7 de abril de 2018

SPIRIT - SPIRIT (1968)


Spirit é o álbum de estreia da banda norte-americana de mesmo nome, obviamente, o Spirit. Seu lançamento oficial aconteceu em 22 de janeiro de 1968, através do selo Ode Records. As gravações ocorreram entre 31 de agosto e 17 de novembro de 1967 e aprodução ficou sob responsabilidade de Lou Adler.

Mais uma estreia acontece aqui no RAC: a ótima banda norte-americana Spirit dá às caras por aqui pela primeira vez. Conforme os leitores estão acostumados, vai-se fazer um apanhado sobre os primórdios do grupo antes de se visitar o conteúdo do álbum propriamente dito.



Randy California

Randy Craig Wolfe, ou Randy California, nasceu em 20 de fevereiro de 1951.

Califórnia nasceu em uma família de origem judia, em Los Angeles, e passou seus primeiros anos estudando estilos musicais variados em um clube popular de Los Angeles, o Ash Grove. Seu tio, Ed Pearl, era o fundador do Ash Grove. (Nota do Blog: O Ash Grove foi um clube de música folk localizado no número 8162 da Melrose Avenue, em Los Angeles, sendo fundado, em 1958, por Ed Pearl e batizado por inspiração na música folk galesa, “The Ash Grove”. O clube era um lugar de interação entre lendas do folk e do blues, como Mississippi John Hurt, Son House, Earl Hooker e Muddy Waters, além de ser um espaço para novas estrelas como Joan Baez e Johnny Cash, por exemplo).

California tinha 15 anos quando sua mãe, Bernice Pearl, e seu novo padrasto, Ed Cassidy, mudaram-se para a cidade de Nova York, em 1966, pois Cassidy tinha vários shows de jazz marcados. Foi lá, em um local chamado Manny’s Guitars, que Randy conheceu Jimi Hendrix.

Randy tocou na banda de Hendrix, Jimmy James and the Blue Flames, no verão norte-americano daquele ano.

California, Cassidy e Pearl moravam em um prédio de apartamentos, em Forest Hills (no Queens), chamado Balfour, cujos outros residentes incluíam o futuro cofundador do Steely Dan, Walter Becker, que cita o estilo de guitarra, influenciado pelo blues, de California, como uma influência em sua forma de tocar.

O nome artístico ‘Randy California’ lhe foi concedido por Hendrix, para distingui-lo de outro Randy da banda, Randy Palmer, a quem Hendrix apelidou de ‘Randy Texas’.

Quando Hendrix e California foram convidados a irem para a Inglaterra, por Chas Chandler - ex baixista da banda The Animals - que se tornaria o manager e produtor de Hendrix - os pais de Randy recusaram-se a permitir que ele fosse, insistindo para que o rapaz de 15 anos permanecesse e terminasse seus estudos.

Randy California

Jay Ferguson

John Arden Ferguson, ou Jay Ferguson, nasceu em 10 de maio de 1947.

Ferguson nasceu em Burbank, na Califórnia, no Vale de San Fernando. Ele cresceu nas regiões de Van Nuys e Canoga Park, em Los Angeles.

Aos 12 anos, os pais de Ferguson o incentivaram com suas habilidades musicais, com lições de piano clássico. Quando tinha 16 anos, o interesse de Ferguson se voltou para o banjo.

Junto com seu irmão Tom, violinista, ele formou um grupo de bluegrass chamado The Oat Hill Stump Straddlers, o qual incuía Michael Fondiler e Steve Fondiler. Ferguson também era membro das bandas locais, de garagem, como a Western Union e a The Red Roosters. (Nota do Blog: o Bluegrass é uma forma de música popular e tradicional norte-americana, com raízes na música tradicional das montanhas Apalaches. Este é um dos gêneros musicais característicos do sul dos Estados Unidos. Utiliza-se, principalmente, de instrumentos acústicos como banjo, guitarra acústica, violão, baixo acústico, dobro e violino).

