5 de novembro de 2018

BON JOVI - NEW JERSEY (1988)



New Jersey é o quarto álbum de estúdio da banda norte-americana Bon Jovi. Seu lançamento oficial ocorreu em 19 de setembro de 1988, através dos selos Mercury e Vertigo Records. As gravações aconteceram durante o ano de 1988, no estúdio Little Mountain Sound Studios, em Vancouver, no Canadá. A produção ficou por conta de Bruce Fairbairn.

Depois de quase 6 anos, o Bon Jovi retorna às páginas do RAC com um de seus álbuns mais emblemáticos: New Jersey. Conforme a tradição do Blog, um breve histórico apresentará as condições em que o disco foi construído para depois se ater ao faixa a faixa.


Slippery When Wet

Lançado em 1986, Slippery When Wet, o terceiro álbum de estúdio do Bon Jovi, alçou o grupo ao patamar de estrelas internacionais.

O RAC já fez um post tratando sobre este disco e o leitor interessado pode conferi-lo aqui.

Em suma, Slippery When Wet foi um estrondoso sucesso comercial e transformou completamente o status do Bon Jovi enquanto banda. Se antes ela era uma atração secundária, após o disco, o conjunto passou a ser o headline de shows e engatou uma longa e muito bem-sucedida turnê durante o ano de 1987. (Nota do Blog: Headline é a banda principal de um show).

New Jersey

Determinado a provar que o sucesso de Slippery When Wet não foi um acaso e que o grupo não seria uma banda de um único sucesso, o Bon Jovi começou a trabalhar em seu sucessor assim que a Slippery When Wet Tour se encerrou.

O álbum foi inicialmente planejado para ser duplo; no entanto, essa ideia foi rejeitada pela gravadora, pois esta era cética quanto ao seu possível preço mais alto para os consumidores e decidiu que só lançaria um álbum único.

Um título provisório do trabalho foi ‘Sons of Beaches’, o qual parodiava Slippery When Wet.

Jon Bon Jovi

Gravações

O Bon Jovi continuava com a formação de seu sucesso anterior: Jon Bon Jovi nos vocais e guitarra base, Richie Sambora na guitarra solo, Alec John Such no baixo, Tico Torres na bateria e David Bryan nos teclados.

O álbum foi produzido por Bruce Fairbairn, assim como seu antecessor, e gravado no Little Mountain Sound Studios, em Vancouver, no Canadá.

Esta foi a colaboração final entre o Bon Jovi e o produtor Bruce Fairbairn.

Quando a Slippery When Wet Tour terminou, em outubro de 1987, a banda ficou inativa por cerca de três a quatro semanas. Então, Jon Bon Jovi e Richie Sambora começaram a fazer demos para 17 músicas que comporiam o primeiro lote de canções compostas para o álbum.

No entanto, eles começaram a sentir um alto nível de pressão, pois não sentiam que tivessem ‘uma música incrível’.

Jon Bon Jovi afirmou: “eu realmente queria fazer isso de novo, não por razões monetárias - eu tenho muito dinheiro - mas foi uma sensação incrível ter feito o que fizemos. Havia um medo real de não ser capaz de escrever “You Give Love A Bad Name” novamente”.

Jon Bon Jovi e Richie Sambora compuseram juntos a música “Love Is War”, mas Jon Bon Jovi queria escrever uma música que seria bem-sucedida quanto “You Give Love A Bad Name”, tão desesperadamente, que saiu com exatamente a mesma progressão de acordes.

Posteriormente, Jon e Richie começaram o segundo lote de músicas e criaram “Born To Be My Baby” e “Bad Medicine”, com Desmond Child.

David Bryan
“Born To Be My Baby” foi originalmente gravada acusticamente, no entanto, o produtor Bruce Fairbairn convenceu-os a regravá-la em um hard rock mais metálico. Jon Bon Jovi, desde então, disse que acreditava que a música teria atingido o topo das paradas se tivesse sido lançado em sua forma original. Essa música tem um tema parecido com “Livin 'On A Prayer”, pois se trata de um jovem casal da classe trabalhadora que luta para sobreviver.

