3 de novembro de 2014

QUEEN - SHEER HEART ATTACK (1974)


Sheer Heart Attack é o terceiro álbum de estúdio da banda inglesa Queen. Seu lançamento oficial ocorreu no dia 8 de novembro de 1974, através dos selos EMI/Parlophone (Inglaterra) e Elektra/Hollywood (Estados Unidos). As gravações aconteceram entre julho e setembro de 1974, nos estúdios AIR, Rockfield, Trident e Wessex Sound, no Reino Unido. A produção ficou a cargo de Roy Thomas Baker e da própria banda.

O Queen dispensa maiores apresentações. Vamos tratar um pouco do começo da banda para depois o Blog passar por todas as faixas do disco.


Em 1968, o guitarrista Brian May, um estudante da Imperial College de Londres e o baixista Tim Staffell decidiram formar uma banda. May colocou um anúncio no quadro de avisos da faculdade para um baterista no estilo de Mitch Mitchell ou Ginger Baker.

Foi Roger Taylor, um jovem estudante de odontologia, quem fez o teste e conseguiu o emprego. O nome do grupo era Smile.

Enquanto estava na Ealing Art College, Tim Staffell tornou-se amigo de Farrokh Bulsara, um colega que tinha assumido o nome de inglês de Freddie. Bulsara viu que ele e a banda tinham os mesmos gostos musicais e ele logo se tornou um grande fã da Smile.

No final de 1970, depois de Staffell sair para se juntar à banda Humpy Bong, os membros restantes do Smile, incentivados por Bulsara, mudaram seu nome para Queen e continuaram a trabalhar juntos.

Quando perguntado sobre o nome, Bulsara explicou, “eu pensei no nome e é apenas um nome, mas é muito real, obviamente, e soa esplêndido. É um nome forte, muito universal e imediato. Ele tinha um grande potencial visual e foi aberto a todos os tipos de interpretações. Fiquei certamente ciente de conotações homossexuais, mas isso era apenas uma faceta dele”.

A banda teve uma série de baixistas, durante este período, e que não se encaixavam com a química da banda. Foi em fevereiro de 1971 que se estabeleceram com John Deacon e começaram a ensaiar para o seu primeiro álbum.

Eles gravaram quatro canções autorais, sendo as mesmas: “Liar”, “Keep Yourself Alive”, “The Night Comes Down” e “Jesus”, todas para uma fita demo; embora nenhuma gravadora tenha demonstrado interesse.

Foi também por esta altura que Freddie mudou seu sobrenome para "Mercury", inspirado pelos versos “Mother Mercury, look what they've done to me” da canção My Fairy King.

Freddie Mercury
Em 2 de julho de 1971, o Queen fez seu primeiro show com sua formação clássica com Mercury, May, Taylor e Deacon em uma faculdade de Surrey, fora de Londres.

Tendo sido aluno de Arte na faculdade, Mercury também desenhou o logotipo do Queen, chamado de “The Queen Crest”, pouco antes do lançamento do primeiro álbum da banda. O logotipo combina os signos do zodíaco de todos os quatro membros da banda: Dois leões (Deacon e Taylor), um caranguejo para o signo de Câncer (May) e duas fadas para Virgem (Mercury).

Os leões abraçaram uma letra estilizada Q, o caranguejo repousa sobre a carta com as chamas subindo diretamente acima dele, e as fadas estão abrigadas, cada uma, abaixo de um leão. Há também uma coroa dentro do Q e todo o logotipo é ofuscado por uma enorme Phoenix.

Todo o símbolo carrega uma semelhança passageira com o revestimento do Exército Real do Reino Unido, especialmente com os “lion supporters”.

O logotipo original, como encontrado no verso da primeira capa do primeiro álbum, foi um desenho simples, mas versões de cores mais complexas foram usadas em capas de álbuns posteriores.

Em 1972, o Queen entrou em discussões com o Trident Studios, após ter sido visto no De La Lane Studios por John Anthony e, após alguns encontros, foi oferecido um contrato de gestão por Norman Sheffield (da Neptune Productions, uma subsidiária da Trident) para gerenciar a banda e capacitá-los a utilizarem suas instalações para gravarem novo material, enquanto continuava à procura de uma gravadora para assinar com o Queen.

