19 de junho de 2012

ACCEPT - RESTLESS AND WILD (1982)



Restless And Wild é o quarto álbum de estúdio da banda alemã chamada Accept. As suas gravações ocorreram de fevereiro a março, e em junho, de 1982, com seu lançamento ocorrendo ainda naquele ano. O estúdio utilizado foi o Dieter Dierks Studios, em Colônia, na Alemanha. O próprio Accept foi responsável pela produção do álbum.

O início do grupo que viria a se tornar o Accept se deu no ano de 1968, quando o vocalista Udo Dirkschneider e o guitarrista Michael Wagener formaram uma banda chamada Band X. Mais tarde, o grupo passaria a se chamar Accept.

As inúmeras e incontáveis mudanças na formação do grupo manteve o Accept em um nível amador durante muitos anos, fazendo aparições esporádicas em concertos e festivais.

Já estamos em 1976, ano em que podemos considerar o início do profissionalismo do Accept. Com a seguinte formação - Udo Dirkschneider, Michael Wagener, Gerhard Wahl, Dieter Rubach e Frank Friedrich - a banda é convidada para participar de um dos primeiros festivais que ocorriam na Alemanha, o Rock Am Rhein.

A apresentação foi convincente a ponto de proporcionar ao grupo um contrato para a gravação de seu primeiro álbum.

Em setembro e dezembro de 1978, o Accept entra no estúdio Delta, em Wilster, Alemanha, para gravarem o álbum homônimo ao grupo, o qual seria lançado em 1979. Nesta época, o Accept era formado pelo vocalista Udo Dirkschneider, os guitarristas Wolf Hoffmann e Jörg Fischer, o baixista Peter Baltes e o baterista Frank Friedrich.

Lançado pelo selo alemão Brain Records, o álbum Accept não obteve grande sucesso comercial. As músicas eram todas composições próprias, as quais foram um apanhado de canções que a banda tocava nos anos anteriores, segundo o guitarrista Hoffmann.

Udo disse que foi muito importante e excitante entrar em estúdio pela primeira vez para gravarem músicas próprias, mas a pouca repercussão causou certo desapontamento. Entretanto, o vocalista recorda que foi fundamental para a banda começar a excursionar por países vizinhos, como França, Bélgica e Holanda.

Udo Dirkschneider:


O baterista Frank Friedrich desiste de ser músico profissional e abandona o Accept semanas antes do lançamento do álbum de estreia, sendo substituído por Stefan Kaufmann.

O álbum de estreia do grupo já demonstra um pouco do talento dos alemães, um Heavy Metal tradicional com bastante melodia. Ótimas faixas estão nele, como “Lady Lou”, “Tired Of Me” e a belíssima “Seawinds”, esta, com os vocais sendo feitos pelo baixista Peter Baltes. Ele também fez os vocais de “Sounds Of War”. O produtor do trabalho foi Frank Martin.

Em 1979, o grupo volta aos estúdios para gravar seu segundo álbum de estúdio, I’m A Rebel, lançado em junho de 1980. Neste álbum o baixista Peter Baltes continuou fazendo os vocais em duas faixas: “No Time To Lose” e “The King”.

Se o leitor do blog abrir o encarte do álbum I’m A Rebel, verá que das 8 faixas, 7 foram escritas e compostas pelo grupo. A faixa-título, “I’m A Rebel” é creditada a um tal George Alexander, e tem uma história interessante.

O guitarrista Wolf Hoffmann relembra que muita gente disse que o primeiro álbum do Accept não repercutiu, pois ele não possuía um “hit”, feito para tocar nas rádios e dar maior visibilidade ao grupo. Foi aí que surgiu ‘George Alexander’.

George Alexander é um pseudônimo de Alex Young, irmão do músico e produtor George Young e dos guitarristas Angus e Malcolm Young, do AC/DC. Alex Young se envolveu com o Accept através do produtor do álbum, Dirk Steffens, oferecendo a faixa “I’m A Rebel”, a qual teria sido oferecida ao AC/DC, mas que os australianos não teriam utilizado. Ela se tornaria o primeiro videoclipe da banda.

O álbum permitiu contratos para ser lançado nos Estados Unidos e Reino Unido, com uma capa diferente e que facilitou a associação do grupo com o público Heavy Metal.

I’m A Rebel possui boas músicas. A faixa-título é bem empolgante, “Save Us” tem mais a cara do Accept e é uma ótima canção, assim com “China Lady”. “The King” é uma linda balada.

Mas o vocalista Udo Dirkschneider revê o álbum como sendo “pouco inspirado”. Segundo Udo, o grupo fez muitas experimentações não muito bem sucedidas, pois ainda não tinha uma base e identidade musicais sólidas. Com muita gente tentando manipular e gerenciar o grupo, o resultado não foi tão satisfatório, pelo menos para o frontman do Accept.

Mesmo assim, I’m A Rebel trouxe atenção da mídia para a banda.

