2 de setembro de 2011

METALLICA - ...AND JUSTICE FOR ALL (1988)



... And Justice For All é o quarto álbum de estúdio da banda norte-americana de Heavy Metal chamada Metallica. Seu lançamento oficial ocorreu no dia 25 de agosto de 1988 e teve a produção em uma parceria do próprio Metallica com o produtor Flemming Rasmussen, que trabalhou com a banda em álbuns anteriores, além de ter produzido álbuns com o Blind Guardian, entre outros. O álbum foi gravado entre 28 de janeiro e 1º de maio de 1988, no  One on One Recording Studios, em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Em 1986, o Metallica havia lançado sua obra-prima, o álbum Master Of Puppets, seu terceiro álbum de estúdio. Embora não tivesse nenhum tipo de divulgação como videoclipes e tenha passado pouco percebido pelas rádios, o trabalho foi um grande sucesso, tanto de crítica como de público.

É em Master Of Puppets que se encontram vários clássicos do grupo, como a canção homônima ao álbum, “Battery” e “Welcome Home (Sanitarium)”, só como exemplos. Mesmo com a baixíssima divulgação, Master Of Puppets atingiu a 29ª posição da parada norte-americana de álbuns, a Billboard, onde permaneceu por 72 semanas consecutivas.

O sucesso do trabalho permitiu que o Metallica se lançasse em longa turnê para divulgar o trabalho. Primeiramente, a banda foi convidada para ser a abertura da turnê norte-americana de Ozzy Osbourne. Durante esta, o vocalista e guitarrista James Hetfield sofre um pequeno acidente de skate e quebra o punho, apresentando-se nos shows apenas cantando e com seu técnico de guitarra, John Marshall, fazendo as bases.

Mas é na parte europeia da turnê em suporte a Master Of Puppets que a vida do Metallica iria mudar de maneira singular, devido a uma terrível tragédia.

Em 27 de setembro de 1986, a banda estava em turnê pela Europa, mais precisamente na Suécia. O Metallica realizava as viagens em um ônibus especial para tal. Naquele dia, os membros da banda resolveram fazer as escolhas das camas em que cada um dormiria pela sorte nas cartas, quem tirasse a mais alta teria a prioridade da escolha.

Cliff Burton, o baixista da banda, venceu o desafio e não teve dúvidas na escolha, o beliche em que o guitarrista Kirk Hammett dormia.

Perto da cidade de Dörarp, o motorista do ônibus perdeu o controle do veículo e derrapou, provocando com que o mesmo capotasse várias vezes. Hetfield, Hammett e Ulrich saíram do acidente sem nenhuma lesão séria, mas Burton ficou preso embaixo do veículo e estava morto. Naquele instante, o Heavy Metal e o rock perdiam um de seus melhores e mais influentes baixistas e o Metallica, não apenas um músico excepcional, mas também um amigo.

Cliff Burton:


A morte de Burton deixou o futuro do Metallica incerto. Após um período de luto, os três membros sobreviventes resolveram que Cliff iria querer que eles continuassem e, com as bênçãos da família de Burton, decidiram procurar um novo baixista, visto que um substituto para Cliff Burton seria impossível de se encontrar.

Vários músicos foram testados para a vaga de baixista do Metallica, entre eles  Les Claypool do Primus, Troy Gregory do Prong, e Jason Newsted, do Flotsam and Jetsam. Newsted estudou e aprendeu o set list inteiro da banda, e os outros três membros remanescentes decidiram que Jason era a escolha certa.

A banda finalizou uma turnê no início de 1987 com Jason Newsted no baixo. Em março daquele ano, Hetfield quebra seu punho novamente por conta do skate e a banda cancela uma aparição no popular programa da TV americana, Saturday Night Live.

Com o fim de entrosar a banda com seu novo baixista e inaugurar o novo estúdio de gravações do grupo (além de aliviar um pouco do estresse pela morte de Burton), a banda grava e lança o famoso EP The $5.98 E.P.: Garage Days Re-Revisited, em agosto de 1987. O trabalho contava apenas com cinco faixas, todas covers de músicas de outras bandas.