O contrato da Trident ofereceu ao Queen uma oportunidade para utilizar estúdios de boa tecnologia, mas houve certa dificuldade para conseguir uma gravadora disposta a lançar álbuns da banda.

Em julho de 1973, o Queen, finalmente sob um acordo da Trident/EMI, lançou seu álbum de estreia, com uma musicalidade influenciada pelo Hard Rock e Rock Progressivo da época.

O álbum foi bem recebido pela crítica; Gordon Fletcher da Rolling Stone afirmou “seu álbum de estreia é excelente” e o Chicago's Daily Herald chamou o trabalho de “estreia acima da média”.

O álbum chamou pouca atenção do mainstream, e o single “Keep Yourself Alive”, uma composição de Brian May, vendeu muito pouco.

Entretanto, com o passar do tempo, “Keep Yourself Alive” é citada como o destaque do álbum, e em 2008, a Rolling Stone classificou-a na 31ª posição das “100 Greatest Guitar Songs of All Time”, descrevendo-a como “o valor de um álbum inteiro em um amontoados de riffs em uma única canção”. O álbum acabou ultrapassando a casa de 500 mil cópias vendidas há época.

O segundo LP do grupo, Queen II, foi lançado em 1974, e conta com uma imagem icônica da banda, produzida pelo fotógrafo Mick Rock, na capa. Esta imagem seria usada como base para o vídeo clássico da música “Bohemian Rhapsody”, em 1975.

O álbum alcançou o número cinco na parada de álbuns britânica e se tornou o primeiro álbum do Queen a estourar no Reino Unido.

O primeiro single “Seven Seas of Rhye”, de Freddie Mercury, chegou a número dez no Reino Unido, dando à banda seu primeiro hit.

Brian May
O álbum é o primeiro testemunho real do som distintivo da banda, em camadas, e conta com passagens instrumentais longas e complexas, letras com temas de fantasia e virtuosismo musical.

Além do supracitado único single, o álbum também incluiu a canção “The March of the Black Queen”, um épico de seis minutos, que não possui refrão. O The Daily Vault descreveu o número como “ameaçador”.

A reação da crítica foi mista; o Winnipeg Free Press, ao elogiar o álbum de estreia da banda, descreveu Queen II como uma “monstruosidade de produção excessiva”. Já o Allmusic descreveu o disco como um dos favoritos entre os fãs hardcore da banda, sendo o primeiro de três álbuns do Queen presentes no livro 1001 Albums You Must Hear Before You Die.

Ainda em 1974, aproveitando os bons ventos do recém-lançado Queen II, o grupo voltou aos estúdios para gravar seu terceiro álbum, que viria a se tornar Sheer Heart Attack. Vamos às faixas:

BRIGHTON ROCK

Um rock bastante vigoroso é o início do álbum, com a ótima "Brighton Rock". May criou um riff bastante forte, com uma certa pegada Hard Rock, mas há a presença melódica bem característica do grupo britânico. Excelente começo!

A letra mostra amor e traição:

Jenny pines away writes a letter ev'ry day
We must ever be together
Nothing can my love erase
Oh no I'm compromised
I must apologize if my lady should discover
How I spent my holidays



KILLER QUEEN

Freddie Mercury inicia o clássico "Killer Queen" com sua poderosa voz ao piano e depois começa a ser acompanhado pelo restante da banda. A belíssima melodia encanta o ouvinte, sendo uma canção com a sonoridade genial marcante do Queen. Não há muitas palavras para definir músicas tão belas sem se soar muito bajulador.

A letra fala de uma rainha dominadora:

To avoid complications
She never kept the same address
In conversation
She spoke just like a baroness
Met a man from China
Went down to Geisha Minah
Then again incidentally
If you're that way inclined

Segundo Eric Hall, que promovia o Queen nas rádios naqueles tempos, Freddie Mercury chegou até ele e apresentou a canção, a qual teria sido inspirada no próprio Hall. Mercury declarou, posteriormente, que primeiro escreveu as letras antes de compor os arranjos da música.

A canção foi a primeira a ser gravada fora da Inglaterra, nos Rockfield Studios, em Gales.


