19 de junho de 2012

ACCEPT - RESTLESS AND WILD (1982)



Restless And Wild é o quarto álbum de estúdio da banda alemã chamada Accept. As suas gravações ocorreram de fevereiro a março, e em junho, de 1982, com seu lançamento ocorrendo ainda naquele ano. O estúdio utilizado foi o Dieter Dierks Studios, em Colônia, na Alemanha. O próprio Accept foi responsável pela produção do álbum.

O início do grupo que viria a se tornar o Accept se deu no ano de 1968, quando o vocalista Udo Dirkschneider e o guitarrista Michael Wagener formaram uma banda chamada Band X. Mais tarde, o grupo passaria a se chamar Accept.

As inúmeras e incontáveis mudanças na formação do grupo manteve o Accept em um nível amador durante muitos anos, fazendo aparições esporádicas em concertos e festivais.

Já estamos em 1976, ano em que podemos considerar o início do profissionalismo do Accept. Com a seguinte formação - Udo Dirkschneider, Michael Wagener, Gerhard Wahl, Dieter Rubach e Frank Friedrich - a banda é convidada para participar de um dos primeiros festivais que ocorriam na Alemanha, o Rock Am Rhein.

A apresentação foi convincente a ponto de proporcionar ao grupo um contrato para a gravação de seu primeiro álbum.

Em setembro e dezembro de 1978, o Accept entra no estúdio Delta, em Wilster, Alemanha, para gravarem o álbum homônimo ao grupo, o qual seria lançado em 1979. Nesta época, o Accept era formado pelo vocalista Udo Dirkschneider, os guitarristas Wolf Hoffmann e Jörg Fischer, o baixista Peter Baltes e o baterista Frank Friedrich.

Lançado pelo selo alemão Brain Records, o álbum Accept não obteve grande sucesso comercial. As músicas eram todas composições próprias, as quais foram um apanhado de canções que a banda tocava nos anos anteriores, segundo o guitarrista Hoffmann.

Udo disse que foi muito importante e excitante entrar em estúdio pela primeira vez para gravarem músicas próprias, mas a pouca repercussão causou certo desapontamento. Entretanto, o vocalista recorda que foi fundamental para a banda começar a excursionar por países vizinhos, como França, Bélgica e Holanda.

Udo Dirkschneider:


O baterista Frank Friedrich desiste de ser músico profissional e abandona o Accept semanas antes do lançamento do álbum de estreia, sendo substituído por Stefan Kaufmann.

O álbum de estreia do grupo já demonstra um pouco do talento dos alemães, um Heavy Metal tradicional com bastante melodia. Ótimas faixas estão nele, como “Lady Lou”, “Tired Of Me” e a belíssima “Seawinds”, esta, com os vocais sendo feitos pelo baixista Peter Baltes. Ele também fez os vocais de “Sounds Of War”. O produtor do trabalho foi Frank Martin.

Em 1979, o grupo volta aos estúdios para gravar seu segundo álbum de estúdio, I’m A Rebel, lançado em junho de 1980. Neste álbum o baixista Peter Baltes continuou fazendo os vocais em duas faixas: “No Time To Lose” e “The King”.

Se o leitor do blog abrir o encarte do álbum I’m A Rebel, verá que das 8 faixas, 7 foram escritas e compostas pelo grupo. A faixa-título, “I’m A Rebel” é creditada a um tal George Alexander, e tem uma história interessante.

O guitarrista Wolf Hoffmann relembra que muita gente disse que o primeiro álbum do Accept não repercutiu, pois ele não possuía um “hit”, feito para tocar nas rádios e dar maior visibilidade ao grupo. Foi aí que surgiu ‘George Alexander’.

George Alexander é um pseudônimo de Alex Young, irmão do músico e produtor George Young e dos guitarristas Angus e Malcolm Young, do AC/DC. Alex Young se envolveu com o Accept através do produtor do álbum, Dirk Steffens, oferecendo a faixa “I’m A Rebel”, a qual teria sido oferecida ao AC/DC, mas que os australianos não teriam utilizado. Ela se tornaria o primeiro videoclipe da banda.