Já em 1981, o grupo lançaria seu terceiro álbum de estúdio, Breaker. Gravado no Delta Studio e com produção de Dirk Steffens, o álbum ainda contém participações do baixista Peter Baltes nos vocais. Ele canta em “Breaking Up Again” e partes de “Midnight Highway”.

Com tanta gente dando palpites durante as gravações de I’m A Rebel, desta vez o Accept preferiu se fechar e gravar o álbum segundo exclusivamente suas próprias convicções, em outras palavras, sem aceitar nenhuma inferência de ninguém que não fossem os músicos da banda.

O resultado é um álbum mais forte e impactante. Breaker se tornou um dos álbuns favoritos do vocalista Udo Dirkschneider, tanto que é o nome da gravadora que o vocalista criou anos mais tarde.

Em Breaker há ótimas faixas. “Starlight” e “Breaker” são excelentes, “Feelings” é uma música incrível, e ainda há a ‘mais comercial’ “Midnight Highway”. Enfim, o álbum todo é ótimo.

Foi nesta época que o Accept conheceu e começou a trabalhar com a manager Gaby Hauke, a qual ajudaria a banda a escrever várias canções no futuro.

Breaker permitiu ao Accept mais reconhecimento. O grupo foi convidado a fazer uma turnê com os gigantes do Heavy Metal, Judas Priest, em uma turnê mundial, trazendo reconhecimento fora da Europa pela primeira vez.

O próximo passo seria a composição de um álbum que mantivesse e aumentasse o sucesso do grupo em todo o mundo. Este seria Restless And Wild.

Pela primeira vez o Accept abandonou o Delta Studio, e foi gravar seu quarto álbum no estúdio Dieter Dierks em Stommeln, na Alemanha.

Outra mudança foi a saída do guitarrista Jörg Fischer pouco antes da gravação de Restless And Wild. Jan Koemmet entrou na banda pouco tempo antes da gravação do álbum, mas não chegou a participar das gravações, saindo logo em seguida. O novo guitarrista seria Herman Frank, que embora creditado em Restless And Wild, não gravou nenhuma faixa. Todas as guitarras do disco foram feitas por Wolf Hoffmann.



Foi também o primeiro trabalho do grupo em que o vocalista Udo Dirkschneider fez todos os vocais em todas as músicas.

A manager do Accept, Gaby Hauke, foi pela primeira vez creditada como compositora em duas faixas do disco, com o codinome “Deaffy”.

O antigo guitarrista Michael Wagener (e fundador do grupo) foi creditado no álbum auxiliando nas mixagens e aparelhagem do Accept nos estúdios.

A capa, simples, mas clássica, traz duas guitarras “pegando fogo”, literalmente.

FAST AS A SHARK

A primeira faixa de Restless And Wild é “Fast As A Shark”.

Um riff furioso e muito rápido abre o álbum, após uma reprodução de uma música tradicional da Alemanha. A guitarra de Wolf Hoffmann faz um trabalho absolutamente brilhante. Udo também canta a música de uma maneira empolgante, imprimindo muita emoção à mesma. Ressalte-se o desempenho extraordinário da seção rítmica formada por Kaufmann e Baltes.

“Fast As A Shark” foi envolta em uma polêmica. A canção que é reproduzida no início da música é chamada  "Ein Heller und ein Batzen", tradicional entre crianças na Alemanha. O fato é que essa canção, criada em 1830, foi uma marcha popular na era nazista e assim se manteve para muitos ouvintes, fato que os integrantes do grupo desconheciam completamente.

"Ein Heller und ein Batzen" somente foi incluída em “Fast As A Shark”, pois o grupo achou que iria fazer um contraste engraçado com o seu som Heavy Metal, e, também, pelo fato que o jovem proprietário do estúdio, Dieter Dierks a cantarolava durante as gravações de Restless And Wild.

Além da polêmica, fato é que “Fast As A Shark” é considerada uma faixa precursora do gênero Speed Metal, muito pela velocíssima bateria presente na canção. Wolf disse que é legal pensar que a música foi a primeira do gênero Speed Metal, mas que, na realidade, a banda não pensava que estava criando algo dramaticamente novo e que apenas faziam o que tinham vontade, sem pensar muito no que realizavam.

As letras são simples e envolvem um assassino em ação, como ressalta o excepcional refrão – cantado maravilhosamente por Udo:

Fast as a shark he'll cut out of the dark
He's a killer - he'll rip out your heart
On a one way track and you're not coming back
'cause the killer's on the attack

Embora seja a canção mais conhecida do álbum e uma das preferidas dos fãs do grupo, “Fast As A Shark” não foi lançada como single. Está presente em gravações ao vivo da banda.

Bandas como Witchery, Helloween, Holy Grail e Rage fizeram versões do clássico. Foi classificada na 33ª posição do livro de Martin Popoff chamado “The Top 500 Heavy Metal Songs Of All Time”.



RESTLESS AND WILD

A faixa-título “Restless And Wild” é a segunda do álbum.

