8 de julho de 2017

TED NUGENT - TED NUGENT (1975)


Ted Nugent é o álbum de estreia da carreira-solo do músico norte-americano de mesmo nome, obviamente, Ted Nugent. Seu lançamento oficial aconteceu em setembro de 1975, com as gravações ocorrendo naquele mesmo ano, no estúdio The Sound Pit, em Atlanta, nos Estados Unidos. O selo responsável foi a Epic Records e a produção ficou por conta de Tom Werman e Lew Futterman.



Ted Nugent é conhecido não apenas pela música incrível que criou, mas por sua personalidade incisiva e opiniões fortes, quase sempre causando certa polêmica. Mas o foco do Rock: Álbuns Clássicos é a música e é nisto que o post vai se focar.

Theodore Anthony Nugent nasceu em 13 de dezembro de 1948, em Redford, Estados Unidos, sendo o terceiro filho de uma família de 4 irmãos. Ainda na adolescência, ele se mudou para a cidade de Palatine, no estado americano de Illinois.

Nascido católico, Nugent mencionou seus laços com a religião muitas vezes, durante suas entrevistas, afirmando que ele frequenta regularmente a igreja.

The Amboy Dukes

Incrivelmente, Ted Nugent começou a se apresentar musicalmente desde os 10 anos de idade. Ele tocou em um grupo chamado The Royal High Boys, de 1960 a 1962, e, mais tarde, em um grupo chamado The Lourds, no qual conheceu o futuro vocalista do The Amboy Dukes, John Drake.

Nugent tocou com o The Lourds até que sua família se mudou para Illinois, onde fundaria o The Amboy Dukes, na área de Chicago, em 1964, tocando no famoso clube adolescente de nome The Cellar, em um subúrbio da cidade conhecido como Arlington Heights, entre outros locais.

Mais tarde, o grupo se mudou para a cidade natal de Nugent, próximo a Detroit. Na época, a formação do conjunto consistia em: Ted Nugent (Guitarra), Bob Lehnert (Vocais), Gary Hicks (Guitarra), Dick Treat (Baixo) e Gail Uptadale (Bateria).

A formação acima não chegou a lançar nenhuma gravação. O precoce estilo de tocar guitarra de Nugent, com sua Gibson Byrdland posicionada no alto de seu peito, tornou-se um modelo icônico o qual o diferenciava visualmente de outros guitarristas. (Nota do Blog: a Byrdland é uma guitarra elétrica feita pela Gibson. Seu nome deriva dos nomes dos guitarristas Billy Byrd e Hank Garland, para quem a Gibson originalmente construiu a guitarra. A Byrdland é o primeiro modelo da série Thinline da Gibson).

Nugent combinou isso com seu virtuosismo natural e um estilo frenético na guitarra, adicionando esta diferenciação sonora à sua abordagem visual incomum. Isso lhe rendeu uma vantagem como artista quanto à performance.

The Amboy Dukes, lançado em novembro de 1967, pela Mainstream Records, foi o álbum de estreia do conjunto. A banda The Amboy Dukes despertou o interesse de um selo discográfico que produzia, principalmente, álbuns de jazz em seu catálogo.

Nugent montou uma nova banda, com os melhores músicos locais de Detroit, para garantir um contrato de gravação com a Mainstream Records.

Nugent imediatamente trouxe a voz de barítono de John Drake como vocalista, com o qual Ted teve uma longa história em uma banda local chamada The Lourds.

Nugent e Drake, então, recrutaram os músicos restantes. Steve Farmer era conhecido como um guitarrista-base sólido, além de letrista, compositor e vocalista, tornando-se um ajuste natural com Nugent. Ele veio de um grupo local chamado The Gang. Dave Palmer era um sólido baterista e percussionista com experiência em duas bandas locais, The Galaxy Five e The Citations. Bill White era um bom baixista e Lober era um tecladista eclético que arredondava o novo grupo de garagem.