O álbum permitiu contratos para ser lançado nos Estados Unidos e Reino Unido, com uma capa diferente e que facilitou a associação do grupo com o público Heavy Metal.

I’m A Rebel possui boas músicas. A faixa-título é bem empolgante, “Save Us” tem mais a cara do Accept e é uma ótima canção, assim com “China Lady”. “The King” é uma linda balada.

Mas o vocalista Udo Dirkschneider revê o álbum como sendo “pouco inspirado”. Segundo Udo, o grupo fez muitas experimentações não muito bem sucedidas, pois ainda não tinha uma base e identidade musicais sólidas. Com muita gente tentando manipular e gerenciar o grupo, o resultado não foi tão satisfatório, pelo menos para o frontman do Accept.

Mesmo assim, I’m A Rebel trouxe atenção da mídia para a banda.

Já em 1981, o grupo lançaria seu terceiro álbum de estúdio, Breaker. Gravado no Delta Studio e com produção de Dirk Steffens, o álbum ainda contém participações do baixista Peter Baltes nos vocais. Ele canta em “Breaking Up Again” e partes de “Midnight Highway”.

Com tanta gente dando palpites durante as gravações de I’m A Rebel, desta vez o Accept preferiu se fechar e gravar o álbum segundo exclusivamente suas próprias convicções, em outras palavras, sem aceitar nenhuma inferência de ninguém que não fossem os músicos da banda.

O resultado é um álbum mais forte e impactante. Breaker se tornou um dos álbuns favoritos do vocalista Udo Dirkschneider, tanto que é o nome da gravadora que o vocalista criou anos mais tarde.

Em Breaker há ótimas faixas. “Starlight” e “Breaker” são excelentes, “Feelings” é uma música incrível, e ainda há a ‘mais comercial’ “Midnight Highway”. Enfim, o álbum todo é ótimo.

Foi nesta época que o Accept conheceu e começou a trabalhar com a manager Gaby Hauke, a qual ajudaria a banda a escrever várias canções no futuro.

Breaker permitiu ao Accept mais reconhecimento. O grupo foi convidado a fazer uma turnê com os gigantes do Heavy Metal, Judas Priest, em uma turnê mundial, trazendo reconhecimento fora da Europa pela primeira vez.

O próximo passo seria a composição de um álbum que mantivesse e aumentasse o sucesso do grupo em todo o mundo. Este seria Restless And Wild.

Pela primeira vez o Accept abandonou o Delta Studio, e foi gravar seu quarto álbum no estúdio Dieter Dierks em Stommeln, na Alemanha.

Outra mudança foi a saída do guitarrista Jörg Fischer pouco antes da gravação de Restless And Wild. Jan Koemmet entrou na banda pouco tempo antes da gravação do álbum, mas não chegou a participar das gravações, saindo logo em seguida. O novo guitarrista seria Herman Frank, que embora creditado em Restless And Wild, não gravou nenhuma faixa. Todas as guitarras do disco foram feitas por Wolf Hoffmann.



Foi também o primeiro trabalho do grupo em que o vocalista Udo Dirkschneider fez todos os vocais em todas as músicas.

A manager do Accept, Gaby Hauke, foi pela primeira vez creditada como compositora em duas faixas do disco, com o codinome “Deaffy”.

O antigo guitarrista Michael Wagener (e fundador do grupo) foi creditado no álbum auxiliando nas mixagens e aparelhagem do Accept nos estúdios.

A capa, simples, mas clássica, traz duas guitarras “pegando fogo”, literalmente.

FAST AS A SHARK

A primeira faixa de Restless And Wild é “Fast As A Shark”.

Um riff furioso e muito rápido abre o álbum, após uma reprodução de uma música tradicional da Alemanha. A guitarra de Wolf Hoffmann faz um trabalho absolutamente brilhante. Udo também canta a música de uma maneira empolgante, imprimindo muita emoção à mesma. Ressalte-se o desempenho extraordinário da seção rítmica formada por Kaufmann e Baltes.