“Killer Queen” foi o primeiro grande clássico do Queen. Lançado como single, atingiu a estonteante 2ª posição na parada britânica com a respectiva 12ª colocação em sua correspondente norte-americana. O single britânico superou a casa das 250 mil cópias vendidas.

Foi presença constante em shows, na maioria das vezes como parte integrante de um “medley” (uma reunião de partes de diferentes canções). Também aparece no game Rock Band. Um verdadeiro clássico.



TENEMENT FUNSTER

Belas linhas melódicas acompanham a voz de Roger Taylor. Ao longo de sua duração, a faixa se torna mais pesada, com um Rock básico, mas empolgante. O ritmo é cadenciado, direto, mas o riff contagia. Bela música!

A letra reflete a rebeldia juvenil:

I like the good things in life
But most of the best things ain't free
And this same situation, just cuts like a knife
When you're young, and you're poor, and you're crazy



FLICK OF THE WRIST

O piano está de volta, acompanhado por um rápido e eficiente solo de May. Aliás, o guitarrista está bastante inspirado nesta pequena música, abusando do feeling. O uso de vozes dobradas causam um efeito muito interessante, recurso que o Queen usaria com frequência em sua carreira.

As letras apresentam um personagem mau:

Intoxicate your brain with what I'm saying
If not you'll lie in knee
Deep trouble
Prostitute yourself he says
Castrate your human pride
Sacrifice your leisure days
Let me squeeze you till you've dried

Mercury nunca revelou se a personagem referida na canção foi inspirada em alguém. Brian May, recuperado de uma hepatite, gravou suas partes de guitarra sem nunca ter ouvido a música anteriormente.

Ao ouvir o álbum, “Flick Of The Wrist” é a canção do meio de 3 músicas que se sucedem em sequência, sem nenhuma pausa entre elas. Na verdade, apesar de terem sido gravadas separadamente, as músicas “Tenement Funster”, “”Flick Of The Wrist” e “Lily Of The Valley” se apresentam como um único trecho ininterrupto.

Na verdade, foi a gravadora quem escolheu os pontos exatos em que se passa de uma faixa para outra.

O Dream Theater fez uma versão para as 3 canções, presente na edição especial de seu álbum Black Clouds & Silver Linings.



LILY OF THE VALLEY

O clima agora é mais melancólico, com Mercury e sua magnífica voz cantando acompanhado apenas pelo piano, com o já citado uso de backing vocals com vozes em camadas, tornando tudo ainda mais cativante. Momento intimista, mas tocante!

As letras são belíssimas:

I lie in wait with open eyes
I carry on through stormy skies
I follow every course
My kingdom for a horse
But each time I grow old
Serpent of the Nile
Relieve me for a while
And cast me from your spell and let me go


“Lily Of The Valley” foi lançada como single, mas não obteve repercussão em nenhuma das principais paradas de sucesso.



NOW I'M HERE

Com algumas influências do Hard Rock, "Now I'm Here" é um rock mais direto e básico, daqueles que vai diretamente ao ponto. Nem por isso a música deixa de ser brilhante, pois o riff criado por Brian May é excelente. Aliado a isto temos outra atuação impecável de Mercury nos vocais. Outro momento incrível do trabalho!

A letra é emocionante:

A thin moon me in the smoke screen sky
Where the beams of your love light chase
Don't move don't speak don't feel no pain
With the rain running down my face
Your matches still light up the sky
And many a tear lives on in my eye
Down in the city just hoople and me
Don't I love him so don't I love him so?

A canção se tornou um clássico do Queen e permaneceu nos shows de maneira consistente de 1974 a 1986.


Lançada como single, atingiu a 11ª posição da parada britânica desta natureza.



IN THE LAP OF THE GODS

Com contornos de grandiosidade e influências de música clássica, temos a imponente "In The Lap Of The Gods". O ritmo é mais lento e cadenciado, mas abusando de sua melodia encantadora. Os backing vocals são usados magistralmente, dando à faixa contornos épicos. Outra belíssima construção do Queen.

A letra trata de dinheiro e poder:

It's so easy but I can't do it
So risky but I gotta chance it
It's so funny there's nothing to laugh about
My money that's all you want to talk about
I can see what you want me to be
But I'm no fool



STONE COLD CRAZY

Um riff brilhante, forte, rápido e pesado marcam o início de "Stone Cold Crazy". As influências Hard Rock e Heavy Metal estão bastante presentes nesta faixa, lembrando mais o Queen de seu primeiro álbum e, de certa forma, destoando do restante do álbum. Mas a canção é excepcional, uma precursora do Speed Metal. 

