8 de janeiro de 2016

DEEP PURPLE - BURN (1974)


Burn é o oitavo álbum de estúdio da banda britânica chamada Deep Purple. Seu lançamento oficial aconteceu em 15 de fevereiro de 1974 através do selo EMI (Reino Unido) e Warner Bros. (Estados Unidos). As gravações ocorreram em novembro de 1973, em Montreux, Suíça. A própria banda cuidou da produção.


O post de maior sucesso no Blog até hoje é do sensacional álbum Machine Head, do Deep Purple. O Blog vai contar um pouco dos fatos que antecederam o lançamento de Burn para depois se ater às faixas do disco.

Em janeiro de 1973, o Deep Purple lançava seu sétimo álbum de estúdio, Who Do We Think We Are.

Musicalmente, o disco mostrou uma mudança para um som mais baseado no Blues, embora mantivesse a pegada de seu predecessor.

O disco continha faixas de grande qualidade como “Smooth Dancer”, “Rat Bat Blue” e o clássico do Hard Rock, “Woman From Tokyo”.

O álbum atingiu a 4ª posição nas paradas britânicas e a 15ª na correspondente norte-americana, alcançando o status de disco de ouro mais rápido do que qualquer álbum do Deep Purple lançado até aquela época.

Na sequência dos sucessos de Machine Head (1972) e do ao vivo Made in Japan (1972), a adição de Who Do We Think We Are fez do Deep Purple, o artista que mais vendeu álbuns no ano de 1973 nos EUA.

Simultaneamente, as tensões internas e a exaustão foram mais visíveis que nunca.

Internamente, o grupo estava em tumulto, com o vocalista Ian Gillan observando que "todos tinham doenças graves "e sentiam “fadiga considerável”.

Apesar das vendas maciças, o grupo se desintegrava entre muitas lutas internas entre os membros da banda, bem como conflitos com seus managers.

Ian Gillan admitiu, em uma entrevista em 1984, que o conjunto foi empurrado por sua administração a concluir Who Do We Thik We Are em tempo e sair em turnê logo em seguida, apesar da banda desesperadamente precisar de uma pausa.

Além disso, os sentimentos ruins culminaram com Gillan, seguido por Roger Glover, deixar a banda após a sua segunda turnê no Japão, no meio de 1973, bastante devido às tensões com o guitarrista Ritchie Blackmore.

O concerto final, da clássica formação, aconteceu em Osaka, no Japão, em 29 de junho de 1973.

Em entrevista, anos mais tarde, o tecladista Jon Lord chamou a saída de Gillan e Glover, enquanto a banda estava em seu pico, de “a maior vergonha no rock and roll; Deus sabe o que teríamos nos tornado ao longo dos próximos três ou quatro anos”.

Simultaneamente, a banda Trapeze havia lançado, em 1972, seu terceiro álbum de estúdio, o ótimo You Are the Music...We're Just the Band. Mesmo com uma qualidade inegável, o disco passou bem longe de ser considerado um sucesso comercial.

Glenn Hughes
Um dos destaques do Trapeze era, inegavelmente, seu vocalista/baixista, Glenn Hughes. Em 1973, o Trapeze estava em turnê, divulgando o supracitado álbum do grupo.

De acordo com o baterista Ian Paice, Roger Glover havia confessado a Lord e a ele, há alguns meses antes de sua renúncia oficial, de que queria deixar a banda. Desde então, Paice e Lord já haviam começado a frequentar shows do Trapeze.

Assim, a banda contratou o baixista/vocalista Glenn Hughes, ex-Trapeze.

Depois de adquirir Hughes, o grupo cogitou continuar como uma banda de quatro peças, com Hughes acumulando as funções de baixista e de vocalista.

De acordo com Hughes, ele foi convencido a se juntar ao Deep Purple sob o pretexto de que a banda estaria trazendo o talentoso Paul Rodgers (do Free) como um 'co-vocalista', mas, naquela mesma época, Rodgers havia apenas começado seu trabalho com o excelente Bad Company.

Portanto, foram realizadas audições para a substituição do vocalista principal do Deep Purple.

David Coverdale era nascido em Saltburn-by-the-Sea, Redcar and Cleveland, na Inglaterra. Sua vida começou a mudar, segundo ele próprio (em uma entrevista à revista Sounds, em 1974) quando: “eu aprendi a cantar com o meu estômago, o que parece bobagem, mas é totalmente diferente de uma voz normal”.