Ainda em 1987, a banda lança um tributo ao seu baixista, Cliff ‘Em All, que incluía solos de baixo, fotografias e vídeos da época em que o baixista esteve com o grupo. Como o Metallica era uma banda avessa à mídia, muitos dos vídeos presentes no lançamento foram contribuições de fãs.

Desde sua entrada na banda, Newsted passou a ser alvo de todo o tipo de “brincadeira” por parte dos três membros remanescentes do grupo. James Hetfield afirmou em entrevistas após a saída de Jason Newsted do Metallica que o baixista foi o alvo da fúria dos outros membros do grupo pela perda de Cliff Burton.

No início de 1988 a banda entra em estúdio para gravar seu quarto álbum de inéditas, ... And Justice For All. Inicialmente, Flemming Rasmussen estava indisponível para trabalhar com o Metallica, e, então, a banda começa o trabalho com Mike Clink, que havia chamado a atenção por ter sido o produtor do álbum de estreia do Guns ‘N’ Roses, Appetite For Destruction, de 1987.

Entretanto, o trabalho com Clink não funcionou e o que foi gravado com ele foi descartado. Ele foi creditado no álbum como engenheiro de bateria e duas faixas cover gravadas com Clink foram lançadas como lado B do single “Harvester Of Sorrow”, sendo elas “Breadfan”, do Budgie, e “The Prince”, do Diamond Head.

Rasmussen, que trabalhou com o Metallica nos álbuns Kill ‘Em All (1983) e Master Of Puppets (1986), volta a auxiliar na produção neste novo trabalho.

... And Justice For All mostra um Metallica diferente. As músicas são notadamente mais complexas, longas e trabalhadas, mas ao mesmo tempo, demonstram uma sonoridade furiosa, calcadas no Heavy e Thrash Metal, com a banda ainda abalada pela perda do amigo no acidente de 1986.

Liricamente, as letras também mostram uma banda em luto. Hetfield apresenta canções com conteúdo lírico sombrio, formando uma espécie de arcabouço conceitual ao longo de todo o álbum. Temas como injustiças políticas e judiciais, discursos censurados e ameaça nuclear são sempre retratados de maneira melancólica e tenebrosa.

Dando continuidade ao ritual de trotes que o baixista Jason Newsted recebeu como iniciação na banda, o baixo de todo o álbum foi praticamente deletado da mixagem final. Também, suas sugestões e ideias musicais foram ignoradas por Hetfield e Ulrich e ele recebe crédito em apenas uma canção do trabalho.

A produção do álbum é seca, simples e direta. ‘Justice’ também possui Lars Ulrich em seu melhor trabalho na bateria em toda a discografia do Metallica.

A capa do álbum foi feita pelo artista Stephen Gorman, que executou as ideias passadas por James Hetfield e Lars Ulrich. Ela apresenta uma estátua da deusa da Justiça trincada, amarrada por cordas, com os seios expostos e com os pratos de sua balança repletos de dólares. Um clássico.

O Metallica abre o seu quarto álbum de estúdio da maneira tradicional a qual havia feito em seus álbuns anteriores, com uma porrada na cara do ouvinte. Trata-se de “Blackened”, faixa com ótimos riffs e bem baseada no estilo Thrash Metal que consagrou o grupo. Conta com excelentes solos de Kirk Hammett e ótimo trabalho na bateria de Lars Ulrich.

Demonstrando o lirismo obscuro da banda no trabalho, a canção é um retrato do fim da civilização humana e do mundo, devido, principalmente, à poluição e consequente destruição do meio-ambiente.

Os versos seguintes deixam margem para uma interpretação que a música pode se referir a um holocausto nuclear: "Blackened is the end, winter it will send", assim como, "Millions of our years in minutes disappears".

A segunda faixa do trabalho é um épico de quase dez minutos, a faixa homônima ao álbum, “... And Justice For All”. Possui uma introdução belíssima, excelentes riffs e ótimos e inspirados solos. A faixa é uma das mais longas de toda a discografia da banda.