Jay também trabalhava em empregos de meia jornada, em diferentes posições, como porteiro do teatro e assistente de arquiteto, com seu pai, John Ferguson, além de dar aulas de piano em uma loja de música. Também estudou na renomada universidade UCLA, após finalizar o ensino médio.

Jay Ferguson

Mark Andes

Mark Andes nasceu em 19 de fevereiro de 1948.

Andes nasceu na cidade da Philadelphia, mas cresceu em Los Angeles, sendo um dos dois filhos do ator Keith Andes. Enquanto adolescente, ele foi um dos primeiros membros do grupo Canned Heat, mas saiu antes que a banda fosse contratada por uma gravadora para gravar um álbum.

Ed Cassidy

Edward Claude Cassidy nasceu em 4 de maio de 1923, em Harvey, uma área rural próxima a Chicago, nos Estados Unidos.

A família de Cassidy mudou-se para Bakersfield, na Califórnia, em 1931. Ed começou sua carreira como músico profissional em 1937.

Ele serviu na Marinha dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial e, após a alta, trabalhou em diferentes empregos antes de se tornar um músico em tempo integral novamente.

Ao mesmo tempo, no final da década de 1940, Cassidy fez 282 apresentações musicais consecutivas, em 17 estados norte-americanos diferentes.

Ele trabalhou em bandas de shows, Dixieland, grupos de country e western, e em trilhas sonoras de filmes, além de ter uma breve passagem com a San Francisco Opera. (Nota do Blog: O dixieland é um subgênero de jazz criado em 1910, em Nova Orleans. O dixieland ou jazz tradicional foi o último estilo que surgiu da mistura da música africana e europeia depois de 1900).

Em 1950, Cassidy se matriculou na faculdade, para obter uma credencial de ensino musical. No entanto, após um ano, ele decidiu se mudar para o sul da Califórnia com o objetivo de conhecer mais músicos de jazz e, talvez, formar um grupo próprio.

Durante este período, Cassidy tocou com muitos de alguns dos principais músicos de jazz da época, incluindo Art Pepper, Julian Cannonball Adderley, Roland Kirk, Lee Konitz e Gerry Mulligan.

Com Taj Mahal e Ry Cooder, Cassidy formou o grupo Rising Sons, em 1964.

Enfim, o Spirit

Depois do Rising Sons, Ed Cassidy decidiu formar um novo grupo, o qual foi batizado de the Red Roosters.

O Red Roosters, além de Cassidy na bateria, contava com o vocalista Jay Ferguson, o baixista Mark Andes e um jovem guitarrista, Randy California, enteado de Ed.

Com a adição do tecladista John Locke, a banda passou a se chamar Spirits Rebellious, (em português, Espíritos Rebeldes) por causa do livro escrito pelo autor Kahlil Gibran.

Mas, logo depois, o nome do conjunto foi reduzido para apenas Spirit.

Cassidy era reconhecível por sua cabeça raspada (daí seu apelido, ‘Mr. Skin’, mais tarde o título de uma música do Spirit) e seu gosto por usar preto. Nascido em 1923, ele era cerca de vinte anos mais velho que o resto do grupo.

Contrato e primeiro álbum

As primeiras gravações, as famosas ‘demos’, foram produzidas pelo colega oriundo de Topanga Canyon, chamado Barry Hansen, o qual, mais tarde, tornar-se-ia conhecido como o apresentador de rádio Dr. Demento.

Em agosto de 1967, o famoso produtor de discos Lou Adler (conhecido por seu trabalho com o The Mamas & the Papas e o The Grass Roots) contratou a banda para o seu selo, o Ode Records.

O álbum se chamaria Spirit, como a banda. As gravações ocorreram entre agosto e novembro daquele mesmo ano e a sonoridade diversificada e criativa provou a qualidade musical do conjunto.

A capa, bastante criativa, foi responsabilidade do artista Guy Webster.