O álbum apresentou sete composições originais, com seis delas escritas pela equipe emergente formada por Nugent e Farmer. O disco apresenta uma sonoridade com elementos soul, bluesy, e psicodélico.

Ted Nugent

O lançamento incluía seu primeiro single, “Baby, Please Don't Go”, um cover da famosa canção delta blues de Big Joe Williams. Também incluía versões para canções de grupos como The Coasters, Cream e The Who. (Nota do Blog: Delta blues é um dos mais antigos estilos da música blues. Foi originado na região do delta do rio Mississippi, nos Estados Unidos, que se estende de Memphis, Tennessee a norte, a Vicksburg, Mississippi no sul, e do Rio Mississippi a oeste ao Rio Yazoo a leste. Essa área é famosa tanto pelos solos férteis como pela sua pobreza extrema. Guitarra e gaita são os instrumentos predominantes da região. Os estilos vocais vão dos mais introspectivos e calmos aos mais ferozes e entusiásticos).

O álbum de estreia soa intenso e foi uma grande exibição inicial, especialmente para um novo grupo de rock em um selo voltado para o jazz.

Já em abril de 1968, saía o segundo e, considerado pela maioria dos fãs, melhor álbum do The Amboy Dukes: Journey to the Center of the Mind.

Journey to the Center of the Mind foi gravado com um orçamento mais elevado que o álbum precedente, seguindo o sucesso de seu single, “Baby, Please Don't Go”, e conta com dois membros novos no line-up; Greg Arama substituindo Bill White no baixo, e Andy Solomon substituindo Rick Lober no piano/órgão.

Estilisticamente, o disco é uma inovação frente a seu antecessor, abandonando muitas de suas influências blues completamente (com exceção de “Mississippi Murderer”). Este foi, também, o primeiro álbum do conjunto a apresentar todas as músicas originais, as quais foram escritas por Ted Nugent e pelo guitarrista/cantor Steve Farmer.

O álbum foi, em parte, uma tentativa comercial de chegar ao mercado da contracultura, reproduzindo um pouco de um álbum conceitual. (Nota do Blog: Contracultura é um movimento que teve seu auge na década de 1960, quando teve lugar um estilo de mobilização e contestação social e utilizando novos meios de comunicação em massa. Jovens inovando estilos, voltando-se mais para o anti-social aos olhos das famílias mais conservadoras, com um espírito mais libertário, resumido como uma cultura underground, cultura alternativa ou cultura marginal, focada principalmente nas transformações da consciência, dos valores e do comportamento, na busca de outros espaços e novos canais de expressão para o indivíduo e pequenas realidades do cotidiano, embora o movimento Hippie, que representa esse auge, almejasse a transformação da sociedade como um todo, através da tomada de consciência, da mudança de atitude e do protesto político).

Originalmente, os lados A e B do disco foram estilisticamente contrastantes entre si e escritos separadamente por Nugent e Farmer, respectivamente.

Enquanto as músicas de Nugent são mais voltadas para o Hard Rock, sendo considerado um pioneiro, ou mesmo um precursor precoce da música Heavy Metal; o trabalho de Farmer tem muito mais de Psicodélico, em um sentido que tende a fazer sátira da cena musical da época, em vez de abraçá-la, chegando até a tocar como um álbum conceitual contínuo.

Apesar das diferenças musicais, os dois lados do disco são, ambos, experimentais em seu próprio caminho, como um reflexo de um conjunto que ainda estava no processo de desenvolvimento de seu som e que Nugent acabaria por continuar a se reinventar até o final da carreira da banda.

Pouco depois do lançamento do álbum, Drake deixou a banda por disputas criativas, e foi substituído pelo vocalista Rusty Day ainda no mesmo ano.