Embora a produção brilhante e o estilo de Slippery When Wet permanecessem, a banda queria mostrar um nível de diversidade no disco e isto o faz soar mais experimental.

O artista Hugh Syme foi o responsável pela capa do álbum. Vamos às faixas:

LAY YOUR HANDS ON ME

"Lay Your Hands on Me" possui uma longa introdução que deságua em um Glam Metal típico, com boa dose de peso, além de um inegável apelo melódico, especialmente no refrão, este, bastante acessível. Boa faixa introdutória.

A letra é sobre um relacionamento:

I'm a fighter, I'm a poet, I'm a preacher
I've been to school and baby, I've been the teacher
If you show me how to get up off the ground
I can show you how to fly and never ever come back down

A canção foi lançada como single, atingindo a 7ª posição da principal parada norte-americana desta natureza, conquistando a 18ª colocação em sua correspondente britânica. Ainda ficou com o 8º lugar na parada neozelandesa.

Segundo Jon, essa é uma das poucas músicas do Bon Jovi que foi composta a partir de um riff de guitarra (o estilo usual de Jon Bon Jovi é começar a escrever uma música com seu título). Ela foi feita no estúdio enquanto gravavam o álbum.

O videoclipe dessa música foi retirado de apresentações no Tacoma Dome e no Memorial Coliseum, em Portland, durante a turnê do The Jersey Syndicate e que também foi lançado para os Home Video chamados New Jersey: The Videos e Cross Road: The Videos.

O videoclipe para a MTV de “Lay Your Hands On Me” foi filmado em Salt Lake, em maio de 1989.

Para apresentações ao vivo, durante os anos 80 e 90, Sambora usava uma guitarra de braço duplo. Exemplos disso podem ser vistos no videoclipe oficial, bem como no DVD Live From London.

A música foi executada algumas vezes na Lost Highway Tour. Durante apresentações recentes, na The Circle Tour, a música foi executada com Sambora nos vocais principais.

Depois de ouvir a música e pensar que seria uma boa música afeita ao Gospel, a cantora country Dolly Parton ligou para Jon Bon Jovi e Richie Sambora, conseguindo a permissão para transformar a canção em uma música gospel para seu álbum de 2014, Blue Smoke.



BAD MEDICINE

A bateria de Tico Torres e os teclados de David Bryan são dominantes na clássica "Bad Medicine". O riff principal da canção também é dos mais conhecidos do grupo. O refrão é ótimo e empolgante. Ótima música.

A letra é uma metáfora sobre o amor:

First you need
That's what you get for falling in love
Then you bleed
You get a little but it's never enough
On your knees
That's what you get for falling in love
And now this boy's addicted
'cause your kiss is the drug


A canção atingiu o topo da principal parada norte-americana de singles, atingindo a 17ª posição de sua principal correspondente britânica, fazendo muito sucesso em diversas partes do globo. Conquistou, por exemplo, os 2º, 4º e 5º lugares das paradas de Nova Zelândia, Austrália e Canadá.

“Bad Medicine” continua com uma considerável circulação em muitas estações de rádio e sempre foi um marco nos shows do Bon Jovi.

Nos shows, há um interlúdio de aproximadamente 1 minuto, com a clássica “Shout”, do The Isley Brothers, sendo incorporada ao meio da música.

A música está presente em coletâneas da banda como Cross Road e Greatest Hits, no álbum ao vivo One Wild Night: Live 1985-2001, na coletânea acústica This Left Feels Right, bem como em vários vídeos de shows, incluindo Live From London e The Crush Tour.

Há dois vídeos para a música, um com a banda ao vivo em um show, e outro, também ao vivo, no qual uma multidão de jovens está esperando na fila para entrar na filmagem. Além disso, faz parte do game Rock Band 3, aparece no filme Jay and Silent Bob Strike Back (2001) e em episódio da série animada Simpsons.