Vamos às faixas:

FRESH-GARBAGE

Já em sua primeira canção, o Spirit revela a diversificada proposta sonora de seu álbum de estreia. Um Rock leve, bem construído e cheio de swing é mesclado com uma passagem 'jazzística' cativante, na qual o baterista Ed Cassidy e o tecladista John Locke se destacam.

A letra possui um quê de ambientalismo:

The world's a can for your fresh garbage
Look beneath your lid some morning
See those things you didn't quite consume

“Fresh-Garbage” é um clássico do Spirit.

A música foi sampleada na canção da cantora norte-americana Pink, “Feel Good Time”, encontrada na trilha sonora do filme Charlie's Angels: Full Throttle.

“Fresh Garbage” também foi usada como título (e música tema) de um programa de música rock na BBC Radio, de Londres, no início da década de 1970.



UNCLE JACK

"Uncle Jack" possui a áurea do Rock sessentista, suave, mas intenso e direto ao ponto. A guitarra de Randy California aparece aguçada e é o fator determinante para o carisma da faixa. Momento bem interessante do trabalho.

A letra é divertida:

Have you met my Uncle Jack?
Have you met my Uncle Jack?
Wonder what you're all about
He can bring the inside out
He can show you (show you)



MECHANICAL WORLD

"Mechanical World" é uma música muito interessante. Seu viés progressivo é incontestável, especialmente no que tange ao seu comportamento, com mudanças de andamento e mescla de sonoridades diversas. A pegada Jazz permanece e Randy California brilha na guitarra.

A letra é sobre perda e sofrimento:

Death falls so heavy on my soul
Death falls so heavy, makes me moan
Somebody tell my father that I died
Somebody tell my mother that I cried



Lançada como single, a faixa atingiu a modestíssima 123ª posição da principal parada norte-americana desta natureza.



TAURUS

"Taurus" é uma pequena faixa instrumental com pouco mais de 2 minutos e meio, repleta de uma atmosfera bucólica e conduzida, habilmente, pelo violão de Randy California. Sua áurea quase pastoril é um ponto alto do disco.

“Taurus” está envolvida em uma grande polêmica.

“Taurus” é uma música instrumental da banda, originalmente lançada em seu álbum de estreia autointitulado, em 1968. A faixa, composta pelo guitarrista Randy California, foi gravada em novembro de 1967.

Houve uma alegação de que Jimmy Page, guitarrista do Led Zeppelin, ‘pegou emprestado’ a figura de guitarra descendente de “Taurus” para a canção de assinatura do Led Zeppelin, “Stairway to Heaven”.

Um fato incontestável é que o Led Zeppelin foi o grupo de abertura para o Spirit em uma de suas primeiras turnês americanas, fornecendo a possibilidade de que o Led Zeppelin pudesse ter ouvido a música do Spirit bem antes do surgimento de “Stairway to Heaven”.

Nas notas para o relançamento do álbum Spirit, na edição de 1996, o compositor Randy California escreveu:

“As pessoas sempre me perguntam por que “Stairway to Heaven” soa exatamente como “Taurus”, que foi lançada dois anos antes. Eu sei que o Led Zeppelin também tocou “Fresh-Garbage” em seu set ao vivo. Eles abriram para nós em sua primeira turnê americana”.

Em maio de 2014, um advogado contratado por Randy California anunciou planos para entrar com um processo de violação de direitos autorais buscando um crédito de coautoria para California em “Stairway to Heaven”.

Em abril de 2016, o juiz distrital Gary Klausner decidiu que havia semelhanças suficientes entre as músicas e que Jimmy Page e Robert Plant (que é creditado como coautor de “Stairway to Heaven”) seriam julgados pelo júri por violação de direitos autorais.

O julgamento começou em 14 de junho de 2016. Em 15 de junho de 2016, Jimmy Page passou horas testemunhando. O julgamento foi concluído em 23 de junho de 2016, com o júri constatando que o Led Zeppelin não era culpado por plágio.

Os jurados não podiam ouvir as gravações originais das músicas; em vez disso, ouviram um especialista tocar as duas músicas, no tribunal, usando as partituras originais.



