro álbum da banda a conseguir o primeiro lugar das paradas nos Estados Unidos e na Inglaterra na época de seu lançamento. O álbum superou a casa das 12 milhões de cópias vendidas por volta do ano 2000.

Formação:
Jimmy Page – Guitarra
Robert Plant – Vocal
John Bonham – Bateria, Backing Vocals
John Paul Jones – Baixo, Backing Vocals

Faixas:
01. Whole Lotta Love  (Bonham/Willie Dixon/Jones/Page/Plant) -  5:34
02. What Is and What Should Never Be (Page/Plant) - 4:47
03. The Lemon Song (Bonham/Burnett/Jones/Page/Plant) - 6:20
04. Thank You (Page/Plant) - 4:47
05. Heartbreaker (Bonham/Jones/Page/Plant) - 4:15
06. Living Loving Maid (She's Just a Woman) (Page/Plant) - 2:40
07. Ramble On (Page/Plant) - 4:35
08. Moby Dick (Bonham/Jones/Page) - 4:25
09. Bring It On Home (Page/Plant/Dixon) - 4:19

Letras:
Para o conteúdo das letras, recomendamos o acesso a: http://letras.terra.com.br/led-zeppelin/

Opinião do Blog:
O Led Zeppelin é daquelas bandas que são até chatas de se comentar. A discografia da banda é praticamente perfeita, difícil escolher qual é o seu álbum favorito quando é assim.

Destaca-se o Led Zeppelin II por ser o primeiro álbum da banda a conquistar a primeira posição das paradas tanto nos Estados Unidos quanto na Inglaterra. O álbum foi o propulsor para os voos cada vez maiores do grupo.

Sem falar que é o álbum que possui a sensacional “Whole Lotta Love”, faixa que tem um dos riffs mais fantásticos da história da música e que virou referência para muitos guitarristas que surgiram depois. Assim como todo o trabalho do baterista John Bonham, que se tornou um paradigma para os bateristas de rock, pelo seu estilo e por sua técnica.

O Led Zeppelin se tornou a banda a ocupar a lacuna deixada no rock com o fim dos Beatles. Durante os anos setenta a banda atingiu um patamar gigantesco e segue até hoje sendo a segunda banda que mais vendeu álbuns na história do rock. A primeira? Bem, você já ouviu falar de uns quatro caras de Liverpool...

Led Zeppelin II é um álbum obrigatório para todos. Mais que recomendado.

Vídeos Recomendados:

Whole Lotta Love, ao vivo


"The Lemon Song"


Heartbreaker, ao vivo


Moby Dick