BORN TO BE MY BABY

Um Hard Rock repleto de melodia e malícia é o que faz de "Born to Be My Baby" uma faixa tão emblemática. Usando a tática de fazer a música ser construída em um efeito "crescendo", com o refrão sendo o ápice, o Bon Jovi conquista os ouvintes com uma faixa simples, mas cativante. Das melhores atuações de Jon nos vocais.

A letra fala sobre um casal que luta para sobreviver:

Close the door, leave the cold outside
I don't need nothing when I'm by your side
We got something that'll never die
Our dreams, our pride



A canção é mais uma retirada do disco a qual foi lançada como single, alcançando a 3ª posição da principal parada norte-americana, além de atingir a 22ª colocação em sua correspondente britânica. Além disto, ficou com o 7º lugar na parada irlandesa.

O videoclipe da música foi feito totalmente em preto e branco, como muitos oriundos do álbum New Jersey.

No vídeo completo, há um diálogo entre os membros da banda, a qual faz o refrão novamente, insatisfeita com a versão original. Ele apresenta proeminentemente cenas fotogênicas de Jon Bon Jovi cantando, assim como o grupo reunido em torno de um microfone para cantar a parte ‘na-na-na-na-na’. O vídeo também apresenta a esposa de Jon Bon Jovi, Dorothea.

O videoclipe está presente em New Jersey: The Videos, um VHS promocional que não é mais fabricado. Ele estava ausente da coleção de vídeos Cross Road: The Videos, sendo novamente apresentado em Greatest Hits - The Ultimate Video Collection.

O final do vídeo mostra o Bon Jovi se abraçando. Este foi o exato momento em que a banda soube que New Jersey era o álbum número 1 nos EUA.



LIVING IN SIN

"Living in Sin" diminui o ritmo do álbum, bem como sua intensidade, apresentando-se como uma música mais calma e intimista. O refrão é bem construído e o solo de Richie Sambora funciona bem.

A letra, novamente, é sobre um relacionamento:

Baby , can you tell me
Just where we fit in
I call it love
They call it living in sin
Is it you and me
Or just this world we live in
I say we're living on love
They say we're living in sin

Esta foi mais uma música lançada como single, alcançando a 9ª posição da principal parada norte-americana desta natureza, conquistando a 35ª colocação na sua correspondente britânica. Também foi criado um videoclipe para sua promoção.



BLOOD ON BLOOD

"Blood On Blood" é dominada pelos teclados de David Bryan, contando com uma melodia bem simples. A faixa possui uma musicalidade que claramente traz à lembrança o clássico álbum Born in the USA, de Bruce Springsteen, mas sem o mesmo brilho.

A letra fala sobre amizade:

Blood on blood
One on one
We'd still be standing
When all was said and done
Blood on blood
One on one
And I'll be here for you
Till Kingdom come
Blood on blood



HOMEBOUND TRAIN

"Homebound Train" é a faixa mais pesada do disco até aqui. Sendo assim, é muito fácil perceber que se trata da canção com a sonoridade mais próxima ao Metal, podendo tranquilamente ser chamada de Glam Metal. Excelente música, com boa participação do baixista Alec John Such.

A letra é sobre a segurança de um lar:

I'm on my way
I'm heading home
To be with my baby
Where I belong
Coming down the tracks now
See, I done my time
I'm going back now
To that home of mine
Well, here I come baby



WILD IS THE WIND

"Wild Is the Wind" é outra canção mais intimista em que o peso típico dos anos iniciais do Bon Jovi abre espaço para uma sonoridade mais calma e tranquila. O peso só dá as caras no refrão.

A letra é sobre um relacionamento:

Wild, wild is the wind
That takes me away from you
Cold is the night without your love
To see me through
Wild, wild is the wind
That blows through my heart



RIDE COWBOY RIDE

Pequena faixa de pura inspiração country.

A letra é sobre a vida de um caubói:

Yeah, I learned my lesson
Here’s a story to tell
So I made my confession
In this sleazy motel



STICK TO YOUR GUNS

"Stick to Your Guns" continua a mistura bem azeitada de refrões intensos e mais pesados com estrofes mais calmas e melódicas. Trata-se de uma música bonita e que conta com um belo solo do guitarrista Richie Sambora.