A letra mostra um homem ligado à máfia:

Walking down the street
Shooting people that I meet
With my rubber tommy water gun
Here come the deputy
He's gonna come and get me
I gotta get me up and run
They got the sirens loose
I ran right outa juice
They're gonna put me in a cell
If I can't go to heaven
Will they let me go to hell?
Crazy, stone cold crazy, you know

“Stone Cold Crazy” é uma das mais antigas canções do Queen, sendo que uma de suas versões preliminares já havia sido tocada pela banda de garagem do próprio Mercury. Depois a mesma foi passando por diversas e diferentes modificações, resultando na versão ouvida no álbum.

O canal VH1 a elegeu na 38ª posição de sua lista de melhores canções de Hard Rock, em 2009. Está presente nos jogos Guitar Hero: Metallica e Rock Revolution.

Em 20 de abril de 1992, no concerto tributo à Freddie Mercury, James Hetfield (Metallica) e Tony Iommi (Black Sabbath) se juntaram ao Queen para tocarem “Stone Cold Crazy”.

Metallica, Extreme e Sun 41 estão entre as bandas que gravaram covers da canção.



DEAR FRIENDS

"Dear Friends" é outra curtíssima canção, também bastante intimista, com a belíssima voz de Mercury acompanhada por um piano e ótimos backing vocals. Tocante.

A letra declara amor por uma amizade:

So dear friends
Your love has gone
Only tears to dwell upon
I dare not say
As the wind must blow
So a love is lost
A love is won



MISFIRE

"Misfire" tem uma pegada bastante interessante, com um rock direto e simples, mas ao mesmo tempo cheio de ritmo e alto astral. A atuação de Mercury também é crucial para o sucesso da faixa, sendo brilhante.

A letra tem conotação romântica:

Don't you know honey, that love's a game
It's always hit or miss, so take your aim
Got to hold on tight, shoot me out of sight



BRING BACK THAT LEROY BROWN

Nesta faixa, o Queen traz à tona suas influências do Rock dos anos 50, com bastante influência do Blues e da música norte-americana. O baixo de Deacon está ainda mais proeminente e faz toda a diferença. Dispensável dizer que Mercury está novamente soberbo em sua interpretação. Outro momento espetacular.

A letra faz referência à música “Bad Bad Leroy Brown”, de Jim Croce, que havia falecido no ano anterior em um acidente de avião:

Big bad Leroy Brown he got no common sense
No no he got no brains but he sure gotta lotta style
Can't stand no more in this here jail
I gotta rid myself of this sentence
Gotta get out of the heat step into the shade
Gotta get me there dead or alive babe



SHE MAKES ME (STORMTROOPER IN STILETTOS)

Uma faixa que possui uma construção simples, mas repleta de intensidade. Brian May é quem faz os vocais e até se sai bem, atuando de maneira correta. É apenas uma simples balada que complementa o álbum, mas sem destoar do restante.

A letra é romântica:

Who knows who she'll make me
As I lie in her cocoon
But the world will surely heal my ills
I'm warm and terrified
She makes me so



IN THE LAP OF THE GODS... REVISITED

Embora o nome possa induzir a se pensar que a última canção do álbum repita a brilhante sétima faixa, aqui a estrutura é totalmente diferente. Mercury tem mais uma atuação extraordinária acompanhado com a mesma excelência por Brian May. Outro momento magnífico do álbum, encerrando-o com chave-de-ouro.

A letra trata de esperança:

No beginning there's no ending
There's no meaning
In my pretending
Believe me life goes on and on and on
Forgive me when I ask you
Where do I belong
You say
I can't set you free from me
But that's not true



Considerações Finais

Apoiado pelo enorme sucesso de “Killer Queen”, o álbum Sheer Heart Attack acabou fazendo bastante barulho da mesma maneira.

Acabou alcançando a excelente 2ª posição da parada britânica, assim como a 12ª na sua correspondente norte-americana. Também atingiu as 6ªs posições nas paradas canadense e francesa.