“Fast As A Shark” foi envolta em uma polêmica. A canção que é reproduzida no início da música é chamada  "Ein Heller und ein Batzen", tradicional entre crianças na Alemanha. O fato é que essa canção, criada em 1830, foi uma marcha popular na era nazista e assim se manteve para muitos ouvintes, fato que os integrantes do grupo desconheciam completamente.

"Ein Heller und ein Batzen" somente foi incluída em “Fast As A Shark”, pois o grupo achou que iria fazer um contraste engraçado com o seu som Heavy Metal, e, também, pelo fato que o jovem proprietário do estúdio, Dieter Dierks a cantarolava durante as gravações de Restless And Wild.

Além da polêmica, fato é que “Fast As A Shark” é considerada uma faixa precursora do gênero Speed Metal, muito pela velocíssima bateria presente na canção. Wolf disse que é legal pensar que a música foi a primeira do gênero Speed Metal, mas que, na realidade, a banda não pensava que estava criando algo dramaticamente novo e que apenas faziam o que tinham vontade, sem pensar muito no que realizavam.

As letras são simples e envolvem um assassino em ação, como ressalta o excepcional refrão – cantado maravilhosamente por Udo:

Fast as a shark he'll cut out of the dark
He's a killer - he'll rip out your heart
On a one way track and you're not coming back
'cause the killer's on the attack

Embora seja a canção mais conhecida do álbum e uma das preferidas dos fãs do grupo, “Fast As A Shark” não foi lançada como single. Está presente em gravações ao vivo da banda.

Bandas como Witchery, Helloween, Holy Grail e Rage fizeram versões do clássico. Foi classificada na 33ª posição do livro de Martin Popoff chamado “The Top 500 Heavy Metal Songs Of All Time”.



RESTLESS AND WILD

A faixa-título “Restless And Wild” é a segunda do álbum.

Um riff sensacional é a base de toda a canção, ora sendo executado com mais velocidade, ora se desenvolvendo de maneira mais arrastada. O refrão é sensacional, com ótima interpretação do vocalista Udo, sendo respondido por vozes em coro. Um Heavy Metal de primeira qualidade. Wolf faz um solo bem inspirado.



As letras de “Restless And Wild” formam um contexto que leva em conta a efemeridade da vida:

Stay down - time will roll on
How do you feel when the night is gone
Stay down - time will come 'round
You are the man made for highway life
For the highway life
City lights moving on
No tomorrows - no destinations
Like a wheel turning on and on
You're a man born to run

Foi lançada como single no Reino Unido já em 1984, mas não obteve maior repercussão. Uma das faixas preferidas deste ‘blogueiro’ em toda discografia do Accept.



AHEAD OF THE PACK

A terceira faixa do álbum é “Ahead Of The Pack”.

“Ahead Of The Pack” se inicia com um riff bem forte e tradicional, em um estilo que lembra o Judas Priest. O ritmo da canção cresce no refrão no qual a banda usa vozes e coro novamente, contribuindo para o clima da faixa.  O solo é simples, mas eficiente.

As letras também são simples, mas contém uma mensagem entusiasta, dando forças a um líder:

'cause there is no future
And there'll be no past
Live for today
The going is going fast
Get up and roll on
Get up and go on
The going's going fast



SHAKE YOUR HEADS

A quarta faixa de Restless And Wild é “Shake Your Heads”.

Com um riff excelente, a música nos traz um Heavy Metal tradicional de primeiríssima qualidade, misturando peso e muita melodia. O refrão é forte, marcante e contagia. O maior destaque é a atuação vigorosa e empolgante do vocalista Udo Dirkschneider. O solo feito por Wolf Hoffmann aposta mais no feeling e é muito bem sucedido. Faixa sensacional!

A mensagem desta vez é pessimista com relação à situação do mundo:

See the world around you
Deep, dark and grey
Grieving heartbreaks all your life
Seems to be the way

Wars of aggression
Mankind's favourite game
A press on the button
A world in flames

Every night and every day
Frustrations in your heart
Like a one way ticket
No return - you're torn apart



NEON NIGHTS

A quinta faixa do álbum é “Neon Nights”.