O nome da canção são as quatro últimas palavras do chamado “Pledge of Allegiance”, que se trata do juramento à bandeira e à República dos Estados Unidos. Entretanto, as letras escritas por James Hetfield são uma crítica ácida às injustiças sociais e políticas do seu país.

Usando o símbolo da deusa da Justiça como metáfora da própria justiça, há versos como: “Justice Is Lost, Justice Is Raped, Justice Is Gone”.

Devido à sua extensão e complexidade, a canção foi parte do set list apenas durante a turnê que seguiu promovendo o álbum. Especialmente o guitarrista Kirk Hammett não gostava de executá-la nos shows, pois a canção era muito longa e fazia os fãs “bocejarem” por oito minutos.

Em 1997, em um show na Mansão da Playboy, nos Estados Unidos, o Metallica voltou a tocar a faixa na íntegra e jurou para si mesmo que nunca mais o faria. Durante muitos anos, a banda tocou, em seus shows, apenas partes da música em ‘jams’ ou ‘medleys’.

Descumprindo seu próprio juramento, o Metallica voltou a tocar ‘And Justice’ na íntegra em alguns shows a partir de 2007, quase vinte anos após seu lançamento. Inclusive, há uma versão ao vivo da faixa no lançamento da banda "Orgullo, Pasión y Gloria", que contém gravações ao vivo do grupo na Cidade do México em 2009.

Entretanto, a música foi lançada como single na época de lançamento do álbum, sem obter sucesso em alcançar a parada deste tipo de lançamento.

A terceira faixa do álbum é “Eye Of The Beholder”. Mais uma vez contando com um ótimo trabalho de Lars na bateria, excelentes riffs e solos e vocais inspirados de Hetfield. É uma faixa mais cadenciada, bastante baseada em uma sonoridade de Heavy Metal tradicional. As letras são uma crítica à imposição de limites à liberdade de discurso e opinião.

Foi lançada como single, alcançando a 27ª posição na parada britânica de singles. A banda In Flames fez um famoso cover da canção.

A quarta faixa de ‘Justice’ é um dos maiores clássicos da banda e uma de suas canções mais conhecidas, “One”. Seu início retrata sons de uma batalha, sendo possível ouvir tiros e até o barulho de helicóptero em pleno voo.

Característica da banda, a música começa suave e cativante, quase como uma balada, mas no seu transcorrer, tanto o peso quanto a velocidade aumentam, dando lugar a ótimos solos de Kirk Hammett e “duetos” das guitarras de Hammett e Hetfield. A canção termina em uma grandiosa inspiração Thrash Metal, ao melhor estilo Metallica ‘Antigo’.

Liricamente, a canção é inspirada no romance de Dalton Trumbo, Johnny Got His Gun. Nele, um soldado é atingido por uma bomba e se torna incapaz de mover, ver, cheirar, falar ou ouvir, mas continua tendo suas funções cerebrais perfeitas, tornado-se um prisioneiro dentro de seu próprio corpo.

“One” foi a primeira canção do Metallica a ser lançada no formato videoclipe. Fato este que causou polêmica à época, pois a banda sempre havia sido, até então, alheia à mídia e gostava de se intitular como ‘underground’, dando margem a seus fãs mais radicais a declararem que o Metallica se ‘vendeu’ ao mainstream.

O videoclipe é um clássico, já que a banda conseguiu os direitos de reproduzir cenas do filme feito em 1971 que fora baseado no romance e foi dirigido pelo próprio Trumbo. O clipe é todo em preto e branco, contendo imagens da banda tocando em uma espécie de armazém e intercalando cenas do filme. Há também uma versão mais curta, em que a música é editada e as cenas do filme são cortadas, uma verdadeira mutilação do original.

“One” se tornou um verdadeiro clássico do Metallica, sendo uma das músicas preferidas pelos fãs. É a única canção do álbum que permaneceu fixa no set list das performances ao vivo da banda desde o lançamento do disco.

Lançada como single, atingiu a 35ª posição da parada norte-americana de singles e 13ª posição na parada britânica desta natureza.