Um riff sensacional é a base de toda a canção, ora sendo executado com mais velocidade, ora se desenvolvendo de maneira mais arrastada. O refrão é sensacional, com ótima interpretação do vocalista Udo, sendo respondido por vozes em coro. Um Heavy Metal de primeira qualidade. Wolf faz um solo bem inspirado.



As letras de “Restless And Wild” formam um contexto que leva em conta a efemeridade da vida:

Stay down - time will roll on
How do you feel when the night is gone
Stay down - time will come 'round
You are the man made for highway life
For the highway life
City lights moving on
No tomorrows - no destinations
Like a wheel turning on and on
You're a man born to run

Foi lançada como single no Reino Unido já em 1984, mas não obteve maior repercussão. Uma das faixas preferidas deste ‘blogueiro’ em toda discografia do Accept.



AHEAD OF THE PACK

A terceira faixa do álbum é “Ahead Of The Pack”.

“Ahead Of The Pack” se inicia com um riff bem forte e tradicional, em um estilo que lembra o Judas Priest. O ritmo da canção cresce no refrão no qual a banda usa vozes e coro novamente, contribuindo para o clima da faixa.  O solo é simples, mas eficiente.

As letras também são simples, mas contém uma mensagem entusiasta, dando forças a um líder:

'cause there is no future
And there'll be no past
Live for today
The going is going fast
Get up and roll on
Get up and go on
The going's going fast



SHAKE YOUR HEADS

A quarta faixa de Restless And Wild é “Shake Your Heads”.

Com um riff excelente, a música nos traz um Heavy Metal tradicional de primeiríssima qualidade, misturando peso e muita melodia. O refrão é forte, marcante e contagia. O maior destaque é a atuação vigorosa e empolgante do vocalista Udo Dirkschneider. O solo feito por Wolf Hoffmann aposta mais no feeling e é muito bem sucedido. Faixa sensacional!

A mensagem desta vez é pessimista com relação à situação do mundo:

See the world around you
Deep, dark and grey
Grieving heartbreaks all your life
Seems to be the way

Wars of aggression
Mankind's favourite game
A press on the button
A world in flames

Every night and every day
Frustrations in your heart
Like a one way ticket
No return - you're torn apart



NEON NIGHTS

A quinta faixa do álbum é “Neon Nights”.

A canção começa mais suave e em pouco tempo mostra outra vez o Heavy Metal tradicional em que a banda apostou. O riff, simples, mas grudento – no melhor sentido da palavra – é ótimo. O ritmo é realmente mais arrastado, mas a faixa é belíssima. A atuação de Udo é impecável, o ponto alto da música. O refrão é tocante, formando uma das melhores faixas do disco.

É a primeira faixa de Restless And Wild em que a manager Gaby Hauke é creditada como compositora, com o pseudônimo Deaffy:

Red eye whisky
And lady luck
Have always been good friends
Their love is pain
The same old stuff
Always alone in the end
Could they be me and you
Watching how the nights move



GET READY

“Get Ready” é a sexta faixa de Restless And Wild.

Uma bateria empolgante abre a canção que é rapidamente acompanhada por um riff bem inspirado, com uma boa veia de Hard Rock. Mais um refrão bem animado compõe outra grande música do álbum.

As letras são bem simples, em tom de comemoração jovem:

Hell what a night - get ready
Hell what a night - hey
Take your pick - get the kick
It's gonna be hell tonight



DEMON’S NIGHT

A sétima faixa do álbum é “Demon’s Night”.

O Heavy Metal tradicional está de volta na sétima faixa, “Demon’s Night”. Aqui o Accept inicia a canção de forma mais arrastada, intercalando com momentos em que o ritmo acelera. O vocal de Udo está bastante agressivo, casando-se de maneira perfeita com o clima da música. Outro destaque é a seção rítmica, que funciona perfeitamente.



FLASH ROCKIN’ MAN

A oitava faixa de Restless And Wild é “Flash Rockin’ Man”.

Um riff excelente abre a canção, no melhor estilo de bandas da NWOBHM. Rapidamente ele passa a ser acompanhado por vocais excelentes de Udo, que contribuem decisivamente para a qualidade da música. Novamente o refrão é empolgante e o trabalho das guitarras feito por Wolf Hoffmann merece ser ressaltado.



DON’T GO STEALIN’ MY SOUL AWAY

A nona faixa do álbum é “Don't Go Stealin' My Soul Away”.

A menor faixa do álbum traz uma levada bem mais Hard Rock, sendo bem divertida. Os vocais de Udo estão em um tom mais descontraído, sem perder nenhum pouco da eficiência. As guitarras estão, outra vez, em um nível de qualidade absurdo! Sem dúvidas, um dos pontos mais altos deste incrível disco!

O refrão é ótimo:

Don't go stealing my soul away
I'm giving it to you
Don't go stealing my soul away
I'm living just for you, for you
Alright



PRINCESS OF THE DAWN

A décima e última faixa do álbum é a excepcional “Princess Of The Dawn”

Um riff sensacional que se estende por toda a faixa embala a canção, de maneira que é até difícil de classificar sem parecer bajulação. Quase impossível ouvir a canção e não ficar com o riff na sua cabeça. A atuação do vocalista Udo Dirkschneider é totalmente perfeita e decisiva para a qualidade do que se ouve. Uma canção infinitamente acima da média.