A canção começa mais suave e em pouco tempo mostra outra vez o Heavy Metal tradicional em que a banda apostou. O riff, simples, mas grudento – no melhor sentido da palavra – é ótimo. O ritmo é realmente mais arrastado, mas a faixa é belíssima. A atuação de Udo é impecável, o ponto alto da música. O refrão é tocante, formando uma das melhores faixas do disco.

É a primeira faixa de Restless And Wild em que a manager Gaby Hauke é creditada como compositora, com o pseudônimo Deaffy:

Red eye whisky
And lady luck
Have always been good friends
Their love is pain
The same old stuff
Always alone in the end
Could they be me and you
Watching how the nights move



GET READY

“Get Ready” é a sexta faixa de Restless And Wild.

Uma bateria empolgante abre a canção que é rapidamente acompanhada por um riff bem inspirado, com uma boa veia de Hard Rock. Mais um refrão bem animado compõe outra grande música do álbum.

As letras são bem simples, em tom de comemoração jovem:

Hell what a night - get ready
Hell what a night - hey
Take your pick - get the kick
It's gonna be hell tonight



DEMON’S NIGHT

A sétima faixa do álbum é “Demon’s Night”.

O Heavy Metal tradicional está de volta na sétima faixa, “Demon’s Night”. Aqui o Accept inicia a canção de forma mais arrastada, intercalando com momentos em que o ritmo acelera. O vocal de Udo está bastante agressivo, casando-se de maneira perfeita com o clima da música. Outro destaque é a seção rítmica, que funciona perfeitamente.



FLASH ROCKIN’ MAN

A oitava faixa de Restless And Wild é “Flash Rockin’ Man”.

Um riff excelente abre a canção, no melhor estilo de bandas da NWOBHM. Rapidamente ele passa a ser acompanhado por vocais excelentes de Udo, que contribuem decisivamente para a qualidade da música. Novamente o refrão é empolgante e o trabalho das guitarras feito por Wolf Hoffmann merece ser ressaltado.



DON’T GO STEALIN’ MY SOUL AWAY

A nona faixa do álbum é “Don't Go Stealin' My Soul Away”.

A menor faixa do álbum traz uma levada bem mais Hard Rock, sendo bem divertida. Os vocais de Udo estão em um tom mais descontraído, sem perder nenhum pouco da eficiência. As guitarras estão, outra vez, em um nível de qualidade absurdo! Sem dúvidas, um dos pontos mais altos deste incrível disco!

O refrão é ótimo:

Don't go stealing my soul away
I'm giving it to you
Don't go stealing my soul away
I'm living just for you, for you
Alright



PRINCESS OF THE DAWN

A décima e última faixa do álbum é a excepcional “Princess Of The Dawn”

Um riff sensacional que se estende por toda a faixa embala a canção, de maneira que é até difícil de classificar sem parecer bajulação. Quase impossível ouvir a canção e não ficar com o riff na sua cabeça. A atuação do vocalista Udo Dirkschneider é totalmente perfeita e decisiva para a qualidade do que se ouve. Uma canção infinitamente acima da média.

Os gigantes do Death Metal, a banda Cannibal Corpse, fizeram uma versão para “Princess Of The Dawn”.

O vocalista Udo gosta bastante desta canção, descrevendo-a como um conto de fantasia, como se fosse retirada do livro O Senhor dos Anéis – ou mesmo uma história de Cinderela. Já Wolf Hoffmann disse que o resultado final da canção não era o que ele realmente esperava, mas que acabou funcionando.

Como demonstra o trecho abaixo, a letra é repleta de fantasia:

There's rain on the mountain
A white frost on the moors
It's an epoch of eternity
Waters touch the holy shore
It's a land of mystery
The world of unseen eyes
You can feel the shadow of a princess
She waits for you inside



Considerações Finais

Restless And Wild falhou em entrar na parada norte-americana de álbuns, mas conseguiu a modesta 98ª posição na parada de álbuns britânica. Também  obteve a 27ª posição na parada sueca correspondente.