A letra é sobre juventude:

So you want to be the big time
Some people have to drag you down
There's no living in the backseat
If you're gonna drive through town
And when you pray for independence
Boy, you better stand your ground



I’LL BE THERE FOR YOU

"I'll Be There for You" é a balada por excelência. Fundindo elementos do Rock/Hard com uma inegável pegada Country, a música foi (e continua sendo) um tremendo sucesso. Os vocais são ótimos e a guitarra de Sambora é um ponto alto da canção.

A letra é uma incontida declaração de amor:

I'll be there for you
These five words I swear to you
When you breathe I want to be the air for you
I'll be there for you
I'd live and I'd die for you
I'd steal the sun from the sky for you
Words can't say what love can do
I'll be there for you



“I’ll Be There for You” foi um estrondoso sucesso.

A música foi lançada como single atingindo a 1ª posição da principal parada norte-americana desta natureza, conquistando ainda a 18ª colocação na sua correspondente britânica.

Em várias apresentações do Bon Jovi, essa música era às vezes cantada por Richie Sambora.

O videoclipe da música apresenta a banda tocando em um palco escuro com uma cor azul, quase monocromática, devido à iluminação do palco, com close-ups de cada membro, mais notadamente do vocalista Jon Bon Jovi e do guitarrista Richie Sambora.



99 IN THE SHADE

"99 in the Shade" retorna ao Hard Rock mais direto, contando com a guitarra de Sambora bem presente e atuante. Indo direto ao ponto e sem muitos rodeios, bons vocais são adicionados a peso e intensidade.

A letra tem conotação sensual:

I'm gonna see those Senoritas
Lying under the sun
They're greasing it up
With the stereos on
you know I want to be their blanket
Gonna tell every girl
Hey, baby... You're the one…



LOVE FOR SALE

A décima-segunda - e última - faixa de New Jersey é "Love for Sale". Continuando com uma clara influência do Country e do Blues, a canção difere bastante do restante do disco, mas é um fato positivo. Simples e ao mesmo tempo criativa, fecha o trabalho em alto nível.

A letra fala sobre sexo:

Love for sale, love for sale
I guess I've learnt my lesson it was easy to see
My old lady she played this joke on me
I never looked where I forgot it would be
Love for sale, love for sale



Considerações Finais

Catapultado por sucessos como “Bad Medicine”, “Born to Be My Babe” e “I’ll Be There for You”, New Jersey fez um estrondoso sucesso.

O disco atingiu a espetacular 1ª posição da Billboard 100, a principal parada norte-americana desta natureza, lugar em que permaneceu por quatro semanas consecutivas. Ainda conquistou a inacreditável 1ª colocação na sua correspondente britânica.

O álbum ainda atingiu o topo das paradas de países como Austrália, Nova Zelândia, Suécia e Suíça.

A crítica recebeu o disco com ressalvas. A revista norte-americana Rolling Stone dá uma nota 3 (em 5) ao trabalho, enquanto a britânica Kerrang! atribuiu a nota 3,75 (em 5).

William Ruhlmann, do site AllMusic, dá a New Jersey uma nota 4,5 (em 5), afirmando: “Bon Jovi havia aperfeiçoado uma fórmula para o hard pop/rock na época de New Jersey, concentrando-se em refrões cantados repetidas vezes, frequentemente um refrão áspero e extensivamente em overdub, produzindo um efeito não muito diferente do que essas músicas soavam nas arenas e estádios onde eles eram mais frequentemente ouvidos”.

Por fim, Ruhlmann conclui: “A única coisa que estragou a perfeição dessa comunhão foi a persistente obsessão de Jon Bon Jovi por um certo predecessor de seu estado natal; às vezes, ele parecia tentando recriar Born to Run usando materiais mais baratos”.

O Bon Jovi montou outra enorme turnê mundial a qual perdurou por 1989 e 1990. O grupo visitou mais de 22 países e mais de 232 shows. O ponto alto, pessoalmente para a banda, foi o regresso à casa, no dia 11 de junho de 1989, no Giants Stadium, em Nova Jersey.