GIRL IN YOUR EYE

A sonoridade psicodélica sessentista volta a predominar em "Girl in Your Eye". Os bons vocais de Jay Ferguson e a guitarra frenética de Randy California dominam a canção que se desenvolve de modo envolvente.

A letra possui um aspecto romântico:

And then you think that the feeling is over
And if you see it when you look on her face
She will call you on back from your reasons
With words from a far away place



STRAIGHT ARROW

"Straight Arrow" mantém a pegada do disco, com um Rock leve, simples, malemolente; enfim, com a cara dos anos 60. O trabalho do baixista Mark Andes é ainda mais notório na faixa, sendo bem acompanhado por Ed Cassidy. Canção muito interessante.

A letra é baseada na personagem de histórias em quadrinhos, o Flecha Ligeira:

See him riding' cross the plain
See how everybody fears his name
He's working for the good in the mountains and the woods
Protector of the lame, Straight Arrow is his name



TOPANGA WINDOWS

A incontestável veia psicodélica do álbum de estreia do Spirit continua na refrescante "Topanga Windows". Nesta canção, os vocais de Jay Ferguson são um grande destaque, pois sua voz cativa profundamente mesmo com uma atuação muito contida do cantor.

A letra é inspirada na região californiana de Topanga:

watching the world through our Topanga window
seeing people running through their lies
the sun shines warm through our Topanga window
the cat lies sleeping waiting for the night



GRAMOPHONE MAN

"Gramophone Man" continua com uma musicalidade leve e envolvente, embora, em alguns momentos, ganhe bastante em intensidade. Há uma considerável passagem com alto caráter de improvisação jazzística, mas que só agrega alto valor à canção.

Novamente, a letra é simples:

Woke up last friday morning
Went and saw Mr. Gramophone man
And the many magic presents
That he keeps inside his head and his hand



WATER WOMAN

"Water Woman" é uma faixa acústica, a qual aposta em um clima suave e cativante, sendo conduzida pelo violão de Randy California e pelos ótimos vocais de Jay Ferguson. Canção muito agradável.

A letra possui toques de magia:

Water woman and a water child
Living underwater is something wild
Fishes swimming through my hair
Mermaids singing away my care



THE GREAT CANYON FIRE IN GENERAL

Nesta música, o Spirit continua alternando o andamento da canção e mesclando sonoridades. A musicalidade possui inconteste viés bluesy, liderada pela guitarra de Randy California e pelos teclados de John Locke.

A letra menciona um grande incêndio:

Hear the trees crying
All the years dying
Fire has turned the hills into ashes
And as the sun ran down from the sky
The canyon burned



ELIJAH

A décima-primeira - e última - faixa de Spirit é "Elijah". O Spirit encerra sua estreia com um exercício musical formidável e que exprime de modo eficiente seu viés progressivo e, simultaneamente, a forte influência jazzística em sua sonoridade. Com atuação formidável de seus instrumentistas, "Elijah" é uma canção primorosa.



Considerações Finais

Embora sem um single que possa ser chamado exatamente de forte, Spirit acabou fazendo barulho na principal parada de álbuns norte-americana, a Billboard.

O disco atingiu a 31ª colocação da supracitada parada, um feito para um grupo novo e desconhecido. Além disso, o trabalho permaneceu por seis meses consecutivos na Billboard.

Grande parte do sucesso de Spirit é creditado por uma divulgação intensa pelas rádios FM “undergrounds”.

O álbum trouxe influências de jazz e usou arranjos de cordas elaborados (não encontrados em suas gravações subsequentes) e é o mais abertamente psicodélico de seus trabalhos.

O crítico Richie Unterberger, do site AllMusic, em uma análise em retrospectiva, dá ao disco uma nota 4,5 de um máximo de 5 possível. Unterberger afirma: “A estréia do Spirit revelou uma banda que pareceu determinar ecologicamente todos as outras na cena psicodélica da Califórnia, com sua melange de rock, jazz, blues, folk-rock e até mesmo um pouco de música clássica e indiana”.