Os gigantes do Death Metal, a banda Cannibal Corpse, fizeram uma versão para “Princess Of The Dawn”.

O vocalista Udo gosta bastante desta canção, descrevendo-a como um conto de fantasia, como se fosse retirada do livro O Senhor dos Anéis – ou mesmo uma história de Cinderela. Já Wolf Hoffmann disse que o resultado final da canção não era o que ele realmente esperava, mas que acabou funcionando.

Como demonstra o trecho abaixo, a letra é repleta de fantasia:

There's rain on the mountain
A white frost on the moors
It's an epoch of eternity
Waters touch the holy shore
It's a land of mystery
The world of unseen eyes
You can feel the shadow of a princess
She waits for you inside



Considerações Finais

Restless And Wild falhou em entrar na parada norte-americana de álbuns, mas conseguiu a modesta 98ª posição na parada de álbuns britânica. Também  obteve a 27ª posição na parada sueca correspondente.

O álbum foi lançado apenas em 1983 nos Estados Unidos e Reino Unido, quase um ano após seu lançamento oficial na Europa continental.

Udo Dirkschneider aceita a avaliação de que Restless And Wild é um álbum impactante na história do Heavy Metal e, segundo ele, o mais importante na história do Accept. Já Wolf Hoffmann o considera como apenas mais um registro, sendo que o mais importante naquela época foi que a banda entrou em estúdio e fez o que queria, sem muitos temores ou nada a perder.

Wolf Hoffmann:


Restless And Wild foi um definidor do estilo a se seguir pelo Accept e possibilitou uma maior abertura de novos mercados para a banda. Depois disso o grupo já lançou mais 9 álbuns de estúdio e vendeu mais de 27 milhões de cópias pelo mundo.

Em um show especial na Suíça, a banda executou o álbum na íntegra, em 25 de janeiro de 2011.

Em tempo: embora creditado no encarte do álbum, o guitarrista Herman Frank não tocou no trabalho.

Formação:
Udo Dirkschneider - Vocal
Wolf Hoffmann - Guitarras
Stefan Kaufmann - Bateria
Peter Baltes – Baixo

Faixas:
01. Fast as a Shark (Hoffmann/Kaufmann/Dirkschneider/Baltes) – 3:49
02. Restless and Wild (Hoffmann/Kaufmann/Dirkschneider/Baltes/R. Smith-Diesel) – 4:12
 03. Ahead of the Pack (Hoffmann/Kaufmann/Dirkschneider/Baltes) – 3:24
04. Shake Your Heads (Hoffmann/Kaufmann/Dirkschneider/Baltes) – 4:17
05. Neon Nights (Deaffy/R. Smith-Diesel) – 6:02
06. Get Ready (Hoffmann/Kaufmann/Dirkschneider/Baltes/R. Smith-Diesel) – 3:41
07. Demon's Night (Hoffmann/Kaufmann/Dirkschneider/Baltes) – 4:28
08. Flash Rockin' Man (Hoffmann/Kaufmann/Dirkschneider/Baltes) – 4:28
09. Don't Go Stealin' My Soul Away (Hoffmann/Kaufmann/Dirkschneider/Baltes/R. Smith-Diesel) – 3:16
 10. Princess of the Dawn (Deaffy/Robert. Smith-Diesel) – 6:16

Letras:
Para o conteúdo das letras, recomendamos o acesso a: http://letras.mus.br/accept/

Opinião do Blog:
A Alemanha é o berço de ótimas bandas de Rock e Heavy Metal – cita-se aqui o Scorpions, apenas como exemplo – e o Accept é um dos maiores grupos que aquele país nos ofereceu.

A banda é sinônimo de Heavy Metal de extrema qualidade. Riffs precisos e empolgantes, vocais agressivos e abundante melodia em suas canções. Os álbuns do grupo são extremamente recomendados aos fãs do estilo pelo Blog.

Como foi dito, é difícil de falar sobre uma banda que se gosta muito com maior isenção e é sempre o que se procura se fazer aqui no Blog. Entretanto, com o Accept e seu álbum Restless And Wild, isso é quase impossível. O disco beira próximo da excelência em termos de Heavy Metal.

“Fast As A Shark” é tida como um marco para o Speed Metal e é uma faixa excelente. Assim como podemos citar as ótimas “Neon Nights”, “Flash Rockin’ Man”, a espetacular faixa-título, além de “Princess Of The Dawn”, a qual dispensa mais comentários.

Udo Drikschneider tem um vocal que, para este Blog, lembra muitas vezes Brian Johnson, do AC/DC, mas em um tom um pouco mais agressivo e com maior alcance, fazendo um trabalho quase perfeito em Restless And Wild.