Comercialmente, o grupo obteve um sucesso moderado. Ainda em 5 de abril de 1968, Nugent, em conjunto com um grupo de músicos, homenageou Martin Luther King com uma jam session de folk, rock e blues. Joni Mitchell tocou primeiro, seguida por Buddy Guy, Cactus e Jimi Hendrix. Outros músicos que participaram do espetáculo foram BB King e Al Kooper. (Nota do Blog: Martin Luther King Jr. (nascido Michael King Jr., 15 de janeiro de 1929 - 4 de abril de 1968) foi um ativista e ministro batista americano o qual foi um líder no Movimento dos Direitos Civis. Ele é mais conhecido por seu papel no avanço dos direitos civis usando a desobediência civil não-violenta baseada em suas crenças cristãs).

Entre várias mudanças de formação, a banda seguiu gravando e lançando discos.

Em setembro de 1974, o grupo lançou Tooth Fang & Claw, seu sétimo álbum de estúdio. O trabalho não chegou a ser um sucesso comercial, mas traz um dos grandes sucessos da carreira de Nugent, a faixa “Great White Buffalo”.

Holmes e Nugent

Mudanças de rumo

Cansado da falta de esforço e de disciplina do The Amboy Dukes, Nugent decidiu que ele havia se empenhado o suficiente neste projeto e deixou o grupo. Tooth Fang & Claw acabou sendo o último trabalho de estúdio do conjunto.

Nugent tirou três meses de férias (pela primeira vez na carreira), esvaziando a cabeça no deserto do Colorado, gastando seu tempo na caça de cervos e desfrutando do ar livre.

Renovado, Nugent retornou à civilização em busca de uma nova direção e uma nova banda.

Juntando-se ao novo projeto de Ted Nugent, estaria o ex-The Amboy Dukes, Rob Grange, no baixo. Ao seu lado, Cliff Davies (ex-If), na bateria e, finalmente, oriundo de uma banda local (de Michigan) chamada Scott, a qual havia sido banda de abertura para o The Amboy Dukes anteriormente, um vocalista/guitarrista chamado Derek St. Holmes.

O novo grupo tomou a estrada e depois o estúdio, formando as canções que iriam constituir seu primeiro álbum, Ted Nugent.

O álbum foi produzido por Tom Werman e o ex-manager da banda If, Lew Futterman. O disco foi gravado no estúdio The Sound Pit, em Atlanta, nos Estados Unidos.

Para a estreia de sua carreira-solo, Ted Nugent trouxe uma imagem de si mesmo tocando guitarra e que se tornaria icônica para os seus fãs.

Vamos às faixas:

STRANGLEHOLD

O primeiro momento da carreira-solo de Ted Nugent já é uma amostra do que ele estava disposto a propor. O riff principal da canção é espetacular, pesado e intenso na mesma medida. A guitarra de Ted comanda toda a música com solos criativos e contagiantes. Tudo isto é ainda mais realçado pela ótima atuação vocal de Derek St. Holmes. São 8 minutos de uma verdadeira catarse! 

A letra fala menciona a busca por uma garota:

Gonna road is cruise is a bitch now, baby
But no you cant turn me round
And if a house gets in my way, baby
Ya know I'm burning down
You ran the night that you left me
You put me in my place
Got you in a stranglehold, baby
You better cross your way

“Stranglehold” é um dos maiores clássicos da carreira de Ted Nugent.

A faixa se tornaria um estandarte para os shows por toda a carreira de Nugent, uma faixa potente de guitarra, com mais de oito minutos de duração – e, curiosamente, o seu famoso solo de guitarra teria sido gravado em uma única tomada no estúdio!

No livro do jornalista musical Martin Popoff, Epic Ted Nugent, Nugent admite que a música “Stranglehold” foi coescrita pelo baixista Rob Grange, mas este nunca recebeu qualquer crédito pela coautoria.

A famosa revista norte-americana Guitar World elegeu o solo de guitarra de “Stranglehold”, como o 31º melhor solo de todos os tempos.

A banda norte-americana Cross Canadian Ragweed gravou uma versão para “Stranglehold” em seu álbum Soul Gravy, de 2004. Também o Ministry fez um cover para a canção presente em seu disco Undercover, de 2010.