Coverdale começou sua carreira de músico com as bandas locais Vintage 67 (1966-1968), The Government (1968–72) e Fabulosa Brothers (1972–73).

Quando Coverdale estava no The Government, havia tocado com Deep Purple numa mesma apresentação, em 1969, de forma que ambos estavam familiarizados uns com os outros.

Em 1973, Coverdale viu um artigo, em uma cópia do Melody Maker, com o anúncio de que o Deep Purple estava fazendo testes, para vocalistas, com o fim de substituir Ian Gillan.

Após o envio de uma fita cassete e depois fazendo testes, Coverdale foi admitido na banda, com a adição do baixista Glenn Hughes também como vocalista. O Deep Purple se decidiu por David, um cantor desconhecido do nordeste da Inglaterra, principalmente porque Blackmore gostou de sua voz masculina e bem bluesy.

David Coverdale
Com o fim da mais que bem-sucedida “Mark II” (Mark é o termo que foi popularizado para denominar as formações do Deep Purple), a Mark III estava definitivamente formada, contando com Ritchie Blackmore na guitarra, Jon Lord nos teclados, Ian Paice na bateria e os novatos David Coverdale como vocalista principal e Glenn Hughes como baixista e 'co-vocalista'.

Esta formação desembarcou em novembro de 1973, em Montreux, na Suíça, e com o auxílio do engenheiro de som Martin Birch e dos estúdios móveis dos Rolling Stones (o famoso Rolling Stones Mobile Studio), a banda iniciaria os trabalhos de seu novo álbum.

Como o leitor verá, o som hard rock da banda tornou-se mais 'dançante', incorporando elementos de soul e funk que se tornariam ainda mais proeminentes no álbum seguinte, Stormbringer.

A arte da capa se tornou emblemática, com os rostos dos membros do grupo em formato de velas, derretendo. Obra creditada a Nesbit, Phipps e Froome.

Vamos às faixas:

BURN

Talvez seja o riff monumental conduzido pela guitarra de Ritchie Blackmore. Ou, talvez, a 'cozinha' hipnótica formada por Hughes e Paice. Ou os duelos sensacionais entre Jon Lord e Blackmore, em solos excepcionais. Ou, ainda, a atuação vocal esplendorosa da dupla Coverdale e Hughes. Ou tudo isto junto. Enfim, "Burn" é uma das melhores músicas de todos os tempos.

A letra se refere à bruxaria:

Warning came, no one cared
Earth was shakin, we stood and stared
When it came no one was spared
Still I hear, "burn!"


“Burn” é um dos maiores clássicos da discografia do Deep Purple.

Lançada como single, ficou apenas com a modestíssima 105ª posição da principal parada norte-americana desta natureza e não repercutiu na sua correspondente britânica.

A canção permaneceu como música de abertura, nos shows da banda, pelos dois próximos anos, assumindo o lugar que era ocupado por "Highway Star".

Após a reunião do Deep Purple, em 1984, a canção não foi mais tocada, uma vez que Ian Gillan, a quem David Coverdale havia substituído, retornou como vocalista, mais uma vez, e se recusou a cantar músicas da era anterior.

A banda apenas tocou "Burn" ao vivo em 1991, durante o tempo em que Gillan foi substituído brevemente por Joe Lynn Turner. Quando Gillan, uma vez mais retornou para o Purple, em 1992, ele novamente se recusou a cantar canções da Coverdale-era.

Entretanto, quando David Coverdale formou seu Whitesnake, vários músicos do Deep Purple tomaram parte como membros do grupo, em diferentes ocasiões, e muitas canções da Mark III eram executadas nos shows do conjunto. “Burn”, rotineiramente, é parte do set-list do Whitesnake.

Também Glenn Hughes executava “Burn” durante sua carreira-solo e em projetos como Black Country Communion.

A canção também aparece em jogos como Guitar Hero: Warriors of Rock e no filme Almost Famous (Cameron Crowe, 2000).

Entre versões cover famosas, tem-se a de bandas como Riot, Mr. Big, Jorn Lande, W.A.S.P., entre outros.