Outro grande destaque é o guitarrista Wolf Hoffmann, uma máquina eficiente de riffs e solos bastante inspirados. Wolf compôs uma verdadeira aula de Heavy Metal tradicional em Restless And Wild e, que por muitas vezes, lembra o grande Judas Priest.

Enfim, se você, caro leitor, gosta de Heavy Metal e ainda não conhece o Accept de forma mais profunda, vá correndo o fazer. E um ótimo começo é Restless And Wild.

5 de junho de 2012

DOKKEN - BACK FOR THE ATTACK (1987)



Back For The Attack é o quarto álbum de estúdio da banda norte-americana chamada Dokken. Seu lançamento oficial ocorreu no dia 27 de novembro de 1987, com suas gravações sendo realizadas entre dezembro de 1986 e agosto de 1987. A produção do álbum ficou a cargo do produtor Neil Kernon.

A história da banda Dokken está ligada de forma indissociável à de seu vocalista Donald Maynard Dokken, ou Don Dokken, fundador do grupo.



Don começou sua carreira sendo o vocalista de uma banda que se apresentava na área de Los Angeles, sua cidade natal, com o nome de Airborn. Por volta de 1978, a banda descobre que havia outro grupo com o mesmo nome e a qual já havia conseguido um contrato com gravadora e decide mudar o seu nome para Dokken.

A banda era formada por Don Dokken, Jim Monanteras, Greg Leon, e Mick Brown.

Don Dokken então vê uma oportunidade de firmar um contrato com uma gravadora na Alemanha. Após assistir a uma apresentação de uma banda chamada Xciter, Don convida o guitarrista George Lynch e o baterista Mick Brown para se juntarem a ele na busca de fecharem o contrato na Alemanha, mas ambos não estavam interessados naquele momento.

Mesmo assim, Don Dokken vai para a Alemanha. Durante seu tempo naquele país, ele acaba se tornando amigo da grande banda alemã Scorpions. Tanto que durante as gravações do álbum Blackout dos alemães, Dokken substitui Klaus Meine para gravar as guias vocais para a gravação das faixas do álbum enquanto Meine esteve com uma doença nas cordas vocais. Meine se recuperou e gravou o álbum, mas muitos dos vocais de Don Dokken foram mantidos como background na maioria das faixas de Blackout.

Enquanto Don ajudava o Scorpions, a tradicional banda alemã Accept estava gravando em outro estúdio e o manager dela assegura a Dokken um contrato com a Carrere Records, com um auxílio de uma canção da banda Xciter.

Don Dokken


Assim, o guitarrista George Lynch e o baterista Mick Brown aceitam a nova oferta de Dokken e, com a adição (para a gravação) do baixista Peter Baltes (do Accept), a banda estava formada e gravam Breaking The Chains.

Embora no álbum os créditos para o baixo sejam dados ao futuro baixista Juan Croucier, foi Peter Baltes quem gravou as partes de baixo no álbum, conforme George Lynch assegurou em uma entrevista em 2001.

O álbum foi lançado em 1981 apenas na Europa, com o nome Breakin’ The Chains, como um EP e sob o nome de Don Dokken. Ele contém algumas versões e mixagens alternativas em relação à nova versão que seria lançada mais tarde nos Estados Unidos.

Com George Lynch na guitarra, Mick Brown na baterista e, agora sim, com Juan Croucier no baixo, a banda do vocalista Don Dokken estava formada. Nos Estados Unidos, o manager Cliff Bernstein consegue um contrato com uma gravadora e uma turnê para a banda se apresentar juntamente com o Blue Öyster Cult.

Em 1983, Breaking The Chains é lançado nos Estados Unidos. Embora tenha alcançado a modestíssima 136ª posição na parada norte-americana, o álbum continha ótimas músicas, como a faixa-título “Breaking The Chains” (a qual foi eleita 62ª melhor canção de Hard Rock de todos os tempos em uma eleição do canal de TV VH1 décadas depois) e a excelente canção “Paris Is Burning”, ao vivo.

Entretanto, se o sucesso na Europa era crescente – a revista inglesa Kerrang! ajudava a divulgar o grupo – o Dokken permanecia praticamente desconhecido nos Estados Unidos e, pior, com muito pouco dinheiro.

Ainda em 1983, o baixista Juan Croucier deixa o grupo para se juntar ao Ratt e o substituto é Jeff Pilson. Com esta formação a banda grava e lança seu segundo álbum de estúdio, Tooth And Nail, no dia 13 de setembro de 1984.

Tooth And Nail é um divisor de águas para a carreira do Dokken. Os poderosos e melódicos vocais de Don Dokken, aliados a grande habilidade do guitarrista George Lynch, são responsáveis por chamar a atenção do público para a banda. E tudo isto está muito “visível” em Tooth And Nail.

O álbum atingiu a ótima 49ª posição na parada norte-americana da Billboard. Também os singles para promoverem o trabalho foram muito bem sucedidos.