Também o grupo Tool costumava tocar “Stranglehold” em sua turnê de 1998.

A música está presente em várias mídias. É encontrada nos seguintes filmes: Pain & Gain, Dazed and Confused, Rock Star, Invincible, Superbad, Beer for my Horses e Bad News Bears.

A faixa aparece nos seguintes programas da TV norte-americana: Freaks and Geeks, Supernatural, Entourage, Friday Night Lights, House M.D. e Ash vs Evil Dead.

“Stranglehold” marca presença nos seguintes games: Guitar Hero World Tour, Grand Theft Auto: Vice City Stories e Battlefield: Hardline.

Também é música tema de alguns jogadores de Baseball, como o arremessador Cliff Lee, do Philadelphia Phillies, por exemplo. Também é tema do time de hóquei sobre o gelo Chicago Blackhawks.



STORMTROOPIN'

Outro riff bastante criativo e melódico comanda a ótima "Stormtroopin'". A música é bastante dinâmica, com um andamento rápido e o inconteste clima de urgência. Desnecessário dizer que a guitarra de Nugent está infernal, na melhor acepção que o termo pode conter. Trabalho perfeito da seção rítmica em outra grande canção!

A letra possui uma temática bélica:

Comin' up that street, jackboots steppin' high
Got to make a stand
Looking in your windows and listen to your phone
Keep a gun in your hand



HEY BABY

Já em "Hey Baby", o Hard Rock visceral apresentado nas duas primeiras faixas cede espaço para um Blues Rock repleto de malícia e melodia. Claro que Nugent dá um show de feeling, especialmente no solo de guitarra. Também há uma grande atuação vocal de Holmes. Música incrível!

A letra possui teor de envolvimento romântico:

Hey Baby jump in the back of my car
I'm gonna kiss and hug you baby I'm gonna stir your heart
All you pretty woman your so far and in between
I don't need no fancy tarts I need the one's thats clean


“Hey Baby” é outro grande sucesso de Ted Nugent.

É a única faixa do disco que foi composta e arranjada apenas pelo vocalista e guitarrista Derek St. Holmes.

Lançada como single, atingiu a 72ª posição da principal parada norte-americana desta natureza.



JUST WHAT THE DOCTOR ORDERED

Os teclados estão mais perceptíveis nesta canção, a qual retoma a pegada Hard Rock inicial do disco, mas com um tom abaixo das 2 primeiras faixas. O riff é bom, apostando mais na consistência melódica que propriamente na ferocidade. Outra música muito criativa! 

A letra é divertida e uma ode ao Rock:

I jammed everyday
I jammed everynight
I practiced till I knew all the licks
Now I'm on the verge of a
nervous breakdown
I don't know the meaning of quit



SNAKESKIN COWBOYS

O riff sensacional de "Snakeskin Cowboys" possui o casamento perfeito entre peso e melodia, repleta de malícia. A canção é um Hard Rock classudo, com aquele toque bluesy magistral. A presença forte dos teclados, feita com absoluta classe, é a cereja do bolo de uma faixa alucinante!

A letra possui um sentido divertido:

Snakeskin cowboys
Who the hell you think you are
Just strutting around with your fancy hairdos
I know you'd like to be a star no-no



MOTOR CITY MADHOUSE

O riff de "Motor City Madhouse" flerta deliberadamente com o Heavy Metal dos anos 70, ou seja, é bem pesado e rápido. Ele me traz à memória os primeiros anos do Motörhead (embora o este álbum seja anterior à banda de Lemmy Kilmister). Outra grande composição a qual somente não é ainda melhor por conta dos vocais de Nugent, que não possuem a mesma potência dos de Holmes.

A letra faz referência a Detroit, onde Nugent viveu:

Woh, welcome to my town
High energy is all around tonight
Woh, you best beware
There's violence in the air tonight. Huh
Well, Detroit city, she's the place to be
This mad dog town's gonna set you free

Quem faz os vocais nesta canção é o próprio Ted Nugent.