Bandas como Korn, Crematory e Apocalyptica fizeram versões da canção, assim como a banda finlandesa Sonata Artica tinha “One” como parte de seu set list.

“The Shortest Straw” é a quinta faixa do álbum. É uma clássica música do início da carreira do Metallica, com a brilhante fusão entre Thrash e Heavy Metal. Um riff contagiante principal, um refrão inspirado e ótimo trabalho de bateria constroem uma excelente canção. Destaque merecido para o inspirado solo do guitarrista Kirk Hammett.

A sexta faixa é “Harvester Of Sorrow”. É uma faixa consideravelmente mais cadenciada, lenta, embora, simultaneamente, também seja muito pesada. É Heavy Metal tradicional puro e empolgante. Conta com um riff brilhante e ótima atuação da dupla de guitarristas.

As letras da canção são uma história de um homem que sofre com sua loucura e desconta sua fúria na própria família, culminando com o indivíduo matando-os.

Lançada como single, atingiu a 20ª posição na parada britânica deste tipo de lançamento. A banda finlandesa Apocalyptica fez uma versão interessante da canção no formato de violoncelo.

A sétima faixa do álbum é "The Frayed Ends of Sanity". É outra faixa em que a mistura entre Thrash e Heavy Metal Tradicional funciona perfeitamente. Há riffs inspirados, principalmente nas partes mais aceleradas da canção. Outra vez, Hammett brilha nos seus solos. É uma das faixas de ‘Justice’ que nunca foram tocadas ao vivo na íntegra.

A oitava faixa é a ‘quase’ instrumental “To Live Is To Die”. É a última faixa da discografia do Metallica em que Cliff Burton é creditado como compositor. É outra faixa bastante longa, que se aproxima dos dez minutos de duração, sendo quase totalmente instrumental.

A faixa é um tributo da banda para o baixista morto quase dois anos antes. “To Live Is To Die” era uma frase pela qual Cliff Burton era apaixonado.

Muitas partes da canção são formadas por riffs compostos por Cliff Burton e não usados em nenhuma música antes de sua morte. O baixo da música foi tocado pelo novo baixista, Jason Newsted.

Próximo aos 7:30 minutos da faixa, James Hetfield pronuncia alguns versos que foram escritos pelo poeta alemão Paul Gerhardt e que ficaram populares no filme Excalibur, de 1981. Erroneamente, atribui-se todas as letras da música a Cliff Burton, que, na realidade, compôs apenas o trecho seguinte: "All this I cannot bear to witness any longer. Cannot the kingdom of salvation take me home".

Assim como "The Frayed Ends of Sanity", “To Live Is To Die” também jamais foi tocada ao vivo em sua íntegra. Ambas faziam parte das apresentações ao vivo tendo apenas trechos tocados, ora em partes de outras canções, ora em ‘medleys’.

Fecha o álbum “Dyers Eve”, Thrash Metal puro da melhor qualidade. Conta com um riff veloz, pesado, furioso. Hetfield traz vocais bastantes agressivos durante quase toda a faixa, levemente suavizados durante o refrão, quando a música fica um pouco menos veloz. Faixa excepcional.

“Dyers Eve” traz um excepcional trabalho de Lars Ulrich na bateria, talvez, o melhor dele em toda a discografia do Metallica. Por causa disso, surgiu uma lenda de que não teria sido ele a gravar a canção em questão, especulando-se que o extraordinário baterista do Slayer, Dave Lombardo, quem teria feito o trabalho. Pelo que se sabe até hoje, apenas uma lenda.

“Dyers Eve” só foi tocada ao vivo pela primeira vez em 5 de março de 2004, em Inglewood, na Califórnia.

“... And Justice For All” foi um grande sucesso, tornando-se o álbum do Metallica com melhor vendagem da banda até o momento em que foi lançado. Alcançou a 6ª posição da parada norte-americana e a 4ª posição da parada britânica.