MIGHT JUST TAKE YOUR LIFE

A inspiração continua transbordando na segunda faixa do álbum, pois "Might Just Take Your Life" mantém o nível elevado da canção de abertura. Aqui, o Deep Purple opta por um andamento mais cadenciado, mas sem perder nada de peso. A melodia é envolvente e os vocais mais que precisos. Hard setentista de primeira grandeza!

A letra é simples e fala sobre escolhas:

Every time i take a look
There's someone close behind
They never used to make a pass,
The things that crossed their minds


Lançada como single, conquistou a humilde 91ª colocação da principal parada norte-americana de singles, embora não tenha conseguido êxito na parada britânica.

"Might Just Take Your Life" usa o riff da música “Big Jim Salter”, do Stone The Crows, presente no álbum Teenage Licks, de 1971.



LAY DOWN, STAY DOWN

A terceira música do disco apresenta um ritmo mais acelerado e o peso típico do Hard setentista continua dominando. O riff principal é bastante criativo e a condução de Ian Paice faz toda a diferença. Outro momento de nível muito alto.

A letra possui contexto sexual:

Let me know you feel it,
You know i really need it
Keep on pushin' for more,
Lay down, stay down
I got something to find,
There's one thing i really need
I'm gonna tell you right now,
Lay down, stay down



SAIL AWAY

O riff principal de "Sail Away" é tão bom que chega a ser hipnotizante. O ritmo cadenciado, pesado e denso, intensificado por vocais primorosos, faz "Sail Away" possuir um clima único dentro do álbum. Adicione à mistura o feeling absurdo de Lord e Blackmore. Espetacular é pouco.

A letra divaga sobre destino:

Oh, woman, i keep returnin
To sing the same old song
The story's been told, now i'm gettin' old
Tell me,where do i belong?
Feel like i'm goin' to surrender,
Nard times i've had enough
If i could find a place to hide my face,
I believe, i could get back up



YOU FOOL NO ONE

Já em "You Fool No One", é mais sensível a influência de Glenn Hughes e seu som "funkeado" na sonoridade do grupo, pois a música apresenta mais 'swing' e 'balanço'. É claro, que o peso típico do Deep Purple está bem presente, especialmente durante o refrão. O solo de guitarra de Blackmore é excelente.

A letra fala sobre traição:

Soon you will fall, making mistakes like before
When you tell me lies I can see by the look in your eyes
If you think you're gonna take me for granted,
Chasin' round with all you see,
Gonna make you live to regret it, ah



WHAT'S GOIN' ON HERE

O espírito da faixa anterior é mantido em "What's Goin' On Here". Há uma acentuada e marcante influência Bluesy na canção, com destaque para a guitarra de Blackmore e o baixo de Hughes. O solo de Jon Lord também é ótimo. O nível continua nas alturas.

A letra é divertida e menciona uma grande bebedeira:

Spent the night chasin' up a listed old flame,
Lyin' on the floor i can't remember my name
I can't get together while they're messin' with me,
Keep on lookin' round, tell me where can i be
I can't stay here, there's something wrong here
What's goin' on here?



MISTREATED

O Blog, em toda a sua humildade, precisa confessar sua total incapacidade em descrever uma canção como "Mistread". Sugere-se, então, que o leitor a ouça incontáveis vezes, tantas e quantas forem necessárias. Pouquíssimas vezes, caro seguidor do Blog, você encontrará uma balada que chegue próxima à qualidade desta primorosa música. O que, especialmente, Coverdale e Blackmore fazem, nesta faixa, é de outro universo.

A letra fala sobre sofrimento amoroso:

I've been lonely, I've been cold
I've been looking for a woman to have and hold
'cause I know, yes, I know I've been mistreated
Since my baby left me I've been losing, I've been losing,
I've been losing my mind, baby baby babe

Embora não tenha sido lançada como single, “Mistreated” é outro grande sucesso do Deep Purple.

Nas apresentações ao vivo, Glenn Hughes introduzia "Mistreated" como uma música que Blackmore havia escrito alguns anos antes de Burn.

Ao que parece, a música havia realmente sido considerada para o álbum Machine Head (1972), mas Ritchie preferiu guardá-la. Quando o trabalho começou para Burn, Coverdale escreveu toda sua letra, sendo, na verdade, a única canção presente no disco em que o vocalista canta toda a letra inteiramente sozinho.