WHERE HAVE YOU BEEN ALL MY LIFE

Mais uma vez, Nugent acerta em cheio na construção de um riff de guitarra poderoso, extremamente melódico e swingado, mas sem abrir mão do peso que o Hard Rock necessita. O toque bluesy na faixa, externado por uma atuação cirúrgica da seção rítmica, fica mais evidenciado pelos ótimos vocais de Holmes. Que canção, meus amigos!

A letra possui teor de busca por um relacionamento:

Oh, you naked women, running 'round in my head
I said, all you naked women, running 'round in my head
Lord, you'll just have to be there
Till I'm buried and dead
I said, Lord you'll just have to be there
Till I'm buried and dead



Lançada como single, não obteve maior repercussão em termos das principais parada de sucesso desta natureza.



YOU MAKE ME FEEL RIGHT AT HOME

O peso e o ritmo caem vertiginosamente em "You Make Me Fell Right at Home". A proposta da faixa é mais introspectiva e suave, contando com vocais mais amenos e que se casam perfeitamente com esta abordagem mais intimista.

A letra pode ser interpretada como um agradecimento:

Cruisin' down the highway of life so long
You barely remember my name
Something you do brings me back to life
I can barely feel the pain

Ted Nugent teria confirmado que o baterista Cliff Davies é quem faz os vocais nesta canção.



QUEEN OF THE FOREST

A nona - e última - faixa de Ted Nugent é "Queen of the Forest". O ritmo e intensidade do disco voltam à carga máxima na derradeira composição que o forma. O riff principal é simples, mas pesado na medida certa. A guitarra de Nugent novamente brilha intensamente, demonstrando seu feeling fenomenal no álbum. Fecha o trabalho de maneira entusiasmante.

A letra é divertida:

She takes care of the creatures
She provide all of their needs
With her they have a much better chance now
To stay happy and free



Considerações Finais

O álbum de estreia da carreira-solo de Ted Nugent acabou fazendo sucesso, tanto de crítica quanto comercialmente.

Em termos de paradas de sucesso, o disco conquistou a muito boa 28ª posição na principal parada norte-americana, a Billboard, alcançando a 56ª colocação na sua correspondente britânica.

Greg Prato, do site AllMusic, em retrospectiva, dá ao trabalho uma nota 4 de um máximo de 5 possíveis, apontando: “(...) a trilha de abertura, “Stranglehold”, estende-se além de oito minutos e contém vários prolongados, ferozes, quentes solos de guitarra, não sendo como seu típico indulgente rock da época - cada nota única conta, como lamentos de Nugent e como se sua vida dependesse disso. Outros clássicos do disco incluem “Motor City Madhouse”, além da canção de St. Holmes, “Hey Baby”, e “Just What The Doctor Ordered”, todas se tornando estandartes ao vivo e fazendo da banda um dos concertos essenciais do final dos anos 70”.

Por fim, Prato atesta: “É um clássico essencial do hard rock”.

O próprio Ted Nugent, em entrevistas, considera seu álbum de estreia da carreira-solo como seu melhor trabalho, afirmando: “Se alguém quisesse saber o que era rock'n roll, esse é o único álbum que eles precisariam (ouvir)”.

Em 2005, Ted Nugent foi classificado como o 487º colocado, no livro da revista alemã Rock Hard, The 500 Greatest Rock & Metal Albums of All Time.

Após excursionar extensamente, Nugent, já em 1976, entraria no mesmo estúdio The Sound Pit para gravar o sucessor de seu disco de estreia, o ótimo Free-for-All, o qual seria lançado em outubro daquele ano.

Ted Nugent supera a casa de 2 milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos.