E o crítico também aponta: “Randy Califórnia estabeleceu imediatamente um som de assinatura com o tom zumbido e pesado; o baterista de meia-idade, Ed Cassidy, deu ao grupo uma versatilidade incomum; e as músicas abordavam temas líricos incomuns, como “Fresh Garbage” e “Mechanical World””.

A banda capitalizou o sucesso de Spirit com outro single, “I Got a Line on You”, o qual se tornou o seu maior sucesso, atingindo o 25º lugar na parada correspondente da Billboard.

Em dezembro de 1968, seria lançado o segundo álbum do Spirit, o clássico The Family That Plays Together.



Formação:
Jay Ferguson - Vocal, Percussão, Teclados
Randy California - Guitarras, Backing Vocal, Baixo
John Locke - Teclados
Mark Andes - Baixo, Backing Vocal
Ed Cassidy - Bateria, Percussão

Faixas:
01. Fresh-Garbage (Ferguson) - 3:11
02. Uncle Jack (Ferguson) - 2:44
03. Mechanical World (Andes/Ferguson) - 5:15
04. Taurus (California) - 2:37
05. Girl in Your Eye (Ferguson) - 3:15
06. Straight Arrow (Ferguson) - 2:50
07. Topanga Windows (Ferguson) - 3:36
08. Gramophone Man (Andes/California/Cassidy/Ferguson/Locke) - 3:49
09. Water Woman (Ferguson) - 2:11
10. The Great Canyon Fire in General (Ferguson) - 2:46
11. Elijah (Locke) - 10:42

Letras:
Para o conteúdo mais completo das letras, recomenda-se o acesso a: http://www.metrolyrics.com/spirit-albums-list.html

Opinião do Blog:
O RAC traz pela primeira vez, em suas páginas, a ótima banda Spirit, a qual fez mais sucesso de crítica (e comercial) entre o fim da década de 60 e o início da seguinte.

Tendo em sua composição músicos de diferentes origens e idades, era até meio óbvio que o Spirit apresentaria uma gama diversificada de influências e estas fossem responsáveis por uma sonoridade tão sortida na música da banda.

E o que se ouve em Spirit, seu álbum de estreia, é exatamente o relatado acima. Uma gama de canções que expressam esta diversidade sonora de seus componentes.

O já então veterano baterista Ed Cassidy é inegavelmente um dos grandes destaques individuais do disco, sendo bem acompanhado pelo baixista Mark Andes e pelo tecladista John Locke. O bom vocalista Jay Ferguson opta por uma abordagem mais contida e sutil e que funciona muito bem. Randy California também brilha na guitarra, tanto nos solos quanto nos riffs.

As letras são absolutamente simples, mas merecem uma olhada.

Spirit apresenta 11 canções em que a variação da sonoridade, muitas vezes dentro da mesma canção, é a tônica, demarcando um inegável viés Progressivo. Isto se torna explícito em faixas memoráveis como "Mechanical World" e "Elijah", esta última, possivelmente a melhor do disco.

Também é absolutamente palpável a base de Rock Psicodélico que envolve praticamente todas as canções. "Girl in Your Eye", "Topanga Windows" e "Uncle Jack" são reflexos diretos disto.

Cassidy contribuiu por trazer elementos de Jazz ao conjunto e que são refletidos em músicas absolutamente saborosas como "Fresh-Garbage", "Gramophone Man" e, obviamente, "Elijah". Ainda existem espaços para o bucólico e o Folk, expressos na primorosa "Taurus".

Enfim, o Spirit foi uma excelente banda, certamente menos conhecida do que deveria ser, mas com ótimos trabalhos em sua discografia. Spirit, seu disco de estreia, é uma coleção rica de canções as quais expressam tanto a categoria de seus músicos quanto a diversidade de suas influências. Álbum extremamente recomendado pelo Blog, especialmente para fãs de Progressivo e Psicodélico.

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