A canção esteve no set-list da banda até o final de 1975. Após o Deep Purple se separar em 1976, David Coverdale continuaria tocando "Mistreated" com sua banda, Whitesnake, até o início dos anos 80 e brevemente, mais uma vez, em 1997. O Whitesnake também a regravou para o seu álbum de covers do Deep Purple, lançado em 2015, com o óbvio nome de The Purple Album.

Ritchie Blackmore também tocou a música com sua banda, o Rainbow, no final dos anos 70 e meados dos anos 90. Versões ao vivo podem ser ouvidas em álbuns ao vivo do grupo como On Stage (1977), Live in Germany (1990) e Live in Munich 1977 (2006), todos com Ronnie James Dio nos vocais .

E, mais recentemente, Glenn Hughes lançou a canção em shows com a sua recente banda chamada Black Country Communion.



'A' 200

A oitava - e última - faixa de Burn é "'A' 200". Trata-se de uma composição instrumental, com pouco menos de quatro minutos, apresentando diferentes influências, mas bem construída e com ótima atuação instrumental do grupo.


Considerações Finais

Embora os singles não tenham sido grandes sucessos em termos de paradas de sucesso, o álbum Burn se provou um verdadeiro estouro!

Atingiu a excelente 3ª posição na principal parada de álbuns britânica, assim como conquistou a 9ª colocação na correspondente norte-americana. Ainda ficou com o 1º lugar nas paradas de Alemanha, Áustria e Noruega.

A nova line-up Mark III adentrou 1974, e sua turnê de primavera (no hemisfério norte) incluiu shows no Madison Square Garden, em Nova York em 13 de março, e no Nassau Coliseum, quatro dias depois.

Ian Paice
A banda então encabeçou o antológico festival California Jam, no Autódromo de Ontário, localizado no sul da Califórnia, em 6 de Abril de 1974. Atraindo mais de 250 mil fãs, o festival também incluiu os gigantes do rock setentista como Black Sabbath; Eagles; Emerson, Lake & Palmer; Earth, Wind & Fire; Seals & Crofts; Rare Earth e Black Oak Arkansas.

Partes do show foram transmitidas na rede de televisão ABC, nos EUA, expondo a banda para um público mais amplo. A apresentação do conjunto no festival foi inesquecível, com direito a um Ritchie Blackmore insandecido, atacando um cinegrafista com sua guitarra e explodindo um amplificador com gasolina!

Ao lançamento de Burn se seguiu outra turnê mundial.

Eduardo Rivadavia, do Allmusic, dá ao disco uma nota 4,5 de um máximo de 5 possível, confirmando: “A faixa-título fenomenal começa as coisas em plena aceleração, na verdade, desafiando a seminal "Highway Star" pela honra de melhor abertura de qualquer álbum do Deep Purple”. Por fim, atesta que o álbum “classifica-se como um item essencial na discografia de qualquer fã de música que se preze”.

Fato é que Hughes e Coverdale, além de fornecerem novas harmonias vocais, adicionaram elementos do funk e blues para a música da banda, um som que seria ainda mais evidente no próximo álbum, Stormbringer, o qual seria lançado ainda no final de 1974.

Burn ultrapassa a marca de 700 mil cópias vendidas pelo mundo.


Formação:
Ritchie Blackmore - Guitarra
Jon Lord - Teclados, Sintetizadores
Ian Paice - Bateria
David Coverdale – Vocal Principal
Glenn Hughes - Baixo, Vocal

Faixas:
01. Burn (Blackmore/Lord/Paice/Coverdale/Hughes) - 6:00
02. Might Just Take Your Life (Blackmore/Lord/Paice/Coverdale/Hughes) - 4:36
03. Lay Down, Stay Down (Blackmore/Lord/Paice/Coverdale/Hughes) - 4:15
04. Sail Away (Blackmore/Coverdale) - 5:48
05. You Fool No One (Blackmore/Lord/Paice/Coverdale/Hughes) - 4:47
06. What's Goin' On Here (Blackmore/Lord/Paice/Coverdale/Hughes) - 4:55
07. Mistreated (Blackmore/Coverdale) - 7:25
08. 'A' 200 (Blackmore/Lord/Paice) - 3:51

Letras:
Para o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a: http://letras.mus.br/deep-purple/

Opinião do Blog:
Por muito tempo, o Blog colocou o sensacional Machine Head, de 1972, como a obra suprema do Deep Purple. Mas de alguns poucos anos para cá, cada vez mais, Burn está subindo esta escala de qualidade e praticamente se igualando ao supracitado álbum no posto de melhor disco desta que é uma das mais brilhantes e seminais bandas da história do Rock.