Em 1989, o Metallica foi indicado para o Grammy de melhor performance Hard Rock/Heavy Metal por conta do álbum. A banda acabou não vencendo o prêmio, que foi vencido pelo Jethro Tull e seu álbum “Crest Of A Knave”, de 1987. O fato se tornou um dos mais bizarros acontecimentos da história do Grammy.

“... And Justice For All” foi considerado o 9º álbum da eleição dos melhores 25 álbuns da história do Heavy Metal, promovida pelo site IGN. Também faz parte do livro 1001 Albums You Must Hear Before You Die. O solo de “One” é considerado o 7º melhor solo de todos os tempos pela revista Guitar World.

A “Damaged Justice” foi a turnê que promoveu o álbum. Começou em 11 de setembro de 1988 e finalizou em 8 de outubro de 1989. Incluiu 4 datas no Brasil, com a banda fazendo um show no Rio de Janeiro e três em São Paulo, em outubro de 1989.

Devido à complexidade de suas canções, apenas “One” acabou se tornando presença permanente no set list da banda. “Harvester Of Sorrow” foi a outra faixa que mais apareceu em set lists após a turnê de divulgação do álbum. Durante algum tempo, a banda fazia uma jam, conhecida como “Justice Medley”, na qual tocava diversos trechos de canções do álbum em suas apresentações ao vivo.

Formação:
James Hetfield – Vocal, Guitarra Base
Lars Ulrich – Bateria
Kirk Hammett – Guitarra Solo
Jason Newsted – Baixo

Faixas:
01. Blackened (Hetfield/Ulrich/Newsted) - 6:41
02. ...And Justice for All (Hetfield/Ulrich/Hammett) - 9:46
03. Eye of the Beholder (Hetfield/Ulrich/Hammett) - 6:29
04. One (Hetfield/Ulrich) - 7:24
05. The Shortest Straw (Hetfield/Ulrich) - 6:35
06. Harvester of Sorrow (Hetfield/Ulrich) - 5:45
07. The Frayed Ends of Sanity (Hetfield/Ulrich/Hammett) - 7:41
08. To Live Is to Die (Hetfield/Ulrich/Burton) - 9:49
09. Dyers Eve (Hetfield/Ulrich/Hammett) - 5:13

Letras:
Para o conteúdo das letras, recomendamos o acesso a: http://letras.terra.com.br/metallica/

Opinião do Blog:
... And Justice For All é o primeiro passo do Metallica novo que surgiria com o passar dos anos após a morte do baixista Cliff Burton. Muito se especula sobre como seria o estágio atual do Metallica se Burton ainda estivesse entre nós.

Fato é que Burton era um headbanger, figura carimbada nos shows de Heavy Metal na Califórnia, em especial nas apresentações da banda Death Angel. Cliff também foi fundamental no desenvolvimento musical dos demais membros do Metallica, ensinando-os princípios fundamentais de melodia e teoria musical e, também, de composição.

Ao mesmo tempo, Cliff Burton possuía uma cultura musical muito mais profunda que muitos imaginam, não se limitando ao Heavy Metal ou mesmo ao Rock & Roll. Cliff era fã e, apresentou à banda, músicos e bandas como Kate Bush, Peter Gabriel, Velvet Underground. Em sua última entrevista, divulgada há pouco tempo, Cliff declara ao repórter que estava ouvindo e era fã: “R.E.M., Roxy Music e música mais velha, tipo Thin Lizzy, Blue Oyster Cult, Rush e Black Sabbath. Essas velharias. E punk tipo The Misfits”.

Podemos dizer, então, que tudo o que se diz de como seria o presente atual do Metallica com o Cliff vivo não passa de mera especulação.

Quanto a Jason Newsted, seu maior 'problema' foi ser o músico a ocupar o lugar de alguém que se tornou uma lenda. Newsted está longe de ser apenas mais um, pois sempre se mostrou talentoso, além de ser o melhor backing vocal que o Metallica já teve.

Voltando ao ‘Justice’, estamos tratando de um álbum extraordinário, muito acima da média. Grandes clássicos da banda estão presentes no trabalho, como “Blackened”, “Harvester Of Sorrow” e a faixa homônima ao álbum. Isto sem falar de “One”, simplesmente fantástica.