O álbum foi lançado apenas em 1983 nos Estados Unidos e Reino Unido, quase um ano após seu lançamento oficial na Europa continental.

Udo Dirkschneider aceita a avaliação de que Restless And Wild é um álbum impactante na história do Heavy Metal e, segundo ele, o mais importante na história do Accept. Já Wolf Hoffmann o considera como apenas mais um registro, sendo que o mais importante naquela época foi que a banda entrou em estúdio e fez o que queria, sem muitos temores ou nada a perder.

Wolf Hoffmann:


Restless And Wild foi um definidor do estilo a se seguir pelo Accept e possibilitou uma maior abertura de novos mercados para a banda. Depois disso o grupo já lançou mais 9 álbuns de estúdio e vendeu mais de 27 milhões de cópias pelo mundo.

Em um show especial na Suíça, a banda executou o álbum na íntegra, em 25 de janeiro de 2011.

Em tempo: embora creditado no encarte do álbum, o guitarrista Herman Frank não tocou no trabalho.

Formação:
Udo Dirkschneider - Vocal
Wolf Hoffmann - Guitarras
Stefan Kaufmann - Bateria
Peter Baltes – Baixo

Faixas:
01. Fast as a Shark (Hoffmann/Kaufmann/Dirkschneider/Baltes) – 3:49
02. Restless and Wild (Hoffmann/Kaufmann/Dirkschneider/Baltes/R. Smith-Diesel) – 4:12
 03. Ahead of the Pack (Hoffmann/Kaufmann/Dirkschneider/Baltes) – 3:24
04. Shake Your Heads (Hoffmann/Kaufmann/Dirkschneider/Baltes) – 4:17
05. Neon Nights (Deaffy/R. Smith-Diesel) – 6:02
06. Get Ready (Hoffmann/Kaufmann/Dirkschneider/Baltes/R. Smith-Diesel) – 3:41
07. Demon's Night (Hoffmann/Kaufmann/Dirkschneider/Baltes) – 4:28
08. Flash Rockin' Man (Hoffmann/Kaufmann/Dirkschneider/Baltes) – 4:28
09. Don't Go Stealin' My Soul Away (Hoffmann/Kaufmann/Dirkschneider/Baltes/R. Smith-Diesel) – 3:16
 10. Princess of the Dawn (Deaffy/Robert. Smith-Diesel) – 6:16

Letras:
Para o conteúdo das letras, recomendamos o acesso a: http://letras.mus.br/accept/

Opinião do Blog:
A Alemanha é o berço de ótimas bandas de Rock e Heavy Metal – cita-se aqui o Scorpions, apenas como exemplo – e o Accept é um dos maiores grupos que aquele país nos ofereceu.

A banda é sinônimo de Heavy Metal de extrema qualidade. Riffs precisos e empolgantes, vocais agressivos e abundante melodia em suas canções. Os álbuns do grupo são extremamente recomendados aos fãs do estilo pelo Blog.

Como foi dito, é difícil de falar sobre uma banda que se gosta muito com maior isenção e é sempre o que se procura se fazer aqui no Blog. Entretanto, com o Accept e seu álbum Restless And Wild, isso é quase impossível. O disco beira próximo da excelência em termos de Heavy Metal.

“Fast As A Shark” é tida como um marco para o Speed Metal e é uma faixa excelente. Assim como podemos citar as ótimas “Neon Nights”, “Flash Rockin’ Man”, a espetacular faixa-título, além de “Princess Of The Dawn”, a qual dispensa mais comentários.

Udo Drikschneider tem um vocal que, para este Blog, lembra muitas vezes Brian Johnson, do AC/DC, mas em um tom um pouco mais agressivo e com maior alcance, fazendo um trabalho quase perfeito em Restless And Wild.

Outro grande destaque é o guitarrista Wolf Hoffmann, uma máquina eficiente de riffs e solos bastante inspirados. Wolf compôs uma verdadeira aula de Heavy Metal tradicional em Restless And Wild e, que por muitas vezes, lembra o grande Judas Priest.