E é ótimo o fato de iniciarmos o ano com um álbum como Burn!

Mudanças de formação geralmente são traumáticas para as bandas, mas o Deep Purple se saiu muito bem com a saída de Gillan e Glover. Se, comercialmente, o grupo não repetiu o mesmo sucesso do antigo line-up, a qualidade excepcional das composições foi mantida. Durante a década de 70, pouquíssimas bandas poderiam parear com o Purple em matéria de qualidade.

Não há o que se discutir em termos da qualidade dos músicos presentes no álbum. Lord, Paice e Blackmore estão no olimpo do Rock e são referências dentro do estilo. Glenn Hughes já esbanjava talento no Trapeze.

E a estreia do novato Coverdale apresentou um dos mais consagrados vocalistas das últimas 4 décadas dentro do Hard Rock. Todos dão contribuições decisivas para a qualidade do que se ouve.

As letras esbanjam o espírito do Rock 'n' Roll e complementam a qualidade do material.

Se o trabalho em questão tivesse apenas "Burn", um hino do Rock, como destaque, já valeria à pena. A faixa-título do álbum é uma verdadeira aula, uma obra de arte. Se alguém o perguntar, amigo leitor, o que é Hard Rock setentista, faça-o ouvi-la.

Mas não é apenas isto. "Sail Away" é uma das mais impressionantes composições do grupo em sua criativa simplicidade. O swing contagiante de "You Fool No One" encanta, especialmente contando com um refrão exuberante. Bem como a bluesy "What's Goin' On Here" esbanja feeling e técnica ao mesmo tempo.

E, ainda, surge "Mistread". Uma das melhores baladas da história da música. As atuações de Ritchie Blackmore e David Coverdale nesta canção são muito emocionantes.

Enfim, Burn é um álbum obrigatório para qualquer fã de Rock, especialmente os que são voltados a sonoridades mais pesadas e intensas. É uma fotografia de um momento único na história do estilo, quando vários talentos excepcionais se uniram e fizeram uma obra singular. Cativante e influente, Burn abre os trabalhos do Blog em 2016. E, se for como a estreia, o ano promete. E muito.

8 comentários:

  1. Dizem que Ritchie Blackmore tem ligação com rituais misticos/ocultistas (mitologia/demonologia). É Grande amigo de Jimmy Page. - Marcio Silva de Almeida/Jlle-SC

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    1. Também já havia lido sobre essa ligação de Blackmore com o ocultismo, Marcio. Muito obrigado pelo comentário. Abraço!

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  2. Burn e meu album preferido do purple, na volta do grupo em 84,Blackmore e Lord cometeram o erro de trazer Ian Gillan de volta. Quanto ao ocultismo, Blackmore e Dio curtiam uma mesa branca e historias de dragões e bruxas.

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    1. Obrigado pelo comentário. Eu até curto o Perfect Strangers, mas os melhores trabalhos da banda, na minha humilde opinião, são mesmo os dos anos 70.

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  3. OK, este disco não é ruim, mas fico pensando como seria Burn se Roger Glover e Ian Gillan não tivessem saído (pela primeira vez) do Deep Purple... Seria um álbum maravilhoso, no mesmo nível de In Rock (1970) e Machine Head, clássico de 1972.

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    1. Meu caro Igor, respeito seu gosto, mas, na minha opinião, Burn é muito superior a In Rock... e olha que eu gosto bastante dele, tanto que já fiz um post sobre ele. Glover e Gillan são ótimos, mas o que Coverdale e Hughes fazem em Burn não tem muita gente que faria o mesmo. É só ouvir canções extraordinárias como "Burn", "Might Just Take Your Life", "Lay Down, Stay Down" e "Mistreated". Só perde para o Machine Head e, mesmo assim, por muito pouco.

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    2. Tá certo, amigo. Mesmo assim, continuo com este pensamento sobre Burn citado acima...

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    3. Ok, amigo. Mas sugiro que ouça Burn mais vezes e com a mente aberta a novas possibilidades. Abraço.

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