A excelente “Into The Fire” foi o primeiro single do álbum e alcançou a 21ª posição da parada de singles dos Estados Unidos. Também teve um videoclipe promocional com boa circulação na MTV daquele país.

O segundo single (e clipe) foi de outra grande faixa de Tooth And Nail, “Just Got Lucky”. Ficou com a 27ª posição da parada de singles. Mas maior sucesso viria com o terceiro single do álbum, a belíssima e melódica balada, “Alone Again”. Ficou com a 20ª posição na parada de singles e seu videoclipe teve maciça divulgação na MTV norte-americana.

O álbum vendeu mais de 1 milhão de cópias nos Estados Unidos e estima-se que outro milhão tenham sido vendidas pelo mundo.

O sucesso de Tooth And Nail empolgou o grupo a lançar mais um álbum, o qual seria o seu terceiro de estúdio. Em 9 de novembro de 1985 saiu o ótimo Under Lock And Key.

O ótimo Under Lock And Key também se torna um sucesso, atingindo a excelente 32ª posição da parada norte-americana de álbuns, a Billboard.

Os singles impulsionaram o sucesso do álbum. A ótima “In My Dreams” foi bem na parada de singles norte-americana, alcançando a 24ª posição. Também outra excelente canção, “The Hunter”, ficou com a 25ª posição na mesma parada.

Under The Lock And Key também vendeu mais de 1 milhão de cópias apenas nos Estados Unidos.

Nesta época, o Dokken estava se consolidando como uma grande banda. O grupo fez turnês e shows de abertura para grandes nomes do rock mundial, como Judas Priest, AC/DC, Aerosmith e DIO.

Em 1986, após uma muito bem sucedida turnê com os amigos do Scorpions, o grupo se prepara para entrar em estúdio para gravar um single, “Dream Warriors”, que seria trilha sonora para o filme A Nightmare On Elm Street 3: Dream Warriors, da série de filmes com a personagem Freddy Krueger.

“Dream Warriors” trouxe novamente a atenção da banda para o público de Hard Rock do Reino Unido, sendo lançado um single em fevereiro de 1987 que continha “Dream Warriors”, “Back For The Attack” (até então, faixa inédita) e “Paris Is Burning”, do primeiro álbum do grupo.

O single “Dream Warriors” é um novo sucesso para o Dokken e acaba atingindo a 22ª posição da parada de singles. A banda demoraria mais 6 meses para fazer um novo lançamento de um trabalho. Este seria seu quarto álbum de estúdio, Back For The Attack.

KISS OF DEATH

A primeira faixa de Back For The Attack é “Kiss Of Death”.

Um excelente riff criado por George Lynch abre a canção com um ritmo rápido, pesado e muito intenso. Esse riff se estende por toda a música, com pequenas variações. Don Dokken canta-a com bastante intensidade e emoção. Um ótimo início para um álbum promissor! Lynch faz um solo muito bom!

A letra da canção é simples, trazendo a ideia de perigo e ameaça em um relacionamento envolvendo uma garota. Como mostra o simples, mas empolgante refrão:

As she took me in her arms
And brought me to an end
With the kiss of death
The kiss of death



PRISONER

A segunda faixa de Back For The Attack é “Prisoner”.

“Prisoner” começa com um riff bem estilo do Hard Rock oitentista feito nos Estados Unidos, com um ótimo ritmo, mas desta vez Lynch optou por um andamento mais arrastado. A seção rítmica faz um trabalho muito bom, com Don Dokken contribuindo de maneira muito positiva para o sucesso da canção com seus vocais. Lynch esbanja feeling em seu solo.

As letras da canção são bastante simples, revelando uma personagem apaixonada, como se vê no trecho:

It's so easy to see
I could never be free
I'm a prisoner
Chained by love

“Prisoner” foi o primeiro single lançado para promover o álbum Back For The Attack. Alcançou a ótima 37ª posição da parada norte-americana desta natureza.



Evidentemente, tornou-se uma das canções favoritas dos fãs e presença quase obrigatória nos shows do grupo.



NIGHT BY NIGHT

“Night By Night” é a terceira faixa do álbum.

Com um Hard Rock novamente mais cadenciado, Lynch construiu um riff arrastado que possibilita Don Dokken abusar de vocais mais intensos que se casam de maneira perfeita com a música. Uma das melhores faixas de Back For The Attack. Esbanjando feeling, o solo de Lynch é grandioso!

As letras novamente contam com um lado mais romântico, como nos revela o refrão:

We're living night by night
It's just you and me
Living night by night
We're living night by night
We never see the light of day
So baby can't you see
We're living night by night
yeah, we're living it night by night
The night is all that we need



STANDING IN THE SHADOWS

A quarta faixa de Back For The Attack é “Standing In The Shadows”.

Outra ótima canção é “Standing In The Shadows”. Conta com um ritmo mais acelerado, mas ainda demonstrando o melhor do Hard Rock da década de oitenta. Peso e melodia são aliados com muito feeling, assim como os vocais de Don Dokken contribuem de maneira harmônica com a música. George Lynch, outra vez, destrói no solo!