Enfim, se você, caro leitor, gosta de Heavy Metal e ainda não conhece o Accept de forma mais profunda, vá correndo o fazer. E um ótimo começo é Restless And Wild.

6 comentários:

  1. Parabéns pela matéria cara. Concordo com você em relação as favoritas, as minhas também são: Restless and Wild, Shake your heads e Princess of the dawn. Ouvia naquela época, e ainda hoje escuto.

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    1. Obrigado pelos elogios, Dante. Continue ouvindo sempre, pois a boa música nunca envelhece. Restless and Wild é um discaço!

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  2. Taí uma outra banda de heavy metal que eu curto bastante. O Accept pra mim é a melhor banda da Alemanha (não os Scorpions). Meu primeiro contato com o Accept foi com o disco Metal Heart (1985), e me impressionei com a sonoridade típica deste grupo: as guitarras dobradas á la Judas Priest (Wolf Hoffman e Jörg Fischer – depois veio Herman Frank), a cozinha forte e ganchuda de Peter Baltes e Stefan Kaufmann, os coros de “soldados de exército” e principalmente, o vocal rouco e gritado do baixinho Udo Dirkschneider, que é de outro mundo.

    Restless and Wild talvez seja o disco que simboliza a importância do Accept no cenário do rock mundial. Como este disco é redondinho e divertido até a rapa do tacho, destaco aqui em especial a faixa “Flash Rocking Man” cujo riff inspiraria mais tarde o Iron Maiden a compor “2 Minutes to Midnght” (gravada em Powerslave, 1984).

    Em 1984, o grupo se consagrou definitivamente com seu mais aclamado álbum - o igualmente famoso Balls to the Wall - que certamente irá dar as caras neste blog, assim como o já citado Metal Heart e Russian Roullete (1986).

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    1. Mais um ótimo comentário, Igor. Eu ouço o Accept há quase 20 anos e continua sendo uma das bandas das quais mais gostos dentro do Heavy Metal. Comecei mesmo com o clássico Balls to the Wall que, muito possivelmente por esse motivo, é o meu favorito.

      Depois, aos poucos, em uma época que eu não tinha acesso a internet, fui conhecendo seus outros discos excelentes como Metal Heart e Russian Roullete e, claro, Restless and Wild.

      E você acertou em cheio: tenho, sim, rascunhos sobre Balls to the Wall e Metal Heart, sobre os quais pretendo me debruçar e postar assim que os tiver terminado.

      Novamente, muito obrigado pelo depoimento, pois ele enriquece bastante o post. Abraço!

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    2. Obrigado, amigo. Fico no aguardo!

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  3. Aproveito também para constatar algumas coisas sobre Breaker, álbum de 1981 que veio antes de Restless and Wild e no qual o Accept finalmente encontrou seu som, que foi mencionado nesta resenha primorosa. Passei a ouvir melhor este álbum Breaker recentemente, só que da primeira vez eu constatei nele duas coisas estranhas: primeiro, a capa que mostra uma mulher assustada com um arame farpado em seus ouvidos - estranheza essa que só seria superada em 1984, com a capa de Balls to the Wall (a obra máxima desta que é pra mim a maior banda alemã do rock); segundo, a faixa "Breaking Up Again" cantada inteiramente pelo baixista Peter Baltes ao invés de Udo, por mim, não merecia ter entrado no tracklist original de Breaker e só serviria como o B-Side de um dos singles deste álbum, no caso a faixa-título. Eu sinceramente não gostei muito desta faixa, por distoar demais da proposta integral de Breaker e por não se encaixar na mesma.

    A versão que eu tenho de Breaker traz nove faixas (tirando "Breaking Up Again") e uma capa diferente. Na verdade peguei a original de Restless and Wild (com as duas Flying V em chamas) e fiz a minha versão dela, tirando apenas o título do álbum de 1982 e botando no lugar o título do álbum de 1981. E a versão que eu tenho do Restless and Wild é com a capa que mostra o banda tocando ao vivo, que foi a que saiu na edição brasileira e na de outros países.

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