A grande força criativa do Metallica sobreviveu ao acidente, James Hetfield, principal compositor e letrista da banda. ‘Justice’ traz um Metallica marcado pela tragédia, com uma temática bastante sombria.

Musicalmente, o álbum apresenta canções mais longas e complexas, embora sejam baseadas na fusão entre o Thrash e o Heavy Metal Tradicional que a banda sabe fazer como quase nenhuma outra no mundo.

Um dos álbuns prediletos deste blogueiro, trabalho de qualidade extraordinária, o último a conter mais músicas com a sonoridade Thrash Metal como base. Álbum obrigatório para qualquer fã de música boa!

Vídeos Relacionados:

Blackened, ao vivo:


... And Justice For All, ao vivo


Harvester Of Sorrow, ao vivo


One, ao vivo


Dyers Eve


Contato: rockalbunsclassicos@hotmail.com

8 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Álbum realmente fantástico... Cliff Burton, uma lenda, um supeer músico,e outra graande perda ao Metal !
    E acredita que um dia ouvi alguém dizendo que Metallica tinha acabado após o álbum Master Of Puppets. ¬¬' Esse povo...
    Metallica perdeu um grande músico,e mesmo assim conseguiu voltar e nos prestigiar com esse ótimo álbum, com faixas super fodas,solos incríveis...e ainda vem um e fala um absurdo desses ! ¬¬'
    E Cliff sempre estará na memória dos fãs... e na história do Metal !
    Metallica \m/

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  3. Comentário perfeito, Karen, nada mais a se dizer. Na verdade eu tenho é pena dos seres com esse tipo de radicalismo que os impedem de apreciar tantos álbuns e músicas diferentes feitas fora da limitada capacidade deles de compreendê-las.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Após sofrer uma baixa com a perda de Cliff Burton (morto num acidente de ônibus), ocorrida durante a turnê de Master of Puppets (1986), o Metallica retorna em 1988 com um disco bem diferente do que eles haviam feito até aquele momento. Este foi o disco no qual o Metallica abusou das músicas de larga duração (quase beirando os 10 minutos) e a influência do rock progressivo dos anos 70 unida ao heavy metal nesta época, mas a essência thrash do grupo ainda estava mantida.

    Com Jason Newsted no lugar do saudoso Cliff e unido se á James Hetfield, Kirk Hammett e Lars Ulrich, o Metallica lançou "... And Justice For All". Na época foi um disco muito injustiçado pelos fãs (apesar da boa vendagem), por conta de ter o baixo de Newsted inaudível durante sua audição.

    Curioso também é o fato de estar espremido entre os dois discos mais icônicos do grupo: o já citado Master of Puppets de 1986 (que completou 30 anos de lançamento em 2016), e o multiplatinado quinto álbum homônimo conhecido como "Black Album" de 1991 (que completou 25 anos de lançamento neste ano também), do qual não sou muito fã. Também pudera. Pelo tanto que eu já escutei o Black Album logo me enjoei dele.

    Poderia falar de todas as maravilhas que cercam o último grande disco do Metallica (na minha opinião) e que encerra a trajetória deles nos anos 80, pra logo "partir pra outra" na década seguinte pra frente. Mas não me alongarei muito, a não ser dizer que a música mais emblemática do grupo está registrada neste "...And Justice for All", ou seja, falo da mais do que clássica "One" primeira de tantas músicas do Metallica a ganhar um videoclipe para as TVs mundiais, algo que eles não faziam desde os tempos de Kill 'em All (1983).

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    1. Obrigado pelo comentário, Igor. Gosto muito dos 5 primeiros álbuns do Metallica, mas meu preferido é mesmo o Master Puppets, o qual considero um dos melhores discos de todos os tempos. "One" é realmente incrível, ótimo comentário sobre ela. Abraço!

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    2. *Master of Puppets, saiu errado ali acima.

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    3. Obrigado, amigo! Uma abração pra você também e valeu a correção.

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