Nas letras, “Standing In The Shadows” abandona o romantismo e aposta em uma trama psicológica, mesmo que simples, por um homem que teria cometido um crime:

Standing in the shadows
Watching the world go by
Standing in the shadows
He was looking
Looking for a place to hide



HEAVEN SENT

“Heaven Sent” é a quinta faixa de Back For The Attack.

Mais uma vez a base da canção é um clássico Hard Rock, desta vez mais cadenciada, continuando com a manutenção do peso da guitarra de George Lynch. O ponto alto da canção é o solo, mais uma grande construção do guitarrista.

O romantismo é retomado na canção, de maneira que a personagem principal não quer mais se apaixonar:

Save me
Dont let me fall
Heaven sent
I heard the call
Stop me
Dont let me go
Touch my heart
Then let me know



Lançada como single, não conseguiu obter maior repercussão.



MR. SCARY

A sexta faixa do álbum é “Mr. Scary”.

“Mr. Scary” é uma faixa de pouco mais de 4 minutos, sendo totalmente instrumental. George Lynch esbanja feeling na canção, fazendo solos precisos. A canção apresenta um Hard Rock com flertes consideráveis com o Heavy Metal tradicional.



SO MANY TEARS

“So Many Tears” é a sétima faixa do álbum.

A canção é construída com um Hard Rock tipicamente do Dokken, de maneira envolvente. A sonoridade da música é pesada, mas sem nunca perder a melodia. O refrão é bem contagiante, contando com vocais muito belos por parte de Don.

A faixa apresenta letras românticas em tom de uma despedida:

There's only so many tears you can cry
There's only so many ways you can say goodbye
There's only so many tears you can cry
There's only so many ways you can say goodbye
So many tears you can cry



BURNING LIKE A FLAME

A oitava faixa de Back For The Attack é o clássico “Burning Like A Flame”.

“Burning Like A Flame” segue um ritmo clássico de Hard Rock, sendo um riff divertido e muito empolgante. A seção rítmica faz sua parte de maneira competente, mas o grande destaque da faixa é realmente a atuação vocal de Don Dokken, que canta de maneira entusiasmada e com vocais emotivos.

Letras bastante românticas constituem a canção, com um amor que o “eu lírico” não pensava que fosse perdurar, mas mostrando-se apaixonado:

Don't you know that
It's our love that's burning
Burning like a flame
And you know that
It's out love that's never gonna change
'Cause every time I touch you
You just make me go insane
Don't you know that
It's our love that's burning
Our love burning like a flame

“Burning Like A Flame” foi lançada como single para promover Back For The Attack, para qual foi também lançado um videoclipe promocional. A canção atingiu a 20ª colocação da parada norte-americana de singles.



“Burning Like A Flame” também se tornou um clássico da banda e uma canção adorada pelos fãs do grupo.



LOST BEHIND THE WALL

A nona faixa do álbum é “Lost Behind The Wall”.

A canção tem um ritmo bem cadenciado, mas com uma veia Heavy Metal bem realçada. O peso da música contribui perfeitamente para um clima tenso, sendo muito bem interpretada pelo vocalista Don Dokken. O solo é belíssimo, repleto de feeling, o ponto alto de “Lost Behind The Wall”. Grande George Lynch!



STOP FIGHTING LOVE

A décima faixa de Back For The Attack é “Stop Fighting Love”.

“Stop Fighting Love” é uma ótima canção de Hard Rock que segue o ritmo das canções anteriores do álbum, sendo bem pesada, mas sem perder a melodia. George Lynch se destaca ao fazer belas linhas de guitarra e contribui com os vocais de Don Dokken. Mais um solo muito bonito.

A banda aposta em mais uma letra romântica, como mostra o refrão:

Stop fighting love
Baby I just want to know the reason why
Stop fighting love
Don't say goodbye
And you'll be back in my arms again



CRY OF THE GYPSY

“Cry Of The Gypsy” é a décima primeira faixa do álbum.

“Cry Of The Gypsy” tem um riff muito bom e que mantém um ritmo bastante forte e intenso, com peso marcante, flertando bastante com o Heavy Metal. A guitarra de George Lynch é, sem sombra de dúvidas, o grande destaque desta excelente canção de Back For The Attack.

As letras da canção mostram um personagem que sofre bastante, o refrão é empolgante:

Must be the gypsy
The cry of the gypsy
Must be the gypsy
The cry of the gypsy
Must be the gypsy in me



SLEEPLESS NIGHT

A décima segunda faixa do álbum é “Sleepless Night”.

“Sleepless Night” talvez seja a música mais pesada do trabalho, entretanto tem um ritmo bastante cadenciado, lento mesmo. Don Dokken faz bons vocais, mas talvez seja o ponto mais baixo do disco, mesmo longe de ser uma faixa ruim.



DREAM WARRIORS

A décima terceira, e última, faixa de Back For The Attack é “Dream Warriors”.