Em agosto de 1989, a banda foi à União Soviética para o Moscow Music Peace Festival. O Bon Jovi foi a primeira banda oficialmente sancionada pelo governo soviético a se apresentar naquele país e New Jersey se tornou o primeiro álbum dos EUA lançado legalmente na URSS.

Em setembro de 1989, Jon Bon Jovi e Richie Sambora cantaram “Livin 'On A Prayer” e “Wanted Dead Or Alive”, com apenas violões, no MTV Video Music Awards. O desempenho foi reconhecido como inspiração para a série MTV Unplugged e um catalisador para a subsequente popularidade do movimento na música pop.

O esgotamento das gravações de Slippery When Wet e New Jersey, praticamente sem intervalos, mais as turnês mundiais altamente aceleradas, cobrou seu preço.

No final da turnê de New Jersey, o Bon Jovi teve 16 meses de shows e estava exausto fisicamente, mentalmente e emocionalmente. Após a data final da turnê, no México, sem planos claros para o futuro, os membros do grupo foram para casa.

Durante o tempo em que eles se retiraram da cena, os membros do grupo focaram em seus próprios projetos e não mostraram nenhum desejo em fazer outro álbum.

Desiludido com o negócio da música, apesar de todo o seu sucesso, e descontente com o status quo, em 1991, Jon Bon Jovi demitiu sua gerência, consultores de negócios e agentes, incluindo o manager de longa data, Doc McGhee.

Jon assumiu as responsabilidades, fechando as fileiras e criando a Bon Jovi Management. Em outubro de 1991, a banda foi à ilha caribenha de St. Thomas para discutir seus planos para o futuro. Os músicos conseguiram resolver suas diferenças, permitindo que cada membro falasse sobre seus sentimentos sem interrupção um do outro.

Ao resolver seus problemas, o conjunto voltou para os estúdios de Vancouver Little Mountain, com o produtor Bob Rock, para trabalhar no próximo álbum da banda, em janeiro de 1992.

New Jersey supera a casa de 8 milhões de cópias vendidas pelo mundo.



Formação:
Jon Bon Jovi - Vocal, Guitarra-Base, Violão
Richie Sambora - Guitarra, Backing Vocals
Alec John Such - Baixo, Backing Vocals
Tico Torres - Bateria, Percussão
David Bryan - Teclados, Backing Vocals
Músicos adicionais:
Scott Fairbairn - Violoncelo
Audrey Nordwell - Violoncelo
Bruce Fairbairn - Percussão Adicional, Trompa

Faixas:
01. Lay Your Hands on Me (Bon Jovi/Sambora) - 5:58
02. Bad Medicine (Bon Jovi/Sambora/Child) - 5:16
03. Born to Be My Baby (Bon Jovi/Sambora/Child) - 4:40
04. Living in Sin (Bon Jovi) - 4:39
05. Blood on Blood (Bon Jovi/Sambora/Child) - 6:16
06. Homebound Train (Bon Jovi/Sambora) - 5:10
07. Wild Is the Wind (Bon Jovi/Sambora/Child/Warren) - 5:08
08. Ride Cowboy Ride (Captain Kidd/King of Swing) - 1:25
09. Stick to Your Guns (Bon Jovi/Sambora/Holly Knight) - 4:45
10. I'll Be There for You (Bon Jovi/Sambora) - 5:46
11. 99 in the Shade (Bon Jovi/Sambora) - 4:29
12. Love for Sale (Bon Jovi/Sambora) - 3:58

Letras:
Para o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a: https://www.letras.mus.br/bon-jovi/

Opinião do Blog:
Muito tempo se passou para que o RAC trouxesse novamente o Bon Jovi para suas páginas, com outro de seus principais trabalhos: New Jersey.

Com a mesma formação que gravou o estrondoso sucesso mundial, Slippery When Wet, a tarefa árdua que se propunha ao grupo era compor e fazer um disco que pudesse ao menos arranhar o alarde de seu antecessor.