Formação:
Derek St. Holmes - Vocal, Guitarra-Base
Ted Nugent – Guitarra-Solo, Backing Vocal, Percussão, Arranjos, Vocal em 06
Rob Grange - Baixo
Cliff Davies - Bateria, Vibrafone, Backing Vocal, Vocal em 08
Músicos Adicionais:
Steve McRay - Teclados
Brian Staffeld - Percussão
Tom Werman - Percussão

Faixas:
01 - Stranglehold (Nugent) – 8:22
02 - Stormtroopin' (Nugent) – 3:07
03 - Hey Baby (Holmes) – 4:00
04 - Just What the Doctor Ordered (Nugent) – 3:43
05 - Snakeskin Cowboys (Nugent) – 4:38
06 - Motor City Madhouse (Nugent) – 4:30
07 - Where Have You Been All My Life (Nugent) – 4:04
08 - You Make Me Feel Right at Home (Nugent) – 2:54
09 - Queen of the Forest (Nugent) – 3:34

Letras:
Para o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a: https://www.letras.mus.br/ted-nugent/

Opinião do Blog:
Seria até desnecessário dizer isto para quem acompanha nosso site desde o início, mas cabe ressaltar isto novamente, em especial, para os novos visitantes que por ventura vejam este post primeiro: este é um site de música e o que interessa para quem publica o site, aqui, é somente este aspecto do trabalho dos grupos e artistas que aparecem por aqui.

Muitos críticos musicais se deixam levar pelas polêmicas em que Ted Nugent se envolve para também avaliar sua obra musical. O Rock: Álbuns Clássicos vai se ater exclusivamente ao álbum Ted Nugent e a atuação de seu protagonista neste trabalho.

Dito isto, vamos ao que interessa de verdade.

42 anos depois, é muito fácil afirmar que abandonar o The Amboy Dukes e partir para uma vitoriosa carreira-solo foi uma decisão certeira de Ted. Mas, o que se percebe ao se ouvir Ted Nugent, é que a liberdade em se poder fazer uma abordagem musical da forma que queria e bem entendia proporcionou a Nugent construir um álbum fabuloso.

Ted Nugent se cercou de ótimos músicos para compor seu time. A seção rítmica formada pelo baixista Rob Grange e o baterista Cliff Davies constroem uma base sólida para que a guitarra de Ted seja a protagonista.

O guitarrista/vocalista Derek St. Holmes é o parceiro ideal para potencializar as faixas poderosas construídas por Nugent. Sua voz é poderosa e sua interpretação é perfeita para combinar com a sonoridade proposta. Holmes ainda nos brindou com a composição da excelente "Hey Baby".

É óbvio que a grande estrela do trabalho é mesmo a guitarra de Ted Nugent. Infernal, ela nos brinda com riffs poderosos e certeiros, além de solos brutais e repletos de feeling. Nugent abusa de seu talento e o resultado é primoroso.

As letras são uma pequena amostra da forma como Nugent enxergava a vida naqueles tempos. Confira e tire suas próprias conclusões.

Ted Nugent não possui nenhuma faixa sequer mediana. Aqui não há canções de complemento. É um trabalho que poderia ser confundido com uma coletânea.

A espetacular "Stranglehold" é uma das melhores composições Hard Rock de todos os tempos, com sua indulgência encantadora. Enfim, são 8 minutos de puro prazer e palavras não farão justiça ao que ela proporciona para os fãs.

Mas não é apenas dela que o disco vive, muito pelo contrário. O rock visceral e com toques 'cinquentistas' de "Just What the Doctor Ordered" é incrível. A bluesy "Hey Baby" merece grande destaque, bem como a força impactante de Stormtroopin'".

E ainda há a malícia cativante de "Snakeskin Cowboys", uma faixa que sintetiza tudo o que o Hard Rock pode ter de melhor.

Enfim, Ted Nugent é um dos melhores álbuns de estreia de todos os tempos. É uma joia, uma pérola do Rock setentista que o RAC pensa que deveria ser ainda mais celebrada devido a sua qualidade estratosférica. Mais que obrigatório, fãs de Hard Rock necessitam de conhecer este trabalho simplesmente sensacional!

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