Com fortes influências de Heavy Metal, “Dream Warriors” é uma excelente canção e dos maiores clássicos da carreira do Dokken. O riff é bastante pesado, mas, ao mesmo tempo, repleto de melodia, refletindo toda a qualidade do guitarrista George Lynch. Don faz um trabalho excelente nos vocais e a seção rítmica está ótima!

As letras têm uma temática bastante aterrorizante, casando com sua finalidade sobre a qual trataremos:

With the dream warriors
Don't wanna dream no more
With the dream warriors
And maybe tonight
Maybe tonight you'll be gone

Como foi dito no início do texto, “Dream Warriors” foi lançada antes do álbum, como trilha sonora do filme da série da personagem Freddy Krueger, A Nightmare on Elm Street 3: Dream Warriors.

Foi lançada como single, antes mesmo do álbum, em fevereiro de 1987. Alcançou a 22ª posição da parada norte-americana de singles e fez bastante repercussão também no Reino Unido.



Também foi feito um videoclipe para a mesma, com os integrantes da banda interagindo com personagens do filme, muito legal!

A versão de “Dream Warriors” que foi incluída em Back For The Attack, é ligeiramente mais curta e também foi remixada. Certamente, é outra das canções favoritas dos fãs e bastante presente no set list do grupo através dos anos.



Considerações Finais

Back For The Attack se tornou o álbum mais bem sucedido comercialmente da história do Dokken, estimando-se que tenha superado a casa das 2 milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos.

O álbum atingiu a excelente 13ª posição da parada norte-americana de álbuns, refletindo com fidelidade a qualidade do trabalho.

Com tanto sucesso comercial e repercussão, o Dokken foi convidado a participar do Monsters Of Rock Tour, um festival de 1988, ao lado de nomes como Scorpions, Van Halen, Kingdom Come e Metallica.

Os shows que a banda realizou no Japão em abril de 1988 foram gravados e permitiram o lançamento de um álbum ao vivo, Beast from the East, surgindo oficialmente em 16 de Novembro daquele ano, alcançando a 33ª posição da parada de álbuns norte-americana.

Já em Março de 1989, o Dokken se dissolveu devido a diferenças pessoais e criativas entre Don Dokken e George Lynch. Don se lançou em carreira solo e George Lynch juntamente com o baterista Mick Brown formou a banda Lynch Mob.

George Lynch


O Dokken só voltaria a se juntar e lançar um material inédito com Dysfunctional, de maio de 1995.

Formação:
Don Dokken - Vocal
George Lynch - Guitarras
Jeff Pilson - Baixo
Mick Brown – Bateria

Faixas:
01. Kiss of Death (Lynch/Dokken/Pilson) — 5:51
02. Prisoner (Lynch/Pilson/Brown) — 4:20
03. Night by Night (Pilson/Lynch/Brown/Dokken ) — 5:23
04. Standing in the Shadows (Dokken/Lynch/Pilson) — 5:07
05. Heaven Sent (Dokken/Lynch/Pilson) — 4:52
06. Mr. Scary (Lynch/Pilson) — 4:31
07. So Many Tears (Dokken/Lynch/Pilson) — 4:56
08. Burning Like a Flame (Lynch/Pilson/Dokken/Brown) — 4:46
09. Lost Behind the Wall (Lynch/Brown/Dokken/Pilson) — 4:19
10. Stop Fighting Love (Pilson/Lynch/Dokken/Brown) — 4:52
11. Cry of the Gypsy (Dokken/Pilson/Lynch) — 4:51
12. Sleepless Night (Lynch/Brown/Pilson) — 4:32
13. Dream Warriors (Lynch/Pilson) — 4:42

Letras:
Para o conteúdo das letras, indicamos o acesso a: http://letras.terra.com.br/dokken/

Opinião do Blog:
Apesar do grande sucesso na década de oitenta, hoje o Dokken não é uma banda tão conhecida assim. Isso não impede de que se reconheça a qualidade dos trabalhos lançados pelo grupo, especialmente aqueles da supracitada década.

Dois fatores despertam interesse pela banda, aos nossos olhos. O primeiro é o empenho aliado à qualidade do vocalista Don Dokken em fazer a banda especial. Don é um cantor talentoso e imprime técnica e emoção aos vocais.

O outro fator é o guitarrista George Lynch. Ele mostra do que é capaz em Back For The Attack, especialmente em seus incríveis solos, um dos maiores destaques do álbum e, também, de sua carreira.

O Dokken faz um Hard Rock que flerta constantemente com o Heavy Metal e isto está presente no ótimo álbum Back For The Attack. “Kiss Of Death”, “Dream Warriors” e “Prisoner” são grandes músicas e provas de tudo isto que se afirma.

Outra característica da banda é que, se suas músicas por muitas vezes contêm boas doses de peso, ao mesmo tempo o grupo nunca abre mão das melodias e belas linhas de guitarra.

Álbum e bandas mais que indicados pelo Blog. Dê-se uma chance de ser envolvido pela categoria deste ótimo Dokken!