Para tanto, o conjunto já começa acertando ao manter o produtor Bruce Fairbairn, o qual faz outro trabalho muito bom. A banda também acerta ao manter a mesma musicalidade de seu disco anterior, apostando em um Hard Rock/Glam Metal muito acessível, ou seja, com forte influência Pop.

Além disso, alguns elementos da chamada Country Music são encontrados em algumas faixas, trazendo um sabor diferente ao som do conjunto. Neste New Jersey, o grupo aposta mais em músicas mais intimistas como "Living in Sin" e "Stick to Your Guns".

As letras são absolutamente simples.

Para o RAC, e, frise-se, é apenas uma opinião, o que faz New Jersey inferior a Slippery When Wet é sua megalomania: algumas faixas se estendem além do que deveriam, assim como o disco, o qual possui canções que deveriam ter sido descartadas.

Mas o nível é ainda assim muito alto e o álbum possui algumas das melhores canções do Bon Jovi.

"I'll Be There for You" é um clássico incontestável do grupo, bem como a paulada "Bad Medicine". "Love for Sale" mostra uma faceta legal do conjunto e "Lay Your Hands on Me" é um Hard Rock de boa linha.

Mas o RAC escolhe a subestimada "Homebound Train" e o grande clássico "Born to Be My Baby" como suas favoritas.

Enfim, não há dúvidas de que New Jersey é um dos grandes discos do anos 80, no Rock, e seu gigantesco sucesso comercial fala por si mesmo. Tendo em seu conteúdo faixas emblemáticas do Bon Jovi, o álbum é uma amostra fiel da melhor fase da banda e é muito bem recomendado pelo Blog.

3 comentários:

  1. Quando Slippery When Wet foi resenhado aqui no blog há uns anos atrás, afirmei que o terceiro disco do Bon Jovi lançado em 1986 é, sem dúvida, o mais famoso, mais conhecido e mais vendido álbum da lendária banda de hard rock americana, mas o melhor mesmo (em termos musicais) para mim é esta obra magistral de 1988, New Jersey, o quarto disco dos caras, que foi uma sugestão minha que eu fiz antes para este maravilhoso blog.

    Sobre o álbum, não tenho muito o que comentar, tudo aqui já foi falado. Com uma seleção muito bem feita de músicas e uma ótima produção, New Jersey é simplesmente uma coletânea de "hits" do Bon Jovi, um atrás do outro. Porém eu faria umas pequenas mudanças no lado B do vinil: colocaria "I'll be There for You" (minha predileta de New Jersey) para ser tocada depois de "Homebound Train" (a primeira) e "Wild is the Wind" (a segunda), depois a dobradinha "Ride Cowboy Ride / Stick to your Guns" como quarta-quinta (ou só a quarta) faixa do lado B, e "99 in the Shade" encerrando o disco com chave de ouro, da mesma maneira que o álbum anterior se encerra com "Wild in the Streets". Não sou muito fã e não gosto muito de "Love for Sale" e considero esta faixa um mero enchimento que não acrescenta muita coisa ao New Jersey como um todo, ou seja, algo para mim simplesmente dispensável.

    Recomendo também a edição comemorativa do álbum, com músicas que não foram gravadas durante as sessões de New Jersey e que nunca foram lançadas, além de um B-Side de um dos singles do disco - "Love is War" (no caso, o B-Side de "Living in Sin", um dos vários grandes hits aqui contidos). Música muito boa!

    Enfim, parabéns ao chefe Daniel por atender meu pedido com esta resenha maravilhosa de New Jersey, na minha opinião a obra máxima da carreira do Bon Jovi. Aproveito finalmente para sugerir uma resenha de mais um disco clássico: Breakfast in America, do Supertramp (lançado em 1979). Valeu mesmo, patrão!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigado pelos generosos elogios ao Blog, meu caro Igor. Anotei a sugestão, quem sabe um dia o álbum apareça por aqui. De qualquer forma, humildemente, peço que continue nos acompanhando. Saudações!

      Excluir
    2. De nada, chefe... Estamos sempre juntos nessa!

      Excluir