A crítica especializada acabou recebendo o álbum de maneira bastante positiva como as das revistas Rolling Stone e Circus.

Com o tempo e o sucesso extraordinário que a banda fez nos anos posteriores, Sheer Heart Attack acabou se tornando um clássico e sendo bastante homenageado.

Ficou com a 28ª posição na lista The 100 Greatest British Rock Albums Ever, de 2006, da revista Classic Rock. Também está na 45ª colocação da lista The 100 Greatest Rock Albums Ever, de 2007, da tradicional revista Kerrang! Também está na 308ª posição na lista The 500 Greatest Rock & Metal Albums of All Time, do Rock Hard, de 2005 e com o 88º lugar da lista The 100 Records That Changed the World, da revista Mojo.

Além disto, Sheer Heart Attack está presente no livro 1001 Albums You Must Hear Before You Die.

O álbum supera a casa de 800 mil cópias vendidas.


Formação:
Freddie Mercury: Vocal, Piano
Brian May: Guitarra, Backing Vocals, Piano em “Dear Friends”, Banjo Ukelele em “Bring Back That Leroy Brown”, Vocal em “She Makes Me (Stormtrooper em Stilettos)”
Roger Taylor: Bateria, Percussão, Backing Vocals, Vocal em "Tenement Funster", 'Gritos' em “In the Lap of the Gods”
John Deacon: Baixo, Guitarra Acústica em "Misfire", guitarra base e guitarra solo em “Misfire”

Faixas:
01. Brighton Rock (May) - 5:08
02. Killer Queen (Mercury) - 3:01
03. Tenement Funster (Taylor) - 2:48
04. Flick of the Wrist (Mercury) - 3:19
05. Lily of the Valley (Mercury) - 1:43
06. Now I'm Here (May) - 4:10
07. In the Lap of the Gods (Mercury) - 3:20
08. Stone Cold Crazy (Mercury/May/Taylor/Deacon) - 2:12
09. Dear Friends (May) - 1:07
10. Misfire (Deacon) - 1:50
11. Bring Back That Leroy Brown (Mercury) - 2:13
12. She Makes Me (Stormtrooper in Stilettos) (May) - 4:08
13. In the Lap of the Gods... Revisited (Mercury) – 3:42

Letras:
Para o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a: http://letras.mus.br/queen/

Opinião do Blog:
Qualquer lista de melhores bandas da história da música que não conte com o Queen disputando as primeiras posições já começou errada. Trata-se de um dos mais criativos e inventivos grupos da música em todos os tempos.

A incrível capacidade do Queen em fundir estilos musicais com o Rock impressiona, pois o resultado final nunca difere de algo que surpreende, cativa e emociona simultaneamente.

Sem chegar ao seu ápice, mas apurando todo este seu estilo, Sheer Heart Attack é uma jóia que contempla todas estas características supracitadas. O álbum é brilhante.

Dispensam maiores comentários sobre a qualidade dos músicos que compõem o Queen. A cozinha formada por Roger Taylor e John Deacon é excelente e contribue decisivamente para a qualidade do disco. O mesmo pode ser empregado a Brian May com seus riffs, solos e melodias de iguais valores e sensibilidade.

Freddie Mercury é uma das mais belas vozes da história e neste disco está impecável. Em todas as passagens do álbum ele soa certeiro, com a interpretação exata e precisa que é exigida naquele momento. Absolutamente fantástico.

As letras são simples, mas inteligentes e só agregam valor ao álbum.

Difícil escolher os melhores momentos do álbum, pois são tantos e tão diferentes entre si que o blogeiro fica com medo de cometer injustiças. Mas entre as preferidas estão as clássicas "Killer Queen" e "Now I'm Here", a belíssima "In The Lap Of The Gods... Revisited", a brutal "Stone Cold Crazy" e a tocante "Lily Of The Valley".

Sheer Heart Attack é um dos grandes álbuns da história do Rock, criativo e inventivo, com um grupo que caminhava em direção ao seu apogeu. O Queen é brilhante e dispensa mais elogios, mas o leitor deve sempre procurar a discografia da banda como referência em qualidade musical. E Sheer Heart Attack é um de seus pontos mais brilhantes na carreira dos britânicos.

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