11 de julho de 2011

METALLICA - RIDE THE LIGHTNING (1984)



Ride The Lightning é o segundo álbum de estúdio da banda norte-americana de Heavy Metal Metallica. O álbum foi lançado em 27 de julho de 1984, produzido pela própria banda em conjunto com o produtor Flemming Rasmussen (Morbid Angel, Blind Guardian, etc.) e foi gravado no Sweet Silence Studios, em Copenhague, Dinamarca, entre fevereiro e março daquele ano. Ride The Lightning é uma gíria das prisões dos EUA que se refere à morte na cadeira elétrica.

Na época, adepto à filosofia “Undergroun”, o Metallica ignorou solenemente a televisão e não gravou vídeos clipes promocionais com o intuito de divulgar o álbum. Também ignorado pelas rádios mais populares, a divulgação se deu quase exclusivamente pela turnê que se seguiu ao lançamento e, também, pelo boca-a-boca.

O álbum contém alguns dos grandes sucessos da banda com músicas que são presenças quase obrigatórias nos shows. É nele que está “For Whom The Bell Tolls”, inspirada no romance de Ernest Hemingway sobre os horrores das guerras. Nesta faixa também está presente a famosa introdução com o baixo distorcido criada pelo falecido baixista Cliff Burton.

Outra faixa importante do álbum é “Fade To Black”, a primeira “balada” da banda. A letra sugere uma pessoa que esteja próxima a cometer suicídio. Conta com belos solos do guitarrista Kirk Hammett.

“Creeping Death” é inspirada nas 10 pragas que assolaram o Egito Antigo que são narradas na Bíblia, no livro de Êxodo, em especial aquela que se referia à morte dos filhos primogênitos. Parte da canção, mais especificamente a ponte, foi escrita pelo guitarrista Kirk Hammett quando ainda tocava na banda anterior à sua entrada ao Metallica, o Exodus.

“The Call Of Ktulu” é a segunda música instrumental do Metallica, depois de “Anesthesia” (esta, muito mais um solo do baixista Cliff Burton), presente no primeiro álbum, Kill ‘Em All. É baseada no livro The Shadow Over Innsmouth, de H. P. Lovercraft. A alteração do nome original na obra, de Chtulhu para Ktulu, seria por superstição, uma vez que nas histórias de Lovercraft, a simples citação falada ou escrita da palavra traria maldição a quem a fizesse.

Ride The Lightning é o último álbum do Metallica a conter músicas com contribuições do antigo guitarrista Dave Mustaine. É dado crédito a ele nas faixas “Ride The Lightning” e “The Call Of Ktulu”.

Desde 1991, quando surgiu a SOUND-SCAN (que conta a vendagem de álbuns desde 1991), contabiliza-se que o álbum vendeu mais de 4,3 milhões de cópias. Estes números não incluem as vendas ocorridas antes de 25 de maio de 1991.

Max Cavaleira, ex-vocalista do Sepultura, considera Ride The Lightning seu álbum favorito do Metallica. Ele conta que para ganhar o álbum original, importado, teve que cortar seu cabelo. Segundo ele, valeu o sacrifício, afinal “o cabelo cresceria novamente”.

Formação:
James Hetfield – Vocal, Guitarra Base
Kirk Hammett – Guitarra solo
Cliff Burton – Baixo, Backing Vocal
Lars Ulrich – Bateria

Faixas:
01. Fight Fire with Fire (J. Hetfield/L. Ulrich/C. Burton) - 4:46
02. Ride the Lightning (J. Hetfield/L. Ulrich/C. Burton/D. Mustaine) - 6:38
03. For Whom the Bell Tolls (J.Hetfield/L. Ulrich/C. Burton) - 5:09
04. Fade to Black (J. Hetfield/L. Ulrich/C. Burton/K. Hammett) - 6:52
05. Trapped Under Ice (J.Hetfield/L. Ulrich/K. Hammett) - 4:04
06. Escape (J. Hetfield/L. Ulrich/K. Hammett) - 4:25
07. Creeping Death (J. Hetfield/L. Ulrich/C. Burton/K. Hammett) - 6:35
08. The Call of Ktulu (Instrumental) (J.Hetfield/L. Ulrich/C. Burton/D. Mustaine) - 8:53

Letras:
Para o conteúdo das letras, recomendamos o acesso a: http://letras.terra.com.br/metallica/

Opinião do BLOG:
O segundo álbum do Metallica, Ride The Lightning, é uma evolução natural se consideramos o primeiro álbum Kill ‘Em All (nada contra ele, pelo contrário, é um grande álbum). O Thrash Metal inovador presente no trabalho anterior também aparece aqui, permeado em todas as faixas.

Neste trabalho, a influência que a banda tinha da New Wave Of British Heavy Metal é mais visível. O Thrash Metal é mesclado com diversas passagens mais cadenciadas e trabalhadas, como ocorre em diversas vezes no álbum, notadamente em “Fade To Black” e “The Call Of Ktulu”. Esta mescla viria a se tornar a marca registrada da banda em seus trabalhos clássicos e, também, um diferencial.

‘Ride’ apresenta letras consideravelmente mais maduras se comparadas ao primeiro trabalho. Temas como a pena de morte, depressão e suicídio são apenas exemplos do maior empenho do letrista da banda, James Hetfield, em trabalhar mais detalhadamente nas músicas.

Riffs marcantes, solos extremamente inspirados, letras mais maduras, tudo isso faz de Ride The Lightning essencial para qualquer fã de Heavy metal que se preze. Um álbum clássico!

Vídeos Recomendados:

Fade To Black ao vivo em Moscou:


For Whom The Bell Tolls, ao vivo, com Cliff Burton:


The Call Of Ktulu, ao vivo, com a Orquestra de San Francisco:


3 comentários:

  1. Gosto do Metallica a partir de Master of Puppets (1986), mas este Ride the Lightning até que é interessante, mas assim como o primeiro disco deles, o anterior Kill 'em All (1983), considero-o inferior ao lançamento de 1986, que arrasou com todas as expectativas e continua sendo até hoje, o melhor disco do Metallica - não aquela sem-graçeira do Black Album de 1991 (como todo mundo diz).

    Tudo bem que ambos primeiros discos contém faixas clássicas que entraram para o repertório dos shows ao vivo da banda, mas no caso de Ride the Lightning, a música mais fraca pra mim é a instrumental "The Call of Ktulu" que encerra o disco de maneira um tanto incomum que muitas vezes me faz lembrar o disco A Trick of the Tail, do Genesis (1976) com a instrumental "Los Endos" (a mais fraca deste disco também) que também encerra este disco inusitadamente.

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    1. Grande Igor, obrigado novamente pelo comentário. Concordo que Master of Puppets seja a obra suprema do Metallica, muito provavelmente um dos meus 10 discos preferidos de todos os tempos. Mas eu gosto muito de tudo que a banda fez até Load, incluindo-o. Acho "The Call Of Ktulu" uma ótima canção, mas é apenas questão de gosto.

      Depois, acho que a banda desandou. Re-Load é um álbum de sobras e, como tal, é insípido. Death Magnetic é esforçado, mas, para mim, soa forçado, com mais transpiração que inspiração, embora tenha seus momentos. E St. Anger é, na minha humilde opinião, um dos piores discos de todos os tempos. Mas o Metallica é uma das minhas "bandas de cabeceira", hahahahah. Grande abraço, meu amigo!

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    2. De nada, amigo e um abração pra você também. Esqueci de falar do And Justice for All (1988), o álbum onde o grupo exagerou nas canções de longa duração, e que inclui aquela que eu considero a melhor música de TODA a carreira do Metallica: a lindíssima "One", primeira de tantas a ganharem videoclipes para a TV. Pena que a partir dos anos 90 com o Black Album, no meu ponto de vista, o grupo mudou seu rumo musical e foi perdendo a graça